Santos 1 x 1 Botafogo

Data: 21/11/2018, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.620 pagantes
Renda: R$ 64.715,50
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Henrique Neu Ribeiro e Eder Alexandre (SC)
Cartões amarelos: Gabriel e Luiz Felipe (S); Marcinho (B).
Gols: Rodrygo (35-1) e Brenner (14-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Arthur Gomes (Copete), Alison, Diego Pituca e Rodrygo (Anderson Ceará); Gabriel e Felippe Cardoso (Eduardo Sasha).
Técnico: Cuca

BOTAFOGO
Gatito Fernandez; Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Moisés; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Léo Valencia (Renatinho) e Luiz Fernando; Erik (Rodrigo Pimpão) e Brenner (Kieza).
Técnico: Zé Ricardo



Sem chance de Libertadores, Santos e Botafogo empatam na Vila

Santos e Botafogo empataram em 1 a 1 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Rodrygo e Brenner.

Durante a partida, Peixe e Fogo souberam do fim das chances matemáticas de classificação para a Libertadores da América em 2019. O Atlético-MG venceu o Internacional no Beira-Rio e não pode mais ser alcançado no G6.

Paulistas e cariocas agora precisam vencer um dos dois jogos finais do Brasileirão para sacramentar a presença na Sul-Americana da próxima temporada.

O jogo

Os primeiros minutos de Santos e Botafogo foram tão sem emoção quanto as arquibancadas vazias da Vila Belmiro.

O Fogão ficou com a posse de bola na primeira parte e assustou parcialmente o Peixe aos seis minutos, em chute travado de Moisés na área. Aos 15, Gabriel chutou e a bola tocou na zaga antes de ir para escanteio.

O torcedor só levantou aos 34′, quando Felippe Cardoso recebeu de Gabigol, fez fila e acertou o travessão. Segundos depois, saiu o gol santista.

Rodrygo quebrou jejum de três meses ao receber de Victor Ferraz na pequena área, ter o primeiro chute defendido por Gatito e aproveitar com oportunismo o rebote. Antes do intervalo, o Santos, já melhor postado, administrou o resultado parcial com tranquilidade.

O Botafogo voltou melhor para o segundo tempo e quase empatou em seis minutos, em cabeceio de Erik na trave direita de Vanderlei. Aos 9, o Santos respondeu com finalização de fora da área de Alison.

Aos 14, a pressão dos visitantes surtiu efeito e o Peixe novamente sucumbiu pelo alto. Valencia cobrou falta na área, Diego Pituca vacilou na marcação e a bola sobrou para Brenner empatar. E três minutos depois, quase veio a virada. Moisés recebeu cruzamento no segundo pau e cabeceou forte para excelente defesa de Vladimir.

Quando o placar marcava 22, a arbitragem protagonizou uma lambança. Gabigol acertou o rosto de Valencia ao proteger a bola e Heber Roberto Lopes o expulsou. Na sequência, consultou o bandeirinha, anulou a marcação e aplicou cartão amarelo.

Com o empate no placar, Santos e Botafogo não tiveram forças e criaram pouquíssimas chances na Vila. Na melhor do Bota, Pimpão demorou para chutar quase na pequena área e foi travado por Copete aos 41. No minuto 44, Victor Ferraz finalizou para boa defesa de Gatito.

Na base do abafa, o Santos quase empatou no fim. Aos 46, Gabigol foi deslocado na área, mas Heber não deu pênalti. No minuto 47, a bola bateu na mão de Marcelo na área e a penalidade também não foi marcada. E no último lance, ainda deu tempo de Gustavo Henrique cabecear, a bola bater em Gatito e tocar na trave.

No fim das contas, ponto melancólico para ambos os times e ausência na Libertadores da América em 2019.

Susto no Santos e histórico familiar fazem Cuca decidir por cirurgia

O técnico Cuca, do Santos, passará uma cirurgia cardíaca no final deste ano. A notícia surpreendeu a todos na noite desta quarta-feira e deixou funcionários e torcedores preocupados.

