Bahia 1 x 0 Santos

Data: 21/04/2018, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Fonte Nova, em Salvador, BA.
Público: 15.875 presentes (15.588 pagantes e 287 não pagantes).
Renda: R$ 317.748,00
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (ambos do SE).
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios e Ailton Farias da Silva (SE).
Cartões amarelos: Douglas, Nino Paraíba, Régis e Marco Antônio (B); David Braz, Léo Cittadini e Dodô (S).
Gol: Junior Brumado (49-2)

BAHIA
Douglas, Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore e Elton; Zé Rafael (Allione), Vinícius (Régis) e Marco Antônio (Brumado); Edigar Junio.
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Diego Pituca) e Jean Mota; Eduardo Sasha (Arthur Gomes), Rodrygo (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Bahia marca gol aos 49 e Santos perde a primeira no Brasileirão

O Santos conseguiu suportar uma forte pressão do Bahia no primeiro tempo, quando Vanderlei e a trave salvaram o time da Baixada Santista, mas acabou pagando caro por não aproveitar as chances claras em contra-ataques na etapa final do confronto com o Bahia na noite desse sábado. No último lance da partida, aos 49 minutos, a defesa santista se perdeu em cobrança de escanteio e Junior Brumado garantiu a vitória do tricolor por 1 a 0 na Fonte Nova, em Salvador, onde os santistas não sabem o que é triunfar desde 2003.

O resultado interrompe a série de três vitórias seguidas da equipe de Jair Ventura e impede que o Alvinegro Praiano alcance a liderança provisória do Campeonato Brasileiro após duas rodadas. Por enquanto, o Peixe fica na quinta posição, com três pontos. O Bahia se recupera da derrota na estreia, mas ocupa a nona posição neste momento.

A partida também marcou o retorno de Bruno Henrique aos gramados. O atacante se lesionou em janeiro, logo em sua primeira partida na temporada. Desde então, lutou contra uma lesão na retina de seu olho. Por outro lado, Gabriel, mais uma vez titular, chegou ao oitavo jogo sem balançar as redes pelo Santos.

O jogo

Apesar de uma escalação de certa forma ofensiva no papel, o Santos decepcionou seu torcedor no primeiro tempo. Os primeiros 25 minutos de jogo foram de pressão total dos donos da casa. O Peixe se viu encurralado e sem posse de bola.

Vanderlei precisou aparecer com uma grande defesa logo aos quatro minutos. Pouco depois, Elton chegou a balançar as redes, mas cometeu falta em Alison e o lance foi anulado, o que não tirou o ímpeto dos tricolores. Aos oito minutos, Vanderlei pegou, no contrapé, chute de Nino Paraíba. No rebote, Edigar Junior mandou na trave.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos de Rodrygo. O jovem se apresentava como único jogador de ataque do Peixe a dar trabalho aos seus marcados. E dos pés dele por muito pouco o Santos não abriu o placar aos 22, depois de drible desconcertante e tabela com Gabriel.

Mas foi só. Apesar do Bahia aos poucos diminuir o ritmo de forma natural, os tricolores seguiram até o intervalo com o comando das ações, enquanto os visitantes limitaram-se a se defender com muita eficiência.

O panorama não mudou depois do intervalo. No primeiro minuto de boal rolando, novamente Vanderlei teve de mostrar toda sua agilidade em chute rasante de Zé Rafael.

Demorou, mas o Santos cresceu na partida após os dez minutos. Jair Ventura conseguiu organizar sua equipe de uma forma que o Bahia até continuou com o domínio das ações, mas o alvinegro passou a ser perigoso nos contra-ataques.

Rodrygo, Gabriel tiveram oportunidades claras, mas falharam na pontaria. Do outro lado, Zé Rafael seguindo sendo o jogador mais incisivo dos mandantes, mas Vanderlei parecia uma parede no gol.

