Santos 1 x 1 Fortaleza

Data: 27/09/2020, domingo, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: portões fechados devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC).
Auxiliares: Alex dos Santos e Thiaggo Americano Labes.
VAR: Rafael Traci
Cartões amarelos: Felipe Jonatan (S); Romarinho (F).
Gols: Madson (41-1) e Gabriel Dias (02-2).

SANTOS
João Paulo; Madson (Pará), Alex, Luan Peres e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Jean Mota (Carlos Sánchez) e Arthur Gomes (Raniel); Marinho, Soteldo (Lucas Braga) e Kaio Jorge (Lucas Lourenço).
Técnico: Cuca

FORTALEZA
Felipe Alves; Gabriel Dias, Jackson, Paulão e Carlinhos; Felipe (Fragapane), Juninho e David (Marlon); Romarinho, Osvaldo (Ronald) e Wellington Paulista (Yuri César).
Técnico: Rogério Ceni



Santos sai na frente, mas cede empate ao Fortaleza na Vila Belmiro

Neste domingo, Santos e Fortaleza se enfrentaram na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em jogo movimentado, com boas chances para ambos os lados, as equipes ficaram no empate em 1 a 1. Madson abriu o placar no primeiro tempo, enquanto Gabriel Dias deixou tudo igual na segunda etapa.

Com o resultado, o Peixe fica com 17 pontos conquistados e segue na oitava colocação da tabela. O Sport tem mesma pontuação, mas fica na frente pelo número de vitórias (5 a 4). Com um ponto a menos, o Leão do Pici aparece logo atrás, na nona posição.

O jogo

Jogando em casa, o Santos levou o primeiro perigo ao gol defendido por Felipe Alves logo aos sete minutos de partida. Após cobrança de escanteio de Soteldo, Paulão cabeceou para trás, e a bola sobrou para Marinho, que emendou de primeira. O goleiro tricolor caiu bem e espalmou.

O Fortaleza respondeu aos 11 minutos, em chute de Osvaldo que passou à esquerda, próximo da meta santista. Pouco depois, novamente foi a vez do Santos de ameaçar. Felipe Jonatan recebeu cruzamento longo de Madson e bateu forte, mas mandou para fora.

Aos 30 minutos, o Leão do Pici assustou ao acertar uma bola na trave. Osvaldo fez o cruzamento para a área, Welligton Paulista não conseguiu encostar, e a bola carimbou o poste, mas o auxiliar assinalou impedimento. Aos 40, Kaio Jorge desviou de cabeça e também mandou na trave.

Marcando em cima e forçando muitos erros de passe dos adversários, o Santos conseguiu tirar o zero do placar aos 41. Em cobrança de falta, Marinho alçou na área leonina, Madson acertou um belo peixinho e balançou as redes para colocar os donos da casa em vantagem antes do intervalo.

Com Yuri César no lugar de Wellington Paulista, a equipe comandada por Rogério Ceni voltou ligada e chegou ao empate logo aos dois minutos do segundo tempo. Em cobrança de escanteio de Juninho, o zagueiro Gabriel Dias subiu sozinho e completou de cabeça para deixar tudo igual na Vila Belmiro.

O Peixe quase retomou a liderança do marcador aos cinco minutos, em bela jogada de Arthur Gomes. O camisa 23 recebeu na área, deu um chapéu em Paulão, outro em Carlinhos, e bateu, exigindo boa defesa de Felipe Alves. Cinco minutos depois, Marinho tentou um voleio na pequena área após cruzamento de Soteldo e mandou perto da trave.

Ao longo da segunda etapa, o cansaço começou a afetar os jogadores de ambos os times. O Alvinegro tentou pressionar em busca do gol da vitória e até criou boas chances, mas o Fortaleza conseguiu segurar o ímpeto santista. Assim, o empate persistiu até o apito final.

Cuca fala em “jogo ideal” do Santos, mas lamenta chances desperdiçadas

Apesar do empate em casa contra o Fortaleza, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca afirmou que o Santos fez o “jogo ideal” na Vila Belmiro. Em entrevista coletiva virtual, o comandante elogiou a atuação do Peixe e afirmou estar contente com a produção do elenco alvinegro na partida.

“Foi o jogo ideal. esse é o jogo. A gente tem jogado assim quase todos os jogos. Mesmo nas derrotas a gente tem sido melhor que o adversário, tido mais posse de bola. Estamos construindo um padrão de jogo bacana, interessante. Tem dias que o jogador não consegue jogar na alta intensidade que eles têm. Tem fatores que atrapalham, cansaço, desgaste, dor, então temos que saber que eles são seres humanos. Estou contente com o que eles produziram hoje”, declarou o treinador.

No entanto, Cuca lamentou as diversas chances perdidas pelo Santos, que poderiam dar a vitória aos donos da casa. Na segunda etapa, o Alvinegro Praiano chegou perto de voltar a ter vantagem no placar, mas os atacantes não conseguiram completar para as redes.

“Nós mexemos, jogamos o time mais para frente. Depois dos 15, 20 minutos, eles tiveram até uma ou outra chance, mas nós perdemos gols incríveis, com Soteldo, Raniel, Marinho, com todos os atacantes, porque criamos muitas chances. Ao meu ver, era para termos vencido, uma partida que tivemos grande parte do controle, sofremos alguns contra-ataques que é natural sofrer, e não fomos felizes na finalização. Esse foi o fator que nos tirou dois pontos”, explicou.

Além disso, o técnico santista também apontou a ausência de Lucas Veríssimo, com edema na panturrilha, como determinante para o gol marcado pelo Fortaleza. Gabriel Dias deixou tudo igual aos três minutos da etapa final, após cobrança de escanteio de Juninho.

“Eles fizeram o gol em uma bola que não tínhamos nosso pilar, nossa estrutura maior, que é o Lucas (Veríssimo). Ele é o homem que pega essa bola. Nosso homem da bola foi tirado pelo jogador deles, e eles fizeram o gol aos três minutos”, disse.

Com o resultado, o Santos fica com 17 pontos conquistados e segue na oitava colocação da tabela do Brasileirão.

Cuca cita chances criadas e vê “jogo bem jogado” contra o Fortaleza

Após o empate entre Santos e Fortaleza no último domingo, o técnico Cuca avaliou a atuação de sua equipe. O treinador citou as chances de gol criadas pelo Peixe, mas reconheceu o bom desempenho defensivo do time de Rogério Ceni.

De acordo com Cuca, o desgaste pela sequência de jogos não atrapalhou o desempenho do Santos, que conseguiu criar chances suficientes para sair de campo com a vitória.

“Não, o desgaste não atrapalhou. Eu trabalhei com dois meias, o Arthur e o Jean Mota, um centroavante, mais dois pontas, então era para criar por dentro. No segundo tempo ainda mais com as entradas do Lucas Lourenço, do Sánchez, tentando fazer o jogo. No primeiro tempo fomos bem pelo lado direito, no segundo foi trabalhado mais pelo esquerdo porque foi onde se encontrou espaço, e uma vez no fundo de campo, você tem que fazer o cruzamento”, disse o treinador.

“Desses cruzamentos nós tivemos muitas oportunidades, com Jean Mota, Marinho, Raniel, uma de cabeça muito clara. Diversas com o próprio Madson chegando na linha de fundo, e a gente errando o último movimento. Então, foi criando muitas alternativas de jogo, foi um jogo bem jogado, em que o adversário se postou muito bem defensivamente e teve ainda alguns contra-ataques perigosos”, completou.

Ainda falando sobre a criação de jogadas, Cuca negou que sinta falta de um meia armador do elenco, relembrando também que o Peixe está impedido de fazer contratações por conta de uma punição da Fifa.

“Eu estou contente com o que tenho. Tenho esses meninos e estou fechado com eles. Não adianta falar que não tem isso, não tem aquilo, até porque não pode contratar, então não vai resolver nossa vida. Meu grupo é esse aí e está bom”, concluiu.

Cuca diz que Santos não tem time titular e reforça rodízio : “Vou usar todo mundo”

O técnico Cuca comentou as alterações nos onze iniciais do Santos que enfrentaram o Fortaleza, no empate por 1 a 1 na noite de domingo, em relação ao time que entrou em campo na Copa Libertadores e venceu o Delfín na quinta-feita.

Foram três mudanças: na lateral-direita, saiu Pará e entrou Madson; na zaga, saiu Lucas Veríssimo e entrou Alex; no meio-campo, saiu Sánchez e entrou Jean Mota.

