Santos 1 x 1 Vasco

Data: 27/09/2018, quinta-feira, 20h00.
Competicão: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 12.985 presentes (11.190 pagantes e 1.795 não pagantes).
Renda: R$ 318.336,50
Árbitro: Wagner Reway (Fifa-MT)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Gabriel (S); Bruno Cosendey, Fabrício e Andrey (V).
Cartão vermelho: Andrey (V).
Gols: Diego Pituca (43-1) e Andres Rios (34-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Daniel Guedes), Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruiz); Rodrygo, Bruno Henrique (Derlis González) e Gabriel.
Técnico: Cuca

VASCO
Martín Silva; Rafael Galhardo (Marrony), Luiz Gustavo, Leandro Castán e Henrique; Willian Maranhão, Andrey e Bruno Cosendey (Giovanni Augusto); Yago Pikachu (Oswaldo Henríquez), Fabrício e Andrés Rios.
Técnico: Alberto Valentim



Santos sai na frente, recua e só empata com o Vasco no Pacaembu

O Santos só empatou em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, em jogo atrasado da terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe fez um bom primeiro tempo e foi para o intervalo com vantagem após o gol de Diego Pituca, mas recuou muito no segundo tempo, deu campo para o Vasco, desperdiçou algumas chances e perdeu dois pontos ao ver Andrés Rios balançar as redes na parte final partida.

Com o empate, o Santos continuou na 11ª colocação, com 33 pontos, enquanto o Vasco estacionou na 16ª posição, com 29. O Peixe perdeu a chance de encostar na zona de classificação para a Libertadores em 2019 e os cariocas seguem perto da zona do rebaixamento.

O jogo

Aos 20 segundos, a partida já teve fortes emoções. Gabigol se desentendeu com Leandro Castán numa disputa pela lateral. E antes do placar apontar um minuto, o camisa 10 fez uma falta em Bruno Cosendey, recebeu o terceiro cartão amarelo e desfalcará o Santos contra o Atlético-PR, no domingo, na Vila Belmiro.

O calor das primeiras ações, porém, não continuaram. Enquanto o Peixe buscava propor o jogo a todo tempo, o Vasco se resguardava na defesa à procura dos contra-ataques. Só aos 10 minutos veio a primeira chance, quando Dodô cobrou bem o escanteio e Gustavo Henrique acertou a trave.

Três minutos depois, Alison fez falta boba em Yago Pikachu. Rafael Galhardo cobrou bem e Vanderlei espalmou para escanteio. Aos 20, Willian Maranhão recuou na fogueira, o goleiro Martín Silva dividiu com Gabigol em um carrinho e ninguém do Santos aproveitou o rebote.

Aos 22 minutos, foi Carlos Sánchez quem assustou em cobrança de falta que raspou o travessão. E a emoção só voltou ao Pacaembu nos minutos finais, depois do alvinegro retomar as rédeas do jogo e reencontrar os espaços no gramado.

No minuto 41, Sánchez cruzou e Bruno Henrique cabeceou muito perto da trave. E dois minutos depois, o gol saiu. E numa jogada de manual do time dirigido por Cuca: Gabigol saiu da área para abrir espaço, tocou para Rodrygo, Victor Ferraz puxou, mas o atacante cruzou no segundo pau. Carlos Sánchez, sem ângulo, foi cirúrgico ao ajeitar para Diego Pituca, na pequena área, empurrar para o fundo das redes e marcar seu primeiro gol pelo Peixe.

No primeiro minuto do segundo tempo, o Santos esteve perto de ampliar. Bruno Henrique avançou pelo meio, cortou para a ponta esquerda e chutou cruzado, perto da trave de Martin. Depois disso, foi o Vasco quem assustou.

Mais corajoso, o time carioca foi para cima e viu um Peixe estruturado à procura dos espaços para contra-atacar. Aos 12 minutos, Henrique avançou bem e cruzou para Rios. O atacante, na pequena área, chutou em cima da defesa.

No minuto 18, o Santos voltou a ficar perto do gol. Em linda arrancada, Gabigol conduziu a bola desde a defesa, parou, driblou e chutou colocado de fora da área para boa defesa do goleiro vascaíno. Aos 21, Bruno Henrique tabelou com Gabriel e chutou mais uma vez perto da trave.

Dois minutos depois, veio a resposta do Vasco. Giovanni Augusto encontrou Pikachu livre na área. O meia encobriu o Vanderlei e viu Robson Bambu salvar antes da bola ultrapassar a linha. E entre os 30 e 31′, o empate ficou perto novamente.

Henrique cruzou e Giovanni Augusto, sozinho, se desprendeu de Dodô e cabeceou torto. Na sequência, Andrey chutou com perigo por cima do travessão. E aos 33, a pressão dos visitantes surtiu efeito. Pikachu cruzou da direita para Rios, sozinho, cabecear e ver Vanderlei estático. Robson Bambu errou na marcação do argentino.

Nos minutos finais, mesmo com a expulsão de Andrey aos 43, o Santos não teve força para desempatar. O Vasco, valente, volta para o Rio de Janeiro com um ponto na bagagem a ser comemorado.

Gabigol vê Santos melhor e volta a reclamar de chances perdidas

Gabigol viu a falta de pontaria como motivo, mais uma vez, de um tropeço do Santos no Campeonato Brasileiro. Depois de perder chances e ser derrotado para o Cruzeiro no último domingo, o Peixe repetiu o roteiro no empate em 1 a 1 com o Vasco nesta quinta-feira, no Pacaembu.

O alvinegro foi bem e abriu o placar no primeiro tempo, com Diego Pituca, mas recuou na segunda etapa e viu os cariocas reagirem.