O jogo ficou tenso do lado de fora. O Árbitro Claudio Francisco Lima e Silva acabou expulsando o técnico Guto Ferreira e o auxiliar de Jair Ventura. Mesmo assim, as duas comissões técnicas apostaram nos jogadores oriundos do banco de reservas em busca do gol da vitória.

O destaque ficou por conta de Bruno Henrique, que não atuava desde janeiro por causa de uma lesão na retina do olho. Os santistas que compareceram a Fonte Nova só não aprovaram a saída de Rodrygo. Vaias também puderam ser ouvidas quando o Bahia decidiu trocar Zé Rafael por Allione.

Com as mexidas, o jogo ficou franco, imprevisível e emocionante em seus minutos finais. O Santos desperdiçou dois contragolpes e pagou caro. No último segundo de jogo, o Bahia chegou ao gol da vitória. Allione cobrou escanteio baixo, Elton tocou de calcanhar e Junior Brumado escorou, à queima roupa com Vanderlei, para o fundo do gol.

Na próxima rodada, o Bahia tem nova oportunidade em casa no domingo, diante do Atlético-PR, às 16 horas. Já o Santos, como teve seu duelo com o Vasco adiado, só volta a atuar pelo nacional por pontos corridos contra o Grêmio, dia 6 de maio, em Porto Alegre, em jogo válido pela quarta rodada. Antes, o alvinegro terá o Estudiantes na Vila, na próxima terça, e o Nacional, no Uruguai, dia 1º maio, pela Copa Libertadores da América.

Bastidores – Santos TV:

Jair admite primeiro tempo ruim do Santos e lamenta “falta de gordura”

Depois de vencer o Ceará na estreia do Campeonato Brasileiro, o Santos conheceu sua primeira derrota na competição na noite desse sábado ao cair por 1 a 0 diante do Bahia, na Fonte Nova. Agora, o time só volta a campo pelo nacional na quarta rodada, frente ao Grêmio, em Porto Alegre, em confronto marcado para o dia 6 de maio. Isso porque a partida contra o Vasco, que aconteceria nessa segunda, no Pacaembu, foi adiada para julho.

Sendo assim, o Peixe tem grandes chances de ficar na parte de baixo da tabela, com apenas três pontos somados até lá. O empate em Salvador, que escapou por muito pouco, poderia lhe dar uma condição um pouco melhor. E o fato foi lamentado por Jair Ventura em entrevista coletiva.

“Isso atrapalhou nossos objetivos. Como o jogo com o Vasco acabou adiado e sofremos essa derrota, não ficaremos entre os primeiros. Queríamos ter gordura para brigarmos na parte de cima da tabela, mas, não será possível”, comentou o técnico santista, que analisou a atuação de seus comandados nesse sábado de forma bastante realista.

“Um primeiro tempo onde encontramos muita dificuldade de jogar, não fizemos nosso jogo apoiado, de sair da pressão do Bahia. Conseguimos jogar no segundo, equiparar o volume de jogo. O Jogo ficou muito aberto, mas muito faltoso. Isso para um time leve como o Santos atrapalha. No último minuto, um escanteio rasteiro, a bola quica e sofremos o gol. Estamos tristes pela derrota”.

Apesar de identificar erros, Jair Ventura evitou críticas pesadas pelo lance que gerou o gol do Bahia aos 49 minutos do segundo tempo e lembrou que esse tipo de emoção sempre vai acontecer no futebol, para o bem ou para o mal.

“Não tivemos próximos do que temos apresentado, o segundo tempo mostra que não vínhamos bem no primeiro. O primeiro tempo não foi bom, mas oscilações acontecem. Mudamos de postura no segundo tempo, criamos, colocamos a bola no chão, a equipe criou e o jogo ficou aberto e no último minuto a gente nem conseguiu dar a saída de bola. Dói tomar gol no último minuto, mas são coisas do futebol, quando a gente faz, a gente comemora, quando é contra é muito triste”, concluiu.