“Do jeito que a gente está jogando, viajando, se desgastando, a gente não tem uma titularidade. A gente tem diversos jogadores que a gente vai usando”, afirmou o treinador.

“A gente tem essa maratona de jogos e não vai parar por aí. Eu jogo quinta-feira à noite no Paraguai, aí viajo do Paraguai à Goiânia para jogar no domingo. Então, sai de madrugada de Goiânia para ir pegar o Corinthians. Na quarta, volta, troca de roupa e pega o Grêmio. Então, vou usar todo mundo, não tem onze titulares. Eles têm trabalhado bem, não temos perdido jogador por lesão, graças a Deus, senão seria bem pior”, completou.

Sobre Kaio Jorge, que começou jogando pela segunda partida consecutiva, Cuca se mostrou satisfeito com o desempenho do garoto de apenas 18 anos. “Ele está cooperando muito, abrindo espaço, vindo buscar, às vezes tem jogado como segundo atacante com o Raniel, cabeceou uma bola na trave hoje. Daqui a pouco a bola dele entra, e ele pega mais confiança”, disse.

O mesmo vale para outro jovem do elenco, o zagueiro Alex. Cuca já adiantou que ele será titular no jogo do meio de semana contra o Olimpia, pela Libertadores. “Ele vai jogar e vamos ver o companheiro dele. Não tenho Luan Peres, nem Lucas Veríssimo, o Alison está machucado, então vamos ver. Vou fazer o melhor que eu puder. Quinta-feira é decisão”, ressaltou.

Santos tem pior início de Brasileirão como mandante dos últimos 20 anos

Antes grande arma do Santos, a Vila Belmiro não vem fazendo a diferença para o Peixe na temporada de 2020. Com o empate de domingo contra o Fortaleza, o Alvinegro Praiano registrou o pior início de Campeonato Brasileiro como mandante dos últimos 20 anos.

Em sete partidas disputadas na Vila nesta edição da competição nacional, a equipe comandada pelo técnico Cuca conquistou apenas dez pontos. Foram duas vitórias (contra Athletico-PR e Atlético-MG), quatro empates (contra RB Bragantino, Vasco, São Paulo e Fortaleza) e uma derrota (contra o Flamengo).

Em 1999, o Santos somou nove pontos nos sete jogos iniciais como mandante no Brasileirão (duas vitórias, três empates e duas derrotas). Desde então, o Peixe sempre fez mais de dez pontos nas sete primeiras partidas em que teve o mando de campo, não necessariamente na Vila Belmiro.

O duelo com os cearenses também representou o terceiro jogo seguido do Alvinegro sem vitória na Baixada Santista, incluindo o empate com o Olimpia, pela Copa Libertadores. Com Cuca, a equipe paulista venceu apenas duas vezes, empatou cinco e perdeu uma em oito compromissos na Baixada, totalizando um aproveitamento de 45,83%.

Cuca lamenta crise política no Santos e pede mais paz: “Querendo ou não, afeta em campo”

Após o empate em 1 a 1 no domingo contra o Fortaleza, o Santos terá uma segunda-feira decisiva na política do clube.

Como adiantou a Gazeta Esportiva, o Conselho Deliberativo vota hoje o parecer do pedido de afastamento imediato do presidente José Carlos Peres e de sete membros do Comitê de Gestão: Anilton Perão, Bruno Carbone, Estevam Juhas, Fábio Gaia, Matheus Rodrigues, Paulo Schiff e Pedro Dória.

O técnico Cuca, em coletiva pós-jogo, revelou incômodo em relação ao momento. “Eu, particularmente, tive um dia muito ruim, porque amanhã a gente tem um dia conturbado aqui no Santos, pode ocorrer uma série de coisas politicamente, e a gente está à mercê disso. Por mais que o Doria, o Mateus, o Jorge estejam com a gente, estejam trabalhando junto, amanhã tudo pode acontecer e, de repente, cambiar tudo”, comentou.

A Comissão de Inquérito e Sindicância concordou com o Conselho Fiscal sobre irregularidades na gestão de Peres. O Peixe teve as contas de 2019 reprovadas – houve superávit de R$ 23,5 milhões de superávit no ano passado, mas o clube contou com contabilização da venda de Rodrygo ao Real Madrid, da Espanha, por R$ 190 mi.

