Data: 15/02/2011 – às 22h45
Competição: Copa Libertadores – Grupo 5 – 1ª rodada
Local: Estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, Venezuela.
Árbitro: Carlos Vera, auxiliado por: Juan Cedeño e Byron Romero (trio do EQU)
Cartões amarelos: Fernández (DT); Danilo e Rodrigo Possebon (S).

DEPORTIVO TÁCHIRA
Sanhouse; Chacón, Moreno, Ronga e Yegüez; Guerrero, Fernández, Casanova (Parra) e Hernández (Del Valle); Pérez e Herrera.
Técnico: Jorge Luis Pinto

SANTOS
Rafael; Pará (Adriano), Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Rodrigo Possebon e Elano; Neymar e Diogo (Zé Eduardo).
Técnico: Adilson Batista



Santos joga mal e empata sem gols em estréia na Libertadores

O Santos encontrou severas dificuldades, finalizou pouco, e Neymar não decidiu. Com isso, a equipe empatou sem gols contra o Deportivo Táchira, na noite desta terça-feira, em San Cristobal, na Venezuela, na partida de estreia da Libertadores.

Neymar, sob o status de melhor jogador na conquista do Sul-Americano sub-20 pela seleção brasileira, fez a primeira partida pelo Santos na temporada, demonstrou cansaço, e grande dificuldade para superar a marcação do rival. O atacante pouco driblou, errou passes fáceis, e finalizou apenas uma vez.

Apesar das dificuldades encontradas, o Santos ainda esteve mais perto do gol do que o adversário. No primeiro tempo, Danilo acertou a trave esquerda do goleiro Sanhouse em uma finalização feita na pequena área.

A ansiedade santista em atuar na Libertadores prejudico o time, visivelmente afobado. A ânsia dos torcedores agora tende a aumentar. Isso porque, o Santos só volta a jogar na competição no dia 2 de março, em duelo contra o Cerro Porteño, na Vila Belmiro. No domingo, o desafio é o clássico contra o Corinthians, às 16h, no Pacaembu, pela nona rodada do Campeonato Paulista.

Contando com mais opções para escalar o time, Adilson Batista surpreendeu na escalação ao optar com um esquema com três volantes, e promover a estreia na temporada de Danilo, outro jovem que estava servindo à seleção sub-20.

Para iniciar o jogo, o escolhido para fazer parceria com Neymar também foi surpreendente. Diogo foi utilizado e com isso, Maikon Leite, artilheiro santista no ano, com seis gols, e Zé Eduardo, com quatro gols na temporada, começaram o jogo no banco de reservas. Assim como Keirrison.

O começo do jogo foi de muito estudo para as duas equipes, e poucas ameaças. Táchira e Santos se respeitavam, e avançavam com poucos jogadores ao ataque.

Com o passar do tempo, o alvinegro foi tomando conta da partida, e os volantes passaram a comparecer mais ao ataque. Pará e Danilo se revezavam entre a lateral-direita e meio-campo, enquanto Arouca parecia atuar como meia em determinadas ocasiões. Já Possebon, discreto, pouco ultrapassou a linha divisória do meio-campo.

O Santos foi mais ameaçador, e só não saiu com a vantagem no primeiro tempo, pois o chute de Danilo na pequena área, aos 31 minutos, foi na trave esquerda de Sanhouse.

O duelo foi para o intervalo sem gols, e nenhum dos treinadores optou por realizar modificações para iniciar a etapa. A primeira substituição foi feita pelo Deportivo Táchira aos dez minutos. A equipe venezuelana conseguiu equilibrar o jogo no início do segundo tempo.

Adilson Batista só optou por realizar a primeira mudança aos 20 minutos. Diogo, apagado no segundo tempo, deixou o campo para a entrada de Zé Eduardo.

Empolgado, os torcedores venezuelanos gritavam “olé” a cada troca de passes do Táchira. O resultado de empate era visivelmente satisfatório para a equipe mandante.

O Deportivo Táchira foi se animando, esboçou uma pressão nos minutos finais, mas sofreu com o mesmo problema do Santos, a falta de finalização. Com isso, o resultado do jogo não poderia ser outro: 0 a 0.