Santos 0 x 0 São Paulo

Data: 16/09/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.488 pagantes
Renda: R$ 276.596,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Sidmar Meurer (ambos de MG).
Cartões amarelos: Robson Bambu, Derlis González, Diego Pituca, Alison, Bruno Henrique, Gustavo Henrique e Victor Ferraz (S); Bruno Alves, Arboleda, Hudson, Anderson Martins e Joao Rojas (SP).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bruno Henrique); Derlis González (Felippe Cardoso), Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Cuca

SÃO PAULO
Sidão; Arboleda, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Jucilei, Hudson e Nenê; Joao Rojas (Everton Felipe), Diego Souza (Tréllez) e Everton (Liziero).
Técnico: Diego Aguirre



São Paulo segura empate com o Santos na Vila e dorme na liderança

Santos e São Paulo fizeram um clássico tenso e de ataque contra defesa, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro. Empurrado por sua torcida, o Peixe buscou mais o jogo, criou chances de gol, mas não conseguiu furar o sólido sistema defensivo do Tricolor, que segurou o empate por 0 a 0, finalizado com 11 cartões amarelos.

Com o resultado, o São Paulo chegou aos 50 pontos e assumiu provisoriamente a liderança do Campeonato Brasileiro. O time dirigido por Diego Aguirre, contudo, pode ser ultrapassado nesta segunda-feira pelo Internacional, que visita a Chapecoense. O Santos, por sua vez, permanece no oitavo lugar, com 32 pontos, dez abaixo do G6.

O jogo

O primeiro tempo foi de um time só. Aos cinco minutos, Rodrygo fez fila pela esquerda e só foi parado com falta dura de Bruno Alves, que foi advertido com cartão amarelo. Aos 13, os anfitriões reclamaram de pênalti, após disputa pelo alto entre Dodô e Joao Rojas, que viu a bola tocar em sua mão dentro da área. O juiz, contudo, assinalou falta no são-paulino.

Pouco depois, após boa trama pela esquerda, Carlos Sánchez recebeu cruzamento e testou na entrada da pequena área, mas Sidão, bem colocado, agarrou a bola. Aos 30 minutos, Rodrygo arrancou pela esquerda em rápido contra-ataque, invadiu a área, cortou para o meio, mas bateu desequilibrado, facilitando o trabalho de Sidão.

Sem conseguir agredir o time da casa, o São Paulo continuou sofrendo. Aos 35 minutos, Rodrygo foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. A bola passou por Sidão e chegaria aos pés de Gabigol não fosse Reinaldo, que afastou o perigo. Pouco antes do intervalo, Arboleda, que atuou improvisado na lateral direita, levou o amarelo por falta em Sánchez, e Everton, com dores musculares, foi substituído por Liziero.

A etapa complementar começou quente. Antes de o relógio marcar um minuto de jogo, Robson Bambu recebeu cartão amarelo por falta dura em Liziero. Em seguida, Hudson foi advertido por derrubar Dodô. Com uma postura um pouco mais ofensiva, o São Paulo quis mostrar que voltou com outra atitude e fez Vanderlei trabalhar em chute de Rojas de fora da área.

O Santos respondeu aos dez minutos, quando Gabriel recebeu lançamento de Sánchez no bico da grande área e arriscou, mandando pelo lado de fora da rede. Aos 20, aparecendo mais no segundo tempo, o camisa 10 colocou a bola entre as pernas de Reinaldo na linha de fundo, mas cruzou nas mãos de Sidão.

Em busca do gol, Cuca promoveu a estreia do atacante Felippe Cardoso, que entrou na vaga de Derlis González. Aos 27 minutos, Rodrygo teve a bola do jogo em seus pés. Após lançamento de Pituca, o garoto se antecipou a Arboleda e saiu na cara de Sidão. O atacante, porém, quis tirar muito do goleiro e mandou para fora, desperdiçando chance incrível.

Diego Aguirre, então, colocou Tréllez e Everton Felipe nos lugares de Diego Souza e Rojas. Cuca respondeu tirando Sánchez e Rodrygo para as entradas de Bruno Henrique e Arthur Gomes. No fim, o São Paulo ainda teve uma chance em cobrança de falta na meia-lua da área santista, mas Nenê mandou na barreira e não conseguiu mexer no placar.

Bastidores – Santos TV:

Cuca vê Santos em evolução e celebra bom momento defensivo

Depois da partida, o treinador Cuca comemorou a boa fase da equipe praiana e o trabalho de todo o sistema defensivo.

“É muito bom estar oito jogos sem tomar gol em um campeonato tão duro, com Libertadores. O último que tomamos foi no comecinho contra o Cruzeiro. Tivemos uma zaga nova que se firmou. Pessoal está de parabéns, Gustavo Henrique e Bambu. Estamos muito contentes com a zaga e o sistema todo, que começa lá na frente”, declarou o comandante do Alvinegro.

O treinador do Peixe também elogiou a evolução que sua equipe vem mostrando nas últimas partidas e também comentou os lances de jogada ensaiada que o Santos tentou no confronto contra o Tricolor.

“O momento hoje é de autoestima elevada, as coisas fluem melhor, bastante intensidade, jogando pelo lado. A torcida vê que o time é muito forte, competitivo e tem qualidade”, disse ele. “Está melhorando pouco a pouco. Hoje fizemos algumas jogadas diferentes em termos de movimentação, envolvemos o adversário. A cada semana vamos evoluir um pouco mais”.

“Uma jogada ensaiada são cinco ou seis cabeças pensando as mesmas coisas. A bola pegou um pouco mal no Gabriel. Já está desenhando, isso que é bom”, completou Cuca.

Cuca lamenta empate no clássico e evita falar da arbitragem

O Santos empatou com o São Paulo por 0 a 0 neste domingo e, apesar do resultado, o técnico Cuca saiu satisfeito com o que sua equipe mostrou em campo. O treinador elogiou a atuação dos seus jogadores e lamentou o resultado, que, na visão dele, poderia ter sido uma vitória.

