Ponte Preta 1 x 0 Santos

Data: 01/04/2017, sábado, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 11.545 pagantes
Renda: R$ 227.280,00
Árbitro: Salim Fende Chavez
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Jadson e Fernando Bob (PP).
Gol: William Pottker (20-1).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Yago e Reynaldo; Fernando Bob, Elton e Jadson (Renato Cajá); Clayson, Lucca (Wendel) e Pottker (Lins).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato (Rafael Longuine), Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique, Vitor Bueno (Copete) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Júnior



Pottker decide, Ponte bate Santos e fica em vantagem nas quartas do Paulistão

A Ponte Preta saiu na frente na disputa pela semifinal do Campeonato Paulista. Pressionando nos minutos iniciais e contando com a lentidão do Santos, a Macaca venceu por 1 a 0, com gol do artilheiro William Pottker, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e assegurou a vantagem para o duelo de volta contra os santistas.

Com a vitória, a Macaca precisa somente de um empate no jogo de volta para alcançar a classificação às semifinais do Paulistão. O Santos, por sua vez, se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o alvinegro vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

O jogo

O duelo começou movimentado no Moisés Lucarelli, com as duas equipes buscando o ataque. Porém, a Ponte rapidamente dominou as ações e teve a primeira grande oportunidade com o artilheiro William Pottker. Aos 6 minutos, o atacante aproveitou indecisão de David Braz e Lucas Veríssimo para avançar dentro da área e encobrir o goleiro Vanderlei. A bola até tocou na rede, mas pelo lado de fora.

Logo na sequência, Clayson deu lindo drible em Jean Mota e cruzou para Pottker. Mas antes da redonda chegar no centroavante, Lucas Veríssimo antecipou-se e salvou o alvinegro.

Mesmo após sofrer com duas oportunidades claras, o Santos não conseguia achar os espaços no meio de campo e sofria com a velocidade do time de Campinas. E foi justamente em uma jogada rápida que a Ponte abriu o placar.

Aos 20 minutos, Clayson lançou para Nino Paraíba dentro da área. Aproveitando-se da marcação atrasada da defesa santista, o lateral tocou para Pottker apenas empurrar para o fundo das redes e deixar a Macaca na frente.

O tento ‘acordou’ a equipe comandada por Dorival Júnior, que chegou duas vezes após os 30 minutos. A primeira chance foi com Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Bruno Henrique dentro da área. Livre, ele soltou uma bomba, que parou nas mãos de Aranha.

No lance seguinte, Vitor Bueno tentou cruzamento pela esquerda e a bola desviou no defensor da Ponte. Porém, lá estava Aranha, que no reflexo, fez outra bela defesa e impediu o empate santista no primeiro tempo.

Após Vitor Bueno passar a etapa inicial apagado e com a equipe sofrendo pelo lado esquerdo, o técnico Dorival Júnior resolveu tirar o camisa 7 para promover a entrada de Copete. A mudança surtiu efeito nos minutos iniciais e o Santos voltou do intervalo ligeiramente melhor que a Ponte.

Aos cinco minutos, o colombiano avançou pela esquerda, driblou Fernando Bob e cruzou para Ricardo Oliveira. O centroavante bateu de primeira, mas a bola foi alta demais e passou por cima do gol de Aranha.

Apesar do domínio no meio, o alvinegro não conseguia traduzir o melhor momento em chances claras de gol. A Ponte Preta, por sua vez, apostava nos contra-ataques e quase ampliou o marcador em uma jogada dessas. Aos 17 minutos, David Braz falhou e deixou Pottker completamente livre para cabecear. O goleiro Vanderlei pegou, mas deu rebote e o atacante encheu o pé. A bola bateu em cheio no rosto do camisa 1 e foi afastada na sequência.

Depois da grande chance desperdiçada, a Macaca diminuiu o ritmo novamente e apenas esperava o Santos no campo de defesa. Os comandados de Dorival Júnior, porém, seguiram sem conseguir assustar o goleiro Aranha.

E quando o duelo parecia decidido, a Ponte chegou ao segundo gol. Renato Cajá cobrou falta na área e Wendel desviou para o fundo das redes. Porém, a arbitragem assinalou impedimento corretamente, definindo a vitória e a vantagem dos donos da casa.

Bastidores – Santos TV:

Braz culpa gramado por derrota do Santos: “Não é bom como o da Vila”

O Santos sofreu para jogar na tarde deste sábado, em Campinas. Muito lento na saída de bola e com seus principais atletas apagados, o Peixe viu a Ponte Preta fazer 1 a 0, com William Pottker, e largar na frente na disputa para avançar às semifinais do Campeonato Paulista. Para o zagueiro David Braz, que falhou no tento da Macaca, a principal dificuldade santista estava no gramado do estádio Moisés Lucarelli.

