Juventus 2 x 2 Santos

Data: 05/03/1995, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, SP.
Público: 11.648 pagantes
Renda: R$ 84.344,00
Cartão vermelho: Nildo (SA).
Gols: Macedo (09-1) e Marcelo Passos (32-1); Nildo (05-2) e Fernando Diniz (39-2).

JUVENTUS
Gilmar; Bira, Nildo, Sangaletti e Pereira (Élcio); Luisão, Fernando Diniz, Fernando Cruz e Márcio Griggio (Ramos); Zé Eduardo (Camilo) e Esquerdinha.
Técnico: Vanderlei Paiva

SANTOS
Edinho; Silva, Marcelo Fernandes, Narciso e Marcos Paulo; Gallo, Cerezo, Marcelo Passos (Demétrios) e Giovanni (Marquinhos); Macedo e Jamelli.
Técnico: Joãozinho Rosa



Santos cede empate ao ‘lanterna’ Juventus

Santos e Juventus empataram ontem em 2 a 2 no estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

Falhas na defesa na equipe santista, especialmente, permitiram ao Juventus chegar ao empate no segundo tempo, quando perdia por 2 a 0.

No jogo de ontem, o Santos entrou em campo disposto a seguir à risca as orientações do técnico Joãozinho. Na véspera da partida, o treinador disse que a equipe exerceria “forte marcação” sobre o adversário. A tática deu certo apenas no primeiro tempo.

Para vencer a retranca do último colocado do Campeonato Paulista, Joãozinho liberou o volante Gallo e deixou os meias Giovanni, Marcelo Passos e Cerezo na armação.

O Santos procurou explorar as falhas na defesa adversária pelas laterais, indo ao ataque logo no início da partida.

O lance do primeiro gol nasceu exatamente no setor esquerdo, o principal ponto falho da defesa do Juventus.

Num erro dos zagueiros Nildo e Sangalletti, Gallo, que normalmente tem funções defensivas, fez lançamento perfeito para Macedo. O atacante completou, sem defesa para o goleiro Gilmar, abrindo o marcador aos 9min da primeira etapa.

Sem poder evitar os rápidos contra-ataques da equipe santista, o Juventus, nos momentos em que conseguia a posse de bola, insistia em jogadas aéreas, buscando explorar as falhas na defesa santista.

Essa foi a determinação do técnico Wanderley Paiva, que orientou sua equipe para partir em busca do gol usando exatamente essa falha do adversário. A tática, pelo menos no primeiro tempo, acabou não tendo o efeito desejado.

Na tentativa de chegar ao gol santista, o Juventus acabou permitindo ao rival marcar novamente.

Macedo, após uma rápida jogada de contra-ataque, fez um lançamento para Marcelo Passos, que completou de cabeça.

No segundo tempo, o técnico do Juventus decidiu deslocar Bira para a lateral-direita e colocou Élcio na esquerda. A mudança deu novo ritmo ao time, que logo aos 4min diminuiu após cobrança de escanteio de Esquerdinha, que cruzou para Nildo completar de cabeça.

Diante do gol, o técnico santista decidiu sacar Marcelo Passos do time e colocar o centroavante Demétrius em campo, ganhando maior velocidade.

A mudança deu certo até os 39min, quando, numa falha da defesa, o Juventus chegou ao gol de empate através de Fernando Diniz.

O Santos joga na próxima quinta contra a Ponte Preta, na reabertura da Vila Belmiro, que ainda não abrigou jogos neste Paulista.

Santista critica individualismo

O técnico do Santos, Joãozinho, culpou a falta de seriedade e de atenção dos jogadores pelo empate de ontem contra o Juventus.

Segundo o treinador, o time não apresentou no segundo tempo o mesmo empenho na marcação da primeira parte do jogo. Com isso, deu chance para o Juventus, o último colocado do Campeonato Paulista, igualar o placar.

“Houve um excesso de individualismo por parte de alguns jogadores, que não souberam cadenciar a partida quando o time vencia por 2 a 0 e ainda contava com um homem a mais”, disse o técnico Joãozinho.

O atacante Macedo, destaque da equipe no jogo de ontem, também saiu de campo reclamando da desatenção do time. O jogador criticou, principalmente, o meio-campo santista.

“Nosso setor estava desligado e deu muito espaço para o Juventus vir para cima. Mesmo com dez jogadores, o time do Juventus estava ‘mordendo’ em todos os lances e, por isso, conseguiu fazer os dois gols. Empatamos um jogo ganho”, disse o atacante.



Santos pega Juventus com ‘marcação forte’

O Santos definiu a sua estratégia para vencer a retranca do Juventus hoje, às 16h, em jogo a ser realizado no estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

O técnico Joãozinho disse que o time fará uma “marcação forte” na saída de bola do adversário, “partindo com rapidez para os contra-ataques”.

O principal desfalque do time é o meio-campo Carlinhos, que cumprirá suspensão automática. No lugar foi escalado o meia-defensivo Cerezo.

“Taticamente existe pouca mudança. A única diferença é no posicionamento, com o Gallo mais à frente e eu mais recuado, protegendo a zaga”, afirmou Cerezo.

Nos jogos anteriores, a dupla Gallo-Carlinhos se revezava tanto na marcação ao meio de campo adversário quanto na armação das jogadas ofensivas do time, principalmente por meio de Carlinhos.

“Hoje, o time pode até perder um pouco o poder ofensivo, mas ganhará um pouco mais de pegada no meio-campo, pois atuaremos com dois volantes natos”, afirmou o zagueiro Marcelo Fernandes.

Ele substituirá o titular Maurício Copertino, que também cumprirá suspensão automática.

Nos cinco primeiros jogos do Santos, Copertino levou três cartões amarelos e um vermelho, sendo o mais indisciplinado do time.
Existe a possibilidade de Marcelo Fernandes ser efetivado como titular do Santos. Joãozinho está preocupado com o rendimento da defesa. Dos quatro gols sofridos pelo Santos, três foram de cabeça.

A vaga de Copertino estava sendo disputada por Moura e Marcelo Fernandes. Moura, com 1,78 m, foi preterido em relação a Marcelo Fernandes, que tem 1,89 m, e fará sua primeira partida no torneio.

A mudança do jogo do estádio da rua Javari para o estádio Bruno José Daniel foi bem recebida pela maioria dos jogadores do Santos.

“O estádio de Santo André é um campo neutro, onde a torcida do Santos, sem dúvida, será maioria”, afirmou Marcelo Passos.

Para o lateral-direito Silva, o fato de o jogo ser realizado fora do campo do Juventus “muda todo o clima do jogo, devolvendo ao Santos o favoritismo da partida”.



Fonte: Estadão