Atlético-MG 0 x 1 Santos

Data: 12/07/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 12.949
Renda: R$ 333.473,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Michael Correia (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Vecchio e Daniel Guedes (S).
Gols: Daniel Guedes (48-2).

ATLÉTICO-MG
Victor; Marcos Rocha, Gabriel, Bremer e Fábio Santos; Yago (Valdívia), Rafael Carioca, Elias, Cazares e Marlone (Robinho); Fred (Rafael Moura).
Técnico: Roger

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz, Jean Mota, Leandro Donizete (Alison), Thiago Maia, Vecchio, Thiago Ribeiro (Vladimir), Bruno Henrique, Kayke (Serginho).
Técnico: Levir Culpi



Nos acréscimos, Santos faz golaço de falta e bate o Galo em BH

O empate já não era um bom resultado para o Atlético. A derrota, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Independência, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, deve acarretar uma pesada crise, mais uma que Roger Machado terá de enfrentar no clube. Já Levir Culpi que não tem nada com isso, volta para São Paulo feliz da vida, com a permanência garantida no G4.

O Galo lutou bastante pelo resultado. Criou algumas chances, chegou com perigo em várias situações e teve um pênalti para conseguir fazer seu gol, mas nada disso foi possível. Os gritos ao término do jogo eram de “time sem vergonha”. O resultado é péssimo para o Atlético. A equipe que vinha em crescimento, fica na 10ª colocação, com 17 tentos somados. Já o Peixe alcança a vice-liderança, com 23 pontos.

O jogo

O duelo começou bastante animado na noite fria em Belo Horizonte. Com menos de cinco minutos, as duas equipes já tinham chegado com perigo contra as metas de Victor e Vanderlei.

Por jogar em casa, o Galo era mais forte em campo e tomava as principais ações. O Santos tinha a postura de se defender e depois sair em velocidade, aproveitando a capacidade de Thiago Maia e Bruno Henrique nas pontas.

Após os 10 minutos de jogo só deu Galo. O Santos se mostrava completamente recuado, esperando o contra-ataque enquanto o Atlético trocava passes na entrada da área santista tentando espaços.

O Galo, porém, não conseguia encontrar espaços para fazer seu gol. A melhor jogada atleticana aconteceu aos 25 minutos. Cazares recebeu a bola na área, encontrou Elias em ótimas condições que finalizou, mas parou em Vanderlei.

No contra-ataque, o Santos agrediu duramente o Atlético. Bruno Henrique recebeu na área, driblou Marcos Rocha e caiu na área. O árbitro Marcelo de Lima Henrique entendeu que o pênalti existiu e apontou a mão direita para a marca de penalidade. Na cobrança de Kayke, entretanto, Victor fez defesa firme e o empate seguiu.

O técnico Roger Machado reclamava bastante com o meia Cazares, pedindo mais profundidade do jogador, que ele ficasse mais aberto nas pontas. O Galo seguiu trocando passes em busca de espaços. O Peixe ainda com a estratégia do contra-ataque em velocidade. No fim do primeiro tempo, Bruno Henrique mandou uma bola na trave.

No finalzinho, o Galo teve uma chance de abrir o placar. Cazares saiu na frente e Leandro Donizete tropeçou no atleticano e o árbitro Marcelo de Lima Henrique entendeu que o pênalti existiu. Na cobrança, Fred mandou nas mãos de Vanderlei.

Na volta para a etapa final, o Santos voltou mais aberto, querendo atacar mais. Tanto que a primeira grande chance do segundo tempo foi de Kayke, mas Bremer ficou com a bola.

O Galo, quando atacava, ainda encontrava problemas, pois o Santos, nesta situação, se fechava. Ainda assim algumas chances foram criadas.

Mas a equipe da casa não conseguia abrir o placar. Por isso, Roger Machado mandou para o campo Robinho e Rafael Moura, na vaga de Marlone e Fred, nas mesmas posições, porém, jogadores descansados.

No finalzinho um banho de água fria. Em bela cobrança de falta, Daniel Guedes colocou no ângulo de Victor e saiu para o abraço.

Herói no Horto, Guedes desencanta e aproveita chance no Santos

Após quase sair do Santos no início do ano, Daniel Guedes vem recuperando seu espaço no clube. Com a saída de Dorival Júnior, o lateral-direito voltou a ser relacionado, ‘tomou’ de Matheus Ribeiro o posto de primeiro reserva e vem dando conta do recado quando é solicitado pelo técnico Levir Culpi.

Na noite desta quarta-feira, o jovem de 23 anos foi decisivo. Quando o duelo contra o Atlético-MG caminhava para o 0 a 0, Guedes acertou linda cobrança de falta e garantiu a vitória do Peixe no estádio Independência, em Belo Horizonte, em confronto válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O tento foi o primeiro do atleta como profissional.

“Há muito tempo vinha pedindo a Deus para ter oportunidades, e hoje fiz o gol da vitória. É uma coisa que eu vinha buscando. Sabíamos que jogar aqui no Horto é muito difícil, eles colocam muita pressão. Sabíamos que tínhamos que fazer os gols nas poucas oportunidades que aparecessem. Perdemos algumas, mas fui feliz. Porém, a vitória é mais importante”, vibrou Daniel Guedes na saída do gramado.

O lateral-direito assumiu a titularidade contra o Galo após Victor Ferraz sentir dores no joelho e ser cortado pelo departamento médico. Caso o titular não esteja liberado nos próximos dias, Guedes seguirá no time contra o Vasco, no domingo, às 16h (de Brasília), no estádio Nilton Santos.

Levir ainda vê Santos ‘precisando melhorar’, mas diz: “Uma vitória dessas une”

Santos e Atlético-MG fizeram um jogo aberto no estádio Independência, nesta quarta-feira, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. As duas equipes criaram oportunidades e chegaram até a perder pênaltis (Fred parou em Vanderlei e Kayke não venceu Victor). Porém, quando a partida caminhava para o 0 a 0, Daniel Guedes acertou linda cobrança de falta e garantiu a vitória do Peixe no Horto.

O técnico Levir Culpi fez questão de elogiar o futebol apresentado pelos dois clubes em Belo Horizonte, lamentou o gol solitário e também reafirmou que o alvinegro ainda não está no ponto ideal.

“Foi um jogo muito aberto, com muitas possibilidades de gols.Vi duas equipes que jogam buscando a vitória. O Atlético tem um timaço. Nós fomos felizes na hora de botar a bola para dentro. A partida merecia um 4 a 3, pena que foi só 1 a 0. Os jogadores chegaram exaustos nos vestiários e isso é bom”.

“Uma vitória dessas une. A vitória tem efeito na questão emocional, assim como a derrota. Já vi vários times que nascem na vitória e vão embora (decolam). Vivemos muito em cima do emocional. Acho perfeitamente possível (deslanchar). Precisamos melhorar um pouco para ser campeão”, explicou o comandante santista.