Figueirense 2 x 2 Santos

Data: 25/05/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 5.927 torcedores
Renda: R$ R$ 86.670,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Elicarlos e Jaime (F); Rafael Longuine, Matheus Nolasco e Paulinho (S).
Cartão vermelho: Gustavo Henrique (S).
Gols: Rafael Moura (37-1) e Vitor Bueno (41-1, de pênalti); Joel (11-2, de pênalti) e Ermel (46-2).

FIGUEIRENSE
Gatito Fernandéz; Ayrton, Jaime, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Ermel), Jocinei, Ferrugem e Bady (Ortega); Guilherme Queiroz (Dudu) e Rafael Moura.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Serginho) e Rafael Longuine (Matheus Nolasco); Paulinho e Joel. (Luiz Felipe).
Técnico: Dorival Junior



Com um a menos, Santos sofre empate aos 46 e segue sem vencer fora

O Santos esteve muito perto de acabar com o jejum de vitórias fora de casa em Campeonatos Brasileiros. Na noite desta quarta-feira, a equipe de Dorival Júnior absorveu bem os desfalques de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira e esteve a frente do placar diante do Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli. Mas, aos 46 minutos, a equipe da casa arrancou o empate e frustrou os planos do Peixe.

A arbitragem do jogo sofreu muita pressão durante os 90 minutos e deixou o gramado com a escolta policial. Isso porque os dois gols santistas saíram após cobranças de pênaltis. Vitor Bueno e Joel balançaram as redes. Antes, Rafael Moura abriu o placar. E com a expulsão de Gustavo Henrique, que acertou uma voadora em Dudu, no segundo tempo, o Santos acabou sendo pressionado até levar um belo gol de Ermel, já nos minutos finais. Assim, a última vitória santista fora de casa no Brasileirão segue sendo o 1 a 0 em cima do Cruzeiro, na 21ª rodada da edição de 2015, há nove meses.

O resultado deixa o Santos com quatro pontos na competição, em campanha de uma vitória, um empate e uma derrota, na provisória 8ª posição neste início da 3ª rodada. Por outro lado, a equipe de Florianópolis segue sem vencer, diante de três empates, o que dá ao time apenas três pontos e a 15ª posição na tabela, que ainda pode piorar no desenrolar dos próximos jogos.

O jogo

Quem esperava um Santos cauteloso por não ter seus principais jogadores em campo e principalmente pelo fato de estar longe da Vila Belmiro se enganou. Dorival Júnior se mostrou determinado a arrancar os três pontos diante do Figueirense, em Florianópolis, e postou sua equipe com uma marcação alta, surpreendendo o adversário.

Desta maneira, o Peixe dominou toda a primeira etapa. Os donos da casa chegaram ao ataque pela primeira fez só aos 13 minutos, mesmo assim, sem levar perigo a Vanderlei. A resposta santista veio em seguida e por pouco o placar não foi aberto.

Joel recebeu em profundidade e rolou para o meio da área. Sozinho, Rafael Longuine furou embaixo das traves. Paulinho pegou a sobra e também se atrapalhou. Chance inacreditável desperdiçada pelo Santos.

Apesar do vacilo, o alvinegro praiano não se abalou e seguiu ditando o ritmo do jogo, já com mais de 60% de posse de bola. Faltava apenas encaixar o último passe, que sempre acabava bloqueado pelos defensores do Figueira. E o castigo veio aos 37 minutos.

David Braz se perdeu na linha de impedimento e deixou Rafael Moura em posição legal nas costas de Victor Ferraz na única subida efetiva do Figueirense. O centroavante dominou e não perdoou: 1 a 0.

A alegria, no entanto, não durou muito tempo. Aos 41 minutos, Ferrugem saltou para afastar a bola da área e acabou tocando com o braço na bola. Pênalti assinalado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhaes e convertido por Vitor Bueno.

Na segunda etapa, a partida parecia que manteria o mesmo ritmo. Logo no primeiro minuto, Vitor Bueno ficou de frente para o goleiro Gatito, mas isolou a finalização por cima do travessão. No lance seguinte, Baby cabeceou livre e obrigou Vanderlei a trabalhar pela primeira vez no confronto.

Mas o jogo esquentou mesmo aos 10 minutos, quando Joel se antecipou a Jaime dentro da área e caiu. Novamente, sem titubear, Wagner do Nascimento Magalhaes apontou para a marca da cal. Desta vez, o camaronês colocou a bola debaixo dos braços e também foi feliz na cobrança. 2 a 1 e muita reclamação da torcida, que ecoava o grito de “vergonha” das arquibancadas.

