Santos 1 x 1 Grêmio

Data: 16/10/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.969 pagantes
Renda: R$ 230.510,00
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB)
Auxiliares: Oberto Santos da Silva e Tomaz Diniz de Araújo (ambos de PB).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Lincoln, Guilherme Amorim, Bruno Grassi, Kannemann, Maicon, Rafael Thyere e Lincoln (G).
Gols: Everton (09-1) e Noguera (20-1).

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Fabián Noguera, David Braz (Yuri) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulinho), Lucas Lima e Jean Mota (Vitor Bueno); Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

GRÊMIO
Bruno Grassi; Wallace Oliveira, Rafael Thyere, Fred (Kannemann) e Iago; Guilherme Amorim, Jailson, Kaio (Maicon) e Lincoln; Guilherme (Bolaños) e Everton.
Técnico: Renato Gaúcho



Santos tropeça nos reservas do Grêmio e perde chance de subir na tabela

A derrota do Atlético-MG para o Botafogo daria a chance de o Santos assumir a terceira posição do Campeonato Brasileiro, porém o Peixe tropeçou no time reserva do Grêmio e ficou no empate por 1 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro. O Tricolor gaúcho saiu na frente com Everton, mas Noguera deixou tudo igual.

Priorizando a Copa do Brasil, Renato Gaúcho surpreendeu ao escalar o Grêmio com uma formação totalmente alternativa. Os reservas da equipe gaúcha corresponderam e conseguiram sair na frente, mas depois sofreram o empate. O jogo foi bastante movimentado e terminou com chances para os dois times nos instantes finais.

O jogo

Atuando em casa contra a equipe reserva do Grêmio, o Santos começou no ataque e chegou pela primeira vez logo aos três minutos. Victor Ferraz apareceu na frente, cruzou para a área e Jean Mota finalizou em cima de Rafael Thyere. Na sequência da jogada, o Grêmio saiu em contra-ataque rápido e Everton por pouco não saiu cara a cara com Vanderlei. David Braz fez o desarme providencial.

O Peixe apostava nos ataques pelo lado direito. Aos cinco minutos, Victor Ferraz foi à linha de fundo e cruzou. A bola passou por toda a área e ficou com Lucas Lima, que tentou ajeitar para o meio, mas Thyere cortou. O Tricolor gaúcho respondeu quatro minutos depois, com gol. Everton recebeu na direita, girou em cima de Thiago Maia e bateu cruzado de pé esquerdo, sem chances para Vanderlei.

O gol sofrido obrigou o Santos a atacar, enquanto o Grêmio recuou o time. Aos 13 minutos, Jean Mota abriu pela lateral e arriscou a finalização, mas mandou nas mãos de Bruno Grassi. Na sequência, Victor Ferraz encontrou Ricardo Oliveira na área e o atacante caiu em disputa com Rafael Thyere. Os santistas reclamaram de pênalti, porém o árbitro nada marcou.

De tanto insistir, o Peixe chegou ao empate na marca de 20 minutos. Lucas Lima cobrou escanteio da esquerda e Noguera cabeceou com liberdade no meio da área. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Aos 28, quase veio a virada alvinegra. Copete recebeu lançamento nas costas da zaga e ficou frente a frente com Bruno Grassi, mas o goleiro gremista saiu bem do gol e evitou.

Melhor na partida, o Santos sufocava o Grêmio e criava chances de marcar. Aos 31, Ricardo Oliveira pegou sobra na área, girou e bateu forte. A bola desviou na zaga tricolor e saiu à direita de Bruno Grassi. Na cobrança de escanteio, Noguera novamente cabeceou livre, mas desta vez mandou por cima. Aos 35, Victor Ferraz cruzou para Copete, mas o colombiano furou. Zeca pegou a sobra e bateu de primeira da entrada da área, assustando o goleiro.

Mesmo acuado pelo poder ofensivo do adversário, o Grêmio não deixava de atacar. No final do primeiro tempo, aos 45 minutos, os gaúchos quase fizeram o segundo gol. Iago avançou pela esquerda, percebeu que tinha espaço e bateu forte rasteiro. Vanderlei se esticou todo e espalmou para escanteio.

O segundo tempo começou truncado, com as duas equipes cometendo mais faltas. O árbitro mostrou três cartões amarelos nos seis primeiros minutos. Santos e Grêmio tinham dificuldades para construir as jogadas, em especial no momento do passe que antecede a finalização. A primeira chance de perigo aconteceu apenas aos 18 minutos e foi do time da casa. Após boa trama pela esquerda entre Lucas Lima e Copete, o colombiano cruzou para a área. Thiago Maia chegou desviando de primeira, mas mandou na rede pelo lado de fora.

O Santos voltou a assustar a meta defendida por Bruno Grassi na marca de 21 minutos. Kannemann afastou mal e jogou a bola para a própria área. Ricardo Oliveira protegeu e Copete bateu de primeira, porém pegou muito embaixo da bola e mandou por cima. Aos 35, Vitor Bueno bateu forte da entrada da área e obrigou o arqueiro gremista a fazer grande defesa.