Zagueiro do Santos reclama do ataque depois de derrota para o Bahia

O Santos sofreu uma dolorosa derrota na noite desse sábado. O time estava prestes levar um ponto para casa como visitante, chegar à liderança provisória no Campeonato Brasileiro e manter uma invencibilidade de quatro partidas quando acabou levando um gol do Bahia no último lance do confronto na Fonte Nova.

O baque pela derrota por 1 a 0 foi notório e, após o apito final, o zagueiro Lucas Veríssimo não escondeu sua irritação. O defensor lembrou as oportunidades desperdiçadas pelo setor ofensivo, principalmente no segundo tempo e pouco antes da equipe levar o gol em cobrança de escanteio.

“Um lance que não pode acontecer, a equipe vinha bem, faltou matar, criamos oportunidades, sabíamos que seria difícil. Esse gol no finalzinho não poderia acontecer, o time teria de estar atento. Vamos corrigir para não voltar a acontecer”, declarou o jogador do Peixe.

Bruno Henrique é a boa notícia em derrota do Santos. Mas, quem sai?

O Santos teve nesse sábado, em campo, seu principal jogador de volta. Depois de pouco mais de três meses, Bruno Henrique pisou no gramado com a camisa do Alvinegro Praiano. A substituição até gerou controvérsias diante da escolha de Jair Ventura pela saída de Rodrygo. Mas, a empolgação pelo retorno do camisa 11 ofuscou até mesmo as críticas em cima do técnico santista.

Uma bolada logo no início da partida contra o Linense, no estádio Gilbertão, em Lins, pela primeira rodada do Estadual, acabou causando uma lesão na retina do olho direito do jogador, que passou por cirurgia no local e teve de concluir seu tratamento na Alemanha.

O veloz e habilidoso atacante ficou em campo por cerca de 25 minutos e não conseguiu evitar a dolorosa derrota para o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Foram dois cruzamentos errados, nenhuma finalização a gol e cinco passes certos de oito tentados, além de uma falta cometida.

Os números, no entanto, pouco importam. O que o torcedor espera é que em pouco tempo Bruno Henrique volte ao ritmo de 2017, quando terminou a temporada com 53 jogos, 18 gols, 11 assistências e muitos dribles desconcertantes.

“A grande novidade, uma boa notícia, apesar da derrota, é a volta do Bruno Henrique. A gente sentiu que ele ainda está um pouco sem ritmo. Normal, ele só jogou oito minutos do primeiro jogo do Campeonato (Paulista). Entrou em um jogo quente, pesado, de força, e correspondeu. Criou algumas chances, deu passes, dribles. O Santos ganha com o retorno desse jogador e vai ficar mais forte quando ele estiver 100%”, avaliou o técnico Jair Ventura.

A tendência é que Bruno Henrique volte ao time titular aos poucos, mas, no clube é consenso que é questão de tempo até o atacante recuperar seu espaço entre os 11. Nesse sábado, Jair optou por sacar Rodrygo, mas o jovem vem se destacando e sua saída certamente pode gerar muita reclamação dos torcedores.

O quebra-cabeça tem outras duas peças: Eduardo Sasha e Gabriel. O segundo é cria do clube, ostenta a camisa 10 e representa um alto investimento. O problema é que Gabriel não balança a rede há oito jogos. Por outro lado, Sasha tem se mostrado tão importante que a diretoria santista topou até envolver Zeca na negociação com o Internacional para segurar o jogador na Vila Belmiro.

Correndo por fora está Arthur Gomes, que apesar de reserva no momento, atuou nos últimos nos 20 jogos do Santos no ano, acabou ficando de fora apenas de uma partida, prova da confiança do treinador em seu futebol.

O problema é todo de Jair Ventura a partir de agora. O que interessa para os santistas é que Bruno Henrique, enfim, está de volta e certamente o grupo alvinegro fica mais forte e ambicioso para a temporada com o camisa 11 reintegrado.