Santos 1 x 2 Etti Jundiaí

Data: 20/03/2002, quarta-feira, 21h00.
Competição: Torneio Rio SP
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.859 pagantes
Renda: R$ 20.725,00
Árbitro: Edílson Pereira de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: André Luís e Preto (S); Jean Carlos e Léo (EJ).
Gols: Jean Carlos (24-1) e Diego (32-1); Marcinho (31-2).

SANTOS
Fábio Costa; Michel (Douglas), Preto, André Luís e Léo; Marcelo Silva, Renato (Wellington), Diego e Esquerdinha; Robert e Oséas (William).
Técnico: Celso Roth

ETTI JUNDIAÍ
Artur; Maurinho, Thiago, Márcio Santos e Fábio Vidal; Fábio Gomes, Léo, Cléber (Tomaz) e Marcinho; Nenê (Dedimar) e Jean Carlos (Wallace).
Técnico: Giba.



Pálido, Santos perde em casa e já está ameaçado de rebaixamento

Em mais uma exibição pálida no Torneio Rio-São Paulo, o Santos perdeu para o Etti Jundiaí por 2 a 1, na Vila Belmiro, e começou a ficar ameaçado de rebaixamento. O clube está com 15 pontos, apenas um a mais que Lusa e Ponte Preta, os dois piores paulistas. O pior será excluído da competição no próximo ano.

O primeiro tempo foi truncado e sem grandes emoções. Os times preferiram recorrer a faltas (foram 23 ao todo, 14 apenas do Santos) para barrar o avanço do adversário.

O time de Jundiaí, com mais vontade e melhor posicionamento, foi aos poucos assumindo o controle do jogo favorecido pelo nervosismo santista, que deixou a defesa em busca do primeiro gol.

Num contra-ataque, aos 24min, Maurinho fez todo o serviço e apenas tocou para Jean Carlos bater na saída de Fábio Costa e abrir o placar.

Muito antes disso, com pouco mais de dez minutos jogados, a torcida do Santos já havia perdido a paciência com Oséas e pedido William. Com a desvantagem no placar, os protestos aumentaram.

De fato, Oséas pouco acrescentou ao ataque da equipe do litoral. Não fosse a presença de Diego, o time pouco teria feito. Foi o garoto (além de Robert) que protagonizou as melhores jogadas dos 45 minutos iniciais.

E, numa cobrança de falta, aos 32min, Diego bateu com força e o goleiro Arthur nem viu por onde a bola passou.

O Jundiaí se manteve firme no propósito de manter os jogadores do Santos longe da área. Graças a isso, o que se viu foi um festival de chutes inócuos e de longa distância, insuficientes para nova mudança no placar.

O técnico Celso Roth, atendendo aos insistentes pedidos da torcida, tirou Oséas para colocar Willian no segundo tempo. A chuva forte, entretanto, prejudicou a intenção do treinador, já que o toque de bola não era a melhor alternativa.

A falta de criatividade do Santos era evidente, se bem que o rival (se aproveitando do gramado encharcado) despachou boa parte das bolas próximas à área com chutões. A partida já estava dando sono. Enquanto isso, entraram Wellington e Douglas, mas para nada.

Na única vez em que se arriscou no ataque, o Jundiaí desempatou: aos 31min, a bola sobrou para Marcinho tocar no canto direito de Fábio Costa e fazer 2 a 1.

Sem condição de organizar uma única jogada, o Santos partiu para o ataque na base do desespero, assim como havia acontecido na etapa inicial. A torcida, sempre descontente, gritava “olé” a cada toque do clube do interior.

Era o cenário ideal e costumeiro para mais um fracasso do eternamente ameaçado Celso Roth e seu nada empolgante Santos. O time chegou ao sexto jogo sem vencer e ficou mais distante da próxima fase do Rio SP. A PM teve de conter a torcida, que tentou agredir o presidente Marcelo Teixeira.