Santos 3 x 0 América de Cali

Data: 19/03/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 3 – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.345 pagantes
Renda: R$ 85.268,00
Árbitro: Daniel Giménez (ARG)
Cartões amarelos: André Luis (S); Navarro, Banguero e Vargas (A).
Gols: Diego (03-1) e Robinho (24-1); Ricardo Oliveira (32-2).

SANTOS
Fábio Costa; Michel, Alex, André Luís e Léo (Rubens Cardoso); Paulo Almeida, Renato, Elano (Nenê) e Diego (Daniel); Robinho e Ricardo Oliveira
Técnico: Emerson Leão

AMÉRICA DE CALI
Zapata; Ivan Lopes, Luis Asprila, Tierradentro e Bustos; Navajo, Banguero, Vargas e Ferreira; Leonardo Moreno e Vasquez
Técnico: Fernando Castro



Santos ganha e avança na Libertadores

Torcida esperava nova goleada no América de Cali, porém ataque faz “só” três diante de colombianos na Vila Belmiro

Esperava-se um bombardeio ontem, mas o Santos não mostrou todas as suas armas em seu território diante do América de Cali. Um 3 a 0, porém, fez o time avançar na luta pela Libertadores.

A ofensiva santista prometia muito barulho para o adversário, que já havia sido triturado em sua própria casa por 5 a 1. Naquela batalha, os próprios seguidores do América se renderam ao arsenal de jogadas de Robinho, Diego, Ricardo Oliveira e companhia.

Na Vila Belmiro, o plano era sufocar o inimigo. A estratégia deu certo. Com três minutos de peleja, o lateral Michel invadiu o setor esquerdo do oponente e municiou Diego na área. O meia-atacante fuzilou de pé direito e furou o bloqueio defensivo colombiano.

Robinho armava várias jogadas e partia para cima dos adversários, tentando inaugurar sua artilharia na temporada. Aos 25min, seu primeiro gol no ano saiu. Uma boa trama entre o atacante e Diego culminou com um chute por cobertura. O goleiro Zapata se esforçou para conter o disparo, mas Robinho foi preciso no tiro.

O ultimato dos EUA ao Iraque nem tinha expirado, e o placar já estava 2 a 0. A ameaça de uma nova goleada assustava os jogadores do América. Um torcedor santista exibiu a mensagem “No War” em sua barriga, mas, como todos na Vila, esperava por um massacre.

Nos contra-ataques, o América de Cali teve chances, mas seus atacantes insistiam em errar o alvo. Quando conseguiam acertar o gol, Fábio Costa se mostrava uma muralha quase impenetrável.

O domínio territorial era claro. O Santos tinha seu rival sob controle, mas não conseguia matar o jogo nem repetir aquela investida memorável no campo de Cali.

No segundo tempo, a trave do goleiro Zapata foi atingida, mas na maioria dos ataques santistas, lançamentos à área, a bateria antiaérea do América se safava.

O técnico Leão, sem piedade dos rivais, colocou mais potência na frente, ao mandar a campo o atacante Nenê no lugar de Elano. Em um de seus primeiros lances, aos 32min, bateu cruzado. A bola achou Ricardo Oliveira, o “matador” da temporada -além de goleador da equipe na Libertadores, ainda é artilheiro do Paulista.

Com os 3 a 0 e o inimigo entregue, Leão guardou munição. Diego, que é quem mais arma, deu lugar a Daniel, um novato ainda no exército santista -em um petardo de fora da área, quase marcou.

Além da conquista dos três pontos, o Santos comemorou o aparente armistício entre Robinho e Elano, que não chegaram a se enfrentar belicamente, mas desestabilizaram a tropa recentemente.

A passagem para o mata-mata está garantida. Na campanha do bi da Libertadores de 1963, o Santos venceu três jogos e empatou um, como agora -neste ano, o time tem até um saldo de gols maior (9 a 6). Se o bombardeio não foi estrondoso ontem, ao menos deixou o clube com o melhor ataque da Libertadores (11 gols).

A próxima batalha, uma guerra no Paraguai, será contra o 12 de Outubro no dia 25 de março. O comandante Leão terá até o final de abril para calibrar o esquadrão santista, que após 40 anos está disposto a conquistar o mundo.

Robinho quebra o jejum e Santos garante vaga na 2ª fase da Libertadores

O Santos garantiu classificação às oitavas-de-final da Taça Libertadores ao derrotar o América de Cali, da Colômbia, por 3 a 0, hoje, no estádio da Vila Belmiro, em Santos, pelo Grupo 3. O atacante Robinho, que não marcava gol desde a final do Brasileiro de 2002 contra o Corinthians, quebrou o jejum na temporada.

O Santos lidera a chave com 10 pontos. O El Nacional do Equador tem cinco, o América soma quatro e o 12 de Octubre, na lanterna, tem apenas três. El Nacional e América, que podem chegar ao mesmo número de pontos do Santos, têm um confronto direto. Por isso a equipe brasileira já garantiu a sua vaga.

Depois de ter perdido por 5 a 1 para o Santos na primeira partida, em Cali, o América entrou na Vila Belmiro disposto a fazer uma forte marcação e neutralizar Robinho e Diego.

A tática, no entanto, não deu certo. Logo aos três minutos, Michel escapou livre pela direita e cruzou para Diego. O meio-campista acertou um chute de primeira e venceu o goleiro Zapata.

O América reclamou de um pênalti do zagueiro Alex no atacante Vazquez, mas o árbitro argentino Daniel Gimenez considerou o lance normal.

Aos 24min, Robinho recebeu um bom passe de Diego e, com muita categoria, encobriu o goleiro Zapata. Foi o seu primeiro gol na temporada. Antes do final do primeiro tempo, Robinho ainda teve outra chance para marcar, mas foi travado pelo zagueiro Asprilla.

Após a marcação do gol, Robinho foi abraçado por Elano, com quem havia brigado no jogo anterior, contra o El Nacional. Na ocasião, os dois foram sacados no intervalo pelo técnico Emerson Leão. Hoje, provaram que a briga está superada.

Os primeiros minutos do segundo tempo foram marcados por uma forte pressão do time colombiano, que buscava o empate para melhorar a sua situação no grupo.

O Santos procurou administrar o resultado -e a classificação- sem se arriscar muito e evitando se desgastar inutilmente.

Mesmo assim, chegou ao terceiro gol com Ricardo Oliveira, aos 32min, após um chute torto de Nenê.