Pessoas próximas ao treinador, porém, afirmam que não há motivo para alarde. A decisão de Cuca passa mais por precaução do que por urgência médica.

Cuca sofreu o susto em 23 de setembro, na derrota do Peixe por 2 a 1 para o Cruzeiro, no Mineirão. O profissional sentiu dor e dormência no vestiário depois da partida. No dia seguinte, ele foi convencido pelo ex-médico Jorge Merouço a passar por exames.

No hospital, Cuca soube que quase enfartou. Outros testes foram feitos posteriormente e os resultados apontaram uma obstrução na artéria coronária. Para liberar o fluxo sanguíneo, um stent – uma espécie de tubo feito de metal –, será colocado na intervenção cirúrgica.

A cautela aumenta por conta do histórico familiar. O pai de Cuca morreu devido a problemas cardíacos e Cuquinha, irmão e auxiliar, teve que ser submetido a uma cirurgia no coração durante a passagem pelo Shandong Luneng-CHI, em 2015.

O planejamento de Cuca ainda não está totalmente definido, mas, a princípio, será de descanso por alguns meses após a cirurgia. O técnico não se preservou desde que soube do problema e trabalhou normalmente na rotina do CT Rei Pelé, inclusive com participação nos rachões do elenco profissional.

Cuca tentou guardar a situação em segredo até o fim do Campeonato Brasileiro, porém, o presidente José Carlos Peres atrapalhou ao citar um suposto problema de saúde em entrevista ao Bandsports. Ao ser questionado sobre o assunto, o técnico preferiu não mentir e admitiu para a imprensa

Cuca já pensava em deixar o Santos antes mesmo de saber sobre a necessidade da cirurgia. O treinador teve desavenças com o presidente e dificilmente permaneceria. O contrato vai até dezembro de 2019, mas não prevê multa rescisória.


América-MG 2 x 1 Santos

Data: 18/11/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte, MG.
Público: 4.652 pagantes
Renda: R$ 31.955,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil (SC) e Heronildo Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Norberto, Zé Ricardo, Rafael Moura e Christian (A); Bruno Henrique (S).
Gols: Rafael Moura (30-1) e Gabriel (45-1); Matheusinho (19-2).

AMÉRICA-MG
João Ricardo; Norberto, Messias, Matheus Ferraz e Carlinhos (Giovanni); Juninho, Zé Ricardo e Matheusinho (Christian); Ademir (Aylon), Luan e Rafael Moura.
Técnico: Givanildo Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Alison, Gustavo Henrique e Dodô; Bruno Henrique (Arthur Gomes), Guilherme Nunes (Renato), Diego Pituca e Copete (Eduardo Sasha); Rodrygo e Gabriel.
Técnico: Cuca



Santos perde para o América-MG e fica longe da Libertadores

O Santos perdeu por 2 a 1 para o América-MG neste domingo, no Estádio Independência. O gol do Peixe foi marcado por Gabigol. Os donos da casa balançaram as redes com Rafael Moura e Matheusinho.

Com a quarta derrota consecutiva, o Alvinegro caiu para a 10ª colocação, com 46 pontos, sete atrás do Atlético-MG, primeiro no G6, a três rodadas do fim. Santos e Galo se enfrentarão na 37ª e última rodada do Campeonato Brasileiro.

O América subiu duas colocações e agora é o 17º, ainda na zona de rebaixamento, com 37 pontos. Chapecoense, a 18ª, e Ceará, o 16º, ainda jogarão na rodada.

O jogo

O Santos começou melhor o jogo e teve chances consecutivas com Gabigol e Copete para abrir o placar. Aos oito minutos, porém, o América-MG acertou o travessão do goleiro Vanderlei em chute forte de Ademir. E daí em diante, só deu os donos da casa.

Um minuto depois, Guilherme Nunes sentiu problema no quadril e deu lugar ao veterano Renato. A experiência do camisa 8 não surtiu efeito e o América seguiu em cima. Matheusinho chutou fraco aos 12 e Ademir tentou duas vezes aos 18 e aos 21.

