Santos 0 x 0 São Paulo

Data: 16/09/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.488 pagantes
Renda: R$ 276.596,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Sidmar Meurer (ambos de MG).
Cartões amarelos: Robson Bambu, Derlis González, Diego Pituca, Alison, Bruno Henrique, Gustavo Henrique e Victor Ferraz (S); Bruno Alves, Arboleda, Hudson, Anderson Martins e Joao Rojas (SP).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bruno Henrique); Derlis González (Felippe Cardoso), Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Cuca

SÃO PAULO
Sidão; Arboleda, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Jucilei, Hudson e Nenê; Joao Rojas (Everton Felipe), Diego Souza (Tréllez) e Everton (Liziero).
Técnico: Diego Aguirre



São Paulo segura empate com o Santos na Vila e dorme na liderança

Santos e São Paulo fizeram um clássico tenso e de ataque contra defesa, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro. Empurrado por sua torcida, o Peixe buscou mais o jogo, criou chances de gol, mas não conseguiu furar o sólido sistema defensivo do Tricolor, que segurou o empate por 0 a 0, finalizado com 11 cartões amarelos.

Com o resultado, o São Paulo chegou aos 50 pontos e assumiu provisoriamente a liderança do Campeonato Brasileiro. O time dirigido por Diego Aguirre, contudo, pode ser ultrapassado nesta segunda-feira pelo Internacional, que visita a Chapecoense. O Santos, por sua vez, permanece no oitavo lugar, com 32 pontos, dez abaixo do G6.

O jogo

O primeiro tempo foi de um time só. Aos cinco minutos, Rodrygo fez fila pela esquerda e só foi parado com falta dura de Bruno Alves, que foi advertido com cartão amarelo. Aos 13, os anfitriões reclamaram de pênalti, após disputa pelo alto entre Dodô e Joao Rojas, que viu a bola tocar em sua mão dentro da área. O juiz, contudo, assinalou falta no são-paulino.

Pouco depois, após boa trama pela esquerda, Carlos Sánchez recebeu cruzamento e testou na entrada da pequena área, mas Sidão, bem colocado, agarrou a bola. Aos 30 minutos, Rodrygo arrancou pela esquerda em rápido contra-ataque, invadiu a área, cortou para o meio, mas bateu desequilibrado, facilitando o trabalho de Sidão.

Sem conseguir agredir o time da casa, o São Paulo continuou sofrendo. Aos 35 minutos, Rodrygo foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. A bola passou por Sidão e chegaria aos pés de Gabigol não fosse Reinaldo, que afastou o perigo. Pouco antes do intervalo, Arboleda, que atuou improvisado na lateral direita, levou o amarelo por falta em Sánchez, e Everton, com dores musculares, foi substituído por Liziero.

A etapa complementar começou quente. Antes de o relógio marcar um minuto de jogo, Robson Bambu recebeu cartão amarelo por falta dura em Liziero. Em seguida, Hudson foi advertido por derrubar Dodô. Com uma postura um pouco mais ofensiva, o São Paulo quis mostrar que voltou com outra atitude e fez Vanderlei trabalhar em chute de Rojas de fora da área.

O Santos respondeu aos dez minutos, quando Gabriel recebeu lançamento de Sánchez no bico da grande área e arriscou, mandando pelo lado de fora da rede. Aos 20, aparecendo mais no segundo tempo, o camisa 10 colocou a bola entre as pernas de Reinaldo na linha de fundo, mas cruzou nas mãos de Sidão.

Em busca do gol, Cuca promoveu a estreia do atacante Felippe Cardoso, que entrou na vaga de Derlis González. Aos 27 minutos, Rodrygo teve a bola do jogo em seus pés. Após lançamento de Pituca, o garoto se antecipou a Arboleda e saiu na cara de Sidão. O atacante, porém, quis tirar muito do goleiro e mandou para fora, desperdiçando chance incrível.

Diego Aguirre, então, colocou Tréllez e Everton Felipe nos lugares de Diego Souza e Rojas. Cuca respondeu tirando Sánchez e Rodrygo para as entradas de Bruno Henrique e Arthur Gomes. No fim, o São Paulo ainda teve uma chance em cobrança de falta na meia-lua da área santista, mas Nenê mandou na barreira e não conseguiu mexer no placar.

Bastidores – Santos TV:

Cuca vê Santos em evolução e celebra bom momento defensivo

Depois da partida, o treinador Cuca comemorou a boa fase da equipe praiana e o trabalho de todo o sistema defensivo.

“É muito bom estar oito jogos sem tomar gol em um campeonato tão duro, com Libertadores. O último que tomamos foi no comecinho contra o Cruzeiro. Tivemos uma zaga nova que se firmou. Pessoal está de parabéns, Gustavo Henrique e Bambu. Estamos muito contentes com a zaga e o sistema todo, que começa lá na frente”, declarou o comandante do Alvinegro.

O treinador do Peixe também elogiou a evolução que sua equipe vem mostrando nas últimas partidas e também comentou os lances de jogada ensaiada que o Santos tentou no confronto contra o Tricolor.

