Cruzeiro 2 x 1 Santos

Data: 23/09/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 9.029 presentes (5.583 pagantes e 3.446 não pagantes)
Renda: R$ 78.179,50
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliar: Helton Nunes e Neuza Ines Back (ambos de SC).
Cartões amarelos: Murilo (C); Victor Ferraz e Dodô (S).
Gols: Gabriel (15-1); Sassá, (01-2) e Raniel (37-2).

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Manoel, Murilo (Léo) e Egídio; Ederson (Robinho), Ariel Cabral, Bruno Silva, Rafael Sóbis (Sassá) e David; Raniel.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Robson Bambu e Dodô; Alison (Yuri), Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruíz); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca



Cruzeiro supera problemas e bate o Santos de virada no Mineirão

Era um jogo cheio de adversidades para o Cruzeiro: o adversário, o Santos, chegou ao Mineirão, na noite deste domingo, com um histórico de nove jogos sem perder e oito duelos sem sofrer um gol. Além disso, diante dos próximos importantes compromissos, o técnico Mano Menezes mandou a campo seu time alternativo, com várias alterações. Mas a vontade de vencer falou mais alto e a Raposa bateu o Peixe, por 2 a 1, de virada.

O Santos foi melhor no primeiro tempo e deixou o gramado com o placar favorável. Além disso, com grandes chances. Na etapa final, Sassá e Raniel comandaram o time celeste nos gols para a vitória de virada no Gigante da Pampulha. Apesar do resultado, o Peixe perdeu grandes chances e poderia ter feito mais gols.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou a 37 pontos, na sétima colocação. À distância para o G6 ainda é grande, o Atlético-MG, sexto, tem 42 tentos. O Santos tem 32 pontos, na 10ª posição.

O jogo

O técnico Mano Menezes achou por bem mandar ao campo uma escalação alternativa. Sua equipe tem uma importante decisão no duelo contra o Palmeiras, na quarta-feira, pela Copa do Brasil, e, diante disso, os jogadores reservas são melhores opções para não correr riscos desnecessários.

A opção reserva do Cruzeiro se mostrou bastante útil. A Raposa adiantava a marcação e dava trabalho para a defesa do Santos conseguir jogar. Com isso, o Peixe se defendia mais, observava a Raposa em seus ataques. O time celeste jogava bastante pela esquerda nos primeiros minutos.

E quanto o Cruzeiro era melhor em campo o Santos chegou ao seu gol. Em cruzamento na área, aos 15 minutos de jogo, Gabriel Barbosa, Gabigol, de cabeça, mandou para o fundo das redes.

No jogo passado, o zagueiro Murilo teve uma grande oportunidade e não conseguiu fazer. O técnico Mano Menezes tratou o assunto como “a falta de sorte” que o defensor vive. Ela voltou no duelo contra o Santos, neste domingo. Isso porque a Raposa passou a pressionar em busca do empate. Aos 23, em cruzamento na área, Murilo subiu mais que todo mundo e desviou de cabeça. A bola pegou no pé da trave e voltou no goleiro.

O Cruzeiro mostrou uma deficiência na sua busca pelo empate. O excesso de passes errados. Isso acontece pela falta de entrosamento do time reserva celeste que não tem costume de jogar junto. O Santos percebeu a situação e passou a pressionar a saída de bola do Cruzeiro.

Outra situação que se mostrou ruim na primeira etapa foi a parceria entre Raniel e David. Rafael Sóbis também não mostrava mais a qualidade que teve em outros tempos – atualmente mais lento e pesado, pouco soma para o grupo.

Com os erros do Cruzeiro e o Peixe pressionando no ataque, a equipe de Cuca passou a ser mais frequente no ataque e levava mais perigo. Aos 41, com Gabigol, o Santos quase levou problemas para o goleiro Fábio. Em bola dominada na área, ele chutou e o arqueiro celeste conseguiu defender.

Na volta do intervalo, o técnico Mano Menezes fez duas alterações. Colocou Robinho em campo, isso deixaria o time mais organizado para buscar o ataque. Além disso, o treinador azul mandou para o duelo o atacante Sassá, no lugar de Rafael Sóbis, dando mais velocidade e força.

