Santos 3 x 0 São Paulo

Data: 26/06/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.740 pagantes (24.840 presentes)
Renda: R$ 862.720,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Danilo Simon Manis e Miguel Ribeiro da Costa (ambos de SP)
Cartões amarelos: Gabriel e Lucas Lima (S); Calleri, Hudson e Lugano (SP).
Cartão vermelho: Lugano (SP)
Gols: Vitor Bueno (01-1), Rodrigão (38-1) e Lucas Lima (44-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju), Renato, Vitor Bueno (Yuri) e Lucas Lima (Jean Mota); Gabigol e Rodrigão.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson), Luiz Araújo (Carlinhos) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel).
Técnico: Edgardo Bauza



Santos dá lição em mistão do Tricolor e entra no G4 do Brasileiro

O Santos aproveitou os desfalques do São Paulo e venceu por 3 a 0 o San-São de número 300 da história, na tarde deste domingo, no Pacaembu, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem ter a ver com os problemas do rival, o Peixe mostrou mais talento, velocidade e posse de bola. Por isso, conquistou a vitória em seu 500º jogo no gramado municipal, com gols de Vitor Bueno e Rodrigão, ambos feitos no primeiro tempo, e Lucas Lima, em cobrança de falta, nos minutos finais da partida.

De quebra, o time da Baixada chegou aos 19 pontos entrou no G4, assumindo a terceiro lugar da competição, atrás somente de Palmeiras (22) e Internacional (20), mas à frente do Corinthians. O Tricolor, por sua vez, amplia sua série sem vitórias para três jogos e cai da sétima para a décima posição, com 15 pontos.

Já pensando nas semifinais da Copa Libertadores da América, o técnico Edgardo Bauza cortou o meia Paulo Henrique Ganso, com fadiga muscular, do chamado “Clássico da Paz” – as duas equipes chegaram no mesmo ônibus ao estádio. A exemplo do camisa 10, o volante Thiago Mendes também foi preservado, enquanto Kelvin esteve fora por lesão na coxa esquerda e o atacante Centurión foi liberado para ir à Argentina visitar sua avó hospitalizada. Por isso, o Patón lançou mãos dos garotos Mateus Caramelo, Artur e Luiz Araújo.

O jogo

O São Paulo começou a partida como desembarcou do ônibus que o levou ao Pacaembu junto ao Santos: na paz. O Peixe, por sua vez, aproveitou a moleza do time tricolor e abriu o placar logo em seu primeiro ataque. Aos 44 segundos de jogo, Gabriel fez cruzamento na segunda trave, Thiago Maia apareceu sozinho e chutou para o gol. Denis não segurou e, no rebote, Vitor Bueno empurrou para o fundo das redes, fazendo a única torcida presente no estádio municipal comemorar o gol .

O time comandado por Edgardo Bauza, então, se viu obrigado a atacar e ameaçou o gol de Vanderlei aos dez minutos. Ytalo se infiltrou pelo meio e de fora da área arriscou o chute, obrigando o goleiro santista a espalmar para escanteio. Na cobrança, porém, o Peixe armou bom contra-ataque com Lucas Lima, que disparou pela direita e finalizou para defesa de Denis.

Com Michel Bastos e Ytalo apagados, ficou a cargo do jovem Luiz Araújo a criação das principais jogadas do São Paulo. O veloz garoto, atuando pela direita, dava trabalho para Gustavo Henrique e Renato. Tanto que aos 25, o meia limpou e chutou rasteiro com muito perigo a Vanderlei, que desviou para escanteio.

Percebendo a dificuldade na movimentação do ataque de sua equipe, Patón pediu para Michel e Ytalo trocar de posições, com o primeiro assumindo o meio e o segundo a ponta esquerda. A medida surtiu efeito e o Tricolor quase chegou ao empate em uma sequência de lances perigosos. Primeiro com Ytalo, que girou e bateu forte para defesa do goleiro rival. No escanteio, Zeca e Gustavo Henrique quase jogaram contra o próprio gol.

Como quem não faz, toma, o castigo chegou ao São Paulo. Com marcação na saída de bola tricolor, o Peixe fez triangulação rápida entre Lucas Lima, Gabriel e Victor Ferraz. O lateral recebeu na ponta direita e passou na medida para o centroavante Rodrigão empurrar para redes: 2 a 0, placar merecido para quem atacou mais e manteve a posse de bola.

Já no início da etapa final, o São Paulo deu mostras de que poderia incomodar mais o Santos. Logo aos cinco minutos, Calleri disparou em contra-ataque, invadiu a área, mas parou em Vanderlei, que fez sua defesa mais difícil até então. Logo em seguida, os mandantes responderam com Rodrigão, que desviou escanteio e quase fez o terceiro do Peixe.