“O resultado eu acho que poderia ser uma vitória nossa, principalmente pelo que fizemos no primeiro tempo fantástico, com variação, não teve aquela chance clara, mas a qualquer momento poderia sair. Infelizmente não foi possível. Segundo tempo ninguém aguenta jogar num ritmo tão frenético, mesmo assim tivemos duas grandes oportunidades. Em um clássico com poucas chances, uma tem que entrar. Não era o dia hoje”, declarou o comandante do Alvinegro.

O comandante da equipe praiana se mostrou bastante enérgico com a arbitragem após o apito final em um lance que poderia ser um contra-ataque do Peixe. Contudo, Cuca evitou fazer críticas e elogiou Ricardo Marques Ribeiro.

“O final (da partida) foi o lance da falta que geraria um contra-ataque, nos trouxe lembranças antigas. O arbitro teve uma boa arbitragem jogo duro, decisivo, tentamos de todas as formas colocar a equipe para frente, mas não foi possível. O torcedor sai da Vila satisfeito com o que viu”, afirmou.

“Não vou falar da arbitragem. O cara está lá dentro, pressão enorme, os clubes fazendo relatório e uma pressão tremenda. Não é fácil apitar um jogo desse, teve seus errinhos, mas foi bem”, completou.

Alison elogia atuação do Santos e comemora sequência sem sofrer gols

O Santos conseguiu jogar melhor do que o São Paulo no empate por 0 a 0 neste domingo e, após a partida, o volante Alison elogiou a atuação da equipe da Vila Belmiro e ainda comemorou o oitavo jogo consecutivo sem sofrer gols.

“Jogo difícil. Clássico tem dificuldade. Acredito que fizemos um excelente primeiro tempo, um bom segundo, tivemos chances, mas não conseguimos. Faz parte”, declarou o jogador ao Premiere na saída de campo.

“Muito bom, importante. Sabemos da importância de estar bem defensivamente, não sofrer gols. Espero que a gente possa continuar”, completou o atleta sobre a boa fase defensiva do Peixe.

Depois de falta cobrada por Nenê, o juiz encerrou a partida em contra-ataque do Santos. Diversos atletas da equipe da casa reclamaram e Cuca ficou muito bravo com o lance. Alison explicou o que aconteceu no lance.

“A gente teria um contra-ataque. Não era uma chance de gol clara, mas nós teríamos a possibilidade de criar uma boa chance e ele decidiu terminar o jogo. Não sei se ele acertou ou não”, disse ele antes de declarar que não ouviu o que o técnico do Alvinegro falou para a equipe de arbitragem. “Acabei não escutando, preferi sair da confusão”.

Cuca isenta Rodrygo por gol perdido e explica Bruno Henrique no banco

Em uma das melhores oportunidades do clássico contra o São Paulo, que terminou empatado em 0 a 0, Rodrygo saiu cara a cara com o goleiro Sidão e finalizou para fora. Após a partida, Cuca isentou a jovem promessa pelo lance.

“É diferente com o Rodrygo do que o Gabriel porque ele não é cobrado pela torcida, nem é vaiado. É um menino que todos têm confiança. Ele faz o corte da ponta para o meio e foi meia contra o Paraná. Ele teve a infelicidade na conclusão. Ele não precisa, com 17 anos, se preocupar por não marcar gol. Daqui a pouco a bola sobra e marca”, afirmou.

Apesar de ter preparado a equipe para atuar com Bruno Henrique de titular, Cuca colocou Derlis González nos 11 iniciais. O técnico da equipe da Vila Belmiro explicou porque mudou a estratégia de última hora. Ele ainda comentou a estreia de Felipe Cardoso.

“O Bruno Henrique teve um quadro febril e de dor de garganta. Ele não estava com condição de jogar o jogo inteiro. Treinei com ele para ser titular e o Derlis para entrar no meio do jogo, porque um jogo desse você não ganha no começo, ganha no meio e no fim. Não deu, mudamos a estratégia e ele entrou no fim”, explicou.

“(O Felipe Cardoso) não está habituado (com o time). Chegou a essa semana, mas o jogo pedia o pivô. Demos um passo atrás no Gabriel e não dá para julgar ele por esse jogo. Ele podia ter feito o gol, mas não teríamos julgado. É uma característica diferente que precisávamos” completou Cuca.


Paraná 0 x 2 Santos

Data: 09/09/2018, domingo, 19h00.
Competição: Campenato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema, em Curitiba, PR.
Público: 5.177 presentes (4.504 pagantes).
Renda: R$ 154.300,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Heronildo S. Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Renê, Alex Santana e Carlos (P); Robson Bambu, Yuri e Gabriel (S).
Expulsão: Claudinei Oliveira (P).
Gols: Gabriel (06-2) e Gabriel (32-2).

PARANÁ
Richard; Junior, Rayan, René Santos e Igor; Jhonny Lucas, Alex Santana, Caio Henrique (Maicosuel) e Nadson (Ortigoza); Carlos (Deivid) e Rafael Grampola.
Técnico: Claudinei Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri (Renato), Diego Pituca e Bryan Ruiz (Rodrygo); Derlis González, Bruno Henrique e Gabriel (Copete).
Técnico: Cuca



Artilheiro, Gabigol brilha e Santos vence o lanterna Paraná

O Santos venceu o Paraná por 2 a 0 na noite deste domingo, no Estádio Durival de Britto. Os dois gols foram marcados por Gabigol, artilheiro do Campeonato Brasileiro com 12 bolas na rede.

O primeiro tempo foi ruim, mas uma substituição do técnico Cuca no intervalo surtiu efeito. Bryan Ruiz, apagado, saiu para Rodrygo entrar. E a joia participou dos dois gols ao roubar bolas na origem das jogadas.

