Palmeiras 4 x 0 Santos

Data: 18/05/2019, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 32.501 pessoas (30.058 pagantes e 2.443 não pagantes)
Renda: R$ 987.830,00
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Helton Nunes (ambos de SC).
VAR: Braulio da Silva Machado (SC)
Cartões amarelos: Dudu e Felipe Melo (P); Gustavo Henrique, Victor Ferraz, Alison e Derlis González (S).
Gols: Gustavo Gómez (05-1), Deyverson (18-1); Raphael Veiga (06-2) e Hyoran (42-2).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Thiago Santos) e Raphael Veiga (Moisés); Zé Rafael (Hyoran), Dudu e Deyverson.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Vanderlei; Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar (Victor Ferraz), Gustavo Henrique e Felipe Jonatan (Cueva); Alison, Jean Lucas (Jean Mota), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Soteldo e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli



Palmeiras atropela o Santos no Pacaembu e goleia por 4 a 0

O Palmeiras segue como o melhor time do país. Neste sábado, o Verdão, líder do Campeonato Brasileiro, atropelou o então segundo colocado Santos no Pacaembu e goleou por 4 a 0. Gustavo Gómez, Deyverson, Raphael Veiga e Hyoran marcaram os gols palestrinos.

Agora, o Alviverde aguarda o jogo do rival São Paulo contra o Bahia, neste domingo, para saber se seguirá como líder isolado do Brasileirão – depende de o Tricolor não vencer. A próxima partida do Palestra será nesta quarta-feira, contra o Sampaio Corrêa, fora de casa, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O Peixe encara o Inter, domingo, na Vila Belmiro, pelo torneio de pontos corridos.

O jogo

Duas estratégias diferentes entraram em campo neste sábado para opor os melhores times do país na atualidade – ao menos considerando a tabela do Campeonato Brasileiro. O Santos apostava na estratégia de jogo ofensivo de Sampaoli, enquanto Felipão manteve o Palmeiras seguro defensivamente, mas com um diferencial: a blitz no setor ofensivo.

A estratégia alviverde funcionou rápido. Quando Dudu errou cruzamento aos seis minutos, Zé Rafael pressionou, roubou a bola e sofreu falta na lateral. Na cobrança, o Baixola levantou na área e Gustavo Gómez cabeceou para as redes, anotando seu terceiro gol na temporada.

Atrás no marcador, o Santos não mudou seu estilo de jogo. No papel, eram três zagueiros, com Carlos Sánchez fazendo a ala direita. Na prática, porém, Lucas Veríssimo foi improvisado na lateral e o uruguaio reforçou o setor. Não funcionou. Com Derlis isolado e Pituca apagado, Soteldo foi o único alvinegro que buscou o jogo para o Peixe, limitado à bolas paradas para levar perigo.

Já o time do treinador mais vencedor da história do futebol brasileiro, seguiu sua pressão no campo ofensivo, recompensada logo aos 19 minutos. Zé Rafael roubou no meio-campo, esperou a marcação tentar o bote e abriu com Dudu na direita. O camisa 7 cruzou rasteiro e Deyverson desviou de carrinho para o gol.

Superioridade incontestável do Verdão no primeiro tempo e uma das melhores etapas iniciais da equipe de Felipão na temporada. Sem destaques negativos, o Palestra teve Dudu comandando o nível de atuação e peças irregulares como Deyverson, Zé Rafael e Raphael Veiga também se destacando. A torcida aplaudiu de pé ao final do primeiro tempo.

Para os últimos 45 minutos, Jean Mota entrou na vaga de Jean Lucas. Os visitantes melhoraram no Pacaembu e conseguiram levar perigo no início do segundo tempo, pelas laterais de campo e com bolas rasteiras na área.

O Santos era melhor, mas até a sorte estava vestindo verde no Pacaembu lotado. Com apenas sete minutos, Raphael Veiga recebeu com liberdade pelo meio, avançou e arriscou de fora da área. Mesmo sem pegar tão bem, a bola desviou no caminho e matou Vanderlei: 3 a 0 Palmeiras.

Imediatamente, Sampaoli abriu sua equipe: Cueva entrou na vaga de Felipe Jonathan. Já era tarde e a única oportunidade real do Peixe veio aos 26 minutos. Derlis conduziu pela direita e cruzou rasteiro na área, por trás da zaga. A bola chegou em Soteldo, que finalizou de primeira, mas Weverton fez um milagre e impediu o desconto alvinegro. Pouco depois, Carlos Sánchez carimbou a trave em cobrança de falta. Não era o dia do Peixe.

Já na reta final de partida, o Palmeiras transformou o espetáculo em goleada. Em contra-ataque de uma cobrança de escanteio adversária, Dudu puxou o Verdão pela direita, limpou a marcação e tocou para Hyoran bater firme para as redes.

Sampaoli admite “fracasso” em estratégia do Santos na goleada para o Palmeiras

O técnico Jorge Sampaoli admitiu o fracasso na estratégia escolhida para o Santos na goleada por 4 a 0 sobre o Palmeiras neste sábado, no Pacaembu, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O treinador optou por um 3-1-4-2, com Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar e Gustavo Henrique; Alison; Sánchez, Jean Lucas, Pituca e Felipe Jonatan; Soteldo e Derlis González. Não deu nada certo.

