Portuguesa 1 x 2 Santos

Data: 20/03/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista –
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 18.600
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Gols: Jorginho (06-1), Leandro (10-1) e Marcos Assunção (34-1).

PORTUGUESA
Fabiano; Márcio Goiano, Emerson, César e Augusto; Simão, Carlinhos, Alexandre e Evandro (Messias); Leandro e Aílton (Didi).
Técnico: Zagallo

SANTOS
Zetti; Michel, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção (Marcos Bazílio), Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Eduardo Marques); Alessandro (Caíco) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Santos põe hoje à prova a “era Zagallo”

Ex-técnico da seleção faz no Canindé o primeiro clássico desde que assumiu o comando da Lusa, pelo Paulista

O técnico Zagallo, da Lusa, faz hoje seu primeiro clássico no Campeonato Paulista, contra o Santos, no Canindé, às 16h.

Até aqui, a equipe paulistana enfrentou apenas as equipes consideradas “pequenas”, já que começou a disputar o torneio desde a primeira fase. O Santos entrou apenas na segunda etapa.

Zagallo travará ainda um duelo particular com o ex-goleiro Leão, do Santos (que ele comandou nas Copas de 70 e 74). “Espero que hoje ele (Leão) fique bem mansinho”, brincou o técnico da Lusa.

O time paulistano defende a liderança do Grupo 3, que divide com a Internacional de Limeira.

A Lusa ainda não perdeu em casa neste Paulista. “Hoje é a prova do alçapão”, disse o zagueiro César. “Estava com saudade do Canindé lotado, contra um adversário mais técnico, que não joga pelo empate”, afirmou o jogador.

“É melhor jogar contra Santos, Corinthians, Palmeiras do que enfrentar as equipes consideradas pequenas. Fica mais aberto. Contra os pequenos, sempre existem dois jogadores marcando você”, declarou o atacante Leandro.

Apesar de jogar seu primeiro clássico, o time da Lusa não terá nenhum “incentivo extra” para a partida de hoje. “O bicho é o mesmo do que o dos outros jogos (R$ 1.000 por vitória). Mas, para as semifinais, o pessoal deve conversar”, disse Leandro.

Uma das preocupações da defesa da Lusa hoje é em relação à dupla de ataque do Santos (Alessandro e Viola), que passa por boa fase.

“Para o Alessandro, tem de haver duas sobras. Uma para a bola curta, que é feita pelos volantes, e outra para a bola longa, que é feita por mim. Já o Viola prende os zagueiros. Tem de haver um posicionamento correto”, disse César.

Além do ataque santista, preocupa também a Lusa o cansaço da viagem de volta do Acre, onde atuou pela Copa do Brasil.

“Não foi fácil. Acordamos às 6h da manhã (de anteontem) e chegamos aqui às 19h. Seria melhor jogar no domingo”, disse Zagallo.

Santos

Para o clássico de hoje, o Santos poderá contar com os reforços de Marcos Assunção e Narciso. O primeiro se recuperou de contusão no ombro, e o segundo, que rescindiu contrato com o Flamengo depois de um mês de empréstimo, foi inscrito no campeonato a tempo de participar do jogo.

No treinamento coletivo de ontem à tarde, Leão testou duas formações. Em uma delas, Marcos Assunção formou a dupla de volantes com Marcos Basílio. Na outra, com Narciso. O técnico disse que definirá somente hoje qual dos dois começará jogando.

Ontem, um fax da Federação Paulista de Futebol tumultuou o ambiente santista.

Ao final do treino, indignado, o técnico Emerson Leão deixou correndo o gramado do CT à procura de diretores do clube quando tomou conhecimento de que o jogo da próxima quarta-feira contra o São Paulo foi transferido da Vila Belmiro para o Pacaembu.

O treinador chegou a dizer que não irá ao Pacaembu se a transferência do local da partida vier a ser confirmada. “No Pacaembu, eu não vou. Juro por Deus que não vou”, declarou, irritado.

O vice-presidente do Santos, José Paulo Fernandes, classificou a alteração do local da partida como um “desrespeito” ao clube e à torcida.
“Nessas circunstâncias, não haverá mais clássicos na Vila Belmiro. Para que, então, investimos no estádio, instalando a melhor iluminação e o melhor gramado?”, indagou Fernandes.

O regulamento do Paulista, aprovado por todos os clubes, dá à federação o direito de alterar o local dos jogos que envolvam os chamados times “grandes”.