Com a vitória, o Peixe chegou ao sétimo jogo de invencibilidade, o sexto sem sofrer gols e assumiu a 8ª colocação do Brasileirão. O Paraná se afundou na lanterna, com 16 pontos, seis a menos que o 19ª colocado, a Chapecoense.

O alvinegro ganha a primeira semana livre com Cuca antes do clássico contra o São Paulo, domingo, às 16h, na Vila Belmiro, pela 25ª rodada da competição. O Paraná visitará o Grêmio, sábado, também às 16h.

O jogo

Há pouco para falar do primeiro tempo no Estádio Durival de Britto. O Paraná pouco ficou com a bola, mas criou a única chance, em chute de fora da área de Nadson, aos 23 minutos.

O Santos teve a posse, mas o meio-campo com Yuri, Diego Pituca e Bryan Ruiz não funcionou. O Peixe finalizou apenas uma vez – e sem perigo.

O jogo só esquentou nos minutos finais da etapa inicial, quando Claudinei Oliveira aplaudiu entrada forte de Alex Santana em Bryan Ruiz. Victor Ferraz reclamou, houve uma discussão e o técnico foi expulso. Antes de deixar o campo, avisou que procuraria o lateral “lá fora”.

O Santos melhorou na segunda etapa com Rodrygo como meia na vaga de Bryan Ruiz. E aos seis minutos, o Peixe abriu o placar com o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Rodrygo roubou a bola de Jhonny Lucas, Bruno Henrique acionou Derlis González, o paraguaio viu a ultrapassagem de Victor Ferraz e o cruzamento sobrou no pé de Gabigol. O 11º no Brasileirão. Os paranistas reclamaram (com razão) de falta no início da jogada.

O Paraná adiantou as linhas, se lançou ao ataque, assustou, mas foi o Santos quem criou outra chance clara de gol aos 28 minutos. Em contra-ataque puxado por Gabigol e Rodrygo, Bruno Henrique desviou de letra no segundo pau e a bola bateu na trave.

Quatro minutos depois, o Peixe matou o jogo. Rodrygo roubou mais uma bola e Derlis González fez cruzamento perfeito para Gabigol marcar o segundo dele e o 12º no Brasileirão.

Com a vantagem, o Santos só administrou o resultado diante do entregue Paraná. O Peixe mostra franca evolução com Cuca, enquanto o Tricolor está cada vez mais perto de voltar à Série B.

Bastidores – Santos TV:

Cuca explica time misto e destaca entrada de Rodrygo em vitória do Santos

Cuca explicou a opção de preservar Alison, Rodrygo e Eduardo Sasha na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Paraná neste domingo, no Estádio Durival de Britto, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico afirma não poupa atletas, mas diminui o risco de lesões. A entrada de Rodrygo foi fundamental no segundo tempo, após o 0 a 0 na ida para o intervalo.

“Primeiro tempo tivemos a posse de bola, 70%, mas não fizemos dano ao adversário. Não tivemos chance clara, só uma arrancada do Bruno Henrique com três contra dois. No segundo tempo abrimos mão do meia técnico (Bryan Ruiz) e cadenciado, para um ponta de lança. Rodrygo entrou muito bem, participou dos gols e teve a velocidade para puxar a bola do Bruno Henrique na trave. A entrada dele abriu o leque de opções. Não tivemos a posse do primeiro, mas fomos mais eficazes e merecemos vencer”, disse Cuca

“Eu fecho 37 dias de casa, 12 partidas. Não tem como. Graças a Deus as coisas estão indo bem e sem lesionados. Falam em poupar, mas são 12 jogos em 37 dias. Não é poupar. Palavra não é poupar, é preservar jogador que não está 100%. Rodrygo jogou quinta, saiu com cãibra, dia a menos de descanso, viagem, tudo isso influencia. Se eu ponho desde o começo, talvez não teria ele para ganhar o jogo no segundo tempo. É força de grupo, com quatro ou cinco jogadores renovados e que deram equilíbrio”, completou.

O treinador ainda destacou a invencibilidade do Santos – oito jogos sem perder e sete sem sofrer um gol sequer.

“Eu não joguei clássico. Estamos há oito jogos sem perder, sete sem tomar gols, é construção de uma estrutura desses meninos. Um dia vai cair e começaremos outra. Quanto mais demorar, melhor. Quanto tempo de invencibilidade? Vamos construindo e quem sabe mais um dia assim no domingo. É clássico, difícil, jogo igual. São Paulo tem equipe ajustada, pronta, temos que respeitar”, concluiu.

Gabigol freia empolgação no Santos: “Vamos ter um pouco de calma”

Autor dos dois gols do Santos na vitória contra o Paraná neste domingo, no Estádio Durival de Britto, Gabigol freou a empolgação ao ser questionado sobre a chance de entrar no G-6, zona de classificação para a Libertadores da América em 2019.

“Resultado muito importante. Sabíamos que seria complicado. Vamos ter um pouco de calma, temos semana cheia, jogo a menos. Vamos trabalhar com calma e pensar jogo a jogo”, disse o camisa 10, ao Premiere.

Há oito jogos sem perder e sete sem sofrer gols, o Peixe foi à oitava colocação, com 31 pontos e uma partida a menos – a ser disputada contra o Vasco, no Pacaembu. O Atlético-MG, sexto, tem 38 pontos.


