Chapecoense 0 x 1 Santos

Data: 23/10/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Arena Condá, em Chapecó, SC.
Público: 7.459 pessoas
Renda: R$ 141.065,00
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Auxiliares: Marcelino Castro de Nazare e Bruno Cesar Chaves Vieira (ambos de PE).
Cartões amarelos: Gimenez (C); Victor Ferraz, Luiz Felipe e Vanderlei (S)
Gol: Lucas Lima (03-1).

CHAPECOENSE
Danilo; Gimenez (Hyoran), Thiego, Neto e Dener Assunção; Matheus Biteco, Gil, Cleber Santana; Tiaguinho (Arthur Maia), Ananias e Kempes (Bruno Rangel).
Técnico: Caio Júnior

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Yuri); Jean Mota, Copete (Fabián Noguera) e Ricardo Oliveira (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Santos não empolga, mas bate Chapecoense e se consolida no G6

No aniversário de 76 anos de Pelé, seu maior ídolo, o Santos recebeu um belo presente do goleiro Danilo para vencer a Chapecoense por 1 a 0, na noite deste domingo, na Arena Condá, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Logo no início do duelo, o arqueiro saiu mal e deixou Lucas Lima livre para marcar o único gol da partida. Apesar de fazer mais um jogo apático, o Peixe conseguiu recuperar-se da eliminação na Copa do Brasil e segue na briga para entrar no G3 do Brasileirão.

Apesar do triunfo, os santistas seguem em quarto, com 58 pontos, pois o Atlético-MG também bateu o Figueirense neste domingo e chegou aos 59.

O jogo

Para conseguir uma recuperação após ser eliminado pelo Inter na Copa do Brasil, o Santos precisaria vir para cima da Chapecoense mesmo jogando fora de casa. Porém, isso nem foi preciso. Logo aos três minutos de jogo, o goleiro Danilo fez uma verdadeira lambança ao tentar cortar Ricardo Oliveira. Após divida com Jean Mota, a bola ficou livre para Copete. O colombiano deu um passe açucarado para Lucas Lima. Com o arqueiro fora do gol, o meia tocou por cobertura e abriu o placar na Arena Condá.

O tento logo no início aliviou a pressão nas costas dos santistas, que passaram a controlar o jogo e tocar a bola com tranquilidade, sem se expor muito no campo de defesa, mas também sem buscar ampliar o marcador. O Verdão do Oeste, por sua vez, não mostrava força para empatar e pouco assustava a equipe de Vila Belmiro.

Esses fatores fizeram o jogo ficar lento e chato em Chapecó. Tanto que a primeira boa oportunidade após o gol só veio aos 23 minutos. Após cruzamento na área santista, a bola ficou livre para Kempes. Na hora do chute, ele foi travado por Luiz Felipe. Na sequência, Victor Ferraz afasta o perigo de vez.

Apesar de vencer pelo placar mínimo, o Santos sentou na vantagem e não arriscou mais durante todo o primeiro tempo. A única finalização dos santistas foi exatamente no lance do gol, logo no início da partida. Antes do intervalo, a Chape ainda teve uma boa chance de empatar. Aos 45 minutos, Matheus Biteco soltou uma bomba de fora da área, obrigando o goleiro Vanderlei a fazer bela defesa, salvando o alvinegro.

Apesar das entradas de Bruno Rangel e Hyoran nos lugares de Kempes e Gimenez, respectivamente, a Chape seguia sem assustar e o Peixe também não mostrava muita vontade de ampliar o marcador. Sendo assim, o segundo tempo começou na mesma tônica da primeira etapa.

O Verdão do Oeste chegou com contundência mesmo só aos 12 minutos. Após cruzamento pela direita, David Braz desviou sem querer para trás e Vanderlei consegue fazer a defesa. Na sequência, o Santos teve sua primeira boa oportunidade desde a abertura do placar. Ricardo Oliveira recebeu de Victor Ferraz e cruzou com muito perigo para Copete, que por pouco não marcou o segundo.

