Santos 2 x 0 Guarani

Data: 30/05/1999, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda e público: não divulgados
Árbitro: Roberto Garbini Filho
Cartões amarelos: Claudiomiro, Alessandro, Jorginho e Caíco (S); Joãozinho e Jefferson (G).
Cartões vermelhos: Andrei (S) e Everaldo (G).
Gols: Viola (12-1) e Paulo Rink (30-1).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Andrei e Gustavo Nery; Claudiomiro, Narciso, Jorginho (Caíco) e Paulo Rink (Rodrigo); Alessandro (Sugawara) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

GUARANI
Edervan; Marinho, Serginho e Marcelo Souza; Rafael, Renatinho, Joãozinho (Jocivalter), Jefferson e Everaldo; Jajá (Júlio César) e Rodrigo Jaú (Alexandre).
Técnico: Estevam Soares



Viola e Paulo Rink dão vitória ao Santos

Centroavante marca 50º com a camisa do clube, e estreante define o placar contra o Guarani na Vila Belmiro

Com um gol de Viola, o 50º do jogador com a camisa do clube, e outro do estreante Paulo Rink, o Santos bateu o Guarani por 2 a 0, em jogo fraco ontem na Vila Belmiro.

Depois de três partidas sem vitórias, o time terminou a segunda fase em primeiro lugar no Grupo 4, com 31 pontos. Apesar disso, não terá a vantagem do empate na fase semifinal contra o Palmeiras, segundo do Grupo 3, porque não conseguiu superar o rival (32 pontos) na classificação geral.

O Santos começou a partida exercendo marcação forte sobre o Guarani, fazendo muitas faltas e tentando neutralizar as jogadas ofensivas do rival no meio-campo.

Com essa estratégia, e conseguindo “roubar” bolas na intermediária, a equipe passou a dificultar a saída de bola do Guarani, a cercar o adversário em seu campo e a criar oportunidades de gol.

Logo aos 4min, após cobrança de escanteio, o zagueiro Argel quase abriu o placar ao cabecear a bola perto da trave. Aos 9min, Ânderson teve outra chance, ao receber passe de calcanhar de Alessandro.

O primeiro gol do Santos aconteceu aos 12min. Após receber lançamento de Jorginho, Viola invadiu a área, mas o zagueiro Serginho segurou o atacante pela camisa. Viola cobrou, no alto, à esquerda do goleiro Edervan, marcando seu 50º gol em 66 partidas pelo Santos.

O Guarani tentava ameaçar em lances ofensivos esporádicos. Aos 25min, o time de Campinas teve sua melhor chance no primeiro tempo, em um chute do meia Jefferson, da entrada da área.

Cinco minutos depois, o Santos marcou o segundo, em nova jogada de Viola. O atacante recebeu na intermediária e lançou Ânderson na direita, por cima da zaga.

O lateral foi à linha de fundo e cruzou na direção de Paulo Rink. De costas para o gol, Rink dominou, fez o giro sobre o zagueiro que o marcava e bateu de esquerda no canto esquerdo do goleiro.

“O mais importante foi poder presentear a torcida com um gol na estréia. Pela falta de entrosamento, estou satisfeito”, avaliou o jogador, cedido pelo Bayer Leverkusen (Alemanha) para defender o Santos na fase decisiva do Paulista.

A partir dos 42min, as duas equipes ficaram com dez jogadores. Aos 40min, o zagueiro Andrei foi expulso por jogada violenta sobre o atacante Jajá. Aos 42min, foi a vez de o lateral Everaldo, do Guarani, que atingiu Alessandro.

No segundo tempo, a qualidade do jogo caiu muito, e o Guarani passou a pressionar. O Santos voltou desarticulado, errando passes, e o time de Campinas começou a criar consecutivas situações de gol.

O meia Renatinho desperdiçou três oportunidades, aos 6min, aos 8min e aos 12min. A melhor foi a segunda. Ânderson não conseguiu interceptar lançamento para o zagueiro Marinho, que, livre, dentro da área, tocou para Renatinho, também sem marcação. O meia errou o chute, tocando para fora.

O Santos só ameaçou marcar o terceiro gol aos 16min. Paulo Rink chutou de primeira na trave.

Time pressiona a FPF para jogar na Vila Belmiro

O Santos deve pressionar a Federação Paulista nesta semana para conseguir marcar para a Vila Belmiro um dos jogos da fase semifinal do Paulista contra o Palmeiras.

O mando de campo nos jogos do Paulista é da FPF.

O técnico Leão e o vice-presidente José Paulo Fernandes disseram ontem que têm essa expectativa.

“Temos perfeitas condições de fazermos o jogo aqui. Espero que o Farah (presidente da FPF) entenda. Prestigiamos o torneio desde o começo, e o Palmeiras só se interessou na reta final”, disse Leão.

