Monterrey 1 x 0 Santos

Data: 07/07/2018, sábado, 23h00 (de Brasília).
Competição: Amistoso
Local: Estádio BBVA Bancomere, em Monterrey, México.
Árbitro: Alejandro Funk Villafañe
Auxiliares: Pedro Emmanuel Ramírez Puga e Jonathan Maximiliano Gómez Olmos.
Cartões amarelos: Vangioni (M) e Rodrygo (S).
Gol: Hurtado (12-1).

MONTERREY
Marcelo Barovero (Carrizzo); Stefan Medina (Gutiérrez), Jesús Molina, José Basanta e Leonel Vangioni; Jonathan González (Sanchez), Rodolfo Pizarro e Celso Ortiz (Alvarado); Dorlan Pabon (Cantú), Jorge Benítez (González) e Avilés Hurtado (Rodríguez).
Técnico: Diego Alonso

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Yuri (Diego Pituca), Renato (Jean Mota) e Léo Cittadini (Copete); Bruno Henrique, Rodrygo (Vitor Bueno) e Eduardo Sasha (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura



Santos é dominado pelo Monterrey e perde amistoso no México

Com a elite do futebol brasileiro paralisada durante a Copa do Mundo da Rússia, o Santos marcou dois amistosos no México. Na primeira partida, disputada na madrugada de sábado para domingo, o time alvinegro acabou dominado pelo Monterrey e perdeu por 1 a 0.

Na etapa inicial da partida disputada no moderno Estádio BBVA Bancomer, o colombiano Avilés Hurtado colocou a equipe mandante em vantagem. No segundo tempo, marcado por uma série de substituições, os dois times criaram chances, mas a vitória mexicana permaneceu.

Em seu segundo e último compromisso no México, o Santos volta a campo para enfrentar o Querétaro às 23 horas (de Brasília) desta terça-feira, no Estádio Corregidora. Às 20 horas de 19 de julho, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time alvinegro pega o Palmeiras, no Pacaembu.

O jogo:

O Monterrey sufocou o Santos no começo da partida e conseguiu inaugurar o marcador logo aos 12 minutos da etapa inicial. Após cruzamento de Pabon da direita, Hurtado se antecipou a Renato, tabelou com Benitez e finalizou com sucesso diante do goleiro Vanderlei.

O time comandado por Jair Ventura, dominado pelo Monterrey, não conseguiu ameaçar o gol defendido por Barovero no primeiro tempo. Os velozes Bruno Henrique e Rodrygo tentaram algumas jogadas individuais, especialmente pelo lado esquerdo, sem sucesso.

O time mexicano ainda teve mais duas chances claras para ampliar. Primeiro, Basanta conseguiu furar rebote de Vanderlei em chute de Benitez e permitiu a recuperação do goleiro. Para completar, o mesmo Benitez aproveitou sobra de rebatida ruim de Gustavo Henrique para acertar a trave.

O Monterrey retornou atento para a etapa complementar e voltou a assustar Vanderlei nos primeiros instantes. Medina desceu pela direita e cruzou rasteiro para o meio da área. Sem ser incomodado, Pizarro completou para o gol, com muito perigo para a meta brasileira.

O Santos esboçou uma melhora e criou sua melhor oportunidade para empatar em uma jogada do lado direito. Victor Ferraz levou até a linha de fundo e rolou rasteiro para chute forte de Rodrygo. Colocado no intervalo no lugar de Barovero, Carrizzo saiu bem e defendeu.

Durante a etapa complementar, os técnicos Jair Ventura e Diego Alonso aproveitaram para fazer uma série de mudanças nas respectivas equipes, já que não havia limite de substituições. Na última chance do Santos, já nos acréscimos, Jean Mota cobrou escanteio pela esquerda e Gustavo Henrique, de cabeça, quase empatou.

Bastidores – Santos TV:

Jair comenta derrota para o Monterrey e alerta para parte física do Santos

O Santos foi derrotado pelo Monterrey no primeiro dos dois amistosos que realizará no México, em meio ao recesso motivado pela Copa do Mundo da Rússia. Na madrugada deste sábado para este domingo, no Estádio BBVA Bancomer, o Alvinegro praiano foi sufocado pelos donos da casa no início do jogo, levou o gol com 12 minutos de bola rolando e não conseguiu igualar o marcador. Após o apito final, o técnico Jair Ventura comentou a partida, exaltando a oportunidade de fazer um teste diante de um adversário tão qualificado.

“A gente vem de uma inter-temporada, enquanto o Monterrey já fez dois amistosos, com duas vitórias. Eu fiz um treino específico para cada situação do jogo, de organização, de marcação, de bola parada. Apenas um treino. Vai ser de maneira gradativa que a gente vai alcançar nosso melhor desempenho. Lógico que sabemos da força do Monterrey, do investimento feito no futebol mexicano, e é um prazer poder encarar este grande jogo, contra uma grande equipe”, afirmou o comandante, em coletiva de imprensa pós-jogo.

Por mais que os mexicanos tenham dominado o primeiro tempo, pressionando o Peixe e inviabilizando a criação de jogadas por parte dos brasileiros, Jair não ficou tão incomodado com a atuação de seus jogadores. Segundo o treinador, já era de se esperar um confronto difícil.

“Se nós quiséssemos algum jogo mais fácil, simplesmente pela vitória, teríamos ficado no Rio, procurando um time de terceira, quarta divisão, para vencer e achar que está tudo certo. Nosso objetivo foi encarar uma equipe forte como a que encaramos hoje. O jogo foi muito igual, em que o Monterrey começou com uma pressão muito forte e conseguiu fazer o gol. Depois, explorou bem as transições, contra-ataques, e o jogo ficou muito bom, aberto, com chances para os dois lados”, apontou.

O desgaste físico foi grande por parte dos santistas, que não atuavam desde a vitória sobre o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 13 de junho. Como esperado, o técnico aproveitou a ocasião para rodar o elenco e dar chance a atletas que não vinham sendo tão utilizados nesta temporada. Porém, independentemente de quem esteve em campo, o que realmente incomodou Ventura foi o resultado negativo.

“A gente sabe que tem muita coisa a melhorar, na parte física também. Muitos jogadores cansados, com dificuldade de sustentar o jogo, e a gente fez diversas mudanças. O que eu menos gostei foi o resultado, porque somos extremamente competitivos, e quando você trabalha no Santos você tem que entrar para vencer, mesmo com um ou dois dias de treino”, admitiu.

Jair também aproveitou o amistoso para testar uma ‘nova’ formação de ataque. Pela primeira vez, o treinador pôde escalar duas de suas principais peças ofensivas em campo: Bruno Henrique e Rodrygo. Reconhecendo que a parceria precisa de tempo para afinar o entrosamento, o comandante alvinegro também ressaltou a necessidade de utilizar um deles fora da posição de origem, como meia armador, camisa 10, já que ambos gostam de atuar pelo lado esquerdo.

“Tenho certeza de que, com mais jogos e treinamentos, a gente vai conseguir um entrosamento melhor e um rendimento melhor. Principalmente ali na frente, já que foi a primeira vez que o Rodrygo e o Bruno (Henrique) jogaram juntos. A gente ainda está encaixando a melhor formação, já que são dois jogadores que gostam de atuar pelo mesmo lado do campo e, por vez, alguém vai ter que exercer a função de camisa 10, esse meia que estamos procurando. Enquanto não o temos, alguém tem que exercer essa função”, frisou.