“Foi um erro nosso de marcação, obviamente que é o time inteiro que erra. Tomamos o gol inesperado. Fomos bem melhores, criamos muitas chances, mas não conseguimos fazer o gol para acabar com o jogo”, disse Gabriel, ao Premiere.

“É complicado jogar contra quem fica todo atrás. Fizemos o gol para podermos recuar e ter o contra-ataque, mas não fizemos o gol, que nem no último jogo e acabamos levando”, completou.

Gabigol levou o terceiro cartão amarelo com menos de um minuto de jogo no Pacaembu e desfalcará o Santos contra o Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cuca lamenta 2º tempo do Santos em empate: “Não encaixou”

O técnico Cuca lamentou o segundo tempo do Santos no empate em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, em jogo atrasado da terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois de abrir o placar aos 43 minutos, com Diego Pituca, o Peixe voltou mal para a etapa final, deu espaço para os cariocas e perdeu dois pontos em casa.

“Primeiro tempo muito bom, merecemos vencer. Não demos o campo para o Vasco jogar. No intervalo, falamos isso para os jogadores. Manter o nível de concentração, por 1 a 0 é perigoso. Mas Vasco começou a criar chances, tomar conta do meio-campo. Cedemos espaço, marcação não foi ajusta no segundo tempo. Não diminuímos o espaço deles. Fazemos poucas faltas. O adversário pôde empatar. Empataram merecidamente no final. Quando tiramos o Bruno e colocamos o Derlis era para forçar no lado direito. Às vezes, não encaixa o jogo. Não encaixou para o Derlis. Perdemos a faixa de campo. Rodrygo e Sánchez usando o mesmo setor. Jogo pedia uma cadência. Colocamos o Bryan para dar isso e tiramos o Sánchez. Abrindo Rodrygo e não deu certo. Tentamos colocar mais uma armador, uma última alternativa. Colocando Guedes. Empate foi justo. Temos que rever”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

O treinador mostrou preocupação para a diferença de quatro pontos para a zona do rebaixamento e cobrou a vitória contra o Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Nós nos últimos três jogos não vencemos. Temos de olhar para baixo, sair dessa situação. E se a gente pensa em Libertadores, domingo é jogo para vencer. Jogo difícil, mas temos de fazer por onde”, completou.

Cuca foge de polêmica, mas diz que Santos joga melhor na Vila

Após o empate em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, Cuca evitou polêmica sobre a divisão de jogos entre Santos e São Paulo, mas disse que o Peixe joga melhor na Vila Belmiro.

O presidente José Carlos Peres prometeu ao técnico e ao elenco jogar o clássico contra o Corinthians, no dia 13, na Vila Belmiro. A partida, porém, será no Pacaembu. Havia um acordo com uma emissora de televisão e a promessa do primeiro mosaico da torcida no estádio da capital.

“Preocupa. Joguei aqui (Pacaembu) contra Independiente, Grêmio e hoje. Nós não conseguimos, em nenhum dos três jogos, fazer jogos bons, como fazemos na Vila. Temos de buscar o motivo disso. Temos de jogar bem aqui também”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Hoje qualquer coisa que se venha a falar pode prejudicar qualquer situação. Vou me abster disso. O nosso presidente sabe o que é bom para nós. Sabe a ideia dos jogadores, da comissão técnica. Ele vai resolver o que é melhor para o Santos”, completou.

O retrospecto no Pacaembu não é bom e o número de torcedores decepcionou nesta quinta – 12.985 -, mas o alvinegro pediu todos os mandos até o final do Campeonato Brasileiro na capital, a não ser o compromisso diante do Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada.

O pedido do elenco e recomendações da Polícia Militar podem alterar o planejamento, mas o objetivo é atuar em pelo menos quatro dos cinco últimos jogos do Brasileirão no Pacaembu.

Cuca vê Santos atrás dos rivais para 2019 por conta da política do clube

Cuca gostaria de iniciar o planejamento do Santos para 2019, mas o caos político o atrapalha. O associado decidirá entre a permanência ou o impeachment do presidente José Carlos Peres em assembleia no próximo sábado, na Vila Belmiro. Se o “sim” for escolhido, o vice Orlando Rollo assumirá até o fim do mandato, em dezembro de 2020.

Com gosto por montar elencos, o técnico gostaria de indicar reforços, pensar em renovações e adiantar os passos para a próxima temporada – o que não é possível agora.

“Sim, é o meu trabalho. Detectei as necessidades que temos. Todo time tem. A gente teria de ganhar tempo em relação aos demais. Só estamos no Brasileirão, mas temos uma indefinição na nossa chefia. Não podemos fazer nada. Gosto de montar times. Agora tem que ver de que forma as coisas vão acontecer. A gente também está com uma incógnita muito grande em relação ao futuro. Ninguém sabe o que vai acontecer”, disse Cuca, após o empate em 1 a 1 com o Vasco.

O treinador, porém, não quis culpar a política do Peixe pelo tropeço na última quinta-feira, no Pacaembu, diante dos cariocas.

“Vamos ver. O dia D é sábado. Vamos ver domingo como a gente joga. A resposta tem de ser domingo, se influencia ou não (lado político). A gente blinda, faz o que pode. Não posso culpar um mau resultado hoje porque estamos com um problema político. O Vasco também tem isso e conseguiu fazer um bom jogo. Não vamos se apegar a subterfúgios, a álibis, pra gente dizer o porque não jogou bem no segundo tempo. Temos de jogar melhor. Ter uma regularidade. Geralmente a gente tem tido. Hoje ela não veio. Vou buscar o porquê”, completou.