Palmeiras 0 x 0 Santos

Data: 23/02/2019, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 8ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 33.980
Renda: R$ 2.144.518,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Tatiane Sacilotti.
Cartões amarelos: Weverton e Antonio Carlos (P); Yuri, Jean Lucas e Cueva (S).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan (Antonio Carlos), Gustavo Gómez e Victor Luis; Thiago Santos, Moisés (Bruno Henrique) e Raphael Veiga (Ricardo Goulart); Felipe Pires, Dudu e Borja.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Everson; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Copete (Orinho); Yuri, Jean Lucas, Diego Pituca (Carlos Sánchez) e Cueva; Rodrygo e Derlis González (Jean Mota).
Técnico: Jorge Sampaoli



Borja perde gol incrível, goleiros brilham e Palmeiras e Santos empatam sem gols

Palmeiras e Santos fizeram um bom clássico neste domingo, no Allianz Parque, mas não conseguiram balançar as redes. Depois de um primeiro tempo apenas com duelos táticos e novo gol incrível perdido por Borja, a partida ganhou emoção na etapa final e os dois times pararam em grandes defesas de Weverton e Everson. Pior para o Verdão que viu os quase 34 mil pagantes vaiarem após o apito final.

Com o empate, o Palmeiras segue líder do Grupo B com 15 pontos. O Verdão volta a campo diante do Ituano, na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. O Santos também lidera sua chave, soma 19 pontos e só volta a jogar pelo Paulistão no sábado, diante do Oeste, às 19h, no Pacaembu. Antes, o Peixe encara o River Plate pela Copa Sul-Americana, às 19h15 também no Pacaembu.

O jogo

O clássico começou interessante no Allianz Parque. As duas equipes buscaram a marcação no campo ofensivo, mas a pressão dos mandantes durou poucos minutos. Logo, a apatia de Miguel Borja e o despreparo físico de Raphael Veiga pesaram para que o Verdão desse espaço ao Santos.

Isso, somado à boa ‘saída de três’ armada por Sampaoli, com Yuri recuado quase como terceiro zagueiro, deu espaço para Jean Lucas, o melhor do Peixe aparecer no jogo. Quando Moisés avançava para tentar acirrar a marcação, o camisa 30 do, hoje dourado, Santos aparecia bem às costas dos volantes palestrinos, mas nada que evoluísse para jogadas claras de gol.

O Alviverde, por sua vez, tentava copiar a fórmula de saída de bola adversária, mas o passe de Thiago Santos dificultou o recurso. Foi o primeiro time misto do Maior Campeão do Brasil na temporada. Ao invés das já conhecidas formações ‘A’ e ‘B’, Felipão misturou suas duas escalações e o Verdão sofreu.

Apenas Felipe Pires conseguiu destaque, infernizando o inseguro Copete pelo lado direito. Dudu tentou dobradinha com Victor Luis na esquerda, mas pouco apareceu, enquanto Raphael Veiga e Borja fizeram nova péssima partida. Com todo este cenário, a única real oportunidade de gol do clássico saiu após 40 minutos já jogados.

Dudu tentou jogada individual pela esquerda, perdeu a bola e ela sobrou para Victor Luis, que avançou até a área e cruzou rasteiro. Everson e Raphael Veiga tentaram alcançar, mas a bola chegou no segundo poste, onde Borja entrou livre. O colombiano deu um carrinho com o pé direito, mas ela bateu em seu pé esquerdo e foi fraca na direção do gol. Em cima da linha, Gustavo Henrique afastou.

O panorama da etapa final foi diferente. Por erros de passe, botes e cobertura, os dois times conseguiram criar. Com apenas três minutos, Derlis González teve espaço para arriscar de fora da área, e Yuri entregou bola para Raphael Veiga dominar sozinho, na meia-lua e finalizar duas vezes em cima da zaga. Felipe Pires, livre pela direita, esbravejou muito com o companheiro.

O Alvinegro, por sua vez, reclamou de duas penalidades. Primeiro, de um toque de mão de Gustavo Gómez em finalização de Jean Lucas. Depois, de um empurrão em Jean Mota após cruzamento na área.

Contando com as falhas visitantes e abusando das jogadas pelas pontas, o Palmeiras foi encurralando o Santos, mas abrindo espaço para os contra-ataques. Tentando armar, o Peixe só conseguia respiro quando seus dois zagueiros, além de Yuri, tocavam a bola.