“O nosso primeiro tempo não foi bom. Tivemos dificuldade com o campo hoje, que não é tão como como o da Vila. Aqui tinha muitos buracos. A gente teve dificuldade para virar as jogadas, pois a Ponte também marcava muito bem”, ressaltou o defensor após o revés.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Vamos trabalhar nesta semana e com a apoio dos nossos torcedores, nós vamos conseguir essa classificação”, concluiu Braz.

Dorival reconhece atuação ruim: “Ponte foi melhor, ganhou e ponto”

Além da derrota por 1 a 0 e a desvantagem para o duelo de volta, o que mais preocupou a torcida do Santos foi a forma como a equipe perdeu para a Ponte Preta, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo confronto de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Apático, lento e sem criatividade, o alvinegro até conseguiu ter a posse de bola no segundo tempo, mas não conseguiu assustar o goleiro Aranha, que pouco trabalho na partida.

O técnico Dorival Júnior, por sua vez, evitou dar desculpas para o revés e reconheceu a fraca apresentação do Santos. “Faltou concentração, velocidade, transição. Santos criou muito pouco. Não jogamos bem e deixamos nos envolver. Na segunda etapa nós melhoramos um pouco, mas foi bem abaixo do que podemos produzir. Ponte foi melhor, ganhou e ponto”, ressumiu o comandante, em entrevista coletiva logo após o embate.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Hoje a Ponte mereceu. Temos que trabalhar e tenho certeza que faremos um jogo diferente no Pacaembu. Hoje não estávamos em um grande dia”, concluiu o treinador santista.

Santistas admitem partida fraca em Campinas: “Jogo não encaixou”

Vai ser difícil encontrar alguma pessoa que tenha a coragem de falar que o Santos jogou bem na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, neste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo duelo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Isso porque além do técnico Dorival Júnior, os próprios jogadores do alvinegro admitiram a fraca apresentação contra a Macaca.

“Nosso jogo não encaixou. Nosso melhor momento foi nos 15, 20 minutos do segundo tempo. Eles acabaram anulando nosso jogo. Temos de pensar no jogo de volta”, resumiu o meia Vitor Bueno, que teve atuação apagada e foi substituído por Copete na volta do intervalo.

O atacante Ricardo Oliveira, por sua vez, acredita que os santistas não devem entrar em pânico, afinal, a vantagem da Ponte é de apenas um gol.

“Nós precisamos ajustar algumas coisas. A proposta deles era sair no contra-ataque. Não conseguimos achar os espaços necessários. É um placar que a gente jogando dentro da nossa necessidade a gente consegue reverter”, ressaltou o camisa 9 na saída do gramado.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis. As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10, uma segunda-feira às 20h (de Brasília), no Pacaembu.

Elenco queria a Vila, mas retrospecto do Santos é melhor no Pacaembu

O Santos não terá a Vila Belmiro como aliada na busca para reverter a vantagem da Ponte Preta e conquistar a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Afinal, a diretoria do Peixe decidiu transferir o duelo, que acontece no próximo dia 10, às 20h (de Brasília), para o Pacaembu. Elenco e comissão técnica do alvinegro, por sua vez, mostraram descontentamento com a mudança.

“Não vou comentar sobre o assunto. Vamos ao Pacaembu para fazer um grande jogo”, esbravejou o técnico Dorival Júnior ao ser questionado se concordava com a decisão da cúpula santista.

“Vamos jogar onde eles (diretoria) mandarem. Temos que jogar bola. Somos produtos”, ressaltou Ricardo Oliveira.

Apesar da preferência dos santistas pela Vila Belmiro, os números recentes mostram que o Pacaembu tem sido uma ‘casa’ melhor para o alvinegro. Isso porque o Peixe vem de uma sequência de 17 vitórias consecutivas no estádio paulistano. O último revés foi em abril de 2014, no jogo de ida da final do Paulistão daquele ano, contra o Ituano.

Enquanto isso, a equipe comandada por Dorival Júnior não tem conseguido fazer valer o ‘fator Vila’ nesta temporada. Afinal, em seis jogos disputados em Urbano Caldeira, o clube já sofreu três derrotas, para São Paulo, Ferroviária e Palmeiras, respectivamente.

No jogo de ida das quartas de final do Paulistão, o Peixe perdeu para a Ponte por 1 a 0, em Campinas, com gol de William Pottker. Para conseguir a classificação, a equipe comandada por Dorival Júnior precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória simples levará a decisão para os pênaltis. Caso seja derrotado ou a partida termine empatada, o alvinegro estará eliminado do Estadual.