Santos 2 x 0 LDU – 5 x 3 nos pênaltis

Data: 11/05/2004
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 18.221 pagantes
Renda: R$ 232.033,00
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Cartões amarelos: Paulo César e Elano (S); Reasco e Aguinaga (L).
Gols: Diego (02-1) e Diego (05-2).

SANTOS
Júlio Sérgio; Paulo César, Pereira, André Luis e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Preto Casagrande) e Diego (Basílio); Robinho e Deivid (Leandro).
Técnico: V. Luxemburgo

LDU
J. Espinoza; Jácome, Espínola, G. Espinoza e Reasco; Urrutía, Obregón, Aguinaga e Ambrossi; Salas e Villagra (Gómez).
Técnico: D. Carreño



Nos pênaltis, Santos avança às quartas-de-final da Libertadores

Na estréia oficial do técnico Vanderlei Luxemburgo, o Santos venceu nesta terça-feira a LDU (Liga Deportiva Universitaria) por 2 a 0 no tempo normal e por 5 a 3 nos pênaltis e conquistou a classificação para as quartas-de-final da Taça Libertadores da América. Na primeira partida do confronto, a última de Leão no comando da equipe, no Equador, o time paulista havia sido derrotado por 4 a 2.

Para conseguir a vitória, Luxemburgo, que já havia comandado a equipe das tribunas no último sábado, recorreu ao meio-campo que foi consagrado com o antigo treinador no Brasileiro-2002, alçando Paulo Almeida de volta à equipe titular e formando o ‘quadrado’ no setor com Renato, Elano e Diego.

Diego foi o grande responsável por levar o time aos pênaltis, com dois gols –um aos 2min do primeiro tempo e outro aos 5min do segundo.

Nas penalidades, os santistas converteram as cinco cobranças, com Robinho, Leandro Machado, Preto Casagrande, Paulo César e Léo. Obregón errou o segundo pênalti do time equatoriano, que marcou com Aguinaga, Salas e Reasco (Urrutia não precisou bater).

Na próxima fase da competição, a equipe do litoral paulista enfrentará o vencedor do confronto entre Barcelona, do Equador, e Once Caldas, da Colômbia. Na primeira partida, os times empataram por 0 a 0.

A vitória confirmou o ótimo retrospecto santista na Vila Belmiro. Desde que voltou à competição continental, em 2003, a equipe paulista atuou dez vezes em seu estádio pela Libertadores –venceu sete e empatou três.

Após um começo ruim no Campeonato Brasileiro e a derrota frente aos equatorianos no confronto de ida, o Santos ganhou novo alento com a chegada do novo treinador.

Antes do novo técnico, a equipe havia vencido apenas um jogo nos últimos cinco confrontos que tinha disputado, tanto pela Libertadores, quanto pelo Campeonato Brasileiro.

Com a necessidade de uma vitória por três gols de diferença, o Santos começou a partida da melhor maneira possível. Logo aos 2min, Diego aproveitou falha da defesa equatoriana matou a bola no peito e chutou rasteiro, com força, para marcar o primeiro gol da equipe da Baixada.

Aos 15min, um fato curioso. O meia Elano atingiu, de maneira involuntária, o auxiliar Benito Lugo, do Paraguai, que deixou a partida contundido. Apesar das reclamações do treinador Daniel Carreño, da LDU, o brasileiro Walter José dos Reis substituiu o paraguaio.

Mesmo após a paralisação, que durou cerca de quatro minutos, a equipe de Vanderlei Luxemburgo continuou em ritmo forte. Aos 20min, Robinho foi lançado por Deivid, em velocidade, e acertou a trave esquerda do goleiro Alberto Espinoza.

No segundo tempo o Santos voltou da mesma maneira. A equipe lançou-se ao ataque e não demorou para atingir o resultado que levava o confronto para decisão nos pênaltis.

Aos 5min, Robinho ajeitou no peito e entregou a bola para Diego, que dominou e concluiu de pé direito para marcar o segundo gol de sua equipe na partida.

Precisando de mais um gol para obter a classificação, Luxemburgo trocou Diego e Deivid por Basílio e Leandro Machado, mas a equipe equatoriana, que perdeu seu técnico, expulso, soube cadenciar o jogo e levar a decisão para as penalidades.