Ituano 2 x 0 Santos

Data: 22/02/2020, sábado, 16h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio Novelli Junior, em Itu, SP.
Público 3.959 pagantes
Renda: R$ 166.680,00
Árbitro: Edina Alves Batista
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Gabriel Tagliari, Luizinho e Suéliton (I); Soteldo e Jean Mota (S).
Gols: Yago (11-1) e Corrêa (26-1).

ITUANO
Pegorari; Pacheco, Ricardo Silva, Suéliton e Breno Lopes; Baralhas, Marcos Serrato e Corrêa; Yago (Gabriel Barros), Luizinho (Léo Duarte) e Gabriel Tagliari (Luiz Paulo).
Técnico: Vinicius Bergantin

SANTOS
Everson; Pará (Lucas Venuto), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca (Jean Mota) e Carlos Sánchez; Arthur Gomes (Renyer), Soteldo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jesualdo Ferreira



Santos de Jesualdo não evolui e perde para o Ituano antes de decisões

O Santos perdeu por 2 a 0 para o Ituano neste sábado, em Itu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Os gols foram marcados por Yago e Corrêa, ainda no primeiro tempo.

O Peixe não apresentou evolução depois de atuação ruim diante da Ferroviária e preocupa o torcedor antes das partidas contra o Palmeiras, pelo próprio Paulistão, e a estreia na Libertadores da América frente ao Defensa y Justicia, na Argentina.

Mesmo com desempenho instável, o Alvinegro lidera o Grupo A do Estadual, com 11 pontos. O Ituano ainda é o lanterna do D, com nove.

O jogo

O Santos teve bom início e chegou a animar o torcedor depois de partida muito ruim contra a Ferroviária. A empolgação, porém, durou pouco.

Aos 11 minutos, Yago recebeu pela direita sozinho. Soteldo não voltou para marcar o lateral Pacheco, Diego Pituca estava distante e Felipe Jonatan ficou com dois na marcação. Resultado: o meia-atacante teve tempo de ajeitar, pensar e colocar a bola no ângulo direito de Everson.

O gol desestabilizou o Peixe, que ficou inofensivo. Desorganizada, a equipe não conseguia trocar três passes consecutivos para frente. Para piorar, o Ituano ampliou em golaço de falta do veterano Corrêa aos 26 minutos.

O Santos se lançou ao ataque na etapa final, porém, seguiu sem organização suficiente para aproximações, tabelas, atacantes no mano a mano. O técnico Jesualdo Ferreira optou pelas entradas de Jean Mota e Renyer nos lugares de Diego Pituca e Arthur Gomes no intervalo. E não funcionou.

A correria não foi suficiente e o Peixe terminou o jogo com poucas chances claras. Na melhor delas, Jean Mota acertou a trave perto do fim. Alerta ligado antes das partidas contra Palmeiras e a estreia na Libertadores.

Jesualdo vê 2º tempo em derrota como “futuro do Santos” e minimiza cobranças

O técnico Jesualdo Ferreira admitiu a atuação ruim do Santos, principalmente no primeiro tempo da derrota por 2 a 0 para o Ituano neste sábado, em Itu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

“Foi o jogo típico de uma equipe que não foi feliz. Na primeira parte, tínhamos controlado. A equipe do Ituano é difícil. Até que surgiram Yago e Correa com dois gols fora do contexto, dois grandes gols. A partir do primeiro gol, a equipe perdeu a confiança, não foi a mesma equipe. Na segunda parte, vocês todos perceberam a reação da equipe, a intensidade, a agressividade, o controle de bola, a criação de algumas situações. Se tivesse acontecido um gol, o jogo poderia ter outra cor e poderíamos ter um resultado melhor. Mas prefiro reter as coisas que fizemos bem. A equipe está muito mais forte fisicamente, muito mais capaz, e a equipe é capaz, quando tem confiança, quando perde a timidez, de subir, de pressionar, de jogar bem, de criar dificuldades para o adversário”, analisou.

“Na primeira parte o que marcou a diferença foi o 1º gol. No segundo tempo, demos uma resposta que eu pretendo que seja o futuro do Santos. Que vai ser o futuro do Santos. Quando os jogadores acreditarem que podem jogar bem melhor que na primeira parte”, completou.

Jesualdo ainda projetou o clássico contra o Palmeiras, sábado, no Pacaembu, e minimizou a cobrança do torcedor.