Santos 0 x 0 Grêmio

Data: 06/09/2018, quinta-feira, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 23ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 16.083 pessoas (13.228 pagantes e 2.855 não pagantes)
Renda: R$ 335.134,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Alison e Daniel Guedes (S); Marcelo Grohe (G).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Jean Mota (Daniel Guedes); Eduardo Sasha (Derlis González), Rodrygo e Gabriel.
Técnico: Cuca

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Léo Gomes, Bressan, Geromel e Marcelo Oliveira; Matheus, Cícero e Thaciano; Ramiro, Alisson e André (Pepê).
Técnico: Renato Portaluppi



Santos e Grêmio empatam em jogo ruim no Pacaembu

Santos e Grêmio empataram por 0 a 0 em jogo ruim na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o ponto conquistado, o Peixe continuou na 10ª colocação, agora com 28 pontos. O Tricolor perdeu uma posição e foi para quinto, com 41.

O alvinegro reclamou com razão de um pênalti de Pedro Geromel não marcado em cima de Rodrygo, aos 32 minutos do segundo tempo. O técnico Cuca e os jogadores reclamaram acintosamente após o toque do zagueiro com o joelho no atacante.

O jogo

O primeiro tempo no Pacaembu foi morno. O Santos não conseguiu fazer valer o fator campo e viu o Grêmio, com apenas quatro titulares, ser mais perigoso, principalmente pelo lado esquerdo do ataque, com Alisson.

O Peixe não teve criação no meio-campo sem Carlos Sánchez, convocado pela seleção uruguaia para amistoso contra o México – Jean Mota, o substituto, foi o pior da etapa inicial e acabou substituído no intervalo.

A melhor chance (e praticamente a única nos 45 minutos) foi do Tricolor, em cabeceio de Bressan após cobrança de escanteio aos 44′. O goleiro Vanderlei salvou com a ponta dos dedos.

A tônica para o segundo tempo foi a mesma. O Santos seguiu sem criatividade, mesmo com Daniel Guedes na vaga de Jean Mota e Victor Ferraz no meio. O Grêmio, satisfeito com o empate, se defendeu bem à espera de erros para contra-atacar.

O jogo só foi esquentar aos 32 minutos, quando Geromel tentou a bola, mas acertou Rodrygo com o joelho na área. A arbitragem não assinalou o pênalti claro e revoltou os santistas. Cuca se desesperou na área técnica e gritou: “Sempre a mesma coisa”.

Os minutos finais foram de muita correria, mas sem uma chance clara sequer. Aos 47, o Santos bateu falta rápida e Derlis González chutou de fora da área para Marcelo Grohe espalmar para escanteio. Na cobrança, nada ocorreu. O Grêmio desperdiçou contra-ataque em que Vanderlei precisou sair da área para marcar.

Um 0 a 0 insosso no Pacaembu.

Bastidores – Santos TV:

Cuca lamenta empate com o Grêmio, mas ressalta “caminho certo” no Santos

Cuca lamentou o empate em 0 a 0 com o Grêmio na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, mas viu o Santos no caminho certo para a sequência do Campeonato Brasileiro.

O técnico do Peixe ressaltou a inteligência do colega Renato Gaúcho ao mudar a postura do Tricolor após a escalação de um time misto.

“Primeiro lamentar porque poderíamos ter vencido mesmo sendo muito difícil. Grêmio mudou postura, Renato foi inteligente, fechou bem e jogou no meu erro. Não joga assim. Não saiu para nos dar velocidade. Ele não propôs como geralmente e fomos nos expondo”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“No geral foi justo, mas fica o gostinho de poder vencer. E a certeza de estarmos no caminho certo, seis jogos sem tomar gol, solidificando. Esquema às vezes não vai encaixar e temos necessidade maior de criação, às vezes referência. Todos sabem”, completou.

Com o ponto conquistado, o Peixe continuou na 10ª colocação, agora com 28 pontos. O alvinegro voltará a campo para enfrentar o lanterna Paraná no próximo domingo, às 19h, no Durival de Britto, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Gabigol reclama de pênalti não marcado: “Fomos prejudicados”

Gabigol reclamou acintosamente de um pênalti de Geromel em Rodrygo não marcado no empate em 0 a 0 entre Santos e Grêmio na noite desta quinta-feira, no Pacaembu.

Ao tentar girar, Rodrygo é tocado pelo joelho do zagueiro gremista. O técnico Cuca esbravejou e disse que “é sempre assim” com o Peixe.

“Foi pênalti, foi claro o lance. Lance é muito rápido, viram na TV e falaram. Fomos prejudicados. Poderíamos ter a chance de fazer 1 a 0 e ganhar o jogo”, disse Gabigol, ao Premiere.

Após discussão, Gabigol diz que Renato Gaúcho o “convidou” para o Grêmio

Gabigol, do Santos, e Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, se desentenderam durante o empate de 0 a 0 na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, mas tudo ficou bem após o apito final.

Gabriel reclamou depois do treinador atrapalhá-lo em um domínio perto do banco de reservas do Tricolor. Renato ficou bravo e falou para ele “diminuir a marra”. Na sequência, porém, o “convidou” para atuar em Porto Alegre.

“Teve um lance que ele (Renato Gaúcho) me atrapalhou, bola dentro e ele fora do campo. Conversamos, deu parabéns e falou para eu ir para o time dele (risos)”, disse Gabigol, ao Premiere.

Sánchez, do Santos, tem lesão muscular em preparação para amistoso do Uruguai (Em 07/09/2018)

Carlos Sánchez, do Santos, teve uma lesão muscular no posterior da coxa esquerda durante preparação da seleção uruguaia para amistoso contra o México, nesta sexta-feira, nos Estados Unidos.

O meio-campista reclamou de dor em treinamento na última quarta-feira, passou por ressonância magnética e uma distensão foi diagnosticada. Ele fica fora do amistoso e também da partida do Peixe contra o Paraná, neste domingo, no Estádio Durival de Britto, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. A previsão de retorno é no clássico diante do São Paulo, dia 16, na Vila Belmiro.

Novamente sem Sánchez, o técnico Cuca pode optar por Jean Mota, como fez no empate de 0 a 0 com o Grêmio, na última quinta, ou escalar Daniel Guedes e deslocar Victor Ferraz para o meio – a opção utilizada no segundo tempo.