“Pensamos que no 3-1-4-2 poderíamos ter pressão contra o rival. Plano do jogo não ocorreu. Foi um fracasso. Os primeiros minutos foram do Palmeiras. Não conseguimos controlar. Evidentemente há uma leitura prévia que não resultou. Tivemos que resolver situações, vínhamos de três jogos em uma semana, com viagens e realmente custou bastante escolher as melhores opções para mim. Responsabilidade é totalmente minha, tenho que assumir. Na leitura do jogo, pensamos em como poderíamos ganhar, mas não conseguimos”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

O treinador explicou a ausência de Jorge, Eduardo Sasha e Rodrygo – Victor Ferraz Jean Mota também ficaram no banco de reservas -, e elogiou o Palmeiras.

“Jogamos três jogos na semana. Rodrygo e Sasha terminaram o jogo com dores musculares no adutor contra o Atlético-MG. Sasha não pôde estar, Rodrygo avisou no aquecimento que não poderia jogar. Jorge vinha de dois jogos seguidos, com ritmo intenso. Preferimos Felipe Jonatan”, explicou.

“Não pudemos gerar o jogo com saída de três gerando superioridade no início. Depois do segundo gol, equipe se soltou um pouco. Jogávamos bem no campo rival no segundo tempo, mas levamos terceiro gol em contra-ataque. Palmeiras é muito preciso nos contra-ataques. E tudo se destruiu. Se tivéssemos uma semana, teríamos escalado outro time, mas foi o que eu escolhi”, concluiu.

Sampaoli reclama de cultura no Brasil: “Difícil que alguém possa ser aceito sem êxito”

Jorge Sampaoli reclamou da cultura do Brasil de culpar o técnico a cada derrota. O desabafo foi feito após a derrota do Santos por 4 a 0 para o Palmeiras neste sábado, no Pacaembu.

O treinador argentino foi perguntado sobre um caso do compatriota Marcelo Bielsa. Ele não conseguiu subir o Leeds United para a primeira divisão da Inglaterra, mas recebeu uma carta de agradecimento de torcedores.

“Não sei (se isso pode ocorrer no Brasil) Do Bielsa é especial. Tem que ver com aspecto social, região… Aqui, depois de cada jogo se sabe o culpado. Treinador de um banco ou de outro. Me tocou a mim hoje, outro jogo ao outro. Responsável é sempre o técnico. Difícil que alguém possa ser aceito sem êxito”, disse Sampaoli.

O técnico santista também comentou sobre o histórico de goleadas. O Peixe perdeu de 5 para o Ituano e de 4 para Botafogo-SP e Palmeiras.

“Pode ter a ver com a obrigação de protagonizar. Tomamos dois gols, responsabilidade aumentou e, ao invés de controlar o jogo, fomos muito decididos a atacar com mais gente que o normal. Temos que corrigir o sistema. Deixamos espaços atrás e essas situações (goleadas) podem ocorrer. Dominamos todos os jogos do Brasileirão até aqui. Hoje, não”, concluiu.

Jean Mota explica confusão com Melo e admite jogo ruim do Santos

Já perto da reta final do segundo tempo, na goleada do Palmeiras para cima do Santos, o volante Felipe Melo e o meia Jean Mota se envolveram em um princípio de confusão, que resultou em um cartão amarelo distribuído ao atleta do Verdão.

De acordo com Melo, o jogador do Santos pisou em sua mão em uma reposição de bola. Após o experiente volante esbravejar contra a arbitragem, Jean Mota se defendeu e deu sua versão do lance.

“Não quero falar. Fui pisar na bola, ele estava com a mão na bola, não sei se pegou ou não. Só pisei na bola e saí jogando, até o juiz viu e não falou nada. Se ele falou que eu machuquei ele, não foi minha intenção”, afirmou a TNT.

O meia também admitiu que os comandados de Jorge Sampaoli não tiveram uma boa atuação na partida e que, por conta do placar adverso no início do confronto, o Santos precisou adotar uma postura mais ofensiva do que o costume.

“Não fizemos um bom jogo, ele saíram na frente. Sabíamos que a bola parada deles era forte. O segundo tempo foi o tudo ou nada, tivemos que ir pra frente e consequentemente tem os contra-ataques e eles acabaram matando”, completou, antes de, por fim, tentar justificar as opções de Sampaoli para o clássico.

“Opção dele. Ele é o treinador. Ele sempre tem falado que quer o time 100% e ele pensou que esse era o time 100%. O Ferraz vinha de uma sequência e o Jorge de uma lesão, não sei quem estava 100%”, finalizou.

Além de um 9: Peres fala em reunião com Sampaoli por outros reforços no Santos

A grande prioridade do Santos no mercado é contratar um centroavante para finalmente substituir Gabigol, hoje no Flamengo, após cinco meses e satisfazer Jorge Sampaoli.

O Peixe, porém, pensa em outras posições. O Alvinegro quer pelo menos um lateral-direito e um ponta para substituir Rodrygo, negociado com o Real Madrid-ESP. O presidente José Carlos Peres conversará com o técnico sobre as necessidades do elenco.

“É um planejamento do técnico. Vamos nos reunir e ver posições necessárias. Vamos nos reforçar, não temos grande orçamento e receitas, mas faremos sacrifício. Nossa grande receita é vender jogador. Venda do Rodrygo foi uma fábula, passou de R$ 200 milhões. Temos de vender, mas não pode ser só isso. Peço para o torcedor lotar Pacaembu e Vila para não vendermos ninguém e termos equipe forte por muitos anos. Sem apoio deles, teremos de vender”, disse Peres, no último domingo.

O Santos tem negociações em andamento por Uribe, do Flamengo, e Marinho, do Grêmio. O Peixe aproveitará a pausa da Copa América para buscar novos reforços.

O Alvinegro contratou oito reforços em 2019: Everson, Felipe Aguilar, Jorge, Felipe Jonatan, Jobson, Jean Lucas, Cueva e Soteldo.