Data: 02/02/2011 – 19h30
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira.
Auxiliares: David Botelho Barbosa e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.
Cartões amarelos: Rodrigo Possebon, Elano (S), Valber, Eduardo Arroz, Renatinho (PP)
Cartão vermelho: Rafael (S)
Gols: Rômulo (23-1), Elano (40-1); Renatinho (12-2) e Maikon Leite (40-2).

PONTE PRETA
Bruno; Eduardo Arroz, Leandro Silva, Ferron e Uendel (Renan); Mancuso, Gil, Renatinho (Ricardinho), Válber e Gerson; Rômulo.
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Rafael, Bruno Aguiar (Felipe Anderson), Bruno Rodrigo, Durval e Pará, Possebon, Anderson Carvalho (Vladimir), Elano e Robson; Maikon Leite e Keirrison (Tiago Alves).
Técnico: Adilson Batista



Adilson radicaliza, mas artilheiros garantem 2 a 2 do Santos contra a Ponte

Adilson Batista fez mistério, e realmente optou por radicalizar. O treinador modificou o esquema, poupou titulares, e foi salvo pelos artilheiros santistas, Elano e Maikon Leite. Os goleadores garantiram a igualdade por 2 a 2 contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas, em partida válida pela sexta rodada do Campeonato Paulista.

O alvinegro foi inferior em grande parte do jogo e ainda sofreu com um homem a menos desde os 10 minutos do segundo tempo. O goleiro Rafael foi expulso ao cometer o pênalti que originou o segundo gol da Ponte, marcado por Renatinho. Antes, no primeiro tempo. Rômulo, para o time campineiro, e Elano, haviam marcado.

O empate santista só foi assegurado aos 40 minutos com o gol Maikon Leite. Ele e Elano dividem a artilharia da competição, com seis gols cada.

Com o empate, o Santos caiu para a segunda colocação da competição, com 14 pontos. O líder agora é o Palmeiras, com 16. Já a Ponte Preta está na oitava colocação, com oito pontos.

Na sétima rodada, o Santos encara o Santo André, sábado, às 19h30, no Bruno José Daniel, no ABC. Já a Ponte Preta volta a atuar somente na próxima quarta-feira, quando recebe o Linense.

Além dos desfalques comuns de Ganso, Neymar, Arouca e Jonathan, o Santos ainda entrou em campo sem Edu Dracena, Léo e Adriano, poupados.

Com alterações radicais promovidas por Adilson Batista, o Santos bateu cabeça no começo do jogo. O esquema com três zagueiros foi utilizado pela primeira vez na temporada pelo treinador, e a Ponte Preta se aproveitou do desentrosamento santista e dominou boa parte do primeiro tempo.

O jovem volante Anderson Carvalho foi improvisado na lateral-direita, enquanto Pará atuou na esquerda. A lentidão defensiva do Santos atrapalhou o time, e o adversário foi aumentando a pressão com o passar do tempo.

O primeiro gol da Ponte foi marcado aos 23 minutos por Rômulo. O atacante se aproveitou do “carma” santista no início do ano, as bolas aéreas, e cabeceou firme após aparecer livre na área.

O domínio do time mandante continuou mesmo após o gol, e quatro minutos depois, Gil quase ampliou o placar ao chutar a bola no travessão.

O poderio ofensivo do Santos não foi demonstrado por Robson, Maikon Leite e Keirrison. Coube a Elano resolver sozinho o problema empatando o jogo em uma esperta cobrança de falta aos 40 minutos. O duelo foi para o intervalo com o placar em 1 a 1, e uma sensação de injustiça para os torcedores da Ponte.

Sem modificações na segunda etapa, o panorama do jogo também não foi alterado. A Ponte Preta iniciou impondo pressão e voltou à frente no placar na cobrança de pênalti de Renantinho, aos 12 minutos.

Com Rafael expulso pela penalidade cometida, o Santos pouco ameaçou. Só que em uma das poucas jogadas perigosas, Maikon Leite empatou o jogo, e novamente, deixou a torcida da Ponte Preta com a sensação de injustiça.