Aos 30, a pressão surtiu efeito. Em falha coletiva do Santos, Dodô perdeu para o Luan caído no chão, Alison saiu errado, Gustavo Henrique furou após passe de Ademir e Diego Pituca foi facilmente driblado por Rafael Moura. O He-Man chutou bonito para vencer Vanderlei.

No minuto 37, Rafael Moura quase ampliou. Carlinhos cruzou, Gustavo Henrique falhou novamente e o centroavante chutou forte para ótima defesa do goleiro Vanderlei. E quando tudo indicava a vitória parcial do América-MG antes do intervalo, veio a surpresa.

Copete derrubou Ademir, mas a arbitragem não marcou falta. O colombiano inverteu o jogo e Bruno Henrique cruzou bonito para Gabigol, artilheiro do Campeonato Brasileiro, finalizar ainda mais bonito aos 45 minutos. Empate injusto antes do apito do juiz.

O gol “achado” no fim do primeiro tempo não serviu para o Santos acordar. A etapa final teve o América-MG novamente com mais iniciativa, mantendo a posse de bola e criando as principais oportunidades.

Sem espaço para entrar na área santista, o América apostou em finalizações de longe – e deu certo. Aos 19, Matheusinho recebeu na intermediária completamente sozinho. O jovem arriscou e contou com desvio em Gustavo Henrique para matar Vanderlei. 2 a 1 no placar.

Com a vantagem, o América-MG se fechou e deixou a bola com o Santos. Apático, o time não parecia desesperado para ainda sonhar com uma vaga na Libertadores da América em 2019. O Peixe não reagiu e não criou uma chance sequer de empatar novamente.

Enquanto isso, o América quase ampliou. Aos 38 minutos, Christian acertou a trave em cobrança de falta. Os donos da casa administraram nos instantes finais e conseguiram a importante vitória.

Cuca diz que Santos tem que dar graças a Deus por não cair

Após a derrota por 2 a 1 para o América-MG neste domingo, no Independência, Cuca valorizou a permanência do Santos na Série A do Campeonato Brasileiro.

O tropeço deixa o Peixe muito longe de uma vaga na Libertadores da América em 2019. Mesmo assim, o técnico acha o não rebaixamento precisa ser comemorado.

“Eu falo a verdade. Com tudo de ruim que está hoje, nós temos de dar graças a Deus que nós demos aquela arrancada fantástica e nos livramos da luta lá embaixo. Hoje, se estivéssemos nessa luta, seria difícil levantar o astral e partir para a recuperação. Agradeço a Deus pela arrancada que demos. Se estivéssemos nesse bolo, o risco seria grande”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

Perguntado sobre as quatro derrotas consecutivas – Palmeiras, Chapecoense, Flamengo e América-MG -, Cuca não soube explicar os motivos.

“São quatro derrotas, começou contra o Palmeiras, perdemos naquele 3 a 2, depois tínhamos a Chapecoense, muitas baixas e perdemos por 1 a 0. Perdemos para o Flamengo também, jogo relativamente bem e hoje, complicado, América-MG jogou muito bem dentro da proposta, correram, lutaram. Jogamos muito mal o segundo tempo, diferentemente dos outros jogos. Foram quatro jogos com rendimento abaixo, infelizmente, e temos que assumir essa responsabilidade da culpa da derrota. Sou o comandante e quem responde é o comandante. Não sei dar um motivo de termos caído, de repente por ter chegado lá atrás, ter dado arrancado e chegado à luta, de repente achou que já tinha feito obrigação e não é assim. Futebol tem que provar todo dia, é roda gigante. Hoje já estamos em baixo. Perder quatro seguidas em time grande não é normal. Se bem que eu entendo que foram muitas baixas, principalmente no setor defensivo, a gente fica mais fragilizado, mesmo que venha a improvisar, perde-se alguma coisa. Hoje mesmo eu tinha menino de 17 anos (Kaique Rocha) para pôr, mas não vi um treino no profissional. Até acho bom não ter jogado. Se joga como os demais, iria queimar o menino. Dos males pelo menos isso, guardar ele para uma condição melhor. Ele tirou a clavícula do lugar, era temeroso colocar. As baixas mexeram muito contra a Chapecoense e hoje, zagueiros machucados e os que foram servir a seleção”, analisou.

