Coritiba 0 x 0 Santos

Data: 26/04/2014, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Público: 12.354 pagantes (14.288 total)
Renda: R$ 254.825,00
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG).
Cartões amarelos: Luccas Claro, Zé Love e Gil (C); Cicinho, Alison e Alan Santos (S).

CORITIBA
Vanderlei; Victor Ferraz, Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Chico (Geraldo), Baraka, Gil e Robinho (Roni); Zé Eduardo e Julio César (Jajá).
Técnico: Celso Roth.

SANTOS
Aranha; Cicinho, David Braz, Jubal e Emerson Palmieri; Alison, Alan Santos e Cícero; Gabriel (Stéfano Yuri), Thiago Ribeiro (Lucas Lima) e Leandro Damião (Geuvânio).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos e Coritiba maltratam a bola e empatam sem gols no Paraná

Difícil de assistir. Mais díficil ainda de jogar. Assim foi mais um empate do Santos no Campeonato Brasileiro, desta vez, diante do Coritiba, no Estádio Couto Pereira, pela segunda rodada. Sem inspirações, com performances apáticas de seus principais jogadores, o Peixe não fez uma boa partida e deu indícios de que o empate foi bom demais.

Com muitos desfalques, Oswaldo de Oliveira testou uma formação com três volantes e três atacantes. Sem sucesso. Ao todo, o Santos teve apenas três finalizações. Sem um meia de armação no time, o Santos teve enorme dificuldade em trabalhar a bola no campo de ataque, enquanto que do outro lado, se não fosse a grande atuação do goleiro Aranha, melhor do Santos na partida, o time da Vila Belmiro poderia ter conhecido seu primeiro revés no Campeonato Nacional.

O jogo marcou o reencontro do Santos com Zé Eduardo, o Zé Love, campeão da Libertadores com a camisa do Peixe. O agora camisa 7 do Coxa Branca, teve a grande chance de jogo depois de um lance malabarístico, de bicicleta, que acabou acertando a trave da meta santista.

Depois de dois empates, o Santos terá pela frente o Grêmio no próximo final de semana. A partida contra o time gaúcho será a última em que o Santos jogará na Vila Belmiro antes da paralisação da Copa do Mundo.

O jogo

Delete os dez minutos iniciais de partida. A partir daí é que realmente a bola rolou no Couto Pereira e já com uma chance de gol perdida por Zé Love, sim, aquele. Cara a cara com Aranha, o camisa 7 do Coxa escorregou na hora de finalizar com o pé direito, jogando para fora. Pouco tempo depois, foi a vez do Santos responder na mesma moeda. Gabriel foi lançado nas costas da defesa, viu a saída do goleiro Vanderlei e decidiu dar um toque por cobertura. O chute do atacante santista passou do lado do gol do goleiro do Coritiba.

A partir daí, os lances em que o Santos teve destaque foram todos no sistema defensivo, no sufoco. Ao todo, o time da casa teve duas chances de abrir o placar. Em muitos deles, se não fosse o goleiro Aranha, o Peixe estaria em maus lençóis.

Aos 14 minutos, Zé Eduardo, no lado esquerdo do ataque, avançou e chutou cruzado obrigando o goleiro santista a fazer difícil defesa, no rebote, Robinho, também do Coritiba, encontrou um muro formado por jogadores do Santos bloqueando sua tentativa de finalização. A pressão não parou por aí. Aos 17, após cobrança de escanteio, bate e rebate dentro da pequena área, até que Jajá encontrou espaço suficiente para acertar a trave até que Emerson afastou.

Apático dentro de campo, o Santos parecia estar relaxado demais com o futebol apresentado. Gabriel, que poderia ter aberto o marcador logo no início de partida, era o jogador mais perigoso do Peixe. A segunda finalização do Santos aconteceu somente aos 38 minutos, de novo com o camisa 7. Alan Santos lançou para Gabriel na ponta direita, que driblou dois marcados e teve seu chute desviado para escanteio. E só. De resto nada mais do Peixe procurando o gol.

Vendo que seu time não rendeu absolutamente nada do que esperava no primeiro tempo, Oswaldo de Oliveira mexeu. Uma troca que com certeza deixou o torcedor, de certa forma, feliz. Entrou Geuvânio no lugar de Leandro Damião. O jogo não mudou de cara, mas pelo menos a postura do Santos melhorou. Mais incisivo e com a posse de bola no ataque, porém chutes no gol que é bom, nada.

O jogo ficou bastante fraco durante a segunda etapa, mas pelo menos o Coritiba seguiu sendo o time mais objetivo e que a cada vez que rondava a área santista. Demorou bastante para a primeira finalização da etapa final acontecer. Aos 20, o volante Gil foi quem apareceu pelo lado esquerdo do ataque. Ele fez boa jogada, cruzou para Zé Love, que rolou Robinho chegar chutando de primeira. A bola acabou resvalando na zaga santista e indo para a linha de fundo.

Celso Roth, técnico do Coritiba, viu seu time melhor em campo e fez mudanças de acordo, com o time. Um dos jogadores que entrou, o meia Geraldo, quase que marcou um golaço. Jajá, outro que veio do banco, foi quem fez a jogada na intermediária e cruzou para Geraldo. Dentro da área, nas costas de Cicinho, Geraldo chutou de primeira, o chamado bate-pronto, mas a bola foi para fora, com muito perigo.

Muitos chutões, pouca organização e uma quantidade enorme de passes errados. Sem criação. Por isso, Lucas Lima foi chamado e entrou no lugar do apagado Thiago Ribeiro. Logo quando entrou, o Santos teve seu melhor momento na partida. Com uma excelente troca de passes, a bola chegou para Gabriel na entrada da grande área. O camisa 7 do Peixe resolveu surpreender o goleiro Vanderlei chutando de primeira. Mas não pegou tão bem na bola e o chute saiu fraco para defesa fácil do goleiro do Coxa.

Antes do fim de jogo, o lance capital da partida veio dos pés de Zé Love. Em cruzamento para a área do Peixe, Zé emendou uma bicicleta e acertou a trave – mais uma. O Coritiba esboçou outras jogadas de ataque, mas nada tiveram sucesso. Um jogo apático, onde jogadores do Santos viram o empate com bons olhos.

Bastidores – Santos TV: