Santos 3 x 0 Universidad de Chile

Data: 25/05/2005
Competição: Copa Libertadores – Oitavas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP
Árbitro: Horacio Elizondo (ARG)
Auxiliares: Rodolfo Otero e Darío Garcia (ARG)
Cartões amarelos: Carlos Pinto (U), Flávio (S), Ormazábal (U)
Gols: Flávio (34-1), Robinho (26-2) e Robinho (44-2).

SANTOS
Mauro; Flávio (Basílio), Ávalos, Halisson e Léo; Bóvio, Fabinho, Zé Elias (Leonardo) e Ricardinho; Deivid (Tcheco) e Robinho.
Técnico: Gallo

UNIVERSIDAD DE CHILE
Herrera; Nelson Pinto, Lucas, Adrián Rojas e José Rojas; Ormazábal, Figueroa, Iturra (Droguett) e Riveros (Canio); Rivarola (Suazo) e Galaz.
Técnico: Héctor Pinto



Em noite de gala, Santos faz 3 a 0 na Universidad de Chile pela Libertadores

Com mais uma atuação de gala da dupla Robinho e Ricardinho, o Santos garantiu a vaga para as quartas-de-final da Copa Libertadores. Os dois foram decisivos para a vitória da equipe do litoral por 3 a 0 contra a Universidad de Chile, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro.

Além dos toques magistrais de Ricardinho e dos dribles desconcertantes de Robinho, o primeiro fez a assistência para o primeiro gol, de Flávio, e o segundo balançou as redes da equipe chilena em duas oportunidades.

Com este resultado, o Santos também fez prevalecer seu melhor retrospecto na primeira fase desta edição da Libertadores. Primeiro em seu grupo, a equipe alvinegra se classificou em terceiro para as oitavas-de-final, enquanto a Universidad chegou até aqui após ficar em 14°.

Além de avançar na competição, o Santos continua invicto na Vila Belmiro nesta Libertadores. Antes da vitória contra a Universidad de Chile, os santistas venceram o Danúbio (3 a 2), a LDU (3 a 1), e o Bolívar (6 a 0). Todos os jogos foram pela fase de classificação.

O Santos segue também como melhor ataque da competição. Até aqui foram 22 gols, com uma média de 2,75 por jogo. Levando em conta apenas os jogos feitos em seu estádio, essa média sobe para 3,75 gols por jogo.

De quebra, o Santos se mantém melhor no retrospecto contra o adversário chileno. Em quatro jogos, a equipe santista venceu três (5 a 1 e 1 a 0, em 1965, e 3 a 0, nesta quarta-feira) e perdeu apenas um jogo (2 a 1, na última semana).

Agora, o Santos poderá ter pela frente um adversário brasileiro. Isso porque a equipe santista enfrenta o vencedor do confronto entre Atlético-PR e Cerro Porteño, que acontece nesta quinta-feira. Na primeira partida, vitória dos paranaenses por 2 a 1.

Mas antes disso, o Santos tem um compromisso difícil pelo Campeonato Brasileiro. Líder na competição, o clube do litoral fará o clássico contra o Palmeiras, no Parque Antarctica, neste domingo.

O jogo
Com o apoio da sua torcida, o Santos começou pressionando a Universidad de Chile. E logo aos 3min, o time santista quase abriu o placar. Robinho fez boa jogada pelo meio e deixou Deivid cara a cara com Herrera. Mas o atacante acabou chutando em cima do goleiro chileno.
Até os 15min, o camisa 9 santista voltou a perder outras duas oportunidades. Primeiro o atacante recebeu lançamento de Ricardinho mas chutou no peito do goleiro da Universidad. Na seqüência, Léo cruzou rasteiro da esquerda e Deivid perdeu o gol embaixo da trave.

Aos 32min, Deivid finalmente mandou a bola para as redes, mas o árbitro Horacio Elizondo anulou. Bóvio invadiu a área pela direita e chutou cruzado. O camisa 9 apareceu para empurrar para as redes, mas estava impedido.

Se Deivid não conseguiu marcar, Flávio, que substituiu neste jogo o lesionado Paulo César, se aventurou no ataque e abriu o placar. Aos 34min, Ricardinho dominou na entrada da área e, de calcanhar, mandou a bola por entre dois zagueiros para o pé do lateral-direito, que apenas teve o trabalho de empurrar para as redes. Cinco minutos depois Robinho também tentou, mas acertou a trave.

“A gente não se contenta com esse placar porque é perigoso. Temos que manter uma postura ofensiva para buscar o segundo gol e ficar mais tranqüilo”, avisou o técnico Gallo, no intervalo do jogo.

Mas o que se viu na segunda etapa foi um Santos menos ofensivo, cadenciando mais o jogo. Tanto que, aos 9min, a Universidad conseguiu seu primeiro chute ao gol. Rivarola fez boa jogada pela esquerda e arriscou de fora da área para defesa de Mauro, que substituiu o contundido Henao.

Mas nada que abalasse o Santos. Tanto que, mesmo sem muita pressão, o time santista ampliou o placar. Bóvio cruzou da esquerda e Robinho, que não marcava pela Libertadores desde o dia 6 de abril, escorou para as redes. Na comemoração, o jogador saiu vibrando e apontando para o seu nome e número em sua camisa.

E ainda tinha mais. Aos 44min, Robinho aplicou um chapéu em um zagueiro, fintou o segundo marcador e foi derrubado dentro da área. Pênalti que o camisa 7 bateu e garantiu a vaga à próxima fase da Libertadores.