Com 14 jogados, após cruzamento de Dudu, três palmeirenses tocaram de cabeça, mas ninguém mandou para as redes. Pouco depois, o camisa 7 levantou mais uma área, Felipe Pires finalizou, mas a bola estava muito alta e foi para fora.

A esperança verde aumentou com a entrada de Ricardo Goulart, já metade do segundo tempo. As arquibancadas vibraram quando o camisa 11 foi chamado por Felipão, mas chiaram quando a placa indicou que Raphael Veiga era quem deixaria o campo, ao invés de Borja. Ambos fizeram péssima jornada e o último reforço do ano melhorou o Verdão.

O placar só não foi alterado na reta final pela bela defesa de Weverton, em finalização de Matheus Ribeiro e o brilho de Everson. O goleiro do Santos fez um milagre para defender a cabeçada de Dudu e mostrou reflexo para parar Gustavo Gómez, em nova jogada pelo alto.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli elogia Everson, mas banca Vanderlei na Sul-Americana

O técnico Jorge Sampaoli elogiou Everson depois do empate do Santos em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, mas bancou o retorno de Vanderlei diante do River Plate-URU, terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Sul-Americana.

Everson foi o grande destaque do Peixe no empate do clássico. O goleiro ainda reserva fez pelo menos três grandes defesas e ainda mostrou categoria na reposição e tranquilidade nos recuos.

“Era uma partida importante para Everson demonstrar seu potencial, mostrar que está pronto. Na terça-feira vai jogar Vanderlei. É bom saber que Everson também tem nível para estar no time”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

Sampaoli analisa um rodízio entre Vanderlei e Everson, mas, antes disso, dará algumas chances esporádicas ao jogador ex-Ceará.

Na decisão de terça, o Santos contará com o retorno de Alison, suspenso pelo terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras. Rodrygo, por punição da Conmebol, e Cueva e Jean Lucas, não inscritos a tempo, serão desfalques.

Victor Ferraz, Carlos Sánchez e Jean Mota, poupados neste sábado, estarão à disposição. Soteldo, com dores musculares na coxa direita, é dúvida.

Jean Lucas ganha elogios de Sampaoli e diz: “Jogador sem personalidade não joga”

Jean Lucas foi um dos destaques do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O ex-flamenguista marcou e apoiou com qualidade e quase fez o gol da vitória nos acréscimos em finalização de fora da área.

A boa atuação e a personalidade chamaram a atenção do técnico Jorge Sampaoli.

“Jean Lucas jogou uma boa partida. Mesmo com pouca experiência jogou bem num palco muito grande. Esta à altura de poder jogar neste time”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Antes de deixar a arena palmeirense, Jean Lucas disse que está contente com suas atuações.

“Estou feliz e tenho muito a melhorar. E jogador sem personalidade não joga hoje em dia”, concluiu.

Jean Lucas não foi inscrito a tempo e será desfalque diante do River Plate-URU na terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Copa Sul-Americana.

Everson explica sugestão aceita por Sampaoli e diz que ainda não pediu para bater falta

Destaque do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, Everson também chamou a atenção pela leitura tática.

Quando Cueva foi derrubado na meia-lua, o goleiro correu para o banco de reservas na direção do técnico Jorge Sampaoli. Parecia um pedido para cobrar falta, algo feito no Ceará, mas foi uma sugestão.

Everson viu Yuri, o líbero, recuado na defesa santista e pediu para o volante adiantar e ele próprio fazer a função de terceiro zagueiro.

“Foi uma questão tática, gostamos da saída de três e Yuri estava afundado e eu acabava apertado. Falei para o Yuri adiantar e eu fazer o terceiro homem, e ele concordou. Yuri foi flutuar e eu fiz o terceiro homem com a bola nos pés”, disse o goleiro, antes de analisar a sua atuação.

“Foi um bom jogo, seguro, nas coberturas que eu fiz, pude sair bem no jogo aéreo e debaixo do gol, sorte no lance do Borja e finalização fraca, fiz boas defesas e separo a cabeçada do Dudu, rápida. Marcos Rocha bateu lateral, sabíamos da jogada e vacilamos. Cabeceio não ia tanto no campo, mas foi para o chão, difícil e nunca é fácil prever onde a bola vai”, completou.

Ainda reserva de Vanderlei, Everson afirmou que ainda não pediu a Sampaoli para cobrar faltas.

“Vim muito focado em defender o Santos e cavar espaço aos poucos e mais para frente, com confiança e liberdade, vou pedir liberação para treinar e bater falta. Hoje fico feliz pela contribuição lá atrás”, concluiu.