Palmeiras 3 x 2 Santos

Data: 17/02/1999, quarta-feira, 20h30.
Competição: Torneio Rio SP
Local: Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público: 4.067 pagantes
Renda: R$ 44.430,00
Árbitro: Jorge dos Santos Travassos (RJ).
Cartões amarelos: Arce, Rogério, Sandro e Alex (P); Argel (S).
Cartões vermelhos: Roque Júnior (P); Zetti e Claudiomiro (S).
Gols: Viola (37-1); Júnior (22-1), Viola (28-1, de pênalti), Viola (35-1, contra) e Juliano (47-2).

PALMEIRAS
Velloso; Arce (Rogério), Rivarola, Cléber e Júnior; Roque Júnior, César Sampaio, Alex (Euller) e Zinho; Paulo Nunes e Oséas (Juliano).
Técnico: Luiz Felipe

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Marcos Bazílio, Jorginho (Sandro) e Eduardo Marques (Fernando Leão); Alessandro (Caíco) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Viola faz gol contra em jogo tumultuado

O Palmeiras venceu ontem o Santos, por 3 a 2, em jogo polêmico, com três cartões vermelhos, um pênalti não marcado para o time de Leão, outro, que não aconteceu, assinalado pelo juiz Jorge Travassos e uma briga entre os jogadores ao final.

O Santos, já classificado para a semifinal, teve expulsos Claudiomiro e Zetti. O primeiro vermelho da carreira do goleiro provocou a entrada no gol de Fernando, sobrinho do treinador santista.

A figura da partida foi o atacante santista Viola. Após 25 dias contundido, ele marcou três vezes ontem, incluindo um gol contra. E também salvou um gol palmeirense na linha do gol.

O Santos abriu o placar quando o zagueiro paraguaio Rivarola errou passe na área. Jorginho dominou e tocou para Viola, que marcou, aos 37min do primeiro tempo.

O Palmeiras, com um jogador a mais no segundo tempo, pressionou e acabou empatando aos 21min, com Júnior encobrindo o goleiro rival.

Aos 26min, o Santos voltou a ter vantagem, com gol em cobrança de pênalti de Viola.

Passados nove minutos, Viola acabou marcando novamente, só que contra. Após cabeçada de César Sampaio, a bola bateu no santista e entrou.

A superioridade palmeirense acabou ficando estabelecida aos 47min, com um gol, de cabeça, de Juliano. Após o apito final, Argel trocou socos com Juliano e Cléber.



Já classificado, Santos muda equipe (Em 17/02/1999)

Mesmo nas semifinais do Rio-São Paulo, técnico Leão altera o time para a partida de hoje contra o Palmeiras

O técnico Emerson Leão mudou o time do Santos para o clássico de hoje à noite contra o Palmeiras, no Parque Antarctica, pelo Torneio Rio-São Paulo.

Por deficiência técnica, o lateral-esquerdo Dutra deixa a equipe. Recuperado de contusão, o atacante Viola reassume sua posição no time, o segundo a garantir vaga nas semifinais da competição.

Com a volta de Viola, afastado há mais de três semanas devido a uma fratura no nariz ocorrida no jogo contra o Fluminense, na primeira rodada do Rio-São Paulo, Rodrigão vai para o banco de reservas.

“Estou liberado. Treinei, cabeceei e não senti nada”, afirmou Viola, que, segundo ele mesmo, ficou um quilo abaixo do peso ideal depois de desfilar em seis escolas de samba e treinar diariamente durante o Carnaval.

Na lateral esquerda, insatisfeito com o desempenho do titular Dutra, Leão decidiu escalar o ex-júnior Gustavo Nery, 21.

Depois de retornar do América-MG, clube para o qual estava emprestado, Dutra só recuperou a posição porque Athirson voltou para o Flamengo.

O jogador atuou nas seis partidas do Santos na temporada (cinco pelo Rio-São Paulo e uma pela Copa do Brasil), não convenceu o treinador e hoje não ficará nem mesmo no banco. Ele disse não entender o motivo pelo qual foi sacado da equipe.

“O Dutra voltou, teve oportunidades, mas não soube aproveitar. Então, entra o Gustavo”, declarou Leão, que diz ainda aguardar da diretoria a contratação de um reforço para a lateral esquerda.

Ontem, o técnico conduziu um treinamento coletivo no qual o meia-atacante Rodrigo, recém-contratado ao Flamengo, foi escalado entre os titulares, na vaga de Eduardo Marques.

Rodrigo não pode defender o Santos no Rio-São Paulo porque já atuou pelo time carioca na competição. Mas Leão decidiu começar a preparar o atleta por prever a possibilidade de uma “virada de mesa” na fase semifinal do torneio.

Para o treinador, o regulamento do Rio-São Paulo “não valerá mais nada” se o vice-presidente de futebol do Vasco, Eurico Miranda, concretizar sua pretensão de jogar em São Januário na semifinal.

“Quero pagar para ver. Está escrito no regulamento que os estádios (para as fases semifinal e final) são Morumbi, Pacaembu e Maracanã. Se não vale uma parte do regulamento, não valem as outras também. Então, nós vamos escalar o Rodrigo”, disse.

Além de reivindicar o direito de escalar Rodrigo, Leão também quer ver o Santos atuando na Vila Belmiro. Na semifinal, o time enfrentará o Botafogo. A rodada de hoje definirá apenas qual equipe -Santos ou Vasco, ambos empatados, com dez pontos- terminará em primeiro lugar no Grupo 1.

Dutra não entende sua saída

O lateral-esquerdo Dutra afirmou que atualmente está bem e não entende o motivo de seu afastamento do time do Santos.

Leão já havia sinalizado a intenção de fazer a mudança na última partida do time no Rio-São Paulo, contra o Vasco (derrota por 3 a 2), quando trocou o lateral pelo zagueiro Jean, no segundo tempo.

Segundo Dutra, em nenhum dos dois episódios (contra o Vasco e hoje) recebeu explicações sobre sua saída.

“Praticamente, ele (Leão) está dizendo que eu não fui aprovado. Mas não tenho o que comentar. A cabeça é dele, e a gente tem de aceitar”, afirmou.

O substituto de Dutra, Gustavo Nery, também já foi alvo da insatisfação do treinador. No Brasileiro-98, ele estava escalado para enfrentar o Botafogo, no Rio, mas foi cortado na véspera do jogo.

Irritado porque Gustavo não cumpria suas instruções em um treino, Leão tirou o jogador da equipe e escalou em seu lugar o meia Messias.