Santos 0 x 0 União São João

Data: 20/03/1997, quinta-feira, 20h45.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 3.610 pagantes
Renda: R$ 21.654,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira
Cartões amarelos: Ânderson Lima e Narciso (S); Lico (U).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima (Eduardo Marques), Sandro, Narciso e Rogério Seves; Marcos Assunção, Vágner, Alexandre (João Fumaça) e Robert (Juari); Macedo e Caíco.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

UNIÃO SÃO JOÃO
Marcelo Bezerra; Neném, Maciel, Julio César e Ivonaldo; Lico, Ricardo Lima, Souza e Odair; Sairo (Otávio Augusto) e Reinaldo.
Técnico: Lula Pereira



Santos só empata e vai buscar Müller

Sob vaias, o Santos só empatou com o União São João por 0 a 0, ontem, em São José dos Campos.

Com o resultado, a equipe permanece na vice-liderança do Grupo 1 do Paulista, com 18 pontos. O União tem 10 pontos, no Grupo 2.

Mais uma vez ficou evidente a falta de um bom atacante no Santos. Assim, a diretoria decidiu fazer uma última investida para ter Muller, do Perugia.

Cada equipe entrou em campo com cinco jogadores no meio-campo, embolando o jogo. O União, com quatro volantes, exercia uma marcação implacável sobre os cinco meias do Santos.

Sem um atacante que incomodasse o adversário -Alessandro e Baez, machucados, não jogaram- e sem jogadas pelas laterais, o Santos pouco fez. Nem a instrução para os jogadores arriscarem chutes de longa distância funcionou. Assim, a equipe só criou uma boa chance no primeiro tempo.

Foi preciso que o zagueiro Narciso subisse ao ataque. Aos 13min, ele tocou para Macedo, que serviu Alexandre. Marcelo Bezerra defendeu o chute, com dificuldade.

A equipe de Araras só ameaçou o gol de Zetti num chute de longa distância de Lico, aos 19min, que o goleiro santista desviou.

O Santos voltou com mais um atacante, João Fumaça, e mais disposto para o segundo tempo. Mas o União assustou logo aos 7min, num chute de Neném, que Zetti espalmou para escanteio.

Luxemburgo trocou Ânderson por Eduardo Marques, deslocando Vágner para a lateral direita, e Robert por Juari. Não deu certo. O Santos se abriu e passou a oferecer espaços para os contra-ataques do União.

O time só acertou um bom chute aos 43min, com Juari. Marcelo desviou para escanteio.

Müller

O presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, e o diretor de futebol, José Paulo Fernandes, embarcaram ontem para a Itália. Lá, tentarão definir os últimos detalhes da contratação do atacante Müller.

A Unicór, patrocinadora do clube, e mais uma empresa ajudarão o Santos a contratar o jogador.



Diretoria do Santos só espera Müller até o próximo domingo

A contratação do atacante Müller, do Perugia (Itália), para o Santos está praticamente descartada devido à lentidão na definição da transferência, somada ao alto valor da multa de rescisão -R$ 1,2 milhão.

“O prazo para uma resposta definitiva é domingo. Depois, não queremos mais”, afirmou ontem José Paulo Fernandes, diretor de futebol do clube.

O dirigente ainda não tem nenhum nome alternativo em vista. A solução é esperar pela recuperação de Alessandro. “Não existe nenhum jogador da mesma capacidade à disposição”, disse Fernandes.

Mais do que os torcedores, são os jogadores que se frustrarão com um fracasso do negócio. “Precisamos de um matador e da volta do Alessandro. Estamos carentes no setor ofensivo”, reclamou o meia-atacante Robert.

Sem a contratação de mais um atacante, o Santos deverá optar por chutes de fora da área como sua principal arma.

Estádio

A liberação da Vila Belmiro deverá sair na semana que vem. A diretoria santista fez um pedido para a CBF adiar a próxima partida da Copa do Brasil, contra o Inter-RS, para quinta-feira. A intenção é ganhar tempo para que seja feita a vistoria no gramado, totalmente pronto, e nas instalações, como banheiros e arquibancadas.

Os atletas acham que a liberação do estádio vai melhorar o astral da torcida do Santos.

“A torcida está reclamando de nosso rendimento, mas deveriam ficar contentes. Somos vice-líderes do Paulista e jogando todos os jogos fora de casa”, disse Zetti.



Fonte: Estadão