Atlético-MG 3 x 1 Santos

Data: 12/08/2018, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 18ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 22.062 pagantes
Renda: R$ 369.140,00
Árbitro: Rodrigo D’alonso Ferreira (SC).
Auxiliares: Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes.
Cartões amarelos: Maidana, Elias (A).
Gols: Elias (09-1), Gabriel (25-1); Ricardo Oliveira (25-2) e Ricardo Oliveira (48-2).

ATLÉTICO-MG
Victor; Emerson, Léo Silva, Iago Maidana e Hulk; José Welison, Elias (Matheus Galdezani) e Nathan (Luan); Yimmi Chará, Tomás Andrade (Cazares) e Ricardo Oliveira
Técnico: Thiago Larghi

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Lucas Veríssimo e Dodô; Alison (Yuri Alberto), Jean Mota (Diego Pituca) e Léo Cittadini; Rodrygo, Bruno Henrique (Copete) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Com lei do ex, Atlético-MG bate o Santos e volta a pontuar no Brasileirão

A “lei do ex” não tem falhado no futebol brasileiro. E assim foi na vitória do Atlético sobre o Santos, por 3 a 1, na manhã deste domingo, no Independência. O duelo pelo Campeonato Brasileiro teve sofrimento e bastante raça para o clube alvinegro conseguir o resultado que deixa a equipe na quarta colocação com 30 pontos anotados, já o Peixe segue colocado na zona de rebaixamento, com 18 tentos, na 16ª posição.

O jogo que marcou o reencontro do Atlético com o técnico Cuca – treinador que negociou com o clube mineiro em algum momento da temporada – foi bastante complicado para os dois lados. Além do forte calor, as duas equipes entraram em campo pressionadas. O Atlético foi mais eficiente, e conseguiu fazer o resultado. Já os santistas não curtiram o reencontro com o Ricardo Oliveira: ele marcou dois gols no triunfo e garantiu os três pontos para o Galo.

o jogo

O Atlético entrou em campo com alterações na equipe titular. O técnico Thiago Larghi fez testes durante a semana e a formação o agradou. O treinador atleticano tirou o volante Matheus Galdezani e escalou Nathan no lugar. Já Luan perdeu a vaga para Tomás Andrade.

A partida começou equilibrada. As disputas de meio campo eram intensas. Prova disso é que logo aos 2 minutos, dois jogadores já ficaram caídos no gramado.

Aos 9, o Galo chegou ao gol. No primeiro chute contra a meta de Vanderlei, Tomás Andrade recebeu na esquerda e tocou para Elias. O volante chutou forte, no cantinho e o goleiro santista não conseguiu alcançar.

O Galo, no entanto, recuou após o gol. O Santos aproveitava a situação para utilizar a velocidade e técnica de Rodrygo para buscar o ataque.

Aos 26, o Santos chegou ao empate. Com boa jogada de Rodrygo, na direita, a bola sobrou para Bruno Henrique, já dentro da área. Ele cruzou para Gabriel que mandou para o fundo das redes.

Mesmo com o gol santista, o Atlético não cresceu de rendimento. O Galo ficou travado no meio campo. Seu melhor jogador na etapa inicial, Tomás Andrade, não conseguia ter mais espaços e a armação de jogadas do Galo era inútil. Lá na frente, Ricardo Oliveira ficava ilhado.

Na volta para a etapa complementar, o técnico Thiago Larghi mandou Cazares na vaga de Tomás Andrade. A expectativa era ter um time com uma melhor armação de jogadas.

Não funcionou nos primeiros minutos. O jogo ficava bastante travado no meio campo, sem chances claras para os dois lados. O Atlético até conseguia segurar a bola, mas não fazia disso chances. O Santos também apostava na velocidade de Bruno Henrique, mas Emerson marcava bem o adversário.

Após os 20 minutos, com o calor que fazia em Belo Horizonte, os espaços começaram a aparecer. O Atlético soube aproveitar melhor essa situação.

Chará cresceu de rendimento e Elias aparecia bem no ataque. Com isso, o Atlético conseguiu criar mais chances. Primeiro com uma boa chegada de Chará, que chutou forte após tabela com Ricardo Oliveira.

Lances depois, aos 25, Cazares cruzou na medida para Ricardo Oliveira. O atacante desviou de cabeça e a bateu Vanderlei marcou o segundo gol atleticano.

No finalzinho, Ricardo Oliveira recebeu a bola na frente, em contra-ataque rápido, e fechou a contagem: 3 a 1 para o Galo.

Cuca reclama de pênalti, vê evolução e assume culpa por derrota do Santos

Cuca analisou a derrota do Santos por 3 a 1 para o Atlético-MG neste domingo, no Estádio Independência, em cima de três fatores: um pênalti não marcado, a evolução do time e a autocrítica após o resultado negativo.

