Cerro Porteño 1 x 2 Santos

Data: 14/04/2011, quinta-feira, 20h30.
Competição: Copa Libertadores – 5ª rodada
Local: Estádio General Pablo Rojas (La Olla Azulgrana), em Assunção, Paraguai.
Público e renda: Não divulgados
Árbitro: Martín Vázquez (URU)
Auxiliares: Carlos Pastorino e William Casavieja (ambos do URU).
Cartões amarelos: Burgos e Cardozo (CP); Adriano e Arouca (S).
Gols: Danilo (11-1); Maikon Leite (03-2) e Benitez (48-2).

CERRO PORTEÑO
Barreto, Piris, Cardozo, Benítez e Formica (Iturbe); Burgos, Villarreal, Rojas (Nuñez) e Torres (Lucero); Fabbro e Nanni.
Técnico: Leonardo Astrada.

SANTOS
Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca (Pará), Danilo e Paulo Henrique Ganso; Diogo (Maikon Leite) e Keirrison (Alex Sandro).
Técnico: Muricy Ramalho.



Santos domina jogo no Paraguai, vence Cerro por 2 a 1 e muda panorama na Libertadores

O Santos entrou em campo na noite desta quinta-feira, no Paraguai, em situação crítica na Libertadores, e saiu dele bem próximo da vaga às oitavas-de-final. Isso porque a equipe controlou o jogo diante do Cerro Porteño, venceu por 2 a 1, e precisa de um novo triunfo diante do já eliminado Deportivo Táchira –VEN na última rodada do grupo cinco para selar a classificação.

O duelo diante do Táchira ocorre na próxima quarta-feira, no Pacaembu. O Santos também pode se classificar com um empate no jogo, desde que haja um vencedor no confronto entre Colo-Colo e Cerro Porteño, em Santiago, no Chile.

Diante do Cerro, Danilo e Maikon Leite garantiram o triunfo do Santos com um gol em cada tempo. A equipe não demonstrou sentir o peso das ausências de Elano, Neymar e Zé Eduardo, e passeou em campo sob o comando de Paulo Henrique Ganso. Pedro Benitez diminuiu para o Cerro no minuto final.

Essa foi a primeira partida de Muricy Ramalho comandando o Santos na Libertadores. O alvinegro fecha a quinta rodada do grupo na terceira colocação, com oito pontos. O Cerro tem a mesma pontuação, porém, com um saldo de gols maior (4 contra 1). O líder é o Colo-Colo, com nove. O Táchira tem apenas dois.

Muricy optou por levar a campo os três jogadores recém liberados pelo departamento médico. Jonathan, Arouca e Diogo iniciaram o jogo como titulares mesmo sem entrosamento com o restante da equipe.

A falta de treinamentos coletivos sob o comando de Muricy foi compensada com uma aplicação tática incrível. Keirrison auxiliava a marcação seguindo os alas, Arouca era utilizado como meia pela direita quando o time estava com a bola, e Ganso ditava o ritimo com a tradicional calma.

O Santos não teve trabalho no primeiro tempo, criou as melhores chances, e marcou o primeiro gol em uma bela jogada individual de Danilo, aos 11 minutos. O versátil jogador limpou dos adversários e marcou um golaço em chute de longe.

O alvinegro seguiu ditando o ritmo de jogo, e ainda contou com a entrada do velocista Maikon Leite aos 30 minutos do primeiro tempo – Diogo pediu para sair por conta de dores na região lombar -.

O novo atacante desperdiçou uma chance incrível aos 38 minutos ao driblar o goleiro Diego Barreto e finalizar nas pernas do zagueiro Piris. O gol perdido fez o Santos levar o drama de apenas um gol de vantagem para o segundo tempo.

Insatisfeito, o treinador do Cerro Porteño, Leonardo Astrada, realizou duas modificações após o intervalo. No entanto, o Santos não deixou nem testar o efeito das alterações, e aumentou a vantagem logo aos dois minutos com Maikon Leite.

O Santos ganhou uma grande tranquilidade para seguir no comando da partida, e controlou a posse de bola esperando o tempo passar. A equipe foi pouco pressionada pelo adversário, e só sofreu o gol de Pedro Benitez no minuto final do jogo.

No dia 14 de abril, o Santos completou 99 anos de fundação, e deu de presente para o torcedor uma importante vitória no Paraguai. O alvinegro evitou a eliminação, e de quebra se aproximou da próxima fase.