Santos 1 x 0 Ituano – 6 x 7 pênaltis

Data: 13/04/2014, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 34.964 pagantes (38.043 total)
Renda: R$ 1.901.845,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Vladimir, David Braz, Arouca (S); Rafael Silva, Esquerdinha, Cristian (I).
Cartão vermelho: Cicinho (S).
Gol: Cícero (46-1, de pênalti).
Pênaltis: Santos: Cícero, Alan Santos, David Braz, Gabriel, Arouca e Alison converteram; Rildo (4ª cobrança – trave) e Neto (8ª cobrança – defesa) perderam. Ituano: Jackson Caucaia, Marcelinho, Esquerdinha, Marcinho, Jean Carlos, Dener e Josa converteram; Anderson Salles (2ª cobrança – defesa) perdeu.

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Cícero; Geuvânio (Alan Santos), Leandro Damião (Gabriel) e Thiago Ribeiro (Rildo).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

ITUANO
Vágner; Dick, Alemão, Anderson Salles e Dener; Josa e Jackson Caucaia; Paulinho (Marcinho), Cristian (Marcelinho) e Esquerdinha; Rafael Silva (Jean Carlos).
Técnico: Doriva



Ituano bate Santos nos pênaltis e finda jejum de 28 anos do interior no Paulista

Clube de Itu perde por 1 a 0 no tempo normal, mas vence nas penalidades por 7 a 6. Último pequeno a vencer um grande na final foi a Inter de Limeira, em 1986

O Ituano acreditou. E, diante de um Pacaembu lotado por 38 mil torcedores, segurou o Santos . Após perder por 1 a 0 no tempo normal, a equipe de Itu venceu por 7 a 6 nos pênaltis e conquistou o Campeonato Paulista de 2014. É o segundo troféu estadual de sua história, o primeiro com a participação dos clubes grandes, e que quebra um jejum de 28 anos dos pequenos.

A última vez que um clube pequeno derrotou um grande na final estadual foi em 1986, quando a Inter de Limeira levou a melhor sobre o Palmeiras. De lá para cá, haviam sido seis decisões entre grandes, todas com vitórias dos mais tradicionais. Em 2002, o Ituano foi campeão em um torneio sem a participação de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo.

O jogo

O Santos entrou no Pacaembu com uma postura diferente do último domingo, quando acabou derrotado pelo Ituano por 1 a 0. Com Gabriel no banco de reservas, o técnico Oswaldo de Oliveira escalou Alison no meio-de-campo dando mais liberdade a Cícero. Os retornos dos laterais Cicinho e Mena fizeram o time abusar das jogadas pela lateral direita, sobretudo com Cícero e Arouca, que se alternavam no ataque como “elemento surpresa”.

O nervosismo em campo era visível com o desentendimento entre Leandro Damião e Alemão. O clima esquentou quando Rafael Silva e Esquerdinha, do Ituano, discutiram com Cícero e também com Geuvânio próximo ao banco de reservas do Santos. O clima amenizou com a advertência do árbitro Raphael Claus os atletas do time de Itu.

Com a bola rolando, o Ituano até levou perigo em duas oportunidades ao gol de Aranha. Na primeira, a jogada acabou anulada pelo fato do ataque do Ituano estar em impedimento, e na segunda, após cobrança de falta de Anderson Salles, o goleiro do Santos, de joelho, afastou o perigo da pequena área.

O Santos respondeu aos 34 minutos, quando Cicinho colocou a bola na cabeça de Leandro Damião, e o goleiro Vagner, no reflexo, tirou a bola com o peito. Mas foi no fim da primeira etapa que o Pacaembu explodiu ao árbitro assinalar falta de Anderson Salles em Cícero dentro da área. O meio-campista mesmo foi para a cobrança e estufou as redes: 1 a 0 para o time da Vila Belmiro, enquanto o zagueiro do Ituano foi para o intervalo revoltado com a arbitragem.

O Ituano parecia outro na volta para o segundo tempo. A equipe que passou os 45 minutos iniciais se defendendo e fazendo cera ficou no vestiário e a campo retornou um time agressivo, que passou a comandar o meio de campo.

Melhor na partida, porém, o time não conseguiu transformar a superioridade em chances de gol. A melhor oportunidade da etapa final foi do Santos, mas o placar não foi alterado. A disputa, assim, foi para os pênaltis.

Jackson Caucaia iniciou a disputa por pênaltis convertendo o seu para o Ituano. Vagner quase defendeu, mas Cícero deixou tudo igual para o Santos. Anderson Salles abriu a segunda rodada e Aranha fez bela defesa. Alan Santos fez o seu e colocou o time da Vila Belmiro em vantagem.

Marcelinho fez o segundo gol do Ituano e David Braz colocou novamente o Santos em vantagem. Esquerdinha empatou para a equipe do interior. Rildo, ao acertar a trave, manteve o placar em 3 a 3. Marcinho marcou o quarto para o clube de Itu e colocou pressão para cima de Gabriel, mas o santista também fez.

Jean Carlos fez o quinto gol do Ituano, assim como Arouca para o Santos. Na sequência, Dener e Alison converteram suas cobranças. Josa marcou o sétimo do time do interior. Coube ao zagueiro Neto, um dos melhores em campo no tempo regulamentar, o papel de vilão no Pacaembu. Vagner defendeu e o Ituano fez história com o bicampeonato paulista.

Vice-campeão, Oswaldo de Oliveira critica o regulamento do Paulista

Para técnico do Santos, time com melhor campanha deveria ter o direito de jogar por dois resultados iguais

O treinador Oswaldo de Oliveira criticou o regulamento do Campeonato Paulista após a derrota do Santos nos pênaltis para o Ituano , neste domingo, na decisão da competição. Na opinião do treinador, o Peixe , time que terminou a primeira fase com a melhor campanha geral, deveria ter sido beneficiado com a vantagem de jogar por dois empates na final.

“Uma equipe que faz sete pontos a mais (que o Ituano, na primeira fase) e tem a melhor campanha, teria que ter, pelo menos, o direito de jogar por dois resultados iguais, como aconteceu no Brasil inteiro”, disse Oswaldo, que citou como exemplo o Campeonato Carioca, em que o Flamengo se sagrou campeão após dois empates por 1 a 1 contra o Vasco.

Apesar de reclamar das regras do Paulista, o técnico do Peixe fez questão de dizer que o Ituano mereceu conquistar o título. “Hoje, fomos melhores, criamos mais oportunidades, mas mesmo assim o Ituano foi um adversário muito difícil.”

O treinador negou que o vice-campeonato paulista atrapalhará a evolução da equipe, que, segundo ele, ainda está em formação. “O Santos tem jogadores experientes, mas tem muito jogador em formação. Os atletas estão ganhando experiência, aprendendo a jogar profissionalmente. Estamos pensando em reforçar (o elenco) nas posições que avaliarmos necessárias”.