“Passei falando com advogado, muitas vezes pensando que está um peso muito grande e que as coisas têm que se organizar também para que fora de campo a gente tenha um pouco mais de paz. Querendo ou não, afeta dentro, a gente fica sabendo de tudo que ocorre, e isso também afeta um pouco. Vamos torcer para que as coisas andem de um jeito que seja bom para o Santos e que a gente fique ileso disso, para quinta-feira fazer um jogo decisivo com o Olimpia”, ressaltou Cuca.

Cuca explica escolha de Marinho como capitão: “Prêmio pelo que ele tem representado”

O atacante Marinho carregou a faixa de capitão do Santos pela primeira vez no empate contra o Fortaleza, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva virtual, o técnico Cuca explicou que a escolha veio como “prêmio” pelo momento do camisa 11 e pelo que ele representa para o Peixe.

“É um prêmio pelo que ele vive e pelo que ele tem representado também. É um jogador que tem muitos ‘memes’ com ele, mas é um cara que tem uma liderança perante o grupo, então ele mereceu a faixa. Uma pena ela não ter vindo com a vitória”, declarou o comandante.

Cuca também afirmou ter conversado com o jogador por conta das brincadeiras envolvendo seu nome. Na saída do gramado, Marinho quebrou o silêncio após um tempo sem dar entrevistas e afirmou que quer “ser lembrado apenas pelo trabalho e não por ‘meme’”,

“Eu já falei com ele. O Marinho é um pacote. É aquele Marinho extrovertido, alegre, brincalhão, que o povo brinca, e isso faz ele ter empatia de todo mundo. Isso ele não pode perder. Agora, junto disso tem um jogador que é uma liderança também. Eu já conversei sobre isso com ele. Ele não pode ficar bravo, ele tem que curtir essas coisas. Eu curto um monte de coisa minha. Faz parte do pacote”, disse o treinador.

Marinho diz que quer ser lembrado pelo trabalho no Santos e não por “meme”

Marinho quebrou o silêncio ao dar entrevista logo depois do empate do Santos com o Fortaleza, na Vila Belmiro, neste domingo.

Em grande fase com a camisa do Peixe, o atacante sabe que se tornou também um personagem folclórico no futebol e, por isso, tem preferido evitar os microfones.

“O silêncio é justamente para focar mais pelo meu trabalho, para todo mundo falar do Marinho pelo que ele faz em campo. Respeito a todos vocês da imprensa, mas era o momento, para que meu nome venha a ser lembrado apenas pelo meu trabalho e não por ‘meme’, mas pelo trabalho que venho fazendo”.

Na entrevista ao Premiere, o camisa 11 aproveitou para explicar os minutos em que ficou no gramado do Estádio Nilton Santos, sozinho, depois do empate por 0 a 0 com o Botafogo, na rodada anterior do Campeonato Brasileiro.

“A gente fica mal. Pelo que a gente criou, eu fico mal quando a gente perde, empata. Pra mim foi um empate com gosto de derrota, fiquei num momento meu ali, porque às vezes você chega no vestiário e quer quebrar tudo, eu fiquei irritado comigo mesmo, algumas jogadas que, de repetente, poderia ter caprichado mais”.

Ciente de que havia certa expectativa pela sua convocação à Seleção Brasileira, Marinho evitou falar em frustração por não ter sido lembrado pelo técnico Tite na última lista.

“Uma coisa que não me frustra, Deus sabe de todas as coisas, sigo trabalhando no Santos, tenho que fazer meu melhor aqui e, se tiver que acontecer, vai ser um lucro muito grande”.

Marinho não foi convocado, mas ostentou a faixa de capitão do Santos pela primeira vez neste sábado.

“O orgulho maior é vestir essa camisa. Complicado falar, a emoção é grande, ser capitão do time. Costumo falar que capitão são os 11 jogadores que estão aqui, buscando, trabalhando”.

Apesar da boa fase, o experiente santista não conseguiu levar a equipe alvinegra a uma vitória em cima do Fortaleza.

“A gente acabou saindo ganhando, tomamos gol muito cedo no segundo tempo, criamos oportunidades, mas vamos seguir, já temos que virar a chave, porque já tem Libertadores na quinta-feira”.