Santos 2 x 0 Santo André

Data: 25/02/2018, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.687 pagantes
Renda: R$ 135.240,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira.
Cartões amarelos: Léo Cittadini, Gabriel e Alison (S); Domingos e Flávio (SA).
Gols: Gabriel (28-2) e Eduardo Sasha (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison; Eduardo Sasha, Vecchio (Vitor Bueno), Léo Cittadini (Matheus Jesus) e Arthur Gomes; Gabriel (Rodrygo).
Técnico: Jair Ventura

SANTO ANDRÉ
Neneca; Dudu Vieira, Sueliton, Domingos e Heilton; Flavio, Garré (Paulinho) e Tinga (Joãozinho); Hugo Cabral, Walterson (João Lucas) e Lincom.
Técnico: Sérgio Soares



Santos vence Santo André, mas perde Gabigol para clássico

O Santos venceu o Santo André por 2 a 0 na noite deste domingo, na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Paulista. O resultado deixou o torcedor totalmente feliz? Não.

Gabigol fez o primeiro gol, mas, logo na sequência, finalizou após estar impedido e recebeu o terceiro cartão amarelo. Ele desfalcará o Peixe no clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, no Pacaembu. Em bela atuação, Eduardo Sasha fez o segundo gol do alvinegro na Vila.

O Santos dominou o jogo desde os primeiros minutos, mas só abriu o placar na segunda metade da etapa final. O Peixe martelou, teve paciência para abrir espaços e construiu a vitória, que poderia até ter sido maior nos minutos finais, com boas chances para Vitor Bueno e Rodrygo.

Na rodada 10, o Peixe enfrentará o Corinthians. Antes, porém, estreará na Libertadores contra o Real Garcilaso, na quinta-feira, em Cuzco, no Peru.

O jogo:

O Santos pressionou o Santo André nos primeiros minutos, principalmente com bons passes de Eduardo Sasha. Arthur Gomes não aproveitou ótimo cruzamento de Daniel Guedes aos oito minutos. A partida apresentou bom duelo entre Gabigol e o zagueiro Domingos. Foram três carrinhos e um cartão amarelo em 14 minutos.

O domínio era do Santos, mas as chances claras de gol não vinham. E a melhor oportunidade veio com o Santo André, aos 32 minutos. Garré chutou, a bola desviou e no, reflexo, Vanderlei conseguiu espalmar.

Aos 40 minutos, o alvinegro teve a melhor chance de marcar. Léo Cittadini roubou a bola no campo de ataque, fez fila e rolou para Gabigol, perto da marca do pênalti, isolar. O Santos ensaiou uma pressão nos instantes finais, mas não assustou mais o goleiro Neneca.

Pressão nos primeiros minutos, como na etapa inicial. Três cruzamentos em sequência, nenhum aproveitado. Aos 4′, Gabigol arriscou de muito longe e Neneca espalmou de “manchete”. Dois minutos depois, David Braz também tentou da intermediária. A bola desviou e passou com perigo por cima do travessão.

Aos 13 minutos de jogo, o Santos quase saiu na frente. Jean Mota cruzou, Domingos afastou mal e Gabigol chutou forte, para grande defesa do goleiro Neneca. Sasha, na sequência, tentou de bicicleta para fora.

A pressão continuou. Quando o placar marcava 18, Sasha apareceu no segundo pau após bate-rebate e chutou fraco. Neneca, na segurança, desviou para escanteio.

Na base do abafa, mas sem espaços e grande criatividade, o Santos seguiu tentando até marcar. Aos 28 minutos, Eduardo Sasha chutou cruzado, Neneca falhou e Gabigol, sozinho, só teve o trabalho de empurrar. Quatro gols em quatro jogos para o camisa 10.

Segundos depois, porém, a alegria virou raiva. Gabigol recebeu, impedido, driblou Neneca e balançou as redes, desrespeitando a arbitragem. Recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Corinthians, no próximo domingo, no Pacaembu.

Aos 35 minutos, Vitor Bueno recebeu da entrada da área e bateu bonito, colocado. A bola beijou a trave esquerda de Neneca. E aos 42′, o Santos matou o jogo. Domingos falhou, Sasha dominou e saiu cara a cara com Neneca antes de deslocar o goleiro.

Nos minutos finais, Rodrygo quase deu a goleada ao Santos. E Vanderlei, no último lance, fez grande defesa para manter a invencibilidade da defesa.

Bastidores – Santos TV:

Jair exalta evolução do Santos antes de Libertadores: “Muitas coisas boas”

Após a vitória o técnico Jair Ventura destacou a evolução do Peixe antes do início da competição continental.

“Equipe está em formação, com coisas boas. É muito cedo para falar como estamos, mas não sofremos gols em três jogos. Campeonato Paulista é muito equilibrado, difícil. Falamos do ataque, mas temos que exaltar a defesa. Mudamos a linha de quatro e conseguimos manter padrão, organização. Santos não vai perder ofensividade, mas não deixará de marcar bem, com jogo coletivo forte, muita posse, com muitos gols e sem sofrer gols”, explicou Jair.

De forma mais específica, o treinador analisou a vitória do Peixe sobre o Santo André. O time melhorou no segundo tempo “avassalador”, na visão de Jair.

