Santos 1 x 3 São Paulo

Data: 15/02/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.320 torcedores
Renda: R$ 455.425,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Zeca e Rodrigão (S); Thiago Mendes, Neilton, Cueva e Cícero (SP).
Gols: Copete (10-1), Cueva (36-1); Luiz Araújo (10-2) e Luiz Araújo (27-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete (Bruno Henrique), Vitor Bueno e Lucas Lima (Thiago Ribeiro); Copete e Rodrigão (Rodrigão).
Técnico: Dorival Junior

SÃO PAULO
Sidão; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero e Cueva (Bruno), Neilton e Gilberto.
Técnico: Rogério Ceni



São Paulo vira em cima do Santos na Vila, acaba com jejum e embala

Famoso por ter na base a sua grande força, o Santos sentiu o próprio veneno nesta quarta-feira. Foram 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival Tricolor. Dessa vez, porém, uma cria da casa são-paulina resolveu mudar o rumo dessa história. Luiz Araújo, de apenas 20 anos, uma das esperanças do São Paulo para o futuro, entrou no segundo tempo para ser o nome do clássico válido pela 4ª rodada do Estadual. Dos pés da revelação de Cotia saíram dois gols e a confirmação da virada por 3 a 1. Antes, Rodrigão abrira o placar em linda jogada de Vitor Bueno, Cueva, de pênalti, igualou ainda no primeiro tempo.

O fim da invencibilidade do Peixe na temporada culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

O São Paulo, por outro lado, abriu mais vantagem na ponta do Grupo B, agora com seis pontos. Linense vem logo atrás com três a menos. Red Bull Brasil e Ferroviária, com um ponto cada, dividem a lanterna.

O jogo

E o San-São começou com novidades. Em seu primeiro clássico oficial, Rogério Ceni decidiu entrar com Buffarini ao invés de Bruno e trouxe Cueva para lhe fazer companhia na direita, talvez na tentativa de conter o forte lado esquerdo santista, que tem Zeca, Lucas Lima e Vitor Bueno caindo pelo setor. Na frente, Ceni apostou em Neilton, cria da base alvinegra, na vaga de Luiz Araújo.

O problema é que na prática as coisas não funcionaram como o novato treinador imaginava. Logo aos 10 minutos, Vitor Bueno deixou o lateral argentino do São Paulo no chão e colocou a bola na cabeça de Copete. 1 0 Peixe.

O gol mudou o panorama tático da partida. O Santos, propositalmente, deu campo ao rival e recuou sua marcação para apostar na saída rápida. Restou ao São Paulo tocar a bola e tentar encontrar um meio de furar o bloqueio santista. Nesse ponto, Neilton, sempre perseguido pelos torcedores na Baixada, decepcionou.

Mas, a dez do intervalo, Zeca deslocou Gilberto dentro da área no momento que o centroavante saltava para tentar um cabeceio. Pênalti infantil o campeão olímpico que Cueva não desperdiçou e deixou tudo igual antes de iniciar uma confusão generalizada. O motivo foi o gestão de mão no ouvido em direção às arquibancadas.

O empate comprovou um primeiro tempo equilibrado, com poucas chances de lado a lado e um duelo tático intenso e disciplinado. Rodrigão ainda teve uma grande chance depois de uma sobra de bola, mas errou o alvo frente a frente com Sidão.

Como era de se esperar, Neilton não voltou para a etapa final. Luiz Araújo retomou sua posição. Porém, foi o ataque do Santos que assustou primeiro. Sidão deu a bola no pé de Thiago Maia e só não se tornou vilão porque João Schmidt se antecipou a Rodrigão e evitou o gol. Restou ao pupilo de Rogério Ceni agradecer e pedir desculpas ao time.

O lance, no entanto, não era nenhum presságio do que estaria por vir. O time da Capital seguiu com mais posse de bola, empurrando o Santos para o seu campo. O Peixe se viu em apuros e os jogadores começaram a demostrar irritação. O retrato do jogo ficou explícito aos 10 minutos. Lucas Lima dormiu no ponto e perdeu a bola para Thiago Mendes. Gilberto ligou Luiz Araújo, que correu cerca de 20 metros, livre, antes de driblar Vladmir e calar a Vila Belmiro. Era a virada Tricolor.

