Real Garcilaso 2 x 0 Santos

Data: 01/03/2018, quinta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 1ª rodada
Local: Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, Peru.
Público e renda: N/D
Árbitro: Gery Vargas (BOL).
Auxiliares: José Antelo e Juan Montaño (ambos da BOL).
Cartões amarelos: Dulanto (RG); Lucas Veríssimo, Vitor Bueno e Vecchio (S).
Gols: Johnny Vidales (07-1) e Alfredo Ramúa (44-2).

REAL GARCILASO
Diego Morales, Arismendi, Gustavo Dulanto, Lampros Kontogiannis e Iván Santillán; Luis García (Jean Pierre Archimbaud) e Luis Álvarez; Johnny Vidales (Ángel Pérez), Alfredo Ramúa e Julio Landauri (Alexis Cóssio); Óscar Franco.
Técnico: Óscar Ibañez

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota (Arthur Gomes); Alison; Renato, Vecchio (Vitor Bueno), Eduardo Sasha (Rodrygo) e Copete; Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Santos é dominado e perde para o Garcilaso em estreia no Peru

O Santos perdeu para o Real Garcilaso nesta quinta-feira, na altitude de 3.400 metros em Cusco, no Peru, pela estreia na Libertadores da América. Pelo número de chances criadas pelos donos da casa, o 2 a 0 ficou barato.

O Garcilaso dominou o jogo desde o princípio e abriu o placar logo aos sete minutos, com gol de Vidales. O Santos teve chance para empatar, com Gabigol, e depois apenas sofreu até o intervalo. Na segunda etapa, o cenário foi mantido. O Peixe poderia ter empatado em chute de Vecchio, mas foi tão exigido a ponto de poder ser goleado. Vanderlei fez ótimas defesas e só não evitou o golaço de Ramúa, de fora da área, aos 44.

O jogo:

O primeiro tempo do Santos em Cusco foi para ser esquecido. Quase tudo deu errado e o Real Garcilaso dominou os 45 minutos iniciais. O 1 a 0 no intervalo ficou barato.

Os peruanos pressionaram desde o início e abriram placar já aos 7, quando Santillán passou facilmente por Daniel Guedes, David Braz não cortou e Jean Mota deixou Vidales antecipar no segundo pau para marcar.

O Peixe poderia ter melhorado a sua situação aos 16, quando Vecchio acertou um de seus poucos passes para Sasha rolar e Gabigol, sem goleiro, chutar fraco para a defesa afastar em cima da linha. De ali em diante, foi um sufoco.

O alvinegro perdeu quase todas pelo alto, sofreu com chutes de fora da área e Vanderlei foi, como de costume, decisivo. O meio-campo inexistiu com Renato e Vecchio e foi salvo por Alison. Copete foi o pior.

O Santos só voltou ao assustar no último lance, em falta de longe cobrada por Jean Mota. A bola passou perto da trave direita de Morales. O apito do árbitro foi um alívio.

E o enredo no segundo tempo não foi alterado. Logo aos dois minutos, Vanderlei fez mais uma bela defesa em chute de Ramúa, garçom e melhor jogador do Garcilaso.

Aos oito minutos, o Peixe teve a segunda grande chance de empatar. Eduardo Sasha tabelou com Daniel Guedes e tocou para Vecchio, da entrada da área, sozinho, chutar por cima do gol.

A reação, porém, foi só um esboço. Os donos da casa continuaram em cima, principalmente com finalizações de longe. Vanderlei seguiu trabalhando durante todo o tempo.

Na segunda metade da etapa final, o Santos não teve forças para reagir. Jair tentou mudar o cenário com Arthur Gomes, Vitor Bueno e Rodrygo, mas não deu certo. O Garcilaso conseguiu administrar o resultado e ainda fez o segundo gol aos 44 minutos, em lindo chute de Ramúa de fora da área, aos 44 minutos. Com o resultado positivo, os peruanos assumem a liderança do Grupo 6.

Bastidores – Santos TV:

Jair minimiza derrota do Santos na Libertadores: “Já passou”

Jair Ventura minimizou a derrota do Santos por 2 a 0 para o Real Garcilaso nesta quinta-feira, em Cusco, no Peru, pela estreia na Libertadores. O técnico disse que a estratégia caiu por terra com o primeiro gol dos peruanos, aos sete minutos, e já projetou o clássico contra o Corinthians, no domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista.

“Nossa estratégia foi quebrada com um gol aos sete minutos, mas botamos a bola no chão, fizemos nosso jogo apoiado. Nossa maior dificuldade foi o tempo na bola. Nas nossas jogadas de passes longos, a bola ia sempre para fora. Paciência. É o nosso primeiro jogo. Não é a estreia que queríamos. Não vamos nos abalar com a derrota de hoje. Já passou. É pensar no clássico agora”, afirmou.

“Não foi surpresa porque o nosso observador técnico esteve aqui, analisou muito bem a equipe do Real. Aconteceu tudo que vimos nos vídeos, mas entre você observar e conseguir neutralizar a diferença é muito grande. Quando passei a equipe adversária aos meus atletas, tem um lance que o jogador deles chuta antes do meio de campo. Todos ficaram: “Caramba”. Tomamos um gol quase do meio da rua. Sabíamos dessa dificuldade. Tentamos neutralizar os chutes de média e longa distância. Tentamos ficar mais próximos possíveis do passe longo, já que eles têm o timing da bola. Sofremos com os escanteios. Eles agrediram a bola e tiveram êxito. Quem já jogou na altitude sabe. Nossa estratégia foi quebrada com um gol aos sete minutos”, completou.

