São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 13/10/2016, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 28.321 pagantes (29.314 total)
Renda: R$ 570.430,00.
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Mena e Robson (SP); Zeca e Copete (S).
Gol: Copete (01-2).

SÃO PAULO
Denis; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Mena; Hudson (Jean Carlos), Thiago Mendes, Wesley (Cueva) e Carlinhos (Kelvin); Robson e Andres Chavez.
Técnico: Ricardo Gomes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato (Fabian Noguera), Thiago Maia e Lucas Lima (Yuri); Jean Mota, Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos bate o São Paulo com gol relâmpago de Copete no Pacaembu

A cada partida, jogadores e técnicos são repetitivos de que cada vez mais os jogos têm sido decididos nos pequenos detalhes. E no clássico desta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, o São Paulo pagou caro por um minuto de apagão. O Santos, atento, foi fatal. Jonathan Copete marcou o único gol do jogo e garantiu os três pontos para o time de Vila Belmiro nesta 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O lance que decidiu o San-São aconteceu logo depois do apito do árbitro para o reinicio da partida na segunda etapa. A bola era são-paulina, mas os atletas pareciam desligados. De repente, bola para lateral. Victor Ferraz acionou Jean Mota no meio. A marcação dobrou no santista e o lado direito da defesa ficou escancarado.

Jean percebeu, tocou para Lucas Lima, que deu de primeira para Copate. Livre, o colombiano ainda soube aproveitar o mau posicionamento de Denis para marcar enquanto muitos ainda retornavam dos banheiros e das lanchonetes do Pacaembu.

O mais estranho é que o primeiro tempo apresentou um cenário totalmente diferente. O clássico começou morno, com as duas equipes errando muitos passes. Do lado santista, Copete ainda perdeu uma chance incrível depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira. Mas, depois da primeira metade da etapa inicial, só deu Tricolor.

A pressão acuou o Peixe. Buffarini exigiu linda defesa de Vanderlei, Robson assustou, primeiro em chute travado já dentro da área e depois ao se jogar na bola e por pouco não completar para o gol o um desvio de cabeça de Chavez depois de cobrança de escaneio. Coincidência ou não, a melhora são-paulina aconteceu depois de Carlinhos sentir uma lesão na coxa e sair para a entrada de Kelvin.

O intervalo, porém, não fez bem aos são-paulinos. O time voltou relaxado e sentiu o gol tão relâmpago de Copete. Então, Cueva foi chamado por Ricardo Gomes e muito festejado pela torcida. Wesley deixou o clássico sob vaias e xingamentos. O peruano se tornou na grande esperança tricolor, mas o clássico ganhou ares de pelada, com as duas equipes abertas, atacando e contra-atacando na base do desespero.

O São Paulo era reflexo de sua torcida nas arquibancadas: nervoso e ansioso. O Santos, depois do gol, voltou a ser dominado, assim como na primeira etapa. E o desânimo do lado tricolor bateu de vez a cinco minutos do fim, quando Cueva achou Andres Chavez livre dentro da área e o argentino desperdiçou uma chance incrível, na cara de Vanderlei.

Assim, o São Paulo chega ao quinto jogo seguido sem vitória no Campeonato Brasileiro e se mantém a três pontos da zona de rebaixamento, com 36 pontos. Já o Peixe chega a seis jogos sem perder para o rival do Morumbi (5 vitórias e um empate), alcança 54 pontos e segue na caça do Atlético-MG, dois pontos acima, por uma vaga direta à Copa Libertadores da América em 2017.

Bastidores – Santos TV:

Dorival Júnior vê Santos “cirúrgico” e evita falar em título

O Santos sofreu para vencer o São Paulo por 1 a 0, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do gol marcado por Copete com menos de um minuto do segundo tempo, o Peixe foi muito pressionado pelo tricolor e quase levou o empate em diversas chances claras desperdiçadas pelos rivais.

O técnico Dorival Júnior admitiu a superioridade do adversário em alguns momentos do clássico, mas comemorou o importante triunfo.

“O resultado foi fundamental, conquistado na casa do adversário, jogo muto difícil. Estivemos bem nos 25 minutos da primeira etapa, depois o São Paulo cresceu. Começamos bem no segundo, mas depois eles dominaram de novo. Ficamos com o contra-ataque disponível, mas não acertamos. Foi um jogo cirúrgico, com substituições dentro das necessidades. Em alguns momentos tem que ser assim. Nós não temos outro caminho, os jogos são complicados mesmo”, disse o comandante santista, em entrevista coletiva após o duelo.

Com a vitória, o Santos chegou aos 54 pontos e segue na cola do G3, formado por Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG. Após o triunfo no clássico, os jogadores do alvinegro nem terão muito tempo para descansar. A equipe já treina nesta sexta-feira, na preparação para encarar o Grêmio, no próximo domingo, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Além da vitória sobre o São Paulo, o Peixe já havia vencido Atlético-PR e Fluminense. A boa sequência no Brasileirão, porém, não deslumbrou Dorival sobre as chances de títulos.