As entradas de Bruno Henrique de um lado e Araruna do outro anunciaram o que seriam os minutos seguintes. Enquanto os mandantes tentavam, apesar da pouca inspiração, pressionar, os visitantes administravam e tocavam a bola de forma angustiante tanto para os torcedores quanto para os atletas santistas.

E a situação ficou ainda mais dramática aos 26. Isso porque Sidão mostrou que seu reflexo está apurado ao defender cabeçada de Rodrigão. No contra-ataque, Cueva fez o que quis com a exposta defesa do Santos e só rolou para o jovem Luiz Araújo matar o jogo com mais um gol. Victor Ferraz, a essa altura, já era meia. Opção que custou caro ao Peixe.

Mais do que os três pontos, a festa dos são-paulinos após o apito final se justifica. Fim de um longo jejum na Vila Belmiro, terceira vitória seguida da equipe depois de mais de um ano e, acima de tudo, a expectativa de um ano promissor. Por outro lado, fica o sinal de alerta para Dorival Júnior. Além da derrota, a forma como o Santos se portou em campo frente a um grande rival é o que mais chamou a atenção. E se o estádio não pôde receber torcedores do São Paulo por causa da determinação da Secretaria de Segurança do Estado, o som que marcou o fim do jogo foi o das vaias para os santistas, principalmente em cima de Lucas Lima, apagado e substituído no clássico.

Bastidores – Santos TV:

Dorival descarta ‘nó tático’ de Ceni e vê derrota com erros pontuais

Geralmente, os clássicos acabam tendo outros embates além da partida dentro das quatro linhas em si. E o principal duelo é entre os técnicos de futebol. Nesta quarta-feira, Rogério Ceni levou a melhor sobre Dorival Júnior, na vitória de 3 a 1 do São Paulo contra o Santos, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Porém, na visão do treinador santista, o alvinegro foi superior durante todo o primeiro tempo e só foi derrotado por erros pontuais. Além disso, Dorival também mostrou irritação ao ser perguntado se havia tomado um ‘nó tático’ do ex-goleiro.

“Se conseguir definir o que é nó tático, eu explico. O que é nó tático? Tomamos um gol de contra-ataque. Não é nó tático isso. Assim como eu não daria um nó no Rogério Ceni. O São Paulo não tinha o domínio da partida até fazer o gol. O São Paulo tem uma equipe rápida, como o Santos aproveitaria se fosse o oposto”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o clássico desta quarta.

“Tivemos uma derrota com erros pontuais, diferente de domingo. Tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo teve o lance do pênalti e sem aproveitou bem da situação. Tivemos outras oportunidades, criamos. Perdemos uma chance do lado de lá e sofremos gol com erro de saída de bola”, ressaltou.

Dorival também elogiou bastante o Tricolor do Morumbi e viu o Peixe muito abaixo após o terceiro gol do rival na Vila, anotado pelo jovem Luiz Araújo. “São Paulo tem um time competente, vem evoluindo. Santos caiu a partir do terceiro gol, sentimos que a equipe se perdeu um pouco. Até esse momento tentávamos buscar o gol do adversário. Mesmo com a virada estávamos tranquilos”, concluiu o técnico santista.

Após revés, Dorival espera retorno de lesionados nas próximas semanas

Além da derrota por 3 a 1 para o São Paulo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o Santos também tem outros motivos para lamentar. Afinal, a equipe comandada por Dorival Júnior segue desfalcada de seus principais jogadores desde o início da pré-temporada. Sem contar com Vanderlei, Renato, Ricardo Oliveira e David Braz, o treinador santista conta com o retorno dos atletas para buscar uma recuperação após o revés no clássico.

“Vamos continuar o trabalho e o empenho. Perdemos o Vanderlei no início da preparação, Braz ainda não tem condições de jogo. Tem o Renato também. É uma situação ruim, num momento de preparação o ideal é que todos estivessem em condições. Tendo a equipe mantida, os reforços chegam mais tranquilos”, lamentou Dorival, em entrevista coletiva após a derrota para o Tricolor do Morumbi.

O goleiro santista quebrou o dedo anelar e teve uma luxação no dedo médio da mão esquerda na última sexta-feira. Por conta disso, ele passou por uma cirurgia no final de semana e ainda não tem prazo para retornar aos gramados.

Renato, por sua vez, ainda não se recuperou totalmente de um estiramento na panturrilha direita e não vem treinando nos últimos dias. Já Ricardo Oliveira participou de uma atividade com bola pela primeira vez na terça, ainda corre para recuperar o tempo perdido de pré-temporada e deve voltar em até duas semanas.

