Data: 30/04/2011 – 16h00
Competição: Campenato Paulista – Semifinal – Jogo único
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 44.675 pagantes.
Renda: R$ 1.232.468,00
Árbitro: Raphael Klaus.
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Mauro André de Freitas.
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda e Juan (SP) e Paulo Henrique Ganso (S).
Gols: Elano (15-1) e Paulo Henrique Ganso (27-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão), Carlinhos Paraíba, Ilsinho (Willian José) e Juan; Marlos (Rivaldo) e Dagoberto.
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS
Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar).
Técnico: Muricy Ramalho



Neymar e Ganso brilham, Santos mantém sina de carrasco do São Paulo e vai à final

E mais uma vez o Morumbi lotado de são-paulinos sucumbiu diante dos Meninos da Vila. Em show de Neymar, Ganso e Elano na tarde deste sábado, o Santos ganhou por 2 a 0, manteve a sina de carrasco do rival tricolor em jogos de mata-mata neste século e está na final do Campeonato Paulista em busca do bi.

O técnico Muricy Ramalho teve papel fundamental na vitória. No intervalo realizou uma substituição surpreendente ao sacar Zé Eduardo para a entrada do zagueiro Bruno Aguiar. “A bola não para na frente, então vamos adiantar o Ganso e o Elano”, explicou. E foi da cabeça de Elano e dos pés de Ganso que saíram os gols.

Assim, o time da Baixada elimina pela quarta vez consecutiva os são-paulinos em duelos de mata-mata. Tudo começou no Brasileiro de 2002, com a geração de Diego e Robinho, passou pela Copa Sul-Americana de 2004, e mais recentemente no Paulista de 2010 e agora em 2011.

Mais do que isso, a equipe alvinegra garante vaga na final, para defender o título conquistado no ano passado, e viaja com moral para o México, onde enfrenta na terça-feira o América, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.

Apesar da maratona de compromissos e da longa viagem neste domingo à América do Norte, Muricy mandou a campo força máxima.

“Consultei todas as pessoas, médicos, fisiologistas, e me deram um Ok. Perguntei para os jogadores também. Infelizmente o calendário é apertado, mas o futebol é dessa maneira”, justificou.

Em cinco minutos de bola rolando, duas falhas na saída de bola, uma para cada lado, e quase o placar foi inaugurado. Neymar foi o primeiro a roubar a bola, de Alex Silva, invadiu a área sozinho e chutou na trave. Na sequência foi Danilo quem perdeu a bola no meio, o time da casa puxou o contra-ataque, mas Marlos foi travado por Durval.

No primeiro tempo, os donos da casa tiveram mais domínio de bola, enquanto os visitantes da Baixada procuravam atacar na velocidade de Neymar.

“Estamos superiores na posse de bola, no toque de bola. As chances deles foram no começo do jogo. O São Paulo está querendo jogar”, opinou Rogério Ceni, na saída para o intervalo.

Dagoberto foi o principal nome do ataque são-paulino, e dos pés do camisa 25 surgiram as melhores chances de gol. O goleiro Rafael realizou duas importantes defesas por volta dos 30min. O avanço surpresa de Jean, pelo lado são-paulino, e de Léo, pelo lado santista, também resultou em lances de perigo.

“Estamos tocando a bola, é um jogo tenso, complicado, e podemos matar a partida em um lance de contra-ataque. Uma bola parada também pode decidir, são detalhes”, apontou Léo.

Houve equilíbrio na etapa inicial, com oito finalizações para cada lado, só que mais posse para os são-paulinos.

Muricy alterou a estratégia na volta para o segundo tempo. Passou a atuar com três zagueiros e fez a diferença.

Aos 16min, Justamente o trio Neymar, Ganso e Elano, que passaram a ter mais liberdade na frente, fizeram a jogada do gol pelo lado esquerdo. Ganso colocou a bola na cabeça de Elano, que só desviou de Rogério Ceni.

Aos 27min, Ganso tocou nas costas da zaga, Neymar invadiu a área e segurou a bola a espera do camisa 10, que recebeu e bateu para estufar as redes.