O auxiliar-técnico Orlando Pereira é o novo treinador do Santos. Ele substitui temporariamente José Teixeira, até o final deste Campeonato Brasileiro.

Pereira dirigiu a equipe por 20 jogos na última edição do Campeonato Paulista, com uma estatística de 13 vitórias, 1 empate e 6 derrotas. Foi rendido por Teixeira antes do início do campeonato nacional.

O Santos só deve pensar na contratação de um novo técnico a partir do próximo ano.

A demissão de Teixeira foi anunciada ontem pela diretoria do Santos, após reunião na Vila Belmiro. A diretoria propôs que Teixeira continuasse no clube, com cargo de supervisão no Departamento de Futebol.

A crise que levou à queda do técnico é resultado da virtual eliminação do Santos da Supercopa dos Campeões da Libertadores e de uma série de sete jogos sem vitória que ameaça o time de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

A situação ficou insustentável para o técnico com a derrota por 2 a 1 para o Vélez Sarsfield, da Argentina, anteontem, em Uberlândia (MG), pela Supercopa.

A equipe teve uma péssima atuação e acabou levando um gol, ao final da partida, de pênalti, convertido pelo goleiro paraguaio Chilavert, astro do time.

Para chegar à final da competição, o Santos, agora, terá de vencer o Vélez por uma diferença de dois gols no próximo dia 14, em partida programada para Buenos Aires.

“Chegamos ao limite máximo. Essa situação não pode continuar do jeito que está. Não podemos admitir jogadores do Santos se arrastando em campo”, declarou o diretor de futebol José Paulo Fernandes.

A insatisfação com o trabalho do técnico também envolve os jogadores do time.

O zagueiro Sandro e o volante Carlinhos, até então titulares, reclamaram de terem ficado na reserva na partida contra a equipe argentina. Sandro afirmou que soube somente no vestiário, durante a preleção, que não seria escalado.

“Ele (Teixeira) não me deu explicações”, afirmou.

O goleiro Sérgio, titular até deixar a equipe por contusão, disse que estava em condições de jogo, anteontem, mas foi substituído por Edinho.

O atacante Jamelli, capitão do time, afirmou que a equipe está se acostumando a perder. E não poupou críticas aos companheiros, ressaltando que faltou “espírito de luta” na partida de anteontem.