Santos 3 x 0 Atlético-MG

Data: 14/08/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 20ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.250 torcedores
Renda: R$ 410.170,00
Árbitro: Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Auxiliares: Luis Cláudio Regazone (RJ) e Flávio Rodrigues de Souza (SP).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Luiz Felipe, Yuri e Gustavo Henrique (S); Victor, Fábio Santos, Rafael Carioca e Fred (A).
Gols: Gustavo Henrique (12-1); Ricardo Oliveira (23-2) e Ricardo Oliveira (50-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato (David Braz), Leo Cittadini (Rafael Longuini), Jean Mota (Yuri) e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior.

ATLÉTICO-MG
Victor; Carlos César, Erazo, Leonardo Silva e Fábio Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete e Maicosuel (Carlos); Robinho (Clayton), Lucas Pratto e Fred (Otero).
Técnico: Marcelo Oliveira



Com Robinho apagado, Santos arrasa o Galo com dois de Ricardo Oliveira

Na primeira vez em que Robinho esteve na Vila Belmiro como adversário do Santos, o atacante teve o dissabor de provar um característica bem familiar dos tempos em que atuava com a camisa santista: a mística a Vila Belmiro. Neste domingo, com uma tímida atuação, o atacante permaneceu 85 minutos em campo e transpareceu estar incomodado com o ambiente desfavorável de vaias dos torcedores santistas.

Por outro lado, o Peixe soube se impor em casa e tomou conta da partida em boa parte do tempo, com uma vitória por 3 a 0. A tática planejada antes da bola rolar, de explorar seu poderio ofensivo e a fragilidade da retaguarda adversária surtiu efeito. O Alvinegro praiano, agora, é detentor do melhor ataque da competição, com 35 gols.

Simbólico pelo fato de estar sem cinco titulares (Zeca, Thiago Maia, Gabriel, Vanderlei e Lucas Lima), o triunfo fez a equipe ultrapassar um forte concorrente direto ao título e de quebra colocou pressão no Palmeiras, na luta pelo primeiro lugar da tabela.

O jogo

O Santos começou a partida em um ritmo alucinante. Com toques envolventes, sem prender a bola, a equipe tomou conta da partida e criou várias oportunidades que pararam nas mãos ou defesas do goleiro atleticano Victor.

O Atlético-MG demorou para entender a sistemática do jogo e em meio aos muitos desencontros em campo, Gustavo Henrique aproveitou o descuido de Leonardo Silva na marcação, e subiu muito de cabeça para testar firme no gol de Victor, aos

Robinho, tímido e muito vaiado, caindo pela esquerda e Maicosuel pela esquerda não produziam nada. Fred se quer pegou na bola. Somente o argentino Pratto é quem demonstrou mobilidade e teve uma ótima oportunidade após uma cobrança de escanteio que terminou no travessão de Vladimir.

No andamento da etapa, o Santos mudou a estratégia de estar bastante presente no ataque e passou a apostar nos contra-ataques, o que proporcionou um relativo equilíbrio das ações dos dois times, mas que em todo momento teve o Peixe como equipe superior em campo.

Vale destacar que Ricardo Oliveira ainda teve duas ótimas oportunidades desperdiçadas de frente para o goleiro do time mineiro.

O Atlético-MG voltou como uma postura diferente na segunda etapa. Com mais movimentação no ataque e pressão na saída de bola santista, o time mineiro começou a incomodar os donos da casa.

Porém, com o passar do tempo, o Santos voltou a equilibrar as ações e novamente foi fatal na cobrança de escanteio. Aos 23 minutos, Ricardo Oliveira se desvencilhou da marcação de Pratto e cabeceou rasante para assinalar o seu primeiro gol no Brasileirão deste ano.

O gol desestabilizou o Atlético-MG, que passou a se enervar nas disputas de bola e deixou de levar perigo ao gol santista.