A partida ganhou em emoção nos minutos finais. Na marca de 38 minutos, o Grêmio desperdiçou grande chance. Everton arrancou com liberdade e deu uma cavadinha na cara de Vanderlei, que desviou a bola. O atacante pegou o rebote e tocou por cima, mas a bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo. O Santos respondeu na sequência com finalização de Vitor Bueno que carimbou o poste esquerdo de Bruno Grassi. Apesar das tentativas, o placar não foi mais alterado.

Bastidores – Santos TV:

Dorival lamenta empate do Santos, mas comemora ponto conquistado

O empate por 1 a 1 contra o Grêmio, neste domingo, na Vila Belmiro, não era o resultado que o Santos queria. O Tricolor gaúcho jogou com uma equipe alternativa e trouxe problemas para o Peixe, que saiu atrás no marcador, mas conseguiu buscar a igualdade. Dorival Júnior lamentou o empate, mas comemorou o ponto conquistado.

“Nós nos desgastamos muito para tentar procurar o empate e depois disso tivemos algumas dificuldades. No fim o jogo ficou muito franco, muito aberto de uma maneira desnecessária e os riscos foram muito claros para as duas equipes. Então não tem essa de que o sabor é de derrota. Nós sabíamos das dificuldades”, disse o treinador santista.

“Fizemos um ponto, nos aproximamos mais do que estão na nossa frente e a ideia é que continuemos assim a cada rodada, sempre pontuando. Naturalmente seria importante uma vitória, mas nem sempre ela acontece”, completou.

A decisão de Renato Gaúcho de mandar a campo uma formação alternativa para enfrentar o Santos na Vila Belmiro não surpreendeu Dorival. O comandante alvinegro defendeu a utilização dos jogadores reservas quando os titulares estão desgastados fisicamente.

“Não, ele já tinha dado um sinal desse tipo em uma das entrevistas dele. O ano passado nós fizemos errado e esse ano o Renato fez certo. É para vocês verem que o futebol não tem mágica. Quando um efetivo está cansado é muito melhor ter uma suplência descansada e em condições de poder brigar, de poder correr de igual para igual com uma equipe”, finalizou.

Dorival não descarta fazer mudanças no time para o duelo contra o Inter

Depois do empate por 1 a 1 com o Grêmio, no domingo, as atenções do Santos se voltam para o duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil contra o Internacional, nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio. Apesar da importância da partida, Dorival Júnior ainda não sabe se poderá contar com todos os titulares e não descartou utilizar alguns reservas, assim como fez Renato Gaúcho na Vila Belmiro.

“Não dá para saber. É isso que é difícil e as pessoas não conseguem entender. Nós ficamos sabendo internamente, não sei se procede, que a própria equipe do Grêmio, alguns jogadores, chegaram para o Renato e pediram para que não atuassem em razão do excessivo desgaste que estavam tendo e, de repente, o Renato modifica completamente a equipe. O nosso desgaste foi excessivo, foi um desgaste absurdo. O jogo do meio de semana já foi muito desgastante e você não consegue uma recuperação completa. Aí eu deixo a pergunta, qual é a decisão a ser tomada? O que é correto e o que não é?”, questionou Dorival em entrevista à TV Gazeta.

O treinador santista ressaltou que a decisão de escolher o time não é tão fácil como parece, mesmo diante de uma partida decisiva na reta final da segunda competição mais importante do futebol brasileiro.

“É muito complicado e nós temos de ter o discernimento a partir do momento que nós ouvimos o departamento médico, o departamento físico e a fisiologia para saber qual posição tomar. Mas nós precisamos de uma equipe forte e competitiva para o jogo forte e difícil de quarta-feira contra o Inter”, completou.

Com dois gols, Noguera vê bola aérea como ‘arma’ para ser titular

Acostumado a sofrer com as bolas aéreas, o Santos ganhou uma boa opção para ajudar a equipe pelo alto. No alvinegro desde julho, o zagueiro Fabián Noguera demorou para ganhar uma oportunidade, mas correspondeu quando entrou em campo. Em apenas três jogos, o defensor já tem dois gols marcados de cabeça. O primeiro veio em amistoso diante do Benfica, no dia 8, enquanto o segundo foi contra o Grêmio, neste domingo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Mostrando força pelo alto, o argentino vê esta jogada como sua principal arma dentro de campo e acredita que essa virtude pode lhe dar mais chances entre os titulares. Com 1,93 metros de altura, Noguera ainda vê o jogo aéreo como um problema no futebol brasileiro.