Após longo papo com elenco e presidente, Cuca diz: “Não fomos merecedores de estar no Santos”

A comissão técnica do Santos, elenco e o presidente José Carlos Peres se reuniram por mais de uma hora no vestiário do Estádio Independência após a derrota por 2 a 1 para o América-MG, neste domingo.

Cuca diz que a permanência em 2019 não foi discutida e revelou parte da conversa. O técnico afirmou que eles não foram merecedores de estar no Peixe por conta da atuação em Belo Horizonte.

“Eu estou muito sentido com o jogo de hoje. Não esperava que a gente jogasse um segundo tempo como jogamos. O América mereceu vencer. Jogou melhor que nós. Agora tem de se pensar na quarta-feira (Botafogo). Não tem mais que ficar pensando no montante (de pontos para a Libertadores em 2019″. Nossa decepção é muito grande. Temos de ter a grandeza. Não fomos merecedores de estar no Santos. Hoje foi um jogo que deixamos uma dívida muito grande com o torcedor”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Não foi uma reunião pensando em ficar ou sair. Foi uma reunião geral. Foi cobrado, foi posto. Ninguém está satisfeito, ninguém está feliz. A gente está em dívida com o torcedor. Eles têm mais de ouvir que falar. Temos de levar em consideração os desfalques. É muita mexida, mas não serve como desculpa. Foram quatro resultados ruins. Hoje o recado que a gente dá é aguentar a cobrança porque é assim. O trabalho não acabou. Temos de fazer o melhor até o fim”, completou.

A Gazeta Esportiva ouviu um dos membros da comissão técnica do Santos. O profissional garantiu a permanência de Cuca até pelo menos o fim do ano e elogiou o apoio do presidente José Carlos Peres no Estádio Independência.

Dodô desiste de Libertadores no Santos para “não enganar o torcedor”

O Santos tem chances matemáticas de se classificar para a Libertadores da América de 2019, mas Dodô prefere jogar a toalha para não enganar o torcedor depois da derrota por 2 a 1 para o América-MG, neste domingo, no Estádio Independência.

“É ser realista nesse momento (da briga pela Libertadores), terminar o ano com dignidade, não vamos conseguir essa vaga na Libertadores. Não estamos aqui para enganar o torcedor e nem nós mesmos. Podemos olhar no olho do torcedor e dizer que demos o máximo, saímos da décima oitava posição, num momento difícil para sonhar com a vaga”, disse o lateral-esquerdo, antes de citar a política do clube como um dos problemas na temporada.

“Demos nosso máximo para atingir o objetivo de não cair esse ano, um momento difícil de política, tudo que vivemos nos bastidores… Estamos felizes também por não estarmos em uma posição pior na tabela. Temos que olhar para o torcedor e dizer que estamos tristes pela vaga na Libertadores, mas futebol é assim. É erguer a cabeça e competir entre os melhores”, completou.


Flamengo 1 x 0 Santos

Data: 15/11/2018, quinta-feira, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 46.067
Renda: R$ 1.136.024
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Auxiliares: Luciano Roggenbaun e Luiz H Souza Santos Renesto
Cartões amarelos: Rodinei (F); Yuri, Alison, Gabriel, Jean Mota e Gustavo Henrique (S).
Gol: Henrique Dourado (27-2).

FLAMENGO
César, Rodinei, Réver, Léo Duarte e Pará; Cuellar, Rômulo (Jean Lucas), Diego e Everton Ribeiro; Vitinho (Berrío) e Uribe (Henrique Dourado).
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Yuri, Gustavo Henrique e Dodô (Renato); Alison (Eduardo Sasha), Pituca e Arthur Gomes (Jean Mota); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca



Gabigol vacila, e Santos perde para o Flamengo no Maracanã

O Flamengo venceu o Santos por 1 a 0 na tarde desta quinta-feira, no Maracanã, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi marcado por Henrique Dourado, ex-Peixe, no segundo tempo.