Jair diz não ter medo de barrar medalhões no Santos: “Meritocracia”

A meritocracia virou um jargão no futebol. A expressão significa o predomínio de quem tem mais mérito em um grupo. No Santos, parte da torcida entende que isso está em falta.

Não é de hoje que uma boa parcela dos santistas acredita que jogadores como Renato, David Braz e Victor Ferraz, capitães e líderes do elenco, merecem sair do time titular. Depois de Dorival Júnior, Levir Culpi e Elano, porém, eles foram mantidos com o técnico Jair Ventura no começo desta temporada.

Para tranquilizar o torcedor, Jair promete escalar quem estiver melhor tecnicamente e/ou fisicamente. Ele cita o exemplo de Jefferson, goleiro ídolo do Botafogo barrado por Gatito. O comandante entende que, no momento, os santistas ainda merecem a titularidade.

“A história não pode ser apagada, são líderes, mas se tiver alguém da posição em melhor momento, vai jogar. Não posso ser justo com um jogador e prejudicar uma instituição maior do que todos nós, sendo injusto com o elenco. Eu penso no Santos. No todo. Não em um ou dois. São importantíssimo, conto demais, mas falo em meritocracia. Não vou deixá-los jogando se tenho um melhor fora por causa de gestão. Vai jogar quem estiver melhor, isso independe de salário, poder dentro do grupo… Não tem jeito. Eu barrei o maior salário do Botafogo, de Seleção, o Jefferson. O grupo entendeu que Gatito estava no melhor momento. Sendo justo, ganha-se o grupo. Todos têm a melhor chance”, disse Jair Ventura, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

Na estreia da Libertadores, com derrota por 2 a 0 para o Real Garcilaso, no Peru, David Braz e Renato não atuaram bem. Victor Ferraz, que vivia má fase, se recupera de luxação no ombro direito e vem sendo substituído por Daniel Guedes. Outros atletas contestados por parte da torcida são Vecchio e Copete. Os gringos são titulares com Jair desde a primeira rodada do Campeonato Paulista.

Após derrota na Libertadores, Alison prevê reação do Santos em clássico

Alison, um dos poucos destaques do Santos na derrota por 2 a 0 para o Real Garcilaso nesta quinta-feira, em Cusco, no Peru, o comemora que a próxima partida seja contra o Corinthians, no domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista.

“Futebol é bom porque hoje o resultado negativo pode ser recuperado na sequência. É nossa oportunidade no clássico e precisamos da vitória”, disse Alison, à Fox Sports.

Sobre a derrota no Peru, Alison evitou culpar a altitude e admitiu que o Peixe finalizou pouco. Apenas duas chances foram criadas: uma com Gabigol, no primeiro tempo, e outra de Vecchio, na segunda etapa.

“Sabíamos da dificuldade. Claro que a gente não está aqui para colocar a culpa em nenhuma adversidade, mas eles souberam administrar a vantagem de saber como funciona o tempo da bola na altitude. Resultado é ruim, claro, mas agora é manter o foco para recuperar esses pontos”, analisou.

“Faltou um pouco (chute de fora da área). Sabíamos que poderíamos utilizar. Não adianta lamentar, estamos tristes, mas é primeiro jogo e temos chance de recuperar”, completou.

Rodrygo é o mais novo a jogar Libertadores na história do Santos

Rodrygo entrou para a história do Santos na noite desta quinta-feira, na derrota por 2 a 0 para o Real Garcilaso, no Peru. Com 17 anos e 50 dias, o Menino da Vila se tornou o mais jovem a atuar pelo Peixe na Libertadores.

Rodrygo superou Diego, hoje no Flamengo, que entrou em campo com 17 anos, 11 meses e cinco dias em 2003, em vitória por 5 a 1 sobre o América-COL, em Cali. Veja o ranking abaixo.

Promovido ao elenco profissional do Santos em outubro de 2017 pelo ex-técnico Elano, Rodrygo fez a primeira viagem internacional de sua carreira. Ele é um dos reservas de Jair Ventura.

1º – Rodrygo – 17 anos e 50 dias
01/03/2018 – Real Garcilaso 2 x 0 Santos

2º – Diego – 17 anos e 11 meses e 5 dias
05/02/2003 – América de Cali-COL 1 x 5 Santos

3º – Felipe Anderson – 18 anos e 26 dias
11/05/2011 – Once Caldas 0 x 1 Santos

4º – Joel Camargo – 18 anos, 4 meses e 25 dias
13/02/1965 – Universidad de Chile-CHI 1 x 5 Santos

5º – Coutinho – 18 anos, 8 meses e 10 dias
21/02/1962 – Santos 6 x 1 Deportivo Municipal-BOL

6º – Thiago Carleto – 18 anos e 10 meses e 20 dias
14/02/2008 – Cúcuta-COL 0 x 0 Santos

7º – Leonardo – 18 anos e 11 meses e 07 dias
16/02/2005 – Bolívar-BOL 4 x 3 Santos