“O jogo com o Palmeiras é diferente. Tem que ser sempre diferente quando queremos evoluir. A resposta é que temos uma semana para evoluir e sermos melhores no próximo jogo. Aqui, fica um pedido: vamos jogar em São Paulo, temos muitos torcedores, e espero que incentivem a equipe por um jogo melhor e um resultado melhor. É diferente o jogo. Acho que é bom o próximo jogo ser o Palmeiras. Acho ótimo”, avaliou.

“Eu vejo essa cobrança em qualquer lugar. Vi no Corinthians, no São Paulo, teve no Palmeiras e agora acabou. É normal e não me preocupa. Essa questão me preocupa mais quando é feita em cima dos jogadores. A mim não. Acho que é normal. Não sei se cobra mais ou não (do que na Europa), mas no Brasil se cobra bastante”, concluiu.

Felipe Jonatan revela temor por goleada e diz que “tudo vai mudar” no Santos

Felipe Jonatan foi sincero na avaliação da derrota do Santos por 2 a 0 para o Ituano neste sábado, em Itu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

O lateral-esquerdo falou sobre o temor de nova goleada – o Ituano fez 5 a 1 no ano passado -, e prometeu “vida nova” no Peixe.

“Equilíbrio (foi o papo no vestiário). Não poderíamos sair daqui como o Santos no ano passado. Professor pediu equilíbrio, disse que poderíamos reverter, mas goleiro deles estava numa tarde inspirada. Temos que evoluir muito”, disse Felipe.

“No clássico tudo vai mudar. Vamos nos empenhar para mudar esse quadro no fim de semana”, emendou – lembrando que o Alvinegro enfrentará o Verdão sábado, no Pacaembu.

Felipe Jonatan também comparou os times de Jesualdo Ferreira em 2020 e Jorge Sampaoli em 2019.

“Tudo se resume ao trabalho. Estamos dando a nossa vida, mas as coisas precisam de tempo. Fizemos boa campanha ano passado no Brasileiro, método do Jesualdo é diferente. Sampaoli mais agressivo na marcação, time mais em cima. Jesualdo pede para esperarmos um pouco mais, mas ele já falou que isso vai mudar durante os treinamentos. Nessa semana mudamos um pouco, fomos mais agressivos no segundo tempo. Ele pediu isso no intervalo. Ele pediu para guardarmos esse segundo tempo para a gente”, concluiu.

Santos tem pior início ofensivo do século; compare ano a ano

O Santos de Jesualdo Ferreira tem o pior início de ano em termos ofensivos no século – mais precisamente, desde 1994, temporada do tetra da seleção brasileira.

O Peixe fez seis gols em sete partidas do Campeonato Paulista, menos de um por jogo em média. Esse desempenho só foi pior há 26 anos, quando o Alvinegro marcou quatro vezes.

Em termos defensivos, o Santos não está mal. São cinco gols sofridos, melhor retrospecto desde 2015. Para efeito de comparação, o Peixe de Sampaoli teve 20 pró e sete contra no mesmo período do ano passado.

O Alvinegro voltará a campo para enfrentar o Palmeiras, sábado, no Pacaembu, pela oitava rodada do Estadual. O presidente José Carlos Peres prometeu nova chance a Jesualdo, mesmo com o futebol ruim apresentado.

Veja abaixo o retrospecto nos sete primeiros jogos de cada ano desde 1994:

2020: 06 feitos e 05 sofridos
2019: 20 feitos e 07 sofridos
2018: 11 feitos e 07 sofridos
2017: 12 feitos e 09 sofridos
2016: 12 feitos e 08 sofridos
2015: 13 feitos e 04 sofridos
2014: 17 feitos e 04 sofridos
2013: 15 feitos e 09 sofridos
2012: 14 feitos e 08 sofridos
2011: 19 feitos e 08 sofridos
2010: 18 feitos e 07 sofridos
2009: 08 feitos e 09 sofridos
2008: 06 feitos e 08 sofridos
2007: 14 feitos e 07 sofridos
2006: 14 feitos e 09 sofridos
2005: 16 feitos e 05 sofridos
2004: 22 feitos e 08 sofridos
2003: 17 feitos e 10 sofridos
2002: 11 feitos e 08 sofridos
2001: 19 feitos e 06 sofridos
2000: 08 feitos e 16 sofridos
1999: 14 feitos e 08 sofridos
1998: 17 feitos e 11 sofridos
1997: 15 feitos e 11 sofridos
1996: 13 feitos e 10 sofridos
1995: 12 feitos e 07 sofridos
1994: 04 feitos e 08 sofridos