O Santos, por sua vez, manteve o toque de bola e administrou com sucesso a vantagem. Até que no minuto final, com o time mineiro completamente lançado no ataque, o Peixe foi cirúrgico no contra-ataque, com rápida troca de passes e finalização de Ricardo Oliveira.

Bastidores – Santos TV:

Decisivo contra o Galo, Ricardo Oliveira segue dominante na Vila

Ricardo Oliveira funciona para o Santos como uma espécie de talismã na Vila Belmiro. Com o atacante em campo, o Peixe mantem-se invicto em casa na temporada.

De fora dos gramados por um longo período de tempo, após sentir uma lesão no joelho, na final do Campeonato Paulista, o camisa 9 só atuou em quatro partidas no Brasileirão e desencantou justamente no estádio santista, com dois gols no triunfo sobre o Atlético-MG, por 3 a 0, neste domingo.

“Acho que o meu papel dentro do time é dar o meu máximo, meu melhor. Hoje meu melhor foi fazer dois gols, uma participação tática e, ao mesmo tempo, sendo efetivo nas oportunidades que tive, apesar de ter duas claras no primeiro tempo. No segundo tempo pude fazer dois gols”, comentou o artilheiro.

Na temporada, Ricardo Oliveira balançou as redes em 12 oportunidades nas 20 partidas em que esteve em campo. Pelo Santos, nas duas passagens em que esteve no Santos, o atacante marcou 70 gols em 114 jogos.

Dorival credita bom desempenho à semana cheia de trabalho

Após encarar uma sequência de três partidas em oito dias, o elenco santista teve uma semana inteira para trabalhar antes de encarar o Atlético-MG. O técnico Dorival Júnior apontou que o intervalo foi fundamental para a equipe conquistar os três pontos diante dos mineiros neste domingo.

“O Santos soube aproveitar essa parada e tivemos melhoras em muitos aspectos”, disse.

A recuperação física, principalmente em relação aos jogadores mais experientes, como o volante Renato e o atacante Ricardo Oliveira, foi possível por conta do intervalo determinante para a melhora de qualidade da equipe, segundo o treinador.

“Vínhamos em uma sequência absurda de jogos (antes do América-MG). A equipe não tinha forças. Tínhamos jogado contra o Flamengo antes, na quarta. Em algum momento o rendimento seria prejudicado. Tivemos poder de reação. O Vladimir teve atuação maravilhosa.”, comentou sobre o comparativo do time diante do América na semana passada e domingo, contra o Galo.

Santos supera desfalques olímpicos e tem melhor aproveitamento sem trio

O técnico Dorival Júnior costuma adotar um discurso padrão quando é questionado sobre as ausências do trio de jogadores que estão fora do Santos por conta da seleção brasileira que disputa as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Na opinião do treinador, Zeca, Thiago Maia e Gabriel estão fazendo muita falta e são desfalques que podem comprometer o desempenho santista no Campeonato Brasileiro.

Porém, os números tem demonstrado justamente o contrário. Sem o trio olímpico, o Santos tem demonstrado superação e até apresenta um desempenho superior após a saída momentânea dos três jogadores.

Até ver seus atletas se apresentarem a seleção brasileira, o Peixe tinha realizado 15 partidas, com oito vitórias, dois empates e cinco derrotas. Um aproveitamento de 57%, com 27 gols marcados e 14 sofridos – médias de 1,8 gol marcado e 0,9 gol sofrido.

Sem o trio, porém, o Santos tem se virado bem. Nos últimos cinco jogos e contando com a vitória neste fim de semana, diante do Atlético-MG, a equipe obteve três triunfos, além de um empate e apenas uma derrota. O aproveitamento é de 66%, com oito gols marcados e três sofridos (médias de 1,6 gol assinalado e 0,6 gol sofrido). Ou seja, somente no critério gol marcado o Peixe mostrou-se superior com o trio de jogadores selecionáveis.

Zeca, Thiago Maia e Gabriel devem retornar ao Santos em uma semana, após a participação da seleção olímpica nos Jogos do Rio.