Punido no STJD, clube, que vai recorrer, perde mando de duas partidas, paga multa e se despede de casa no sábado

O Santos perdeu ontem à noite o mando de campo de duas partidas no Brasileiro em julgamento na 3ª Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), devido ao copo d’água arremessado por um torcedor em Hélio dos Anjos, então treinador do Vitória, no último dia 26 (Santos 4 a 1). O clube, no entanto, vai recorrer.

Apesar da decisão, o Santos vai enfrentar a Ponte Preta, no sábado, na Vila Belmiro, por não haver tempo hábil para transferir o jogo. A suspensão será cumprida contra Fluminense e Goiás. Além de perder os mandos, o clube pagará multa de R$ 75 mil. Com isso, o clube só volta a jogar na Vila pelo Brasileiro em 5 de dezembro, contra o Grêmio.

A denúncia oferecida pela procuradora radicada em Curitiba Renata Quadros foi criticada pelo advogado do time da Vila Belmiro, Mário Mello, na tribuna. A manifestação do advogado foi censurada pelos auditores do tribunal, que puniram o clube paulista por unanimidade.

“Essa questão deveria ser tratada por outro procurador. Ela é casada com um torcedor do Atlético-PR”, afirmou Mello, após o julgamento, referindo-se a Alexandre Quadros, procurador do STJD e marido de Renata. No julgamento, a procuradora afirmou ser paulista e morar em Curitiba, em resposta à observação do advogado santista.

O Atlético-PR lidera o Nacional-04, com 68 pontos, três a mais que o Santos, seu principal adversário na luta pelo bicampeonato.

Com a punição imposta pelo tribunal, a distância mínima para o time litorâneo jogar é de 150 km do seu estádio. O time havia sido absolvido em fato semelhante no primeiro turno, contra o São Paulo, quando um torcedor lançou um rojão no gramado, perto do lateral são-paulino Gabriel.

“Não podíamos ser punidos por causa de um copo d’água, que é comercializado dentro do estádio. Não podemos fazer nada para proibir um torcedor mais nervosos de jogá-lo em campo”, argumentou o advogado santista.

Ele disse que o fato de ter criticado a escalação da procuradora não influenciou na decisão do tribunal. “Eles já estavam com a cabeça feita”, afirmou o advogado, sem dar maiores detalhes.