Vasco 0 x 3 Santos

Data: 01/09/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 33.646 presentes
Renda: R$ 871.670,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil e Henrique Neu Ribeiro (ambos de SC).
Cartões amarelos: Maxi Lopez (V) e Dodô (S).
Gols: Gabriel (04-1); Gabriel (21-2) e Gabriel (36-2).

VASCO
Martín Silva; Lenon, Luiz Gustavo, Bruno Silva e Henrique; Andrey (Andrés Rios), Yago Pikachu, Raul e Wágner; Kelvin (Thiago Galhardo) e Maxi López.
Técnico: Alberto Valentim

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez (Jean Mota); Eduardo Sasha (Derlis González), Rodrygo (Copete) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Com três de Gabriel, Santos bate Vasco e foge do grupo da degola

Com Gabriel inspirado, o Santos alcançou sua terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro na noite deste sábado. No Estádio do Maracanã, o time comandado pelo técnico Cuca contou com gols do atacante para ganhar do Vasco por 3 a 0 e se distanciar da zona de rebaixamento.

Com 27 pontos ganhos, o Santos dorme na nona colocação do torneio nacional. Já o Vasco fica com os mesmos 24 pontos, no 16º posto. A Chapecoense, primeiro integrante da zona de rebaixamento, tem 21 pontos e ainda recebe o Palmeiras neste domingo.

O jogo

O Santos saiu na frente logo aos 4 minutos do primeiro tempo. Em uma boa trama pelo lado esquerdo do campo de ataque, Dodô recebeu de Rodrygo e cruzou rasteiro. Da entrada da área, sem ser incomodado pela marcação, Gabriel completou para o gol com precisão.

Após sofrer o logo no início, o Vasco conseguiu equilibrar as ações e chegou a ditar o ritmo da partida durante algum tempo, mas não conseguiu criar chances de gol. Na tentativa de confundir a marcação santista, o técnico Alberto Valentim trocou Pikachu e Kelvin de lado, sem sucesso.

Após um primeiro tempo de poucas emoções e raras chances de gol no Estádio do Maracanã, sem muito trabalho para o goleiro Vanderlei, a torcida local vaiou o Vasco. Nos instantes finais da etapa inicial, Gabriel e Bruno Silva se estranharam no gramado.

O Santos voltou aceso para o segundo tempo e quase ampliou logo aos 5 minutos da etapa complementar. Em um contra-ataque, Sanchez tocou para Gabriel e recebeu de volta. O uruguaio cabeceou e viu a bola caprichosamente tocar do lado de dentro da trave de Martin Silva.

O time visitante aumentou sua vantagem no marcador aos 21 minutos do primeiro tempo, desta vez em uma descida pelo lado direito. Sanchez recebeu de Victor Ferraz na linha de fundo e cruzou na medida para Gabriel, novamente sozinho, completar com categoria.

Aos 36 minutos, o paraguaio Derlis Gonzalez desceu pela direita e cruzou rasteiro para Gabriel igualar Pedro, do Fluminense, como artilheiro do Brasileiro com 10 gols . No recomeço do jogo, o atacante aproveitou uma falha de Luiz Gustavo e quase aumentou. Com mais de 33 mil torcedores no Maracanã, o Vasco acabou novamente vaiado.

Bastidores – Santos TV:

Cuca vê “grande partida” do Santos e já visualiza Libertadores

A vitória sobre o Vasco, alcançada na noite deste sábado, deixou o técnico Cuca satisfeito no Estádio do Maracanã. Com o terceiro triunfo consecutivo pelo Campeonato Brasileiro, o comandante santista começa a vislumbrar a possibilidade de brigar por uma vaga na Copa Libertadores.

“O time está de parabéns pelo jogo e pela maneira que venceu, sem correr muitos riscos e aproveitando as oportunidades”, afirmou. “Foi uma grande partida. Especialmente no segundo tempo, um jogo perfeito. Fomos precisos, a dupla de zaga fez um trabalho precioso”, acrescentou.

Com 27 pontos ganhos em 21 partidas, o Santos dorme na nona colocação do Campeonato Brasileiro. Atualmente, com 35 pontos, o Atlético-MG figura no sexto lugar, o último entre os classificados para a seletiva da próxima edição da Copa Libertadores.

“Hoje, você já consegue visualizar a Libertadores. Estamos a três pontos de Cruzeiro e Corinthians. Com um jogo a menos, podemos alcançar. Vamos evoluir ainda, mas temos que estar atentos também à zona de rebaixamento, porque, se você relaxar, daqui a pouco estão querendo pegar seu calcanhar”, ponderou Cuca.

Pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19 horas (de Brasília) desta quinta-feira, o Santos volta a campo para enfrentar o Grêmio, no Estádio do Pacaembu. Diante do adversário gaúcho, um dos envolvidos na briga pelo G4, o time dirigido por Cuca buscará a quarta vitória seguida no torneio nacional.

“A equipe está encorpando, melhorando jogo a jogo. Pegando mais confiança e padrão. As coisas tendem a melhorar até o final do ano. Tomara que a gente consiga nosso objetivo, que é uma vaga na Libertadores para, no ano que, vem fazer um torneio melhor do que nesse ano”, reiterou o treinador.

Após 10 jogos em um mês, Cuca valoriza tempo para trabalhar

O primeiro mês do técnico Cuca no comando do Santos foi intenso. Após uma sequência de 10 partidas em apenas 30 dias, o treinador lamenta as quedas na Copa do Brasil e na Copa Libertadores, mas valoriza a possibilidade de enfim ganhar tempo para trabalhar sua equipe.

“Fecho meu primeiro mês no comando do Santos com 10 jogos. É muita coisa. Ainda não trabalhei. Meu trabalho vai começar depois do jogo contra o Paraná. Terei uma semana para começar a trabalhar melhor a parte tática, as jogadas, a defesa, a criação ofensiva. Sinto que temos coisas a evoluir”, enumerou.