“O momento hoje é de autoestima elevada, as coisas fluem melhor, bastante intensidade, jogando pelo lado. A torcida vê que o time é muito forte, competitivo e tem qualidade”, disse ele. “Está melhorando pouco a pouco. Hoje fizemos algumas jogadas diferentes em termos de movimentação, envolvemos o adversário. A cada semana vamos evoluir um pouco mais”.

“Uma jogada ensaiada são cinco ou seis cabeças pensando as mesmas coisas. A bola pegou um pouco mal no Gabriel. Já está desenhando, isso que é bom”, completou Cuca.

Cuca lamenta empate no clássico e evita falar da arbitragem

O Santos empatou com o São Paulo por 0 a 0 neste domingo e, apesar do resultado, o técnico Cuca saiu satisfeito com o que sua equipe mostrou em campo. O treinador elogiou a atuação dos seus jogadores e lamentou o resultado, que, na visão dele, poderia ter sido uma vitória.

“O resultado eu acho que poderia ser uma vitória nossa, principalmente pelo que fizemos no primeiro tempo fantástico, com variação, não teve aquela chance clara, mas a qualquer momento poderia sair. Infelizmente não foi possível. Segundo tempo ninguém aguenta jogar num ritmo tão frenético, mesmo assim tivemos duas grandes oportunidades. Em um clássico com poucas chances, uma tem que entrar. Não era o dia hoje”, declarou o comandante do Alvinegro.

O comandante da equipe praiana se mostrou bastante enérgico com a arbitragem após o apito final em um lance que poderia ser um contra-ataque do Peixe. Contudo, Cuca evitou fazer críticas e elogiou Ricardo Marques Ribeiro.

“O final (da partida) foi o lance da falta que geraria um contra-ataque, nos trouxe lembranças antigas. O arbitro teve uma boa arbitragem jogo duro, decisivo, tentamos de todas as formas colocar a equipe para frente, mas não foi possível. O torcedor sai da Vila satisfeito com o que viu”, afirmou.

“Não vou falar da arbitragem. O cara está lá dentro, pressão enorme, os clubes fazendo relatório e uma pressão tremenda. Não é fácil apitar um jogo desse, teve seus errinhos, mas foi bem”, completou.

Alison elogia atuação do Santos e comemora sequência sem sofrer gols

O Santos conseguiu jogar melhor do que o São Paulo no empate por 0 a 0 neste domingo e, após a partida, o volante Alison elogiou a atuação da equipe da Vila Belmiro e ainda comemorou o oitavo jogo consecutivo sem sofrer gols.

“Jogo difícil. Clássico tem dificuldade. Acredito que fizemos um excelente primeiro tempo, um bom segundo, tivemos chances, mas não conseguimos. Faz parte”, declarou o jogador ao Premiere na saída de campo.

“Muito bom, importante. Sabemos da importância de estar bem defensivamente, não sofrer gols. Espero que a gente possa continuar”, completou o atleta sobre a boa fase defensiva do Peixe.

Depois de falta cobrada por Nenê, o juiz encerrou a partida em contra-ataque do Santos. Diversos atletas da equipe da casa reclamaram e Cuca ficou muito bravo com o lance. Alison explicou o que aconteceu no lance.

“A gente teria um contra-ataque. Não era uma chance de gol clara, mas nós teríamos a possibilidade de criar uma boa chance e ele decidiu terminar o jogo. Não sei se ele acertou ou não”, disse ele antes de declarar que não ouviu o que o técnico do Alvinegro falou para a equipe de arbitragem. “Acabei não escutando, preferi sair da confusão”.

Cuca isenta Rodrygo por gol perdido e explica Bruno Henrique no banco

Em uma das melhores oportunidades do clássico contra o São Paulo, que terminou empatado em 0 a 0, Rodrygo saiu cara a cara com o goleiro Sidão e finalizou para fora. Após a partida, Cuca isentou a jovem promessa pelo lance.

“É diferente com o Rodrygo do que o Gabriel porque ele não é cobrado pela torcida, nem é vaiado. É um menino que todos têm confiança. Ele faz o corte da ponta para o meio e foi meia contra o Paraná. Ele teve a infelicidade na conclusão. Ele não precisa, com 17 anos, se preocupar por não marcar gol. Daqui a pouco a bola sobra e marca”, afirmou.

Apesar de ter preparado a equipe para atuar com Bruno Henrique de titular, Cuca colocou Derlis González nos 11 iniciais. O técnico da equipe da Vila Belmiro explicou porque mudou a estratégia de última hora. Ele ainda comentou a estreia de Felipe Cardoso.

“O Bruno Henrique teve um quadro febril e de dor de garganta. Ele não estava com condição de jogar o jogo inteiro. Treinei com ele para ser titular e o Derlis para entrar no meio do jogo, porque um jogo desse você não ganha no começo, ganha no meio e no fim. Não deu, mudamos a estratégia e ele entrou no fim”, explicou.

“(O Felipe Cardoso) não está habituado (com o time). Chegou a essa semana, mas o jogo pedia o pivô. Demos um passo atrás no Gabriel e não dá para julgar ele por esse jogo. Ele podia ter feito o gol, mas não teríamos julgado. É uma característica diferente que precisávamos” completou Cuca.