O maior “vilão” foi Gabigol. Pouco antes do Rubro-Negro abrir o placar, Gabigol vacilou ao desperdiçar chance incrível na pequena área para defesa de César. E no fim, aos 43, o camisa 10 teve pênalti defendido pelo goleiro flamenguista.

Com a vitória, o Flamengo ainda sonha com o título. Os cariocas pulam para a segunda colocação, com 63 pontos, sete atrás do Palmeiras, a quatro rodadas do fim. O Peixe estaciona nos 46 depois de três derrotas seguidas e agora é o nono, mais longe da Libertadores de 2019.

O jogo

O cenário do primeiro minuto foi o mesmo do último: Flamengo com a posse de bola e o controle do jogo. O Santos todo no campo de defesa, à espera do contra-ataque.

O Rubro-Negro, porém, não conseguiu infiltrar na defesa do Peixe e só levou perigo em finalizações de fora da área, principalmente com Vitinho e Diego. O Alvinegro não encaixou um bom contra-ataque sequer.

Antes da bola rolar, o técnico Cuca falou sobre a expectativa de um “jogão”. Na prática, a etapa inicial deu sono.

O segundo tempo foi diferente. Sem Arthur Gomes e com Jean Mota no meio-campo, o Santos passou a ser mais organizado, com maior participação no campo de ataque.

O Peixe foi ganhando campo, “gostando do jogo” e teve a melhor chance da partida aos 20. Diego Pituca encontrou Bruno Henrique livre pela esquerda, o atacante cruzou bem e Gabigol, sozinho na pequena área, chutou em cima do goleiro César.

E, na sequência, duas máximas do futebol entraram em ação: “o quem não faz toma” e a “Lei do Ex”. O Flamengo aproveitou a primeira grande oportunidade, quando Diego quebrou o sistema defensivo com lançamento para Berrío aos 27. Jean Mota e Victor Ferraz cochilaram antes de Henrique Dourado, ex-Santos, abrir o placar.

E aos 43, Gabigol teve a chance de se redimir. O atacante sofreu e bateu pênalti, mas parou no goleiro César. O Flamengo venceu o Santos em dia ruim do artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Gabigol minimiza erros em derrota do Santos: “Joguei bem”

Gabigol minimizou seus erros decisivos para a derrota do Santos por 1 a 0 para o Flamengo neste sábado, no Maracanã, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Mesmo com uma chance clara na pequena área e um pênalti desperdiçados, o camisa 10 entende que fez um bom jogo.

“Ao meu ver joguei bem, tentei ajudar meus companheiros. Infelizmente a bola não entrou, tem dias que não entra. Bati como sempre treino (o pênalti), há mérito dos dois lados”, disse Gabigol, ao Premiere.

O artilheiro do Campeonato Brasileiro não vê a Libertadores de 2019 mais distante, mesmo com o Santos perdendo três jogos consecutivos e agora na nona colocação.

“Creio eu que não (ficou mais difícil a Libertadores), temos quatro jogos. Podemos e temos totais condições de vencer dentro e fora de casa. Temos jogo muito perto no domingo. É descansar e trabalhar bem para conseguir a vitória”, completou.

Cuca valoriza atuação do Santos em derrota e mira “quatro decisões”

O técnico Cuca gostou da atuação do Santos, principalmente no segundo tempo da derrota por 1 a 0 para o Flamengo, neste sábado, no Maracanã, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cuca diz que o tropeço serve de aprendizado e tira a responsabilidade de Gabigol – o artilheiro perdeu chance clara e um pênalti no segundo tempo.