Sob o comando de Cuca, o time antes treinado por Jair Ventura melhorou significativamente, apesar das duas eliminações. Com três vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro, o Santos se distanciou da zona de rebaixamento e passou a sonhar com a Copa Libertadores.

“Nos últimos seis jogos, tomamos um gol e não perdemos. Então, as coisas vêm encaixando bem e estamos pegando corpo. Lamentamos estar fora da Copa do Brasil e da Libertadores, porque, quando você pega corpo, acaba virando candidato ao título”, ponderou Cuca.

“Agora, temos 17 partidas do Brasileiro para trabalhar bem e evoluir. O jogador vai estar mais descansado, não temos um elenco grande. Então, se Deus quiser, poderemos terminar o Brasileiro de uma forma honrosa, de acordo com o que o Santos merece”, projetou.

Artilheiro, Gabriel guarda bola e celebra primeiros gols no Maracanã

Embalado por três gols de Gabriel, o Santos bateu o Vasco na tarde deste sábado e ganhou fôlego na luta para se distanciar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Com a bola do jogo nas mãos, o atacante celebrou seus primeiros tentos no Maracanã.

Logo no começo da partida, Dodô recebeu na esquerda e cruzou para Gabriel finalizar da entrada da área. No segundo tempo, após receber passe de Sanchez da direita, ele aumentou. O terceiro veio com uma assistência de Derlis Gonzalez, em mais uma jogada pela direita.

“Com certeza, é uma noite especial. Na quinta-feira, fiz 22 anos e confesso que meu pedido era a vitória com gols, porque nunca tinha marcado no Maracanã”, contou Gabriel ao Sportv, segurando a bola do jogo. “Com três gols, levo sempre para a casa”, sorriu.

Após balançar as redes do mítico estádio de forma inédita, Gabriel chegou aos 10 gols e igualou Pedro, do Fluminense, na artilharia do Campeonato Brasileiro. Com a atuação de gala, o atacante honrou a tatuagem do Maracanã que traz na perna, em alusão aos Jogos do Rio de Janeiro 2016.

“Já tinha sido campeão olímpico aqui e o Maracanã é algo especial para mim. Tenho tatuado na minha perna. Então, conseguir essa vitória com três gols é muito importante. Só tenho que agradecer a Deus, aos meus companheiros e minha família”, celebrou.

Santos evolui com Cuca e já soma cinco partidas sem sofrer gols

Contratado para suceder Jair Ventura, Cuca tem apenas um mês de trabalho no comando do Santos, mas já conseguiu melhorar o time de maneira significativa. Uma das marcas da equipe atual, que não sofre gols há cinco partidas consecutivas, é a solidez defensiva.

Pelas quartas de final da Copa do Brasil, na vitória do Santos por 2 a 1, o cruzeirense Thiago Neves foi o último a vazar o goleiro Vanderlei. Desde então, o time dirigido por Cuca passou com a zaga intacta por Sport (3 x 0), Independiente (0 x 0), Bahia (2 x 0), Independiente (0 x 0) e Vasco (3 x 0).

Diante do Vasco, protegido por Robson Bambu e Gustavo Henrique, o goleiro Vanderlei praticamente não foi exigido no Estádio do Maracanã. O jovem de apenas 20 anos de idade, inclusive, ganhou elogios do técnico Cuca por sua atuação diante do rival cruzmaltino.

Embalado por uma série de três vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro, o Santos chegou aos 27 pontos ganhos em 21 partidas e assumiu a 10º colocação. Com um jogo a mais, o Atlético-MG tem 35 pontos e fecha o grupo de classificados à seletiva da Copa Libertadores.

Antes de pegar o São Paulo pela 25ª rodada do torneio nacional, Cuca enfim terá uma semana cheia para trabalhar sua equipe. O experiente treinador sabe como aproveitar os dias livres e projeta uma evolução ainda maior, a ponto de participar da briga por uma vaga na Libertadores.

Confira a série de jogos do Santos sem sofrer gols:

Vasco 0 x 3 Santos (Campeonato Brasileiro) – Maracanã
Santos 0 x 0 Independiente Copa Libertadores) – Pacaembu
Santos 2 x 0 Bahia (Campeonato Brasileiro) – Vila Belmiro
Independiente 0 x 0 Santos (Campeonato Brasileiro)* – Libertadores de América
Santos 3 x 0 Sport (Campeonato Brasileiro) – Vila Belmiro

Punido pela Conmebol, o Santos oficialmente perdeu o jogo por 3 a 0.


Santos 0 x 0 Independiente-ARG

Data: 28/08/2018, terça-feira, 19h30.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.566 pessoas (33.642 pagantes e 2.924 não pagantes.)
Renda: R$ 964.598,50.
Árbitro: Julio Bascúnan (CHI).
Auxiliares: Carlos Astroza e Claudio Rios (ambos do CHI).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Alison e Derlis González (S); Brítez e Bustos (I).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo (Robson Bambu) e Diego Pituca; Alison (Jean Mota), Carlos Sánchez e Derlis González; Rodrygo, Gabriel e Bruno Henrique (Bryan Ruiz).
Técnico: Cuca

INDEPENDIENTE
Campaña; Figal, Brítez, Franco e Gastón Silva; Francisco Silva, Bustos (Domingo) e Pablo Hernández; Silvio Romero (Braian Romero), Meza e Gigliotti.
Técnico: Ariel Holan



Santos volta a empatar com o Independiente e aguarda pela Justiça

Em partida de pouca criatividade e muita “pilha”, o Santos empatou em 0 a 0 com o Independiente-ARG na noite desta terça-feira, no Pacaembu. Com o resultado, o Peixe está por ora eliminado por conta da punição da Conmebol. A partida terminou antes do fim, aos 35 minutos do segundo tempo, por conta de arremessos de bomba e tentativas de invasão ao gramado.