“Primeiro tempo foi um pouco afoito, depois avassalador no segundo tempo. Muitas oportunidades, jogando dentro da área do adversário. Valorizamos a posse, somos uma das equipes que mais têm posse no campeonato, e consegue reverter em gols. Temos muitas coisas boas para falar dessa noite”, completou.

O Santos se reapresenta na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé, para iniciar a preparação da estreia na Libertadores, contra o Real Garcilaso, quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), na altitude de 3.400 metros em Cuzco, no Peru.

Muito triste, Gabigol lamenta suspensão: “Para violência, não dão cartão”

Gabigol explicou o terceiro cartão amarelo recebido, que o suspende para o clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista. O camisa 10 finalizou após a arbitragem assinalar impedimento e foi advertido no segundo tempo da vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Santo André, neste domingo.

“Estou muito triste. O estádio está lotado atrás, colocou a bola para mim e fiz o gol. É difícil fazer o gol. Eu posso ser punido, é difícil falar, mas vocês viram como me bateram e ele não dá cartão. O Neneca demora 20 horas para bater tiro de meta e ele me dá cartão e me tira do jogo. É difícil falar no Brasil, porque pode ser punido, mas vocês têm câmeras para ver que eu não fiz nada. Está ficando chato, muito chato, porque para violência ele (árbitro)não dá cartão, mas para jogadas que o cara não escuta, sem querer, ele acabou me dando cartão e me tirou do clássico”, desabafou o camisa 10.

O técnico Jair Ventura, em coletiva de imprensa, defendeu Gabigol e disse que o jogador justificou no vestiário que não ouviu mesmo o apito do juiz.

“Ele fez quatro gols em quatro jogos e nós vamos exaltar o cartão amarelo recebido? Eu não posso desconfiar do meu jogador. Ele diz que não ouviu o apito. E os três pontos de hoje são os mesmos do jogo contra o Corinthians. Temos coisas boas para falar nessa noite”, analisou.

Gabriel fez o primeiro gol do Peixe na Vila Belmiro, antes de receber o cartão segundos depois. Ele recebeu lançamento, deu chapéu em Neneca e empurrou de cabeça para o fundo das redes. O setor do placar, na trave onde Gabigol marcou, era o mais lotado do estádio.

Sem o camisa 10, o Santos deve enfrentar o Corinthians com o retorno de Copete. O colombiano foi desfalque neste domingo por conta de dores musculares na coxa direita.

Titular após cinco meses, Cittadini é elogiado no Santos: “Dinâmico”

Léo Cittadini foi a novidade do Santos na vitória por 2 a 0 sobre o Santo André, neste domingo, na Vila Belmiro. O meio-campista substituiu Renato, poupado, com qualidade e acabou elogiado pelo técnico Jair Ventura.

Cittadini não era titular desde o dia 16 de setembro, em derrota por 2 a 0 para o Botafogo, no Campeonato Brasileiro. Ele passou por cirurgia no ombro esquerdo, se recuperou e voltou a ganhar minutos no Peixe com o técnico Jair Ventura no Paulistão.

“Foi dinâmico. Levou cartão (no primeiro tempo) e eu pensei em tirá-lo, mas estava bem, mesmo com muito tempo sem jogar como titular. Primeira vez comigo, deu mobilidade, dinâmica, chegou na frente, marcou como volante e armou como meia. Quem ganha é o Santos. Temos encontrado soluções caseiras sem Lucas Lima, grande responsável pela armação do Santos no ano passado”, explicou o treinador.

Léo tem chamado a atenção de Jair nos treinamentos. Revelado nas categorias de base do alvinegro, ele é meia de origem, mas mostra características para atuar como “médio” no esquema 4-1-4-1 do Santos, à frente de Alison e ao lado de Renato ou Vecchio.

Em 2017, Cittadini atuou em 15 partidas. Nessa temporada, são três jogos, diante de Ferroviária, São Paulo e Santo André. Recentemente, ele foi procurado pelo São Paulo. Seu contrato vai apenas até o fim de 2018.

Regra faz Santos se preocupar com logística para a Libertadores

O Santos está preocupado com a logística para enfrentar o Real Garcilaso nesta quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), em Cuzco, no Peru, pela estreia na Libertadores. O Peixe teme pelos efeitos da altitude de 3.400 metros após uma regra imposta pela Conmebol.

A confederação agora exige que as equipes cheguem no local do jogo com antecedência de pelo menos um dia. A ideia do alvinegro era voar até Cuzco horas antes da bola rolar, como foi feito no empate de 1 a 1 com o The Strongest, em La Paz, na edição de 2017.

O departamento médico santista entende que os efeitos da altitude começam a ser sentidos a partir de seis horas. Chegar em Cuzco “em cima da hora”, então, seria a solução. Com a regra da Conmebol, porém, o Peixe chegará na quarta-feira e tem a chance de sofrer mais do que o esperado.

Diante do The Strongest, o Santos, no geral, aguentou bem. A exceção foi Ricardo Oliveira, que, mesmo com a estratégia de pousar na data da partida, passou mal já no aquecimento, mas conseguiu atuar.

“Dificulta muito (a regra da Conmebol). Isso é muito ruim para quem enfrentará a altitude porque, realmente, o efeito é maior (com a antecedência na chegada). Lamentamos, mas temos que nos adaptar. Isso está acima de todos nós. Vamos sofrer mais, mas espero que não seja suficiente para não atrapalhar nosso objetivo, que é a vitória na estreia”, disse o técnico Jair Ventura.