Data: 27/4/2011.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas-de-final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.417 pagantes
Renda: R$ 474.800,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU).
Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Miguel Nievas (URU).
Cartões amarelos: Rojas, Mosquera (A); Danilo, Adriano (S).
Cartão vermelho: Layun (A)
Gol: Ganso (38-1).

SANTOS
Rafael; Jonathan, Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Neymar e Zé Love (Alan Patrick)
Técnico: Muricy Ramalho

AMÉRICA – MEX
Ocha, Valenzuela, Mosquera, Cervantes (Layun) e Rojas; Rosinei, Olivera (Sánchez), Vuoso (Reyna) e Reyes; Martínez e Marques
Técnico: Carlos Reinoso



Com Pelé na Vila, Ganso honra a 10 e deixa Santos em vantagem contra o América

Na primeira vez de Pelé na Vila Belmiro em 2011, o atual camisa 10, Paulo Henrique Ganso, brilhou. O meia foi o autor do gol da vitória do Santos por 1 a 0 contra o América-MEX, na noite desta quarta-feira, e deixou o alvinegro em vantagem no confronto das oitavas de final da Libertadores. Agora, o time comandando por Muricy joga por um empate no México.

Ganso furou a barreira mexicana na Vila aos 38 minutos do primeiro tempo após receber passe de Neymar. O jovem atacante acredita na influência do Rei do futebol na partida.

“Deu sorte (a presença do Pelé) porque saiu gol do camisa 10, agora tomara que saia do 11 também”, disse Neymar no intervalo da partida à TV Globo.

O gol do camisa 11 não saiu no segundo tempo, mas o Santos sabe que a vantagem é boa, e caso marque um gol fora de casa obriga o adversário a marcar, no mínimo, três para avançar.

A segunda partida do confronto acontece na próxima terça-feira, em Queretáro, a 220km da Cidade do México. O vencedor do duelo encara o ganhador de Cruzeiro e Once Caldas-COL nas quartas de final.

Antes do embarque ao México, o alvinegro encara outro duelo decisivo no Campeonato Paulista: o clássico contra o São Paulo, sábado, às 16h no Morumbi.

O Santos entrou em campo com a ‘força máxima’ pela terceira vez seguida. Já, Carlos Reinoso, treinador do América, que também vive momentos decisivos em um campeonato paralelo, poupou três titulares no início do jogo: Montenegro, Reyna e Sanchez, o artilheiro do time. Os dois últimos entraram no segundo tempo.

O Santos não encontrou o adversário na retranca, mas sim uma equipe bem postada em campo. O América jogava com uma linha de quatro jogadores à frente da área extremamente eficiente, e pouco permitia finalizações do alvinegro. Três faltas cobradas por Elano perto da linha de fundo pela direita foram as principais jogadas do início do jogo.

Chutes com direção ao gol foram raros, e o primeiro foi dado pelo próprio América quase aos 30 minutos de jogo. Rafael fez uma boa defesa.

A partir deste momento, o Santos resolveu arriscar finalizações de longa distância. As duas primeiras foram com Danilo, sendo que a segunda passou bem perto do gol. A terceira, de Paulo Henrique Ganso, terminou na rede, aos 38 minutos. A vantagem simples permaneceu até o intervalo.

Como de costume, Muricy Ramalho optou por não modificar o time na volta ao segundo tempo, e deixá-lo do mesmo jeito até os 37 minutos, quando optou por sacar Zé Eduardo para colocar Alan Patrick

O panorama da partida seguiu bem semelhante ao do primeiro tempo. O Santos tinha raras oportunidades de gol, mas sequer levava grandes sustos do adversário.

A nova alteração de Muricy nos minutos finais, tirando Elano para colocar Adriano deixou parte da torcida insatisfeita. O América ainda teve Layun expulso no minuto final do jogo, e ficou claro que os torcedores gostariam de ver o Santos aumentar a vantagem no confronto. Já para o treinador santista, ficou perceptível que o 1 a 0 foi um excelente resultado.