A confederação declarou o Peixe como derrotado por 3 a 0 na ida, em Avellaneda, pela suposta escalação irregular de Carlos Sánchez. Em campo, as equipes empataram em 0 a 0 lá.

O alvinegro promete ir até as “últimas consequências” pela reversão do resultado. Se obter sucesso, o 0 a 0 da ida seria mantido e, com o mesmo placar na volta, a Conmebol precisaria encontrar solução, como uma disputa de pênaltis ou nova partida entre os clubes.

Se não obter sucesso, o Santos será eliminado nas oitavas de final da Libertadores. O Independiente espera para enfrentar Racing ou River Plate nas quartas.

O jogo

Motivado pela decisão da Conmebol, o Santos transformou a raça em pilhação e errou muitos passes, exagerou nas faltas e pouco criou.

A maioria das jogadas foram tentadas pelo alto – e em vão. O melhor lance veio numa arrancada de Rodrygo, com passe perfeito para Gabigol. O camisa 10, sozinho, parou no goleiro Campana, aos sete minutos.

O Independiente, copeiro, picou o jogo, valorizou cada saída de bola e deixou o tempo passar.

O Peixe só voltou a finalizar aos 30 minutos, quando Derlis González atravessou o jogo e Bruno Henrique chutou colocado, mas fraco, para o goleiro encaixar.

Aos 38, Sánchez enfiou boa bola para Gabigol na ponta direita. O atacante chutou cruzado e Campana desviou para escanteio.

E aos 43, quase veio o castigo. Sánchez cobrou um de vários escanteios ruins e, após contra-ataque perfeito, o goleiro Vanderlei cometeu pênalti com a defesa exposta e três dos visitantes contra um. O camisa 1 deu esperança à equipe e defendeu a cobrança de Meza.

A nova tentativa do técnico Cuca num 4-4-2 com quatro atacantes não funcionou, mesmo com o diferencial de Rodrygo pela esquerda e Bruno Henrique por dentro. Faltou criatividade na etapa inicial.

O Santos voltou para o segundo tempo com esquema tático diferente (e corrigido). Bryan Ruiz entrou na vaga de Bruno Henrique.

Sem quatro atacantes, o Peixe passou a criar mais. Aos seis minutos, Victor Ferraz cruzou e Gabigol, na pequena área, desviou para fora. E aos 10, Sánchez cruzou, Bryan Ruiz e Gustavo Henrique desviaram e a bola foi para fora.

A resposta do Independiente veio quando o placar marcava 17 minutos. Francisco Silva chutou de fora da área e Vanderlei se esticou inteiro para defender com a ponta dos dedos.

O Independiente passou a dominar o jogo e ficar mais perto do gol. O Santos piorou com o passar do tempo e viu uma bola no travessão de Vanderlei, em chute de Hernández aos 28.

Aos 35, após uma bomba no gramado, o jogo foi paralisado. Outras foram arremessadas e, com tentativas de invasão e policiamento em campo, a arbitragem encerrou a eliminatória.

Bastidores – Santos TV:

Cuca não poupa Santos por erro com Sánchez: “Tem que melhorar muito”

O técnico Cuca não teve papas na língua ao falar sobre o episódio envolvendo o uruguaio Carlos Sánchez, que, segundo a Conmebol, foi escalado de maneira irregular no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente, em Avellaneda. Após a partida, que foi cancelada por falta de segurança nesta terça-feira, no Pacaembu, o treinador santista foi bastante crítico à diretoria do clube.

“Podem amanhã até me mandarem embora, mas tenho que falar: o Santos tem que melhorar muito profissionalmente, internamente, muito, não é pouca coisa. Isso que ocorreu é um erro muito grave, porque é o bê-a-bá, isso resulta em tudo o que aconteceu hoje, sem poder dormir em cima dos erros que foram causados, que não foram por nós, mas de uma forma geral é nosso, porque é o Santos”, afirmou Cuca.

Revoltada por conta da decisão da Conmebol em punir o Santos, a torcida do clube ameaçou invadir o gramado já na reta final da partida. Alguns torcedores chegaram a pular o alambrado do estádio, mas foram contidos pelos policiais. Um deles, inclusive, fez com que Cuca se intrometesse na confusão, pedindo aos militares para que maneirassem na forma com a qual lidava com os santistas mais exaltados.

“Quero poder ajudar o Santos com a experiência que eu tenho vivida em outros clubes, até recentemente, nos clubes de São Paulo, poder mostrar algum caminho para o pessoal, mas o pessoal tem que abrir os braços, melhorar junto”, completou Cuca.

Com a eliminação na Copa Libertadores, o Santos terá apenas o Campeonato Brasileiro para disputar até o final da temporada. Atualmente, o time figura na 12ª colocação na tabela, último posto que garante vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem. Basta saber se a diretoria irá manter Cuca no cargo mesmo após as duras críticas por conta da falta de profissionalismo de quem hoje dirige o Peixe.

Cuca se envolve em confusão com a PM para defender torcedor

O técnico Cuca se envolveu em uma grande confusão na noite desta terça-feira, após o fim adiantado do confronto com o Independiente, no Pacaembu, pela volta das oitavas de final da Copa Libertadores. Isso porque o treinador santista foi tentar defender um dos torcedores detidos pelos policiais, fato que não agradou os militares.

Segundo Cuca, a força que estava sendo utilizada pelos soldados para deter os torcedores que invadiram o gramado era desnecessária. Além da invasão, pedaços de cadeiras, sinalizadores e bombas foram arremessadas no gramado, o suficiente para que a Polícia Militar entrasse em confronto com os santistas.

