Santos 2 x 0 Palmeiras

Data: 17/07/2014, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.774 pagantes
Renda: R$ 205.310,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo e Marcio Luiz Augusto (ambos de SP).
Cartões amarelos: Gabriel (S); Wellington, Marcelo Oliveira e Wesley (P).
Gols: Bruno Uvini (23-1) e Alison (23-2).

SANTOS
Aranha; Victor Ferraz (Zé Carlos), Bruno Uvini (Paulo Ricardo), David Braz e Mena; Alison, Arouca (Souza) e Lucas Lima; Geuvânio, Rildo e Gabriel.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

PALMEIRAS
Fábio; Wendel, Tobio, Wellington e Marcelo Oliveira; Renato, Wesley, Josimar (Mendieta) e Bruno César (Érik); Diogo e Leandro (Eduardo Júnior).
Técnico: Ricardo Gareca



Na Vila, Santos bate Palmeiras na estreia de Gareca e encosta no G4

Técnico argentino iniciou seu trabalho com derrota para o time da Baixada Santista, gols de Bruno Uvini e Alison

Santos e Palmeiras retomaram a disputa do Campeonato Brasileiro em clássico na Vila Belmiro, nesta quinta-feira. A intertemporada parece ter sido melhor aproveitada pelo time comandado por Oswaldo de Oliveira, que dominou o jogo e venceu pelo placar de 2 a 0, com gols de Bruno Uvini e Alison e uma grande partida de Lucas Lima. O jogo marcou a estreia do técnico argentino Ricardo Gareca pelo clube da capital paulista.

Gareca terá muito trabalho para acertar o time, que teve muita dificuldade no clássico. No fim da partida, a torcida santista gritou “olé” a cada passe de seus jogadores e o Palmeiras, rendido em campo, nada pôde fazer.

Com a vitória nesta 10ª rodada, o Santos, que iniciou o clássico em décimo lugar na tabela, encostou de vez no G4 da competição, com 17 pontos. Enquanto isso, o Palmeiras, que só tinha um ponto a menos que os santistas, caiu uma posição e é o 12º.

O jogo

O clássico na Vila Belmiro começou com muita expectativa. Após pouco mais de um mês de pauta por causa da Copa do Mundo, Santos e Palmeiras tentariam colocar em campo tudo o que treinaram durante todo esse tempo de intertemporada.

E o primeiro tempo mostrou o alvinegro praiano muito melhor preparado. O time de Ricardo Gareca passou a primeira meia hora de jogo perdido em campo e sofrendo pressão do Peixe, que reclamou de um pênalti logo aos 4 minutos de jogo. Marcelo Oliveira tropeçou com a bola perto da área e viu Gabriel avançar em direção ao gol. No entanto, após a chegada do zagueiro Wellington, o atacante santista caiu, mas o árbitro, além de não marcar a penalidade, ainda puniu Gabriel com um cartão amarelo por simulação.

Mas a pressão santista deu resultado logo aos 23 minutos. Lucas Lima, melhor jogador em campo até então, alçou bola na área em cobrança de falta e Bruno Uvini cabeceou para o fundo do gol. O goleiro Fábio foi traído pelo quique da bola e acabou aceitando.

O Palmeiras, que atuou com um uniforme todo azul, de goleiro, em homenagem a Oberdan Cattani, que faleceu há um mês, passou a participar mais do jogo.

Wesley comandava o meio de campo e armava as jogadas de maior perigo, mas Leandro, muito mal em todo o primeiro tempo, não aproveitava.

Mesmo assim, aos 37 minutos, Diogo, em rápido contra-ataque teve a chance de empatar a peleja, mas chutou o chão, já dentro a área e perdeu uma boa oportunidade de gol. Aos 40, Leandro, no único momento de lucidez no jogo, arriscou belo chute da entrada da área e forçou Aranha a realizar uma boa defesa no gol do placar da Vila Belmiro, que na noite desta quinta-feira teve as redes “padrão Fifa”, que foram utilizadas pela Costa Rica durante o Mundial e acabaram ficando no lugar das tradicionais redes caídas que ficavam nas traves.

