Santos 2 x 3 Palmeiras

Data: 27/08/2000, domingo, 18h30.
Competição: Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro) – Módulo Azul – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.315 pagantes
Renda: R$ 75.750,00
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (SP).
Cartões amarelos: Léo (S); Tiago Matias, Basílio, Flávio e Alberto (P).
Cartões vermelhos: Tiago Silva (26-2, P), Preto (30-2, S) e Taddei (43-2, P).
Gols: Adriano (07-1), Edmundo (11-1, de pênalti), Arce (12-1, de pênalti), Basílio (38-1) e Edmundo (26-2, de pênalti).

SANTOS
Carlos Germano; Michel, Preto (Júlio Cesar), Sangaletti (Valdo) e Léo; Claudiomiro, Renato, Caio e Robert (Ailton); Edmundo e Dodô.
Técnico: Giba

PALMEIRAS
Sérgio; Arce, Tiago Matias, Gilmar e Thiago Silva; Fernando, Magrão, Flávio e Lopes (Taddei); Basílo (Adalberto) e Adriano (Jorginho).
Técnico: Marco Aurélio



Palmeiras vence em jogo de três pênaltis

Vitória por 3 X 2 sobre Santos coroa dia com média de 3,71 gols por jogo

O Palmeiras surpreendeu e bateu ontem o Santos por 3 a 2 na Vila Belmiro, puxando o domingo de gols da Copa João Havelange, competição que vinha sendo um fracasso até nos gols.

Ontem, 26 gols foram marcados na competição. A média de 3,71 gols do domingo supera a média recorde do Campeonato Brasileiro de 1998 -2,87 gols por partida.

Os gols aconteceram rapidamente no clássico de ontem, que tinha o Santos, de tantos investimentos, favorito diante do Palmeiras, de muitos atletas jovens. Com 14 minutos de jogo, três gols já haviam sido marcados.

O Palmeiras, em sua primeira chance de gol, marcou aos 8min. Adriano recebeu livre na entrada da área e tocou com estilo na saída do goleiro Carlos Germano.

O Santos respondeu três minutos depois, em um pênalti convertido por Edmundo -após cruzamento de Michel da direita, a bola tocou no braço de Fernando.

No lance seguinte, Arce bateu uma falta, e Robert, na barreira, colocou o braço na bola, em pênalti mais claro que o primeiro.

Os três gols saíram nas três primeiras finalizações a gol dos times, que jogaram ofensivamente.

O técnico do Santos, Giba, escalou três atacantes em seu time (Edmundo, Caio e Dodô). Já o técnico do Palmeiras, Marco Aurélio, não armou a retranca que era esperada -seu time marcou mais de um gol em um jogo pela primeira vez na Copa JH.

Depois dos 15 minutos iniciais eletrizantes, o ritmo do jogo diminuiu. O Santos, com jogadores mais experientes, mostrou nervosismo e errou muitos passes. Os três atacantes santistas levaram pouco perigo à defesa palmeirense, bem postada.

Edmundo, que recebeu a marcação de um ex-fã, o zagueiro Thiago Matias, 17, pouco ameaçou o gol de Sérgio. A melhor jogada individual do atacante aconteceu aos 28min, quando ele avançou pela direita e bateu cruzado com força para a área. Sérgio interceptou bem a bola se atirando no gramado.

Em contra-ataque rápido, Basílio escapou pela esquerda, se livrou de dois adversários e, quase sem ângulo, aproveitou queda do Carlos Germano para marcar aos 39min -o goleiro santista esperava um cruzamento.

Um minuto depois, em chute fraco de Basílio, Germano falhou novamente, deixando a bola passar por entre suas pernas.

No segundo tempo, o jogo foi mais lento. Poucas foram, as chances de gol dos dois times.

Aos 25min, Tiago Matias derrubou Edmundo na área. O lateral-esquerdo foi expulso, pois já tinha cartão amarelo, e o atacante marcou outro gol de pênalti.

O Palmeiras segurou o adversário a partir de então, abusando das faltas até -aos 43min, Taddei, que havia entrado na segunda etapa, também foi expulso.

Na última chance do Santos, Edmundo, aos 45min, chutou de fora da área por cima do travessão, após boa troca de passes.



Léo estréia contra o “ex-patrão”

Além de fazer uma estréia “relâmpago” -assinou contrato por dois anos na última quinta-feira-, o lateral-esquerdo Leo, 25, disputará seu primeiro jogo pelo Santos justamente contra o clube que o dispensou em 1999, seis meses após ter sido contratado.

“Foi coisa de diretoria, problema de contrato”, disse o jogador a respeito dos motivos que levaram o Palmeiras a dispensá-lo. Ele negou que o então treinador Luiz Felipe Scolari tivesse sido o responsável por sua demissão.

Depois de deixar o clube, Leo teve um desentendimento com Scolari, após uma partida entre Palmeiras e União São João. Ele reclamou das orientações do técnico aos seus jogadores, a quem pedia para que atuassem “em cima” do lateral. “Isso foi coisa de jogo. Não tenho nada de pessoal contra o professor”, disse.

O lateral disse que, antes do interesse do Santos, estava inativo havia três meses, à espera de um clube que demonstrasse interesse em contratá-lo.

Nos últimos meses, ele atuou somente na última segunda-feira, em uma partida do União contra o Caxias, pelo Módulo Amarelo da Copa João Havelange.
“Estava esperando ser contratado por algum time. Só joguei contra o Caxias porque era o jogo da televisão e alguém poderia me ver”, afirmou.

A contratação de Leo, por cujo passe o Santos pagará R$ 1,6 milhão, é resultado das frequentes atuações ruins de Rubens Cardoso, até então único jogador da posição no grupo.