O técnico viu penalidade máxima não assinalada em Gabigol no segundo tempo, depois de ser atingido por Leonardo Silva, gostou de alguns pontos da equipe e explicou as substituições: com as entradas de Léo Cittadini e Copete, o Peixe piorou.

“Vi a mesma coisa que você. Primeiro tempo muito bom, saímos atrás e desenhamos jogada, empatamos, tive posse de bola. Tivemos controle na maior parte, mesmo com um ou duas chances do Atlético. No segundo tempo, foi diferente. Atlético tomou iniciativa e veio pelo lado esquerdo da nossa defesa triangulando, sentimos isso e corrigimos isso com Copete e depois um meia no lugar do Jean Mota para criarmos mais. Tivemos chance do 2 a 1 com Rodrygo e Dodô, e um pênalti que tive cuidado de analisar. Conversei com Gabriel, um pênalti claro e que geralmente dão. Seria um lance que nos daria a vitória ou encaminharia como o segundo gol encaminhou para eles. Sentimos o jogo na segunda parte do segundo tempo, viagem… Terceiro gol pode pôr na minha conta para tirar um volante e tentar empatar. Culpa é do treinador que pôs o time, tenho que tirar o peso e cobrar internamente. Escorregamos no lance do terceiro gol, foi fatalidade, enfim. Vi coisas boas, principalmente no segundo tempo. Temos que trabalhar em cima disso para tentarmos vencer o Sport”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

O alvinegro voltará a campo para enfrentar o Cruzeiro nesta quarta-feira, no Mineirão, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Depois de perder por 1 a 0 na Vila Belmiro, o Santos precisa vencer para avançar.

“Futebol é oportunidade diária para ser reversível. Temos que acreditar nisso. Quarta é outro jogo, competição diferente, e podemos muito bem ganhar. São duas equipes grandes em campo”, concluiu.

Técnico do Santos vê carências, mas não expõe: “Sem mandar recado pela imprensa”

Cuca analisou o elenco do Santos após a derrota por 3 a 1 sobre o Atlético-MG neste domingo, no Estádio Independência. O técnico vê carências no grupo, mas prefere não expor, e lamenta a chegada de três estrangeiros em meio ao segundo semestre: Carlos Sánchez, Bryan Ruiz e Derlis González.

“Estamos no meio de agosto e temos jogador praticamente por estrear, que jogou 15 minutos. Jogador sem entrosamento, conhecimento do futebol brasileiro. Ocorreram não sei se com aval do treinador ou não, mas mexem muito. Culpa é do treinador que pôs o time, tenho que tirar o peso e cobrar internamente. Sem mandar recado pela imprensa, cobrar lá dentro e fazer o melhor. Sabemos o que precisamos, já está falado para o Ricardo Gomes, sabe o que precisamos para sair da situação, mas não é na marra, tem que trabalhar e evoluir. Vi evolução hoje. Se tivermos esse nível e mais descansado, teremos chance maior de vencer”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

A principal deficiência do atual elenco é um centroavante. O Santos negocia com Junior Brandão, do Atlético-GO, e corre contra o tempo para viabilizar a transação e poder inscrevê-lo até o prazo máximo, no dia 15.

O Peixe gostaria de ter mais um volante e um meia, porém, tem pouco tempo para conseguir. Diante desse cenário, Cuca deve buscar soluções caseira na base ou elenco sub-23, além de oferecer chances a jogadores pouco utilizados na temporada, como Guilherme Nunes e Gabriel Calabres.

Dodô vê Santos cansado e exalta Ricardo Oliveira após derrota

O lateral-esquerdo Dodô viu dois fatores fundamentais para a derrota do Santos por 3 a 1 para o Atlético-MG na manhã deste domingo, no Estádio Independência, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro: o cansaço e Ricardo Oliveira, autor de dois gols.

“Mais um dia infeliz. Tivemos primeiro tempo melhor que eles, buscamos empate e sentimos um pouco o calor. Ficou evidente que time sentiu fisicamente e acabou tomando o gol. Temos que estar mais atentos. Nos três gols a bola estava no nosso domínio. Eles têm o Ricardo Oliveira, conhecemos bem e é cirúrgico. Mostrou que com quase 40 ainda faz diferença”, disse o ala.

Com mais uma derrota, o Peixe cai para a 16ª colocação, com 18 pontos, e pode voltar para a zona do rebaixamento ao término da rodada. O alvinegro voltará a campo para enfrentar o Cruzeiro, quarta-feira, no Mineirão, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na ida, a Raposa venceu por 1 a 0 e obteve a vantagem do empate.