Paraná 0 x 2 Santos

Data: 09/09/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campenato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema, em Curitiba, PR.
Público: 5.177 presentes (4.504 pagantes).
Renda: R$ 154.300,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Heronildo S. Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Renê, Alex Santana e Carlos (P); Robson Bambu, Yuri e Gabriel (S).
Expulsão: Claudinei Oliveira (P).
Gols: Gabriel (06-2) e Gabriel (32-2).

PARANÁ
Richard; Junior, Rayan, René Santos e Igor; Jhonny Lucas, Alex Santana, Caio Henrique (Maicosuel) e Nadson (Ortigoza); Carlos (Deivid) e Rafael Grampola.
Técnico: Claudinei Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri (Renato), Diego Pituca e Bryan Ruiz (Rodrygo); Derlis González, Bruno Henrique e Gabriel (Copete).
Técnico: Cuca



Artilheiro, Gabigol brilha e Santos vence o lanterna Paraná

O Santos venceu o Paraná por 2 a 0 na noite deste domingo, no Estádio Durival de Britto. Os dois gols foram marcados por Gabigol, artilheiro do Campeonato Brasileiro com 12 bolas na rede.

O primeiro tempo foi ruim, mas uma substituição do técnico Cuca no intervalo surtiu efeito. Bryan Ruiz, apagado, saiu para Rodrygo entrar. E a joia participou dos dois gols ao roubar bolas na origem das jogadas.

Com a vitória, o Peixe chegou ao sétimo jogo de invencibilidade, o sexto sem sofrer gols e assumiu a 8ª colocação do Brasileirão. O Paraná se afundou na lanterna, com 16 pontos, seis a menos que o 19ª colocado, a Chapecoense.

O alvinegro ganha a primeira semana livre com Cuca antes do clássico contra o São Paulo, domingo, às 16h, na Vila Belmiro, pela 25ª rodada da competição. O Paraná visitará o Grêmio, sábado, também às 16h.

O jogo

Há pouco para falar do primeiro tempo no Estádio Durival de Britto. O Paraná pouco ficou com a bola, mas criou a única chance, em chute de fora da área de Nadson, aos 23 minutos.

O Santos teve a posse, mas o meio-campo com Yuri, Diego Pituca e Bryan Ruiz não funcionou. O Peixe finalizou apenas uma vez – e sem perigo.

O jogo só esquentou nos minutos finais da etapa inicial, quando Claudinei Oliveira aplaudiu entrada forte de Alex Santana em Bryan Ruiz. Victor Ferraz reclamou, houve uma discussão e o técnico foi expulso. Antes de deixar o campo, avisou que procuraria o lateral “lá fora”.

O Santos melhorou na segunda etapa com Rodrygo como meia na vaga de Bryan Ruiz. E aos seis minutos, o Peixe abriu o placar com o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Rodrygo roubou a bola de Jhonny Lucas, Bruno Henrique acionou Derlis González, o paraguaio viu a ultrapassagem de Victor Ferraz e o cruzamento sobrou no pé de Gabigol. O 11º no Brasileirão. Os paranistas reclamaram (com razão) de falta no início da jogada.

O Paraná adiantou as linhas, se lançou ao ataque, assustou, mas foi o Santos quem criou outra chance clara de gol aos 28 minutos. Em contra-ataque puxado por Gabigol e Rodrygo, Bruno Henrique desviou de letra no segundo pau e a bola bateu na trave.

Quatro minutos depois, o Peixe matou o jogo. Rodrygo roubou mais uma bola e Derlis González fez cruzamento perfeito para Gabigol marcar o segundo dele e o 12º no Brasileirão.

Com a vantagem, o Santos só administrou o resultado diante do entregue Paraná. O Peixe mostra franca evolução com Cuca, enquanto o Tricolor está cada vez mais perto de voltar à Série B.

Bastidores – Santos TV:

Cuca explica time misto e destaca entrada de Rodrygo em vitória do Santos

Cuca explicou a opção de preservar Alison, Rodrygo e Eduardo Sasha na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Paraná neste domingo, no Estádio Durival de Britto, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico afirma não poupa atletas, mas diminui o risco de lesões. A entrada de Rodrygo foi fundamental no segundo tempo, após o 0 a 0 na ida para o intervalo.

“Primeiro tempo tivemos a posse de bola, 70%, mas não fizemos dano ao adversário. Não tivemos chance clara, só uma arrancada do Bruno Henrique com três contra dois. No segundo tempo abrimos mão do meia técnico (Bryan Ruiz) e cadenciado, para um ponta de lança. Rodrygo entrou muito bem, participou dos gols e teve a velocidade para puxar a bola do Bruno Henrique na trave. A entrada dele abriu o leque de opções. Não tivemos a posse do primeiro, mas fomos mais eficazes e merecemos vencer”, disse Cuca

“Eu fecho 37 dias de casa, 12 partidas. Não tem como. Graças a Deus as coisas estão indo bem e sem lesionados. Falam em poupar, mas são 12 jogos em 37 dias. Não é poupar. Palavra não é poupar, é preservar jogador que não está 100%. Rodrygo jogou quinta, saiu com cãibra, dia a menos de descanso, viagem, tudo isso influencia. Se eu ponho desde o começo, talvez não teria ele para ganhar o jogo no segundo tempo. É força de grupo, com quatro ou cinco jogadores renovados e que deram equilíbrio”, completou.

O treinador ainda destacou a invencibilidade do Santos – oito jogos sem perder e sete sem sofrer um gol sequer.

“Eu não joguei clássico. Estamos há oito jogos sem perder, sete sem tomar gols, é construção de uma estrutura desses meninos. Um dia vai cair e começaremos outra. Quanto mais demorar, melhor. Quanto tempo de invencibilidade? Vamos construindo e quem sabe mais um dia assim no domingo. É clássico, difícil, jogo igual. São Paulo tem equipe ajustada, pronta, temos que respeitar”, concluiu.

Gabigol freia empolgação no Santos: “Vamos ter um pouco de calma”

Autor dos dois gols do Santos na vitória contra o Paraná neste domingo, no Estádio Durival de Britto, Gabigol freou a empolgação ao ser questionado sobre a chance de entrar no G-6, zona de classificação para a Libertadores da América em 2019.

“Resultado muito importante. Sabíamos que seria complicado. Vamos ter um pouco de calma, temos semana cheia, jogo a menos. Vamos trabalhar com calma e pensar jogo a jogo”, disse o camisa 10, ao Premiere.

Há oito jogos sem perder e sete sem sofrer gols, o Peixe foi à oitava colocação, com 31 pontos e uma partida a menos – a ser disputada contra o Vasco, no Pacaembu. O Atlético-MG, sexto, tem 38 pontos.