A pressão sobre a arbitragem só aumentou aos 17 minutos, quando Thiago Maia acertou Ferrugem dentro da área santista e o juiz do jogo, desta vez, nada marcou. A partida chegou a ficar paralisada diante de tanta reclamação e o massagista do Figueirense acabou expulso.

Dai para frente, todos os lances eram muito questionados e o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães parecia perder o comando do duelo. A situação só foi amenizada aos 22 minutos, quando Gustavo Henrique deu um ‘golpe de karatê’ em Dudu e foi expulso sem apresentação do cartão amarelo.

O Peixe, então, se limitou apenas a marcar, enquanto o Figueirense partiu para o tudo ou nada nos minutos finais. A pressão só surtiu efeito aos 46 minutos, quando Marquinhos Pedroso cruzou da esquerda e Ermel acertou um lindo voleio para empatar a partida e manter a sina do Santos em não vencer como visitante.

Dorival culpa expulsão e gols perdidos por novo tropeço fora de casa

“Expulsão” e “efetivo”. Essas foram as palavras mais utilizadas por Dorival Júnior depois do empate por 2 a 2 com o Figueirense no estádio Orlando Scarpelli. O treinador santista, apesar da fala mansa, não escondeu seu descontentamento com o zagueiro Gustavo Henrique, pela expulsão direta aos 22 minutos do segundo tempo, quando o Peixe vencia por 2 a 1, e com a má pontaria de seus atacante, principalmente diante das chances criadas na etapa inicial.

“O jogo, até o momento da expulsão, foi um. E depois foi outro completamente diferente. Facilitamos para que o Figueirense alcançasse o gol. Perdemos uma ótima oportunidade em razão do que vínhamos produzindo. Demos as condições ou proporcionamos as condições para que o Figueirense alcançasse a recuperação”, avaliou o treinador santista, convicto de que seus comandados poderiam ter matado o jogo antes do fatídico cartão vermelho.

“Até o momento da expulsão, nós tínhamos posse de bola e envolvíamos a equipe do Figueirense. Poderíamos ter tido sorte melhor no primeiro tempo. Poderíamos ter sido mais efetivos também. Temos de estar mais preparados para definirmos, porque não é a todo momento que vamos envolver um adversário como envolvemos hoje”, avisou.

Apesar da vitória ter escapado aos 46 minutos do segundo tempo, Dorival aprovou a atuação da equipe no primeiro teste sem Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. O treinador valorizou o fato do Peixe ter finalizado mais a gol e ter ficado mais tempo que o adversário com a bola sob seu domínio.

“O Santos tem esse perfil. Joga dessa maneira. Jogou o Paulista assim, o Brasileiro do ano passado assim. Procuramos manter posse de bola e jogada em velocidade. Não fomos felizes por completo por não sabermos aproveitar as oportunidades que tivemos”, disse, antes de novamente cobrar uma nova postura dos jogadores.

“É aquilo que falei: tem de jogar futebol de uma maneira fria, equilibrada, sempre buscando intensidade e tendo consciência, sabendo administrar. O jogo estava totalmente a nosso favor para que pudéssemos definir a qualquer momento. De repente, proporcionamos isso por causa da expulsão”, concluiu Dorival Júnior.

Renato ameaça reclamar de gol do Figueirense, mas vê lance normal

O gol de Ermel, já quase aos 47 minutos do segundo tempo, evitou a vitória santista em Florianópolis nesta quarta-feira. O lance que decretou o 2 a 2 no placar gerou reclamações de alguns jogadores santistas, mas, depois do apito final, o capitão Renato se dirigiu ao árbitro com outra postura. A polêmica foi criada porque Vanderlei saiu para cortar o cruzamento vindo da direita e acabou furando o soco. O goleiro pediu falta, mas a jogada seguiu e acabou na conclusão de Ermes para as redes.

“Ele (Vanderlei) foi para pegar a bola e achei que tinha tomado um tranco. Mas, vimos que o Vanderlei perdeu o tempo da bola. Não tem de lamentar. Ele (árbitro) não apitou, correu o jogo. Essa foi a única reclamação. Não era o que queríamos. Diante da circunstância da partida, a gente correu e o resultado não veio”, explicou o camisa 8, ao Sportv.

Agora o Santos volta a Baixada Santista para iniciar a preparação para o duelo de domingo, contra o Internacional, às 18h30, na Vila Belmiro. Gustavo Henrique é o único desfalque de Dorival Júnior. O zagueiro levou o cartão vermelho direto na segunda etapa da partida no Orlando Scarpelli. Luiz Felipe e Lucas Veríssimo brigarão pela vaga.