Sem conseguir com que sua equipe agredisse o Santos, o Patón promoveu as entradas de Carlinhos e Hudson nos lugares de Luiz Araújo e Artur, respectivamente. O jogo, no entanto, ficou mais nervoso em função da irritação dos jogadores tricolores pelas jogadas de Lucas Lima e do carrinho de Calleri em Vanderlei, quando o goleiro saía com a bola. O argentino por pouco não recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Já Hudson não escapou da advertência por empurrão em Zeca.

As alterações de Bauza não surtiram efeito e o Santos continuou controlando a partida. Com boa posse de bola, o time de branco provocou o “olé” de sua torcida na parte final do confronto. Por outro lado, o São Paulo errava muitos passes e não conseguia propor o jogo ou sair em contra-ataque.

Satisfeita com o desempenho de sua equipe, os torcedores santistas acenderam as lanternas de seus aparelhos celulares. Foi com esse clima que, aos 44, Lucas Lima cobrou falta com excelência e pregou o último parafuso no caixão tricolor. Na sequência, Lugano reclamou com o árbitro Raphael Claus pela falta que originou o terceiro tento do Peixe e acabou levando o segundo amarelo, descendo aos vestiários um pouco mais cedo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival valoriza triunfo, mas alerta sobre “campeonato traiçoeiro”

Com uma vitória por 3 a 0 sobre São Paulo, o Santos entrou no G4 do Campeonato Brasileiro na noite deste domingo. O técnico Dorival Júnior valorizou o triunfo alcançado no Estádio do Pacaembu, mas alertou que o torneio nacional oferece riscos.

“Fico feliz com a atuação da equipe e pelo bom momento na disputa, mas volto a dizer que o campeonato é traiçoeiro e qualquer mínimo erro pode ser fatal. A oscilação em posições continuará acontecendo. Por isso, todo cuidado é pouco para que mantenhamos nossa colocação e continuemos pressionando os times da frente”, afirmou.

Com Vitor Bueno, o Santos abriu o placar diante do São Paulo já nos primeiros segundos de jogo e aumentou ainda na etapa inicial por meio de Rodrigão. Na metade final, o time praiano fechou o marcador em um golaço de Lucas Lima e não correu riscos.

“Você não constrói um resultado em cima de um time como o São Paulo por acaso. Acho que a equipe foi muito séria, concentrada e compenetrada em busca da vitória. Jogamos dentro das nossas características, com confiança, simplicidade e trabalhando a bola. Ainda assim, o São Paulo teve bons momentos”, disse Dorival Júnior.

Com 22 pontos ganhos, o Palmeiras permanece na liderança do Campeonato Brasileiro, seguindo pelo Internacional, que contabiliza 20 pontos. Após o triunfo sobre o São Paulo, o Santos fica com 19 pontos e toma o terceiro posto, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate.

Na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, o time praiano enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre. Ainda nos vestiários do Estádio do Pacaembu, o técnico Dorival Júnior já projetou o próximo desafio santista.

“O importante é que o time resgatou a melhor condição e agora temos que olhar daqui para adiante. Foi um bom jogo, um grande resultado e ponto. A partir de hoje, já focamos em cima do Grêmio para tentar fazer o melhor resultado possível em Porto Alegre”, disse o comandante.

“Falou que ia me pegar, mas não deu tempo”, diz Gabriel sobre Lugano

Os últimos minutos da vitória por 3 a 0 do Santos sobre o São Paulo foram movimentados no Estádio do Pacaembu. De acordo com o atacante Gabriel, o zagueiro Lugano, expulso após o terceiro gol do time alvinegro, chegou a ameaçá-lo na tarde deste domingo.

Nos minutos finais, aos gritos de “olé” da torcida santista, Lugano tomou uma caneta de Gabriel, cometeu falta e recebeu o cartão amarelo. Na cobrança, Lucas Lima marcou o terceiro gol do Santos e, pouco depois, o defensor são-paulino acabou expulso por reclamação pelo árbitro Raphael Claus.

Antes da cobrança da falta, Lugano e Gabriel tiveram uma conversa pouco amistosa. “É que dei uma caneta e ele ficou bem bravo. Eu falei que era do futebol, ele falou que ia me pegar, mas não deu nem tempo”, afirmou o jovem atacante santista à Rádio Globo.

Lucas Lima, autor do gol de falta, também comentou a postura de Lugano. “É normal. Cada um faz o que quer dentro de campo. Eu não pretendo provocar ninguém. É claro que uma hora ou outra escapa alguma coisa, mas é do jogo. Acho que ele ficou mais bravo pelo placar do que pelas provocações”, afirmou meia.

Amplamente superior, o Santos chegou aos 19 pontos e assumiu a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate. Satisfeito pelo triunfo no clássico, Gabriel tratou de comemorar a exibição no Pacaembu.

“Foi uma grande vitória, uma vitória convincente. Na minha opinião, ganhou o melhor time. Sabíamos que tínhamos que marcar bem, porque com a bola no pé conseguiríamos sobressair. Nosso time jogou muito bem. Foi superior em todos os aspectos e precisa continuar assim para seguir forte”, declarou.