No primeiro lance Sassá empatou. Em jogada pelo lado, Edilson cruzou e o atacante testou a bola para colocar no fundo das redes.

Mesmo após o gol, o Santos seguiu melhor na partida. O time de Cuca conseguia se defender bem e buscava o jogo com qualidade. O comando de ataque tinha Gabigol.

Aos 13 minutos, Gabigol teve grande chance. Em contra-ataque do Peixe, a bola chegou nele. O jovem avançou dentro da área e chutou. O goleiro Fábio defendeu e no rebote o atacante novamente manda no arqueiro celeste.

Aos 33 o Santos perdeu um gol incrível. Em ótima jogada na área, Gabigol deixou o zagueiro Manoel na saudade e chutou. No rebote de Fábio, Bruno Henrique errou um gol impressionante.

Quem não faz…

Aos 38 o Cruzeiro virou. Em ótima jogada pela esquerda, Raniel colocou a cabeça na bola e no cantinho. O tento mostrou dedo do técnico Mano Menezes, que colocou Sassá e Robinho no jogo e os atletas foram fundamentais durante a etapa complementar para a virada.

Cuca vê derrota injusta e exalta atuação de Fábio: “Pegou bolas incríveis”

O técnico Cuca não escondeu o abatimento após a derrota para o Cruzeiro neste domingo, no Mineirão, por 2 a 1. Após a partida, o treinador santista concedeu entrevista coletiva e garantiu que sua equipe merecia ter vencido o jogo. Apesar de ter criado uma série de oportunidades para balançar as redes, o Peixe acabou parando no goleiro Fábio, que, para o comandante alvinegro, foi o melhor homem em campo.

“Hoje foi um dia em que as coisas em termos de finalização não deram certo, porque esse foi o jogo em que mais criamos em termos de chances claras. Geralmente, se faz pelo menos um gol, mas não fizemos nenhum. Méritos para o Fábio, que pegou bolas incríveis, defendendo chutes do Gabriel. Então, são jogos assim em que você vai ganhando e perdendo gols, que fica o receio de você tomar o gol, já que não fez. Foram duas jogadas aéreas que nós não conseguimos neutralizar, e o Cruzeiro fez os gols. Mas, no geral, acho que fomos melhores e merecíamos a vitória”, afirmou Cuca.

Apesar de ter enxergado uma superioridade notável do Santos mesmo jogando no Mineirão, Cuca não deixou de dar os méritos da vitória cruzeirense ao goleiro Fábio, que vive ótimo momento na temporada, sendo extremamente decisivo para o time celeste, que, além de brigar por uma vaga no G6 do Brasileirão, também luta para chegar à final da Copa do Brasil e à semifinal da Libertadores.

“Hoje, pela importância das defesas que ele fez, foi o melhor em campo, porque pegou quatro, cinco bolas à queima roupa. Se entra uma dessas, a gente ganha o jogo. O Cruzeiro foi ganhar o jogo perto dos 40 minutos. Paramos para fazer as trocas, o Cruzeiro bateu rápido a falta e acabou fazendo o gol”, prosseguiu Cuca.

“Lamento muito pela partida que nós fizemos. Se você vem aqui e perde, caso o Cruzeiro tenha sido melhor que você, natural. Teve uma bola que saí comemorando, não vi ninguém comemorando, por que? Porque ela não entrou. Temos que trabalhar agora para que essa bola volte a entrar. O torcedor fica triste, lógico, também ficaria”, concluiu o treinador santista, surpreso com a falta de sorte do seu time neste domingo.

Santos reclama de suposto pênalti não marcado em Gabigol

O Santos saiu de campo incrédulo com a quantidade de chances desperdiçadas neste domingo, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Passada a vitória celeste por 2 a 1, o técnico Cuca reconheceu a grande atuação do goleiro Fábio, que salvou diversas vezes sua equipe, mas não esqueceu de um suposto pênalti não marcado em cima de Gabigol.

Logo no início do segundo tempo, Rodygo ganhou disputa de bola com Murilo na linha de fundo e fez o cruzamento rasteiro para Gabigol, que chegou livre para finalizar. Ao dominar a bola, porém, o camisa 10 a deixou escapar um pouco, enquanto Bruno Silva vinha com tudo por trás dele. O volante cruzeirense tropeçou e acabou tocando no tornozelo do atacante santista, dentro da área, o que fez com que ele prontamente fosse ao chão.

