Santos 2 x 0 Cruzeiro

Data: 31/07/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 17ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.830 torcedores
Renda: R$ 421.520,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves Luz (MT) e Fabio Rodrigo Rubinho (MS).
Cartões amarelos: Ricardo Oliveira (S); Willian (C).
Gols: Vitor Bueno (16-2) e Lucas (29-2, contra).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Yuri (Rafael Longuini), Vecchio (Jean Mota) e Vitor Bueno; Copete (Joel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

CRUZEIRO
Fábio; Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Bruno Ramires, Ariel Cabral, Robinho e Arrascaeta (Ábila); Rafael Sobis (Rafinha) e Willian.
Técnico: Mano Menezes



Santos derrota o Cruzeiro e assume vice-liderança do Brasileirão

O Santos cumpriu à risca seu objetivo de vencer em casa e seguir na perseguição da liderança do Campeonato Brasileiro, ao vencer o Cruzeiro por 2 a 0, neste domingo, na Vila Belmiro, em partida válida pela 17ª rodada da competição. O Peixe construiu o placar somente no segundo tempo, com gols de Vitor Bueno e Lucas (contra).

Na primeira etapa, a equipe esteve abaixo do que costuma produzir, presa na marcação cruzeirense. Mas, no segundo tempo, o Peixe voltou a exibir o seu bom futebol dentro de casa, com investidas rápidas pelas pontas, muito toque de bola e penetrações na defesa adversária, cumprindo assim uma campanha de sete vitórias e apenas uma derrota em casa no Nacional.

Com o triunfo, o Alvinegro praiano chegou à vice-liderança, alcançando os mesmos 32 pontos do Palmeiras, que perdeu neste domingo para o Botafogo e leva desvantagem no saldo de gols. Outro resultado que ajudou a equipe comandada por Dorival Jr. foi o empate do Grêmio, quarto colocado com 31 pontos, diante do América-MG. O Corinthians é o líder com 33.

O jogo

A partida começou com o Cruzeiro tomando um a postura ofensiva, marcando a saída de bola do Santos, que por sua vez encontrava bastante dificuldade para se articular.

Pela esquerda, com Rafael Sóbis e Wilian, os mineiros chegavam com perigo ao ataque, mas pecavam na conclusão, algo que frequentemente tem ocorrido com a equipe no Brasileiro.

Sem poder de criação no meio campo, devido a boa marcação cruzeirense, o Santos passou a insistir nos lançamentos, fugindo de sua característica e levando pouco perigo ao gol de Fábio.

O Cruzeiro voltou a assustar no início do segundo tempo com duas oportunidades, uma com Robinho, aos seis minutos, e outra com Rafael Sóbis.

Mais ousado, porém, o Peixe começou a equilibrar as ações e, aos 16, chegou ao gol, no momento em que Caju encontrou Vitor Bueno livre entre os zagueiros e com tempo para dominar a bola e definir sem chances para Fábio.

O Santos poderia ter definido a partida aos 24, quando Ricardo Oliveira desceu pela esquerda e cruzou para Vitor Bueno, que percebeu entrada de Jean Mota e serviu o companheiro, frente a frente com o goleiro mineiro. O meia, porém, desperdiçou, finalizando para fora.

Aos 29, Jean se redimiu e deu belo passe pelo alto para Victor Ferraz, na linha de fundo pela direita. O lateral fez o cruzamento e Lucas se precipitou ao cabecear para o próprio gol.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam missão cumprida na Vila Belmiro

Levando em consideração o fato de ser o time que menos irá atuar em casa no primeiro turno, o Santos tem cumprido a sua obrigação em seus domínios. Neste domingo, a equipe chegou a sétima vitória em oito partidas, sendo o melhor mandante do Campeonato Brasileiro ao lado do Grêmio, com 87,5% de aproveitamento. O bom desempenho contribuiu para que a equipe tivesse calma para definir a partida na segunda etapa.

“A paciência do torcedor foi fundamental mesmo com um primeiro tempo como foi. Com as ausências de quatro elementos, tivemos dificuldades, mais pelo posicionamento do Cruzeiro. Nos encontramos aos poucos. No segundo tempo foi diferente e criamos com mais intensidade. O Cruzeiro se comportou muito bem. Talvez tenha sido um dos nossos momentos mais difíceis na competição. No intervalo, corrigimos algumas coisas, adiantamos a marcação e neutralizamos as transições deles”, avaliou o técnico Dorival Júnior.

O volante Renato seguiu a linha do treinador e exaltou o cumprimento do objetivo na Vila Belmiro. “Nossa intenção era vencer pra ficar no G4. Conseguimos, fizemos a lição de casa. Faz diferença vencer em casa. Só perdemos para o Inter aqui. O torcedor veio, incentivou e vencemos um jogo difícil”, ressaltou.

Fora da Vila – Preocupado com a disputa na parte de cima da tabela, Dorival Júnior voltou a reclamar o fato de o Santos ter que disputar uma partida em Cuiabá contra o Flamengo, mesmo como mandante. Ano passado, a diretoria santista vendeu o mando de campo para uma empresa e agora deverá cumprir a obrigação contratual diante de um concorrente direto por uma vaga no G-4.

“O presidente se comprometeu de que não acontecerá mais (a venda de mando de jogo). Neste turno, considero que o Santos jogará 10 partidas fora e nove como mandante, sendo somente oito na Vila Belmiro”, disse o treinador.

“Estive com a camisa do Flamengo e sei o que é jogar fora do Rio. Conhecendo o torcedor, sei o que poderá acontecer quando o mando é do adversário em outro local. Estaremos fazendo um jogo fora dos domínios. Teremos que ter um esforço muito grande para se manter em cima”, reclamou o comandante santista.