“Já provamos que podemos ter jogos importantes aqui, com boa renda. Quem sabe não poderemos obter êxito?”, indagou Fernandes.

Leão quer manter na semifinal a mesma formação que iniciou o jogo de ontem, com Andrei na zaga, Claudiomiro no meio-campo e Paulo Rink na frente.
“Agora, temos de exercitar bastante essa equipe”, disse. Em princípio, a única mudança seria a entrada no time de Marcos Assunção, caso o Santos chegue à final.

Se isso acontecer, o treinador diz acreditar na recuperação do jogador, que sofreu uma fratura no dedo mínimo do pé esquerdo.



Santos testa o ataque para as semifinais (Em 30/05/1999)

Time de Leão deve exibir rodízio do trio Alessandro, Viola e Paulo Rink e arrancadas do zagueiro Andrei

O Santos testa hoje, contra o Guarani, a sua formação para as semifinais do Paulista, que começam no próximo dia 6 de junho.

O Santos já está classificado, mas não sabe contra quem vai jogar.

Na partida de hoje, que começa às 17h, na Vila Belmiro, o Santos precisa do empate para terminar em primeiro lugar no seu grupo e escapar do São Paulo, o melhor time da competição.

Com o recém-chegado atacante Paulo Rink e o zagueiro Andrei, que foram confirmados no sábado, o técnico Leão pretende que o time readquira a eficiência do Campeonato Brasileiro, quando quase chegou à final.

Neste Paulista, apesar da classificação antecipada para a fase semifinal, a equipe não mostrou o mesmo ritmo e vem caindo de produção, o que o técnico classifica de “relaxamento”.

Com Paulo Rink e Andrei, Leão quer dar mais ânimo ao time, mas terá que fazer algumas adaptações no jeito de o time jogar.

A principal é o fato de o time ter que atuar com três atacantes, mas apenas duas posições no ataque.

Segundo Leão, eles terão que se revezar de forma que fiquem sempre dois na frente e um no meio, armando as jogadas.

“Se ficarem os três na frente, o time fica vulnerável”, afirmou Leão.

Mas, nos treinos de quinta e sexta-feira, o rodízio não funcionou. O problema do técnico é que cada jogador tem um defeito para jogar na posição de meia. Alessandro é um ponta nato, que joga em velocidade, para definir ou cruzar.

Viola gosta da função de armador. Julga-se um jogador, “com excelente visão de jogo”, segundo disse certa vez quando atuava pelo Corinthians. O problema é que Leão não compartilha dessa opinião. O técnico considera o jogador individualista e não conseguiu corrigir isso.

Dos três, Paulo Rink é o jogador mais acostumado a passar a bola. Como atacante, fazia isso no Atlético-PR, onde em 1996 trabalhou com Leão e Andrei. Mas tem pouca experiência no meio e quase nenhum entrosamento com o time, pois fez apenas alguns treinos.

O jogador, que tem um contrato de três meses com o Santos, afirmou que está em forma. “No Bayer, eu atuava nas partidas do time em casa. Posso aguentar o jogo todo”, afirmou.

Outra novidade do Santos serão as arrancadas do zagueiro Andrei. Nos seus primeiros jogos pelo clube, o jogador ficou atrás porque estava fora de forma. “Estava sem confiança. Agora, o Leão me deu liberdade para avançar, porque tem o Claudiomiro para ocupar o meu lugar”, afirmou o jogador.

‘Buraco’ preocupa Leão

A maior preocupação do técnico do Santos, Emerson Leão, com a nova formação foi o surgimento de um “buraco” no meio-campo.

No treino de sexta-feira, foi tão frequente a divisão da equipe em duas partes, seis jogadores na defesa e cinco no ataque, sem ninguém no meio, que Leão parou o treino e disse: “O futebol se ganha com um bloco. Com dois, ninguém vence”.

A parte ofensiva do time é formada por Viola, Alessandro, Paulo Rink e mais dois jogadores entre Narciso, Jorginho, Ânderson e Andrei. Claudiomiro, Argel, Gustavo, Zetti e mais dois ficam mais atrás.

Leão quer que a parte de trás avance com mais rapidez quando o time ataca e que a parte de trás recue mais rápido quando o time é atacado.
Depois do treino, ele explicou. “Desse jeito, o meio-campo, que é o pulmão do time não funciona.”

Curiosamente, um dos jogadores que mais têm recebido críticas de Leão é o lateral-esquerdo Gustavo. Apesar de quase não ter passado na intermediária do adversário, ao contrário de Ânderson, Leão disse depois do treino que o jogador “avança demais”.

Leão também classificou Narciso como um jogador que “precisa ser contido”.