Santos 2 x 0 Novorizontino

Data: 01/05/1994, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2º turno – 26ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.775 pagantes
Renda: CR$ 24.792.500,00
Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho
Cartões vermelhos: Válter e Luís Carlos Goiano (N).
Gols: Macedo (22-1) e Paulinho Kobayashi (17-2).

SANTOS
Edinho; Índio, Júnior, Maurício Copertino e Silva; Dinho, Gallo, Ranielli (Luciano Nunes) e Paulinho Kobayashi (Zé Renato); Macedo e Guga.
Técnico: Serginho Chulapa

NOVORIZONTINO
Maurício; Jorge Luís (Paulinho), Válter e Luís Carlos; Guilherme, Luís Carlos Goiano, Genílson e Geraldo (Carlos Zara); Alessandro, Romildo e Géia.
Técnico: José Teixeira



Santos vence Novorizontino na Vila Belmiro

O Santos venceu por 2 a 0 o Novorizontino ontem na Vila Belmiro, em Santos. Os gols foram marcados pelos atacantes Macedo e Paulinho Kobayashi.

O técnico do Santos, Serginho Chulapa, reclamou muito do time, apesar da vitória. “Erramos demais. Do contrário, teríamos goleado”, afirmou.

O Novorizontino dominou os primeiros 15 minutos. Mas mesmo assim, não conseguiu levar perigo ao gol de Edinho nesse período.

Aos 16min, o Santos começou a se acertar em campo. Seis minutos depois, Macedo abriu o placar.

Com a vantagem, o técnico Serginho pediu para que o meio-campo apertasse a marcação e o time passasse a jogar velocidade.

No 2º tempo, o Novorizontino voltou com uma marcação mais forte. Aos 5min, o zagueiro Maurício Copertino salvou de cabeça uma falta cobrada por Goiano.

Um minuto depois, Guilherme chutou e Edinho tocou na bola, que ainda bateu na trave.

O segundo gol do Santos saiu aos 12min, por meio de Paulinho Kobayashi. O juiz foi cercado pelos jogadores do Novorizontino, que reclamaram impedimento.

No tumulto, Goiano e Valter foram expulsos. O primeiro por reclamação e o segundo por agressão ao árbitro.



Santos estuda ‘variações’ para se reabilitar

Serginho afirma que o Novorizontino `vai pagar o pato’ hoje pela derrota de seu time no meio da semana

O técnico Serginho, do Santos, disse que exige dos jogadores uma vitória contra o Novorizontino, hoje, às 16h, na Vila Belmiro.

Uma vitória hoje reabilita a equipe da derrota sofrida para a Ferroviária, quinta-feira, por 2 a 1, e mantém as esperanças de tirar a terceira colocação do Corinthians.

Todos os titulares estarão à disposição. Gallo e Ranielli voltam à equipe após cumprirem suspensão automática. Com o retorno desses meio- campistas, Serginho espera que o time ganhe mais movimentação no ataque e segurança na defesa.

O treinador não descartou a hipótese de escalar o centroavante Demétrius no lugar de Paulinho Kobayashi. A idéia é encostar no artilheiro Guga.

Edinho, que não viajou para presenciar ontem o segundo casamento do pai, Pelé, em Recife, está confirmado no gol.

Mas Serginho afirmou que só confirma o time titular hoje, momentos antes do jogo. Ontem, ele estudaria com os jogadores “variações táticas que pudessem diminuir o número de passes errados”.

Para ele, esse aspecto vem se constituindo no maior defeito do time. De acordo com Ranielli, o Santos precisa manter a calma.

O jogador acredita que quando o time está de posse da bola não pode se afobar. “O que não é certo é ficar dando chutão só para se livrar da bola”, disse.

Segundo Dinho, o caminho para a vitória é dominar o meio-campo, impedindo que o adversário surpreenda nos contra-ataques.

O técnico Serginho, irritado com a derrota em Araraquara, afirmou que o Novorizontino “é quem vai acabar pagando o pato hoje”.

Ele avalia o jogo como muito difícil, mas a vitória é o único resultado que aceita dos jogadores. “Acho que a torcida vai comparecer em grande número. Só isso já nos obriga a demonstrar muita luta e garra”, declarou.

Ele prevê que o Novorizontino jogue retrancado. “O campo da Vila é pequeno e facilita quem quer só se defender”, avaliou.

Para superar essa possível retranca, Serginho disse que a receita é “ser mais chato que o adversário, correndo o campo todo sem deixar que eles corram”.

O aspecto indisciplinar pode se tornar um grande problema para a equipe do Santos neste final de temporada.

Em 24 partidas, cinco jogadores haviam sido expulsos e, em Araraquara, foram dois. Além de Sérgio Santos, Marcelo Fernandes –pela segunda vez– foi expulso.

Fernandes pouco jogou. Entrou no segundo tempo, substituindo Macedo, para cobrir a saída de Sérgio Santos e chutou um adversário caído.

Time santista quer vingança

Em Novo Horizonte, o Santos foi surpreendido pelo esquema do treinador José Teixeira e sofreu a primeira derrota sob o comando de Serginho.

A partida foi a última das duas equipes no primeiro turno e terminou 1 a 0 para o Novorizontino.

Na ocasião, o Santos vinha de três vitórias consecutivas, contra o América, a Portuguesa e o Bragantino, todas na Vila Belmiro.

O Novorizontino vinha de uma derrota de 1 a 2 para o América, em Rio Preto.

Caso perca hoje, além de dificultar sua possível chegada à terceira colocação, o Santos ainda permitirá que o seu adversário o alcance, já que tem 27 pontos, contra 25 do Novorizontino.

Novorizontino quer empatar

O Novorizontino tenta manter hoje contra o Santos o apelido de “bicho-papão” do interior.

Esta semana, o time empatou com o Palmeiras, em Novo Horizonte, e com a Portuguesa, em São Paulo, em 1 a 1.

Atuando em seu estádio, derrotou o São Paulo (3 a 0), a Portuguesa (3 a 1), o Corinthians (1 a 0) e o próprio Santos (1 a 0).

O técnico José Teixeira, 58, diz que o Santos vai dificultar hoje. “Eles precisam de recuperação e vão lutar muito por isto.”

O treinador afirma que o time precisa obter, no mínimo, um empate para continuar com boas chances de participar da Copa Bandeirantes. Somente os seis primeiros da Série A-1 disputam o torneio. Faltando seis rodadas para o término do Paulistão, o Novorizontino está em 7º lugar, com 25 pontos.

O lateral-esquerdo Guilherme e o volante Genilson voltam ao time. Os dois cumpriram suspensão.

Genilson entra no lugar de Pereira, suspenso pelo terceiro amarelo, e Guilherme substitui o zagueiro Nelsinho, que estava atuando improvisado na lateral.



Fonte: Estadão