No intervalo de jogo, Bruno Uvini comemorou o gol pelo Santos e Wesley lamentou a falha de marcação do Verdão. “Felicidade muito grande, meu primeiro gol como profissional, logo em um clássico, uma jogada que a gente trabalhou essa semana, esse mês. Mérito para o Lucas (Lima), que bateu a falta, e para o professor (Oswaldo de Oliveira) que treinou a jogada”, disse o zagueiro. “Uma bola que a gente não teve atenção, demoramos para definir e acabamos tomando um gol. O time tem que ter mais personalidade e ficar com a bola no pé”, explicou o volante.

A segunda etapa começou eletrizante. O Palmeiras percebeu que precisava buscar mais o jogo e partiu para cima. O Peixe apostava nas bolas de Lucas Lima, que chamava o jogo e tentava armar os ataques da equipe.

Aos 13, a segunda polêmica do jogo. Após cobrança de escanteio e confusão na área, o estreante Tóbio cabeceou para o meio e Marcelo Oliveira botou a bola para dentro. Era o gol de empate do Verdão, caso o auxiliar não assinalasse impedimento.

O lance gerou muita revolta dos palmeirenses. A jogada era duvidosa, mas o arbitragem anulou o gol e os santistas comemoram muito.

Após primeira metade da etapa complementar, o técnico argentino do Palmeiras tentou mexer na equipe colocando Mendieta e o jovem Érik, mas quem cresceu na partida foi o time da casa, que passou a rondar o gol de Fábio.

E aos 23, Alison desafogou o placar. Gabriel recebeu na ponta esquerda e, inteligente, rolou para trás. O volante do Peixe apareceu sozinho, como elemento surpresa, e não perdoou, bateu seco, para o fundo do gol.

O Palmeiras sentiu o gol. Mas teve uma grande chance de diminuir o saldo após o jovem Erick entrar na área e fuzilar Aranha, que espalmou, mas Leandro, desligado na partida, não aproveitou o rebote com o gol aberto.

Foi o último grande lance em Vila Belmiro. O Santos passou a administrar o placar e o Palmeiras não tinha de onde tirar forças para reagir. Fim de jogo com vitória do Peixe, que se credencia a lutar pelo título, enquanto o Verdão terá muito trabalho pela frente para não voltar a lutar contra o rebaixamento.

Bastidores – Santos TV:

Alison e Bruno Uvini festejam evolução e primeiros gols pelo Santos

Jogadores que garantiram a vitória por 2 a 0 diante do Palmeiras marcaram pela primeira vez com a camisa do clube

A vitória por 2 a 0 em cima do Palmeiras mostrou que o Santos evoluiu durante a pausa do Campeonato Brasileiro e ainda deixou o time próximo do pelotão de cima da tabela. Além de comemorar o momento, o zagueiro Bruno Uvini destacou um momento especial: seu primeiro gol como profissional, ao abrir o placar, de cabeça.

“A emoção é muito grande, pois é o meu primeiro gol como profissional, logo em um clássico e em uma jogada que trabalhamos tanto na semana, nesse mês. Méritos ao professor Oswaldo, que insistiu nisso e deu certo”, disse Bruno Uvini, que atuou no confronto porque Edu Dracena, Gustavo Henrique, Jubal e Neto estão fora de ação.

“Gol sempre é bom, há um bom tempo não tinha uma chance como titular, me preparei bastante, sem jogar muitos jogos no ano não é fácil. Ajudei com um gol e fiz com que a equipe a não tomar gols, mas o mais importante foi sair com a vitória no clássico”, completou o zagueiro, que está emprestado pelo Napoli, da Itália.

Arouca, aplaudido de pé pela torcida ao ser substituído no fim da partida, também ressaltou a importância de ter aproveitado a intertemporada para corrigir erros e aperfeiçoar o time em campo.

“A equipe evoluiu bastante, o Oswaldo teve o tempo de trabalho. Contando com a volta de alguns jogadores, vamos em busca de um objetivo grande no campeonato”, avisou. “Vínhamos trabalhando forte nesses 30 dias, foram trabalhos bem feitos e, graças a Deus, colocamos tudo em prática”, completou Geuvânio.

Outro que deixou o gramado muito feliz foi o volante Alison, que além da vitória no clássico, marcou seu primeiro gol pelo Peixe. “Inesquecível, muito feliz, acho que é importante lembrar que o mais importante de tudo foi a vitória e não o meu gol. Mas eu, que tenho mais o dever de proteger a zaga, marcar, hoje pude chegar e concluir em gol”, disse o jogador.