Fluminense 1 x 0 Santos

Data: 30/08/1997, sábado, 21h40.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 5.449 pagantes
Renda: R$ 55.350,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO).
Cartões amarelos: Leandro, Gabriel e Lima (F).
Gols: Roni (44-1).

FLUMINENSE
Wellerson; Márcio Costa, Lima, Cesar e André; Paulo Roberto, Leandro Ávila, Nélio (Nildo) e Yan (Dirceu); Roni e Paulinho (Gabriel).
Técnico: Carbone

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Narciso, Ronaldão e Baiano (Marcelo Passos); Marcos Bazílio (Élder), João Santos (Alexandre), Caíco e Arinélson; Müller e Caio.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos perde e continua sem vitórias fora de casa

O Santos perdeu ontem para o Fluminense por 1 a 0 no estádio do Maracanã e continua sem vencer como visitante neste Brasileiro.

Após a vitória, os jogadores da equipe carioca foram à torcida para a saudar.

O único gol do jogo foi marcado pelo atacante Roni, aos 44min do primeiro tempo. Após carregar a bola desde quase o meio-campo, ele chutou da entrada da área.

Com um esquema de três zagueiros, o Fluminense anulou o ataque do Santos.

No primeiro tempo, o jogo teve poucas faltas, mas também pouca velocidade e emoção. O Santos tinha o domínio do meio-campo, mas o Fluminense criava mais lances de perigo.

As estrelas dos dois times, os atacantes Paulinho (Fluminense) e Muller (Santos) destruíram várias jogadas com seus próprios erros.

No segundo tempo, o técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, tentou tornar o time mais ofensivo, por meio de substituições, mas o Fluminense, nos contra-ataques, continuou sendo mais perigoso.

O time precisa acordar, diz atacante Caio

O atacante Caio, do Santos, afirmou depois do jogo que o time tem que “acordar enquanto é tempo”. “Se não fizermos, corremos o risco de ficar fora das finais.” Apesar de ser atacante, ele criticou os erros de finalizações cometidos pela equipe.

O ambiente no Fluminense, que está em recuperação na tabela, era o oposto. Após conquistar só quatro pontos em nove partidas, o time do Rio obteve oito pontos nos últimos quatro jogos.

O novo ânimo do Fluminense foi confirmado pelo meia defensivo Leandro. “A equipe cansou no final, mas estamos crescendo de produção aos poucos.”

Para o atacante Paulinho, a vantagem do Fluminense em relação ao seu adversário de ontem foi ter “explorado os espaços na defesa deles.”



Santos luta contra a instabilidade ( Em 30/08/1997 )

A instabilidade do time é a principal preocupação dos santistas para a partida de hoje à noite contra o Fluminense, no Maracanã. Desde o início do Brasileiro, o time alterna boas e más exibições.

Na estréia, venceu o Flamengo. Nos dois jogos seguintes, perdeu para Paraná e Internacional. Voltou a ganhar do Goiás e do Grêmio. Em seguida, empatou com Sport, perdeu para Bragantino, empatou com Juventude e voltou a se recuperar, vencendo o Vasco -para quem perdeu anteontem, pela Supercopa dos Campeões.

À exceção do jogo contra o Flamengo, no Maracanã, todas as vitórias aconteceram na Vila Belmiro. As derrotas e os empates ocorreram fora de casa.

“Não temos uma sequência de bons jogos. Não sei explicar por que na Vila jogamos bem e depois não conseguimos manter a sequência”, afirmou o goleiro Zetti.

Para o técnico Vanderlei Luxemburgo, os resultados negativos fora de casa são normais, devido ao equilíbrio das equipes no campeonato e à juventude de um time ainda em formação.

Luxemburgo gostou da confirmação do jogo para o Maracanã. O Fluminense queria transferir o jogo para o estádio das Laranjeiras.

Arbitragem

O treinador demonstra preocupação com as arbitragens. Ele vem reclamando das atuações dos juízes e criticou o árbitro Dacildo Mourão (CE), que apitou o jogo contra o Vasco pela Supercopa.

“Mas não é a primeira vez que o Santos é prejudicado. Nas últimas partidas, contra o Juventude e o Vasco, houve pênaltis a nosso favor que os juízes não deram.”

O técnico atribui os erros que aponta à crise entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o ministro dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Pelé é o “homem-forte” da diretoria santista, mesmo sem cargo formal.