“Também tivemos um pênalti não marcado. Não é choro, mas, se o juiz marca, poderíamos ter saído com a vitória. Outro dia jogamos aqui, não jogamos muito bem, e saímos com a vitória. Eles têm um elenco bom, mas hoje merecíamos vencer. Infelizmente, perdemos”, disse o técnico Cuca.

Após o lance, o zagueiro Murilo teve de ser substituído por Léo. Na disputa com Rodrygo, o defensor cruzeirense acabou caindo no chão e deslocando o ombro. Após receber atendimento médico, ficou definido que seria melhor ele não permanecer na partida, evitando um agravamento do problema.

Dodô lamenta derrota decidida no fim: “Perdemos para nós mesmos”

Dodô foi bastante crítico após a derrota do Santos para o Cruzeiro no Mineirão, por 2 a 1. Na saída de campo, o lateral-esquerdo preferiu deixar os méritos do rival de lado e garantiu que o Peixe, que não perdia no Brasileiro havia sete rodadas, voltará para casa com o resultado negativo graças à falta de atenção do time nos minutos finais.

“O sentimento é que perdemos para nós mesmos. Tivemos inúmeras chances de matar o jogo, fazer 2 a 0, 2 a 1. É complicado, porque fizemos um jogo bom, acabamos pagando por uma desatenção. Temos que refletir, treinar bastante finalização para não voltarmos a cometer os mesmos erros do início do Brasileiro, em que jogávamos melhor, mas não vencíamos”, disse Dodô ao Premiere.

O jogador santista também comentou sobre a falta de eficiência da equipe no segundo tempo, quando teve diversas oportunidades para assegurar o resultado positivo, mas não converteu. Em uma dessas chances, inclusive, Bruno Henrique acabou cabeceando para fora após ótima defesa do goleiro Fabio em jogada individual de Gabigol.

“A gente espera que não prejudique, sabemos que os nossos atacantes têm que ter confiança na cara do gol. Tivemos inúmeras chances, não aproveitamos, mas agora é erguer a cabeça, descansar e na quinta-feira, lá no Pacaembu, aproveitar as chances e sair com os três pontos para dar um ânimo maior pra buscarmos o nosso principal objetivo, que é a Libertadores”, completou Dodô.

Ausência de Gustavo Henrique expõe problemas na defesa do Santos

O Santos mostrou ter sentido bastante a falta de Gustavo Henrique no último domingo, na derrota para o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Nem mesmo o técnico Cuca escondeu a importância do zagueiro santista, que não pôde atuar em Belo Horizonte por ter de cumprir suspensão automática após levar o terceiro cartão amarelo no empate sem gols com o São Paulo.

“Eu não ia falar nada sobre esquema, porque não foi perguntado, mas ele é importantíssimo, principalmente no jogo aéreo. Acho que faz falta, é um jogador com quem estamos acostumados a jogar”, afirmou Cuca, que acabou colocando Robsom Bambu para jogar ao lado de Luiz Felipe.

No último domingo, os dois gols cruzeirenses foram consequência de jogadas aéreas. No primeiro, Sassá apareceu nas costas da zaga para cabecear no cantinho, vencendo Vanderlei. Já no segundo, a defesa do Peixe vacilou ainda mais, deixando um enorme espaço na área para Raniel receber passe de cabeça de David e também de cabeça estufar as redes.

Com o resultado, o Santos viu ir embora uma sequência de nove jogos sem derrota – desconsiderando o revés simbólico para o Independiente na Libertadores, que, na prática, terminou em 0 a 0. Além disso, havia oito jogos que o Peixe não sofria um gol.

“Dói mais, porque a gente merecia ganhar o jogo. Se o futebol tivesse mérito, mas não tem. Você tem que começar a construir uma invencibilidade novamente, perdemos uma invencibilidade de novo jogos, oito sem tomar gol. Vamos trabalhar para fazer um bom jogo contra o Vasco, já pedindo a força do torcedor. Merecemos as críticas, mas não podemos criticar os meninos porque eles perderam gols, ninguém perde por querer. Se estivéssemos em uma noite feliz, teríamos ganhado o jogo”, completou Cuca.