As duas boas chegadas animaram o jogo e acordaram a Chapecoense. Em quatro minutos, os comandados de Caio Júnior impuseram uma blitz e desperdiçaram três oportunidades. Na primeira, Bruno Rangel recebeu completamente livre dentro da área, mas parou no goleiro Vanderlei. Logo depois, o arqueiro santista trabalhou novamente após lindo chute de Gil. Por último, Cleber Santana soltou uma bomba e bola bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Ao contrário do primeiro tempo, a segunda etapa passou a ficar movimentada e com boas chances de gol. O detalhe é que praticamente todas elas foram perdidas pela Chape. O Santos, que perdeu Ricardo Oliveira por lesão aos 20 minutos, limitava-se a ficar no campo de defesa e dependendo da inspiração do goleiro Vanderlei.

Nos minutos finais do duelo, o Peixe seguiu recuado, mas conseguiu segurar o ímpeto do Verdão do Oeste e saiu de Chapecó com mais três pontos na bagagem, mesmo sem convencer.

Bastidores – Santos TV:

Dorival cita Botafogo, admite sofrimento, mas comemora triunfo

A vitória do Santos por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no último domingo, na Arena Condá, não convenceu a torcida alvinegra. Na partida, válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Peixe abriu o placar logo aos três minutos, com Lucas Lima, e pouco assustou os donos da casa. Além disso, a equipe foi pressionada em boa parte do segundo tempo e quase saiu de Chapecó sem os três pontos.

O técnico Dorival Júnior, porém, mostrou satisfação com a apresentação do time diante do Verdão do Oeste. Para exemplificar a importância do resultado, o comandante citou a vitória do Alvinegro sobre o Botafogo, também por 1 a 0, no Rio de Janeiro, no dia 14 de setembro.

“Foi um jogo difícil, complicado. Poucas equipes ganharam aqui, como poucas ganharam do Botafogo no Rio (o Santos ganhou). Alcançamos uma recuperação em relação ao meio de semana, quando tivemos um dissabor (eliminação para o Inter na Copa do Brasil). Lá, jogamos com posse de bola e não conseguimos o resultado. Aqui, foi ao contrário e conseguimos o resultado importante para o campeonato”, afirmou o treinador, em entrevista coletiva após a partida em Chapecó.

Acostumado a ter sempre o domínio no meio de campo, o Santos em Chapecó. Tanto que a Chape teve posse de bola de 54% durante toda a partida. Apesar disso, Dorival exaltou a força da equipe, mesmo jogando sem suas principais características.

“A partir de um momento, não conseguimos mais ter a bola. Sofremos, sim, mas soubemos suportar, administrar. Tivemos a consciência de trabalhar a bola no campo defensivo. Naturalmente, tivemos dificuldades. O futebol é assim: quando não encontramos um caminho, temos de ir para o outro. De repente, as coisas se inverteram”, concluiu o comandante.

O triunfo em Chapecó manteve os santistas vivos na luta para ficar entre os três primeiros do Brasileirão. A vitória manteve o Peixe em quarto, com 58 pontos. Na próxima rodada, o alvinegro encara o clássico contra o líder Palmeiras, na Vila Belmiro, no sábado, às 19h30 (de Brasília).

Renato lamenta pressão sofrida, mas vibra com vitória sobre a Chape

Apesar de ter vencido a Chapecoense por 1 a 0, neste domingo, na Arena Condá, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos ainda não conseguiu animar seu torcedor. Demonstrando a mesma apatia que causou a eliminação do clube na Copa Brasil, na última quarta-feira, o Peixe abriu o placar logo no início, com Lucas Lima, mas foi muito pressionado durante toda a partida.

Porém, o Alvinegro contou com a grande atuação do goleiro Vanderlei para sair do Sul com os três pontos na bagagem. Para o volante Renato, os santistas pecaram em não ampliar o marcador e matar o jogo em Chapecó, evitando a pressão imposta pelo adversário.