“Não tem como fazer projeção em um campeonato tão difícil como esse. Eu nunca penso no que pode acontecer lá na frente. Tem que ser jogo a jogo. Hoje o meu foco é o Grêmio. É o nosso objetivo. Nós buscamos fazer a nossa parte, mas eu não fico fazendo previsão”, concluiu.

Ricardo Oliveira reconhece São Paulo melhor, mas valoriza vitória ‘fora’

Apesar de ter conquistado sua 15ª vitória consecutiva dentro do Pacaembu, o Santos encontrou um clima diferente nesta quinta-feira. Afinal, haviam 29 mil torcedores são-paulinos no estádio. Porém, mesmo com a pressão de jogar ‘fora de casa’, o alvinegro bateu o São Paulo por 1 a 0, com gol de Copete. Porém, apesar do triunfo, o Peixe foi pressionado e viu o tricolor desperdiçar diversas oportunidades.

O atacante Ricardo Oliveira reconheceu a superioridade do rival, mas vibrou com o fato do Santos vencer mesmo sem ter feito um grande jogo. “Não fizemos uma grande apresentação, até porque o adversário nos colocou nessa situação difícil. Temos que reconhecer que é uma grande equipe e hoje nós fomos eficientes. Tem dias que nós fazemos um jogo vistoso e não vencemos. Mas hoje é para valorizar a vitória contra uma grande equipe”, afirmou o camisa 9, na saída do Pacaembu.

Com a vitória no clássico, o Santos chegou aos 54 pontos e segue na cola do G3, formado por Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, respectivamente. O triunfo fez o Peixe diminuir para sete pontos a diferença para o líder Verdão, que só empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro. Porém, Ricardo Oliveira prefere não pensar em título e quer os santistas encarando todos os compromissos como uma final.

“Nós sabemos da dificuldade para chegar ao título, mas o objetivos estão sendo alcançados. Estamos somando dentro da competição, cada vez mais a gente vai se firmando na parte alta e esse é o nosso discurso. Matematicamente é possível, mas queremos ir jogo após jogo e ver onde podemos terminar no final da competição”, completou o centroavante.

Ferraz deixa Pacaembu mancando e pode ser desfalque contra o Grêmio

Aos sete minutos do segundo tempo, o lateral-direito Victor Ferraz deu um susto na torcida santista. O jogador pediu para ser substituído na vitória do Peixe por 1 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, e deixou o gramado do Pacaembu mancando. Ele sofreu um pisão no tornozelo após dividida com o lateral-esquerdo Mena.

Segundo o próprio Ferraz, não foi uma lesão grave. Porém, como o alvinegro já entra em campo no próximo domingo, às 19h30 (de Brasília), contra o Grêmio, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o lateral pode ficar fora da partida.

“Foi um pisão, vamos ver (se vou precisar parar), mas os fisioterapeutas do Santos são muito competentes”, disse o atleta na saída do Pacaembu, após o triunfo sobre o São Paulo.

Caso o lateral-direito titular não tenha condições de entrar em campo no domingo, o escolhido pelo técnico Dorival Júnior será Daniel Guedes. Foi ele, inclusive, que disputou os minutos finais do clássico contra o São Paulo, substituindo Ferraz.

“O Victor levou uma pancada. Entramos para manter o ritmo. Temos que nos manter firmes e tem que estar preparado para o que vier. Tem que ser o primeiro a chegar e o último a sair” disse o provável substituto.

Após terceiro amarelo, Luiz Felipe desfalca o Santos contra o Grêmio

Apesar da boa vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos teve pelo menos uma coisa para lamentar durante a partida. No apagar das luzes do clássico, já aos 43 do segundo tempo, o zagueiro Luiz Felipe foi obrigado a matar um contra-ataque do rival e acabou levando o cartão amarelo. Como foi o seu terceiro no acumulado, o defensor irá cumprir suspensão automática na próxima rodada e não encara o Grêmio, no domingo, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Antes do duelo contra o rival, o jogador já havia sido amarelado nas partidas contra Atlético-MG e Santa Cruz. Como Luiz Felipe não poderá atuar no domingo, o técnico Dorival Júnior precisará escolher entre Lucas Veríssimo e Fábian Noguera.

Se essa substituição fosse necessária há duas semanas, provavelmente o zagueiro da base seria o escolhido para a vaga. Porém, Noguera entrou bem no amistoso contra o Benfica e marcou o gol do empate da partida, que terminou empata em 1 a 1, no último sábado. Já Veríssimo ficou marcado negativamente após cometer dois pênaltis em cima do atacante José Gomes, da equipe portuguesa.

“Independentemente de quem for entrar na minha vaga, sei que irá fazer um bom trabalho. O Santos está bem servido de zagueiros”, disse Luiz Felipe na saída do Pacaembu.

Após o triunfo sobre o São Paulo, o Peixe se reapresenta na tarde desta sexta-feira, no CT Rei Pelé. Como treinamento será regenerativo, Dorival só deve esboçar a equipe titular que encara o Grêmio na atividade que acontece na manhã de sábado, véspera do jogo diante dos gaúchos.