“Tem 12 meninos (relacionados) e jogaram seis, sete. É um aprendizado em jogo decisivo. Dos males, pelo menos tirar lição do que aconteceu. Que sirva de aprendizado e experiência. Jogaram muito bem mesmo na derrota, controlaram no segundo tempo, mas infelizmente perdemos as chances. No fundo, se torcedor ver atuação com meia dúzia da base, estarão satisfeitos”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Não é ele (Gabigol) o culpado, somos nós. Nessa hora temos que entender que o jogador não perde pênalti porque quer, nem o gol antes, tão fácil quanto o pênalti pela distância. Hoje não era o dia dele, tem que levantar a cabeça e trabalhar ainda mais para dar a volta por cima. Não é todo dia que vai ser fácil, fazer gol… Hora ruim vem, agora é a hora do grande homem e goleador. Se preparar ainda melhor e terminar o ano goleador, fazendo gols que precisamos para ir à Libertadores. Que sirva de aprendizado”, completou.

Cuca agora mira os próximos quatro jogos do Brasileirão em busca da vaga na Libertadores da América em 2019.

“Quero muito classificar. Jogamos bem contra o Palmeiras e perdemos, assim como hoje, e no detalhe também. Poderíamos ter empatado ou vencido, mas temos quatro jogos e não penso em qualquer coisa a não ser ganhar domingo. Depois fazer quarta e sábado com tudo que pudermos em casa. Depois levar as coisas para Recife (contra o Sport), não sei se vai ter se salvado ou não. São quatro decisões e vamos tentar de tudo pelo objetivo. Para quem estava em 17º, estar em oitavo não é de todo ruim. Ruim é chegar no 17º”, concluiu.

Caso perca para o América-MG, Santos pode ter pior sequência de derrotas no ano

O Santos vive momento complicado no Campeonato Brasileiro. Mesmo ocupando a nona colocação, com 46 pontos, e a apenas quatro pontos do Atlético-MG, primeira equipe na zona de classificação para a Libertadores, o clube foi derrotado nas últimas três partidas, algo inédito na temporada. Caso perca novamente no final de semana, para o América-MG, o Peixe irá conhecer o quarto revés consecutivo. Pior marca no ano.

Depois de perder por 3 a 2 para o Palmeiras, no Allianz Parque, o clube da Baixada Santista foi derrotado para a Chapecoense pelo placar de 1 a 0, no Pacaembu, e, na última rodada, por 1 a 0 para o Flamengo, no Maracanã.

Mesmo quando viveu um jejum de cinco partidas sem vitória, com o técnico Jair Ventura, o Peixe não foi derrotado tantas vezes de forma consecutiva. Naquela ocasião, o Santos perdeu para o Luverdense e São Paulo, empatou com o Real Garcilaso, e voltou a ser derrotado pelo Cruzeiro e Atlético-PR.

Para não se distanciar do G6 e atingir o pior retrospecto negativo no ano, os comandos do técnico Cuca terão a missão de vencer o América-MG, fora de casa.


Santos 0 x 1 Chapecoense

Data: 12/11/2018, segunda-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 12.659 pessoas (10.792 pagantes e 1.867 não pagantes)
Renda: R$ 334.014,50
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Rafael Trombeta (ambos do PR).
Cartões amarelos: Alison e Yuri (S).
Gol: Leandro Pereira (28-1).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Arthur Gomes), Alison, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri, Carlos Sánchez e Bryan Ruiz (Rodrygo); Derlis González, Copete (Bruno Henrique) e Eduardo Sasha.
Técnico: Cuca

CHAPECOENSE
Jandrei; Eduardo, Douglas, Fabrício Bruno e Bruno Pacheco; Amaral, Márcio Araújo, Canteros (Elicarlos) e Doffo (Vinicius); Wellington Paulista (Luiz Otávio) e Leandro Pereira.
Técnico: Claudinei Oliveira



Santos perde para a Chapecoense e desperdiça chance de entrar no G6

O Santos perdeu por 1 a 0 para a Chapecoense na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Peixe desperdiçou nova chance de entrar no G6.

