Gama 0 x 0 Santos

Data: 20/07/2016, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Terceira Fase – Jogo de ida
Local: Estádio Bezerrão, no Gama, DF.
Público: 12.066 pagantes
Árbitro: Adriano Milczvski (PR)
Auxiliares: Ivan Carlo Bohn (PR) e Luciano Roggenbaum (PR).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Paulinho (S).

GAMA
Maringá; Dudu Gago, Pedrão, Murilo e Felipe Assis; Eduardo, David, Michel, Jeferson Paulista (Italo) e Marcos Bahia (Marlon); Rodrigo Pítio (Raone).
Técnico: Reinaldo Gueldini

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Yuri, Leo Cittadini (Vecchio), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Copete e Rodrigão (Joel).
Técnico: Dorival Júnior



Santos joga sem inspiração e não sai do 0 a 0 com o Gama

Ninguém vai poder alegar que o Santos não tentou todas as alternativas que tinha disponíveis para sair com a vitória diante do Gama, no Estádio Bezerrão, pela terceira rodada da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira. O problema foi que o futebol apresentado ficou bem abaixo do que a equipe tem demonstrado na temporada. Desta forma, o resultado não podia ser outro se não um empate por 0 a 0.

Sem contar com os titulares Zeca, Thiago Maia e Gabriel (na seleção olímpica), além de Renato e Ricardo Oliveira (poupados), faltou contundência para o Peixe e sobrou disposição para o Gama, que mesmo sem atuar oficialmente nos últimos dois meses, se entregou na marcação e conseguiu sustentar o empate. Depois do apito do juiz, torcedores do Gama brigaram entre si e a polícia teve que intervir para separar a confusão.

Na próxima semana, as duas equipes voltam a se enfrentar, no dia 27, na Vila Belmiro. O vencedor passará às oitavas de final. Empate com gols classificará o Gama. Um novo 0 a 0 levará a definição para as penalidades. Antes disso, o Peixe volta a campo para enfrentar o Vitória, no sábado, às 18h, em Salvador, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo

O Santos começou a partida com a posse de bola, mas alternou toques cadenciados, sem pretensão de chegar ao ataque. O Gama, por sua vez, tentava impedir que o Peixe jogasse.

Com uma bola parada forte, os donos da casa até chegaram a ameaçar o gol de Vanderlei em duas ocasiões. Somente depois de 20 minutos de jogo os santistas tentaram a primeira jogada pelas pontas. Nesse momento, Leo Cittadini era a principal figura da equipe, com presença no ataque e nas finalizações.

Com desempenho fraco, o Santos não correu riscos. Em contrapartida, deu um ritmo lento ao jogo e deixou o tempo passar. Em suma, o time teve a posse de bola e rodava no ataque, mas encontrava dificuldades para furar o bloqueio adversário.

Logo na volta do intervalo, aos dois minutos, o Santos teve a grande chance de abrir o marcador, quando Copete, pela esquerda, recebeu na área, tirou o goleiro da jogada e tocou para Victor Ferraz escorar e Cittadini chutar forte, mas com desvio de Pedrão.

O Peixe voltou para a etapa final diferente, com mais velocidade e inversões de jogo. Aos quatro minutos, novamente Copete pela esquerda, cortou para dentro e chutou rasteiro para defesa de Maringá para escanteio.

Aos 14, em lance de extremo perigo, o Gama quase complicou a vida do Santos, quando Roberto foi acionado na área, mas bateu em cima de Vanderlei. Aos 23, Lucas Lima recebeu de frente para o gol, mas finalizou para boa defesa de Maringá. Na sobra, Rodrigão mandou para a rede, mas pelo lado de fora. Mas o esboço de melhora se foi com o passar do tempo e o Santos voltou a demonstrar um futebol com pouca inspiração.

Santos TV – Bastidores:

Dorival Júnior reconhece que desfalques fizeram falta no Bezerrão

As ausências de cinco titulares na escalação do Santos diante do Gama comprometeram o desempenho da equipe. Esta foi a avaliação do técnico Dorival Júnior após o Peixe empatar em 0 a 0 no Centro-Oeste.

Nem mesmo surtiu efeito o fato de alvinegro praiano atuar com muitos titulares, acostumados com o padrão de jogo habitual da equipe, ao contrário do que havia feito nas duas primeiras fases da Copa do Brasil, quando escalou somente reservas.

“A equipe teve uma quebra de ritmo e até conseguimos uma recomposição. Vamos ter que nos adaptar e sairmos vivos de algumas rodadas até readquirirmos a nossa condição anterior“, reconhece o comandante santista.

Na avaliação do treinador, o Santos esteve bastante abaixo do que tem apresentado nas últimas rodadas do Brasileirão.

“Tivemos muitos problemas na nossa transição, que foi morosa, lenta. Isso comprometeu a criação e o momento do passe final. O Gama fez uma boa partida, com muita agressividade na marcação. Isso aumentou ainda mais a nossa dificuldade por conta de muitos jogadores que tivemos de fora“, explicou.