“Sabemos que o Brasileiro, no fim, é complicado, então temos de valorizar os três pontos. Infelizmente, não conseguimos fazer o segundo para termos tranquilidade, mas o resultado foi importante”, afirmou o camisa 8, na saída do gramado.

O triunfo na Arena Condá fez o Peixe continuar na cola do Atlético-MG. Com 58 pontos, os santistas seguem na quarta colocação e lutam para ficar entre os três primeiros colocados do Brasileirão. Caso isso aconteça. o Santos entra direto nos grupos da Libertadores. Mas se ficar entre quarto e sexto, o clube precisará disputar a primeira fase da competição continental que, no próximo ano, terá dois duelos de mata-mata.

Segundo Renato, a vitória sobre o Verdão serviu para o Santos dar uma resposta após a eliminação na Copa do Brasil, na última quarta-feira. “Era um jogo complicado. Sabíamos disso. A Chape aperta bastante. Conseguimos apertar no começo, tanto que o gol saiu da pressão que fizemos. A equipe correu e lutou muito. Sabíamos que era importante a vitória, pois vínhamos de contestação”, concluiu.

Na próxima rodada, o Alvinegro encara o clássico contra o líder Palmeiras, na Vila Belmiro, no sábado, às 19h30 (de Brasília), pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Paredão, Vanderlei leva cusparadas da torcida da Chape e desabafa

Se o Santos saiu da Arena Condá com os três pontos na noite deste domingo, muito se deve a Vanderlei. Fechando a meta, o goleiro foi o principal nome do Santos na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, na saída do gramado, o arqueiro santista disse ter levado cusparadas das arquibancadas e reclamou da torcida rival.

“Sempre falo: ‘a torcida pode vaiar e xingar’. Mas cuspiram em mim. É falta de educação. Queremos ver espetáculo. Se não sabem torcer e cospem nas pessoas, ficamos tristes com isso. A gente fica triste com isso”, lamentou Vanderlei.

Apesar de ter aberto o placar logo aos três minutos de jogo, com Lucas Lima, o Santos recuou bastante durante toda a partida e contou com a inspiração de seu goleiro. Com pelo menos três defesas importantes, o Vanderlei salvou o Peixe de levar o empate e até a virada em Chapecó.

“Acho que o Brasileiro é muito difícil, está muito equilibrado. Sabíamos que viriam para a pressão, ainda mais por terem saído atrás. Eles tiveram mais chances em bola parada. Acho que se caprichássemos um pouco mais na bola de linha de fundo, faríamos o segundo, mas na atual situação do campeonato o que vale é a vitória”, concluiu o arqueiro da equipe de Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira deixa jogo com dores na coxa e preocupa para o clássico

Apesar da vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, neste domingo, na Arena Condá, o Santos saiu do Sul com pelo menos um motivo para se preocupar. Aos 20 minutos do segundo tempo, o atacante Ricardo Oliveira sentiu uma fisgada na coxa direita e precisou ser substituído por Joel.

Por conta da lesão, o centroavante começou o tratamento ainda no gramado, colocando uma bolsa de gelo na coxa enquanto estava no banco de reservas da partida, válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O problema é que o próximo compromisso do Peixe no Brasileirão é justamente o clássico contra o Palmeiras. No sábado, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, os santistas entram em campo diante do Verdão, pela 33ª rodada da competição nacional.

Nesta segunda-feira, Ricardo Oliveira irá passar por uma bateria de exames para saber se realmente teve algum tipo de lesão. Caso seja constatado algum problema, o atacante pode desfalcar o alvinegro. Se isso acontecer, Rodrigão é o mais cotado para ser seu substituto. Porém, Joel foi o escolhido para entrar no lugar do centroavante contra a Chapecoense, neste domingo.

O ponto positivo é que Ricardo Oliveira terá a semana livre para recuperar-se. Como o Santos foi eliminado da Copa do Brasil na última quarta-feira, após derrota por 2 a 0 para o Internacional, o clube ficará treinando no CT Rei Pelé até o próximo sábado, visando o clássico contra o Verdão.