“Quando estava saindo de campo, um torcedor tentou invadir, os policiais o detiveram, mas do jeito que o menino estava, tentei tirar a gravata que o policial deu nele, porque o olho dele já estava saindo, ele estava desesperado. Faria isso por qualquer pessoa. Queria só tirar a mão do policial, “você está matando o menino, calma, não precisa fazer tanta força assim”. Faria isso por um argentino, brasileiro, qualquer um. Força exagerada demais em cima do menino, não era necessário”, disse Cuca em entrevista coletiva.

Ao lado de seguranças do Santos e alguns jogadores, Cuca rapidamente se viu cercado pela imprensa, policiais e outras pessoas que tinham acesso ao gramado. Apesar da grande confusão, o treinador conseguiu se dirigir ao vestiário posteriormente e, mais calmo, explicou a situação, garantindo que não possui qualquer rusga com a polícia.

“Está errado o rapaz de invadir o campo, mas não precisava disso. Mas não teve o que falaram, não levei porrada, só fui tentar acalmar uma situação, o Vladimir também estava. Enfim, já passou. Não tem nada demais, respeito e muito o trabalho da polícia, sempre vou respeitar”, completou.

Com o fim da partida aos 37 minutos do segundo tempo, o Santos foi eliminado da Libertadores graças à Conmebol, que decidiu penalizar o Peixe com uma derrota simbólica de 3 a 0 após a escalação de Carlos Sánchez, que, na visão da entidade, tinha de ter cumprido suspensão no jogo de ida contra o Independiente.

Victor Ferraz desabafa após eliminação no Santos: “Um dos piores dias da minha vida”

Capitão do Santos, Victor Ferraz desabafou após o empate em 0 a 0 com o Independiente na noite desta terça-feira, no Pacaembu, e a eliminação nas oitavas de final da Libertadores da América.

O lateral-direito lamentou a decisão da Conmebol – ainda mais por ter sido horas antes da partida -, e se colocou no lugar do torcedor santista.

“Sou um cara extremamente centrado, mas até para mim foi muito difícil. Você se sente incapaz. Fugiu do que a gente poderia fazer. Se a gente toma os 3 a 0 na ida, a culpa era nossa. Agradecemos ao torcedor que acreditou, mas não deu. Era o jogo da minha vida. Acordei de manhã, olhava a internet, não tinha saído o resultado, dormia mais um pouquinho. São duas copas perdidas estranhamente”, disse Victor Ferraz.

“Agora, com a cabeça mais fria, ele (árbitro) foi prudente. A situação era perigosa. Eu queria na hora que ele não acabasse o jogo. Sabia que não faríamos três gols, mas queria pelo menos um, para que a nossa luta tivesse recompensa. O futebol é feito para os torcedores. Os caras pegaram dois dias de ônibus para um jogo que não valeu (em Avellaneda) Recebemos várias mensagens de torcedores que fizeram loucuras para nos ver. Isso não valeu de nada. O jogo não valeu, a Conmebol tirou o resultado. Fomos com a motivação, apoio da torcida. Fizemos o que dava. Essa noite foi uma das piores da minha vida”, completou.

Gabigol mininiza chances perdidas: “Decidiram o jogo fora do campo”

Gabigol perdeu as duas principais chances do Santos, uma em cada tempo, no empate em 0 a 0 com o Independiente na noite desta terça-feira, no Pacaembu. O camisa 10, porém, minimizou os lances.

“Não foi isso que decidiu. O jogo foi decidido fora do campo. Fomos muito prejudicados. Ficamos tristes pela confusão, não queremos brigas, mas entendemos a revolta. Fomos injustiçados na Copa do Brasil (contra o Cruzeiro) e hoje resolveram fora de campo”, disse o atacante.

O Santos promete recorrer na Conmebol, mesmo que não tenha vencido. A confederação declarou o Peixe derrotado por 3 a 0 por conta da escalação irregular de Carlos Sánchez na ida das oitavas de final da Libertadores da América, em Avellaneda. Se o departamento jurídico conseguir, o 0 a 0 seria mantido e, com a nova igualdade no Pacaembu, alguma solução teria que ser tomada, como apenas uma disputa de pênaltis.

“Se derem 0 a 0 lá e 0 a 0 aqui, a gente vem e bate os pênaltis, a torcida iria comparecer, mas é difícil”, explicou.

Por fim, Gabriel prometeu entrega máxima do elenco até o fim do ano, mesmo sem a disputa de títulos. O Santos tem apenas o Campeonato Brasileiro e é o 12º colocado, com 24 pontos.

“Estamos jogando no Santos, um clube imenso, com uma grande torcida. Não há motivação maior. Se só tivesse amistosos até o fim do ano, teríamos a mesma vontade”, concluiu.

Rodrygo diz que faria o mesmo da torcida e lamenta última Libertadores

A partida entre Santos e Independiente-ARG terminou em 0 a 0 antes do fim por conta de atos de parte da torcida – tentativas de invasão e bombas arremessadas ao gramado. Em entrevista após o apito final, Rodrygo entendeu o ocorrido e disse que faria o mesmo.

“Eu sou torcedor, sei como é, e faria a mesma coisa dos santistas no estádio. A gente ficou tranquilo (com as bombas e tentativas de invasão”, disse o atacante.

A joia disse que todos sabiam da dificuldade de reverter o 3 a 0 imposto pela Conmebol na ida pela escalação irregular de Carlos Sánchez, mas acreditava numa virada histórica.

“Entramos tentando fazer história, mas sabíamos que seria difícil. Uma vez ou outra isso acontece”, afirmou.

Por fim, Rodrygo lamentou a última Libertadores pelo Santos. Ele se apresentará no Real Madrid em julho de 2019 e só poderá atuar num possível retorno à Vila Belmiro.

“Não sei quando vou jogar Libertadores de novo pelo Santos. Fico muito triste. Posso jogar se talvez eu voltar um dia”, concluiu.