“O Ricardo treinou. Está fazendo o décimo segundo período. Estamos conversando aos poucos para senti-lo. Ele vai passar pra gente o que está sentindo. Estamos tentando intensificar o trabalho para tê-lo de volta o mais rápido possível”, concluiu Dorival.

Por fim, o zagueiro David Braz já vem correndo no gramado do CT Rei Pelé após lesão na panturrilha direita e está próximo do retorno. Além deles, a comissão técnica esperava contar com o colombiano Vladimir Hernández para o clássico. Porém, o atacante ainda não apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e segue fora.

Thiago Ribeiro vê Santos bem no início e lamenta nervosismo após empate

O Santos começou ‘voando’ no clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, após o empate de Cueva, aos 36 minutos da primeira etapa, o alvinegro ‘pregou’ e levou a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

O ex-são-paulino Thiago Ribeiro, que substituiu o apagado Lucas Lima na reta final do duelo, acredita que os comandados de Dorival Júnior deveriam ter mantido a calma após o primeiro tento anotado pelo tricolor.

“A leitura que faço é que fizemos uma boa primeira etapa. O São Paulo praticamente só fez o gol de pênalti. Quando estava 1 a 0 a gente poderia ter valorizado mais a posse de bola. Quando empataram ficou bom para eles, que tocaram a bola com calma. Jogaram sem pressa, e isso enervou a gente. A torcida começou a ficar nervosa também, né. Saímos com tudo. Eles aproveitaram os contra-ataques e definiram o jogo. Clássico está sujeito a tudo. A gente estava fazendo um belo jogo até o empate. Falou valorizar a posse da bola. Ficamos nervosos e perdemos a bola várias vezes, o que proporcionou a vitória deles”, explicou o atacante na saída do gramado.

A derrota santista findou um jejum de 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival.

O fim da invencibilidade do Peixe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Autor de pênalti, Zeca admite erro, mas diz: “Sem abaixar a cabeça”

O Santos começou dominando o São Paulo no primeiro clássico de 2017, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, um pênalti de Zeca em cima do atacante Gilberto mudou os rumos do duelo aos 36 minutos do primeiro tempo. O peruano Cueva deslocou Vladimir na cobrança e deixou tudo igual no marcador. Depois disso, os comandados de Dorival Júnior sucumbiram e levaram a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

Autor da penalidade máxima decisiva no clássico, o lateral-esquerdo santista admitiu a infração, mas não mostrou abatimento com o erro e acredita que o alvinegro foi superior ao rival antes do empate.

“A gente saiu ganhando, tocando a bola. Fomos bem até o pênalti, fiz o pênalti. Triste pela derrota, mas sem abaixar a cabeça. Temos que reagir”, disse Zeca na saída do gramado.

A derrota acabou com um jejum de 14 anos sem derrota do alvinegro para o São Paulo na Vila Belmiro pelo Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia diante de seu torcedor para o tricolor.

Por fim, o revés também acabou com a invencibilidade da equipe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estacionou nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Chulapa e Léo têm que acalmar torcedores na porta do vestiário

A derrota para o São Paulo na Vila Belmiro mexeu com o brio dos torcedores santistas, nem tanto pelo resultado, mas pela forma como o placar de 3 a 1 foi construído. Tudo isso refletiu em uma forte pressão na porta do vestiário do Peixe. Dezenas de torcedores se aglomeraram e cobraram “mais vontade” dos atletas de Dorival Júnior. Serginho Chulapa e Léo, ídolos do clube em épocas diferentes, saíram para tentar dialogar e acalmar os ânimos. Depois de cerca de 15 minutos de tumulto e com a chegada de seguranças, o grupo deixou o local se vangloriando pelo ato.

Durante o San-São desta quarta, Lucas Lima acabou sendo o principal alvo da irritação vinda das arquibancadas. O meia da Seleção Brasileira ouviu uma vaia colossal ao ser substituído nos minutos finais. Nem mesmo as vaias após o apito final e a confirmação da derrota foram tão intensas.

O revés marcou o fim da invencibilidade do Santos na temporada. A equipe vinha de três vitórias seguidas, dois pelo Campeonato Paulista e outra em amistoso de pré-temporada. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia na Vila Belmiro para o São Paulo. No Estadual o jejum era ainda maior: 14 anos. Nesta quarta, porém, tudo caiu por terra, inclusive a paciência da torcida.