Americana 0 x 0 Santos

Data: 10/04/2011
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 18ª rodada
Local: Estádio Décio Vitta, em Americana, SP.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Aurélio Sant’anna Martins.
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antônio Silveira.
Cartões amarelos: Léo Silva, Juninho e Fumagalli (A); Rodrigo Possebon, Paulo Henrique Ganso, Neymar, Elano, Vinícius e Zé Eduardo (S).

AMERICANA
Jailson, Carlinhos (Luiz Felipe Nascimento), Jorge Luiz, Vinícius e Magal. Gercimar (Jhon), Leo Silva, Juninho (Rafael Chorão) e Fumagalli. Marcinho e Lúcio Flávio.
Técnico: Toninho Cecílio

SANTOS
Aranha; Pará, Bruno Aguiar, Vinícius e Alex Sandro; Rodrigo Possebon (Paulo Henrique Ganso), Danilo e Elano; Maikon Leite (Alan Patrick), Zé Eduardo e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho



Santos escapa de vexame na estreia de Muricy e só empata com o Americana

Muricy Ramalho teve Neymar, Elano, Zé Love contra o Americana, além de Paulo Henrique Ganso no segundo tempo. Mesmo com suas principais estrelas, o treinador teve estreia apagada. O time da Vila Belmiro levou susto e empatou sem gols contra o time interiorano. O “susto” ocorreu aos 40 min do segundo tempo, quando o Americana marcou um gol, com Fumagalli. A arbitragem invalidou o gol, assinalando impedimento.

O técnico Toninho Cecílio, do Americana, se revoltou, correndo em direção à arbitragem ao fim da partida para entender por que não foi validado o gol. A equipe do Interior alega que o “passe” foi dado por um santista.

“Tem que ter mais responsabilidade. Não pode errar. Somos cobrados quando erramos. O erro foi do auxiliar. Não questiono caráter, mas hoje ele errou gravemente e mexeu com o futuro de muita gente”, esbravejou Cecílio.

Em seu primeiro jogo, Muricy avalia que teve pouca influência no jogo, destacando o pouco tempo de trabalho. “Quando se joga seguidamente é difícil. Tem que ter calma. Nessas horas o trabalho é mais de recuperação. Estou chegando agora. Não adianta treinar como eu gostaria com pouco tempo. Levei em consideração as pessoas que ficaram trabalhando aqui, conversei com eles”.

O resultado sem gols deixou o Santos empatado com o Corinthians em número de pontos, 35 cada, mas o time do Parque São Jorge fica à frente no critério de saldo de gols. O Santos é o quarto colocado.

A Libertadores moldou Muricy neste domingo. Ele optou por escalar Neymar, Elano e Zé Eduardo entre os titulares contra o Americana. Explica-se: expulso contra o Colo-Colo, o trio não participa da partida decisiva frente ao Cerro Porteño, no Paraguai, na quinta-feira, pela fase de grupos.

Já Paulo Henrique Ganso, confirmado contra o Cerro, começou o jogo deste domingo na reserva.

Edu Dracena e Rafael sequer viajaram para Americana. Léo e Durval ficaram no banco.

Neymar pouco fez no primeiro tempo em Americana. Os dois times, aliás, apresentaram fraco rendimento nos 45 min, com poucos lances de emoção.

Sem chances de ficar entre os dois primeiros colocados do Paulistão, o Santos encarou o duelo como um “teste de luxo” para a partida no Paraguai, pela Libertadores. Muricy aproveitou para observar melhor alguns jogadores.

São os casos do goleiro Aranha, do zagueiro Bruno Aguiar e do lateral-esquerdo Alex Sandro, titulares em Americana.

Em posição intermediária na tabela, o Americana criou boas chances no começo da segunda etapa, mas desperdiçou as finalizações.

Neymar atraía a marcação de pelo menos dois rivais a cada toque na bola no segundo tempo. Também pudera. O camisa 11 deu passe de letra, tentou dribles ao seu estilo e chamou o jogo, arriscando finalizações de fora da área.

O Santos pressionou o Americana no segundo tempo.

Durante a segunda etapa, Muricy decidiu reforçar o mistão santista, promovendo a entrada de Paulo Henrique Ganso, com a camisa 16, substituindo Possebon.

No contra-ataque, o Americana chegou a marcar, a cinco minutos do fim, mas a arbitragem anulou.