“Eu falava quando eu cheguei que olhava muito os times brasileiros, e muitos têm dificuldade em bolas de cabeça. Como minha especialidade é essa, com a cabeça, quero ajudar mais o time na bola parada”, afirmou o defensor, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

Apesar de ser seu terceiro jogo com o camisa do Santos, o duelo contra o Grêmio foi a primeira vez que Noguera atuou durante os 90 minutos de uma partida. Afastado do Banfield desde quando assinou um pré-contrato com o Peixe, no começo do ano, o zagueiro acredita que isso atrapalhou seu ritmo de jogo e afirma ainda não estar 100% dentro de campo.

“Fisicamente eu cheguei bem. Fiz um trabalho especial quando cheguei aqui, mas ainda não estou 100% futebolisticamente, tanto que os últimos 10 minutos contra o Grêmio eu senti um pouco mais. Não tive pré-temporada este ano, e todo jogador precisa dos seus 15 dias de preparação para entrar bem. Finalizei o torneio na Argentina e ficava com seis meses de contrato, aí apareceu a proposta do Santos eu não renovei para assinar. Por conta disso, o Banfield me fez treinar à parte. Dorival achou que era melhor uma adaptação. Eles (Banfield) queriam fazer um novo contrato comigo, mas quando escutei a proposta do Santos, eu larguei tudo e só pensei em vir pra cá”, concluiu.

Vitor Bueno sente lesão novamente e vira dúvida contra o Inter

Após ficar 22 dias parado com uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, o meia Vitor Bueno voltou ao Santos neste domingo e participou dos minutos finais do empate por 1 a 1 contra o Grêmio, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, na reapresentação do elenco, nesta segunda-feira, o jogador sentiu uma fisgada no mesmo local e precisou sair do treino mais cedo, no CT Rei Pelé.

Treinando com bola desde o fim da última semana, Bueno estava sendo preparado para ser titular no confronto diante do Internacional, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Beira-Rio, pelo duelo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Porém, o atleta passará por alguns exames para saber se terá condições de entrar em campo.

Artilheiro da equipe na competição nacional com 10 gols, o meia sentiu a lesão na derrota santista para o Sport, no último dia 24 de setembro, na Ilha do Retiro. Com previsão inicial de pelo menos um mês fora dos gramados, Bueno surpreendeu os médicos e retornou antes do tempo estipulado.

Na partida contra o Grêmio, neste domingo, o jogador entrou aos 32 minutos do segundo tempo e agradou ao técnico Dorival Júnior. Apesar do tempo parado, o meia participou de alguns lances e quase virou o jogo para o Santos em duas oportunidades. Na primeira, ele arriscou um chute de fora da área e obrigou o goleiro Bruno Grassi a fazer boa defesa. Depois, o jogador apareceu dentro da área e acertou a trave do arqueiro gremista.

Após o empate diante do Tricolor Gaúcho, o técnico Dorival Júnior comandou uma atividade só com os reservas e os atletas que entraram no segundo tempo da partida deste domingo. Enquanto isso, os titulares fizeram um treino regenerativo, visando o duelo contra o Internacional. Se Vitor Bueno não puder atuar, abaixa será dupla, já que o meia Jean Mota, substituto natural da posição, já atuou pelo Fortaleza na Copa do Brasil e não poderá jogar na competição

A equipe que deve encarar o Inter será formada por: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Vitor Bueno (Vecchio); Copete e Ricardo Oliveira.

Dorival nega gosto de derrota em empate do Santos: “Sabor de ponto”
Técnico valoriza ponto conquistado no 1 a 1 contra os reservas do Grêmio, na Vila Belmiro. Peixe poderia assumir a terceira colocação se vencesse

O Santos empatou por 1 a 1 contra o time reserva do Grêmio neste domingo, na Vila Belmiro. Sabor de derrota? Não. Resultado tem “sabor de ponto” para o técnico Dorival Júnior.

O treinador valorizou a atuação do Tricolor, que teve jogadores descansados em campo, e lamentou os erros no último passe e o azar para não chegar à vitória.

– Não tem essa de sabor de derrota. É um empate com sabor de ponto. Nós criamos, lutamos, tivemos chances de vencer. Jogamos contra um adversário difícil, descansado, focado. Renato (Gaúcho) foi bem na escolha – analisou o treinador em entrevista coletiva, na Vila Belmiro.

– Deixamos de acertar no último passe, ficamos ansiosos em busca do resultado, e tivemos azar também. No lance em que a bola bate na trave (chute do Vitor Bueno), sobra para Paulinho, que não consegue dominar, e Ricardo Oliveira estava sozinho. São coisas do jogo – completou.

Mesmo com a vantagem de nove pontos para o líder Palmeiras, Dorival não joga a toalha na disputa pelo título. Faltam sete rodadas para o término do Campeonato Brasileiro.

– Continuamos brigando até o último momento. Por que não o título? Temos sete jogos, 21 pontos. Há uma diferença considerável, ninguém aqui é insano de pensar diferente, mas estamos motivados e vamos até o fim. Não vamos mudar o pensamento por causa do resultado. Futebol é cíclico, muda muito. Temos confronto (direto) ainda – concluiu.