Presidente bateu o oposicionista Reinaldo Guerreiro com 87% dos votos

Por ampla maioria, o atual presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, foi reeleito neste sábado e cumprirá seu segundo mandato, agora de três anos. Ele será o comandante do clube no ano do Centenário (2012) e passará o bastão em dezembro de 2014 – antes da mudança de estatuto aprovada neste ano, eram dois anos de mandato.

Laor, como o dirigente santista é conhecido, não teve dificuldades para vencer o oposicionista Reinaldo Guerreiro. Vivendo uma onda de popularidade, com títulos conquistados e conseguindo driblar o assédio europeu para manter Neymar no clube até 2014, o presidente santista obteve 3.365 votos, contra 503 de Guerreiro – na porcentagem, 87% a 13% para Laor, com 12 votos em branco e nove nulos.

No total, 3.889 associados participaram do pleito, quebrando recorde de 2009, quando Luis Alvaro foi eleito pela primeira vez. Na ocasião, foram contabilizados 3.024 votos.

As urnas foram abertas às 10h. Pela primeira vez, as eleições santistas ocorreram em dois lugares simultaneamente: na Vila Belmiro e na seda de Federação Paulista de Futebol, em São Paulo. Outra novidade foi a utilização de urnas eletrônicas, o que tornou bem mais ágil o processo de apuração.

Luis Alvaro teve 96% dos votos dos eleitores de São Paulo, contra 4% de Guerreiro – 838 votos contra apenas 32 do oposicionista. Em Santos, o placar foi de 2.527 votos para Laor e 471 para Guerreiro. Laor teve, portanto, quase o dobro de votos obtidos na eleição de 2009, quando venceu Marcelo Teixeira com 1.889.

– Agradeço ao sócio santista por mais esse voto de confiança. Isso mostra que o trabalho de dois anos e quatro títulos (uma Libertadores, uma Copa do Brasil e dois Paulistas) foi reconhecido – disse Laor, que aproveitou a empolgação da vitória para reafirmar seu otimismo com a possibilidade de o Peixe ser tricampeão mundial batendo o Barcelona, no Japão.

– Se Deus quiser estaremos na final do dia 18. Estamos preparados para enfiar goela abaixo dos pretensiosos espanhóis a força do Santos.

A derrota dos oposicionistas foi enorme. Por não ter atingido 20% dos votos, a chapa de oposição perdeu o direito de ter representantes no Conselho Deliberativo.

Tudo em paz

Ao contrário do que aconteceu em 2009, quando vários incidentes foram registrados (houve até quem atirasse uma bomba de gás lacrimogêneo no Salão de Mármore, provocando tumulto), as eleições deste ano transcorreram em clima de paz. Houve até um abraço amistoso entre o ex-presidente, Marcelo Teixeira, e o atual. Inimigos políticos, eles deram uma trégua neste sábado.