Palmeiras 1 x 3 Santos

Data: 19/10/2014, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 30.695 pagantes
Renda: R$ 702.450,00
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Vicente Romano Neto (ambos de SP).
Auxiliares adicionais: Flávio Rodrigues Guerra e Aurélio Santana Martins (ambos de SP).
Cartões amarelos: Valdivia, Wesley e Henrique Dourado (P); Edu Dracena, Mena, David Braz, Geuvânio Robinho e Alison (S).
Gols: Geuvânio (39-1), Gabriel (41-1); Gabriel (03-2) e Henrique Dourado (40-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; João Pedro, Lúcio, Tobio e Juninho (Leandro); Victor Luis, Marcelo Oliveira, Wesley (Mazinho) e Valdivia; Cristaldo (Mouche) e Henrique Dourado.
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Aranha; Victor Ferraz, David Braz, Edu Dracena e Mena; Alison (Souza), Arouca e Lucas Lima (Renato); Robinho, Geuvânio e Gabriel (Rildo).
Técnico: Enderson Moreira



Cirúrgico, Santos vence por 3 a 1 e freia reação do Palmeiras

Eficiente nas investidas próximas à área, time da Vila Belmiro conquista três pontos e vê G4 um pouco mais perto

Dorival Júnior disse ao longo da semana que o Santos não chegaria ao clássico mais cansado por ter jogado no meio de semana. É difícil saber se o técnico do Palmeiras tinha razão. Fato é que, debaixo de sol ainda mais forte pelo horário de verão, a equipe da Vila Belmiro se desgastou menos neste domingo e, mesmo assim, venceu por 3 a 1, no Pacaembu.

Bastante disposto a dar continuidade à sua reação e engatar o quarto triunfo seguido, o Palmeiras foi superior em grande parte do jogo e criou o maior número de chances de gol, mas só fez um aos 43 minutos da etapa final. Já o Santos foi eficiente quase sempre que apareceu dentro da área (uma vez com Geuvânio e duas com Gabriel, a segunda em condição irregular) e só não balançou a rede pela quarta vez porque Fernando Prass fez grande defesa em arremate de Arouca à queima-roupa.

Passada a quarta derrota em quatro clássicos no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras voltará ao Pacaembu para mais uma tentativa de findar esse jejum no próximo sábado, quando terá pela frente o Corinthians. Antes disso, vai a Belo Horizonte para encarar o líder Cruzeiro, na quarta-feira, e tentar aumentar a distância para a zona de rebaixamento, que até lá ainda será de ao menos três pontos. No mesmo dia, o Santos, agora com 45 pontos, recebe o Fluminense.

O jogo:

A primeira boa jogada saiu aos dois minutos, assim que Mena recebeu passe de Robinho, cruzou rasteiro para o meio da área e viu Tobio tirar para escanteio. A resposta palmeirense veio em dois minutos, quando Valdivia, mesmo caindo, percebeu Wesley avançando pelo lado direito. O volante invadiu a área, mas chutou por cima do gol de Arouca.

Pouco depois, Valdivia reclamou acintosamente de falta não marcada, recebeu cartão amarelo e só não foi expulso porque o atacante Henrique e outros companheiros o aconselharam a parar e conseguiram contê-lo. O meia então passou a se preocupar em jogar bola e ajudou seu time a ditar o ritmo da partida. Após dois bons lances pelas laterais que resultaram em escanteio, ele próprio finalizou uma bola ajeitada por Henrique. O chute rasteiro saiu fraco para Aranha.

Ligada, a defesa do Palmeiras geralmente se antecipava aos homens de frente do Santos. Foi assim, acuando o adversário em seu campo de defesa, que surgiram – e foram desperdiçadas – outras oportunidades de gol. Aos 27 minutos, Valdivia tomou bola de Edu Dracena na ponta esquerda e cruzou para Henrique. Livre, o atacante não fez um bom domínio, permitindo que a marcação chegasse e o atrapalhasse no momento do chute. Mais tarde, foram Wesley (em arremate de primeira) e Henrique (em cabeceio por cima da trave) quem erraram.

Valdivia seguia bem, distribuindo o jogo, cavando faltas e até desarmando Robinho. O domínio palmeirense, no entanto, era infrutífero e, aos 38 minutos, o Santos aplicou o castigo. Acionado por Lucas Lima na ponta esquerda, Geuvânio ganhou de Lúcio facilmente na corrida, invadiu a área e bateu cruzado para vazar Fernando Prass, que até então tinha tido pouco trabalho.

O Palmeiras respondeu imediatamente, mas com outra finalização para fora de Henrique. O Santos, por sua vez, mostrou-se novamente mais eficiente e ampliou a vantagem logo aos 41 minutos. Lucas Lima aproveitou desatenção da defesa, cobrou falta com rapidez e deixou Mena em ótima condição na ponta esquerda para rolar a bola a Gabriel. De frente para Fernando Prass, o atacante apenas concluiu para a rede.

No intervalo, o técnico Dorival Júnior sacou o lateral Juninho e colocou mais um atacante em campo, Leandro. Desse modo, Victor Luis, que atuava improvisado como volante, retornou à esquerda, sua posição de origem. O Palmeiras trocaria a força de marcação no meio-campo para se arriscar mais. Com três minutos da nova formação, o Santos partiu em contragolpe e, valendo-se de posição irregular, Gabriel chegou à área em liberdade, bateu na saída de Fernado Prass e marcou o terceiro.

O Palmeiras não desistiu, mas, exposto, só não sofreu o quarto gol aos 24 minutos porque seu goleiro fez grande defesa em arremate à queima-roupa de Arouca. Já os ataques da equipe alviverde dificilmente exigiam trabalho de Aranha. Nas primeiras vezes em que foi exigido, em chutes de Wesley (mais tarde substituído sob vaias), Henrique e João Pedro, o goleiro fechou a meta.

Insistente, o Palmeiras finalmente descontou aos 43 minutos, com Henrique, depois de boa jogada de Mazinho, substituto de Wesley. O gol deu novo ânimo, porém, apesar de bons chutes de Mazinho e Mouche, o único prêmio foram os aplausos da torcida.

Decisivo no clássico, Lucas Lima diz que Santos pode chegar longe

Destaque na vitória sobre o Palmeiras, meia já teve bela atuação na goleada diante do Botafogo, pela Copa do Brasil

Depois de comandar o Santos na goleada sobre o Botafogo, por 5 a 0, pelas quartas de final da Copa do Brasil, Lucas Lima voltou a ter uma bela atuação neste domingo, na vitória por 3 a 1 sobre o Palmeiras, no Pacaembu. Na saída de campo, o meia falou sobre a importância de voltar a vencer no Campeonato Brasileiro, seguindo com o sonho de chegar ao G4.

“Sabíamos que nós tínhamos que voltar a ganhar rápido no Campeonato Brasileiro e conseguimos fazer isso. Estamos em uma crescente muito boa neste momento, e, se mantermos isso, podemos chegar longe”, disse o armador do Santos, destacando o triunfo deste domingo, no estádio do Pacaembu.

Na última rodada, o Santos havia perdido para o Criciúma fora de casa, mas a vitória sobre o Palmeiras deixa a equipe novamente a cinco pontos da zona de classificação para a Libertadores. Com nove jogos para o final do Brasileiro, o time da Vila ainda sonha com o feito, mas ainda tem outra possibilidade de chegar à competição continental.

Com a goleada sobre o Botafogo na última quinta-feira, o Santos chegou às semifinais da Copa do Brasil, competição que dá ao campeão o direito de disputar a Libertadores na próxima temporada. O desafio agora será contra o Cruzeiro, mas, além da qualidade do adversário, outro fator pode ser decisivo: o desgaste físico ao disputar competições simultâneas.

O meia Lucas Lima, por exemplo, que havia pedido para sair na quinta, voltou a sentir um incômodo muscular neste domingo, e mostrou preocupação com a parte física neste momento. “Eu nunca tive essa dor, senti no jogo passado, fui substituído, e saí neste também por precaução. Tivemos um jogo difícil no meio dessa semana, e a gente sente o desgaste”.

Apagado em vitória do Santos, Robinho admite ter sentido o desgaste físico

Atacante reconhece que estava abaixo da média em campo depois de ter servido à seleção brasileira no início da semana

O Santos superou o desgaste físico, e, mesmo depois de ter entrado em campo na noite de quinta-feira, derrotou o Palmeiras, por 3 a 1, no estádio do Pacaembu. O cansaço, no entanto, era evidente no semblante dos jogadores e atrapalhou o desempenho de alguns. Robinho, por exemplo, que serviu à seleção brasileira no início da semana, admitiu que estava abaixo da média.

“Senti o cansaço, sim. Estava meio sem perna, o sol estava muito forte, então fica difícil imprimir o ritmo de jogo como a gente gosta, mas conseguimos a vitória”, disse o atacante, que participou de uma viagem à Ásia com a delegação de Dunga para disputar dois jogos com a seleção.

Se Robinho sofreu com a viagem, outros jogadores estavam desgastados por causa do jogo na quinta-feira, pela Copa do Brasil. Desta forma, o Santos deixou o Palmeiras jogar, aceitou ser pressionado no primeiro tempo, mas teve precisão para explorar os contra-ataques e fazer dois gols minutos antes do intervalo.

“Nós sabíamos que eles estavam mais descansados, então tínhamos que aproveitar as oportunidades, pois até mesmo pelo calor sabíamos que eles viriam para cima. O Palmeiras teve mais volume de jogo no começo, mas, quando pudemos fazer, fizemos”, analisou Robinho após a vitória por 3 a 1.

Com relação à importância da vitória, o experiente líder do time santista não tem dúvidas que será fundamental para um restante de temporada com semifinal de Copa do Brasil e sonho de G-4 no Campeonato Brasileiro. “Foi uma vitória boa, diante de um grande adversário, um clássico. A gente está feliz pelo desempenho do nosso time”, completou.