A Chape se aproveitou dos seis desfalques do Alvinegro (Luiz Felipe, Lucas Veríssimo, Felippe Cardoso, Victor Ferraz, Diego Souza e Gabigol). Os visitantes foram mais organizados e anularam a equipe de Cuca.

Sem vencer, o Santos caiu para a oitava colocação, com 46 pontos. A Chapecoense ficou mais perto de sair do Z4 e agora é a 17ª, com 37, atrás do Sport por conta de uma vitória a menos.

O jogo

O Santos, oitavo colocado e precisando de vitória simples para entrar no G6 pela primeira vez. A Chapecoense, vice-lanterna, desesperada para ficar pelo menos perto de sair do Z4. Ataque contra defesa? Sim, mas dos visitantes.

O Peixe fez um começo regular, mas foi perdendo campo para a Chape. O desentrosamento foi preponderante e os catarinenses, mais organizados, dominaram a partida até o gol de Leandro Pereira, aos 28 minutos. Canteros cobrou escanteio, Gustavo Henrique tirou mal, Vanderlei não saiu do gol e o centroavante, sozinho, só empurrou.

Aos 41 minutos, a Chapecoense quase ampliou após cruzamento de Wellington Paulista. Daniel Guedes, na linha, afastou. E na sequência, o Santos lembrou como é atacar ao chutar de longe com Derlis González, sem muito perigo.

A defesa com Gustavo Henrique como único zagueiro de origem não funcionou. Alison, improvisado, não rendeu, e Yuri não protegeu e nem ajudou ao ataque. Daniel Guedes não foi o desafogo como costuma ser Victor Ferraz. Bryan Ruiz, Carlos Sánchez, Derlis González, Copete e Eduardo Sasha foram inofensivos.

Cuca foi para o tudo ou nada e mexeu taticamente no Santos. Tirou Daniel Guedes e Bryan Ruiz para as entradas de Arthur Gomes e Rodrygo. Com isso, o time passou a ter um 3-4-3, com Alison, Gustavo Henrique e Dodô na defesa, Derlis e Copete como alas.

No campo, porém, a Chapecoense seguiu segura na defesa, mais organizada e perigosa nos contra-ataques. O Peixe, ansioso, errou muitos passes e passou quase 30 minutos sem uma chance clara de gol sequer. Na primeira, aos 28, Alison cruzou e Rodrygo, no segundo pau, cabeceou por cima. A pressão, porém, parou por aí.

O Santos nada criou nos 15 minutos finais e decepcionou sua torcida. O único “Uh” veio de cruzamento perigoso de Carlos Sánchez nos acréscimos. No fim, vaias para o Peixe em mais uma oportunidade desperdiçada de entrar no G6. A Chapecoense aproveitou e agora está mais perto de sair do Z4.

Cuca diz que treinos foram ruins antes de derrota do Santos

Cuca admitiu que os treinamentos ao longo da semana livre foram ruins antes da derrota do Santos por 1 a 0 para a Chapecoense na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista coletiva, o técnico lamentou a falta de reação do elenco aos seis desfalques – Victor Ferraz, Diego Pituca e Gabigol (suspensos) e Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Felippe Cardoso (lesionados).

“Hoje não tínhamos referência para quebrar marcação com bola longa, não criamos a não ser no 0 a 0 e faltava contundência, velocidade, jogada individual. Estávamos bem marcados pela Chapecoense. No segundo tempo, passamos a jogar num 3-5-2 e subidas de Copete e Derlis no 4-3-3, com quatro no meio-campo e caindo das pontas para o meio. Acurralamos adversário, criamos pela linha de fundo, mas eles foram eficazes. Damos pouquíssimos contragolpes, mas perdendo jogo. Se a bola entra, fator emocional vira outro, cresceríamos… Time ficou nervoso, conivência grande com demora, não adianta dar cinco minutos porque são dois ou três. Isso tudo deixou jogo mais tenso. Bola rolando não dá 50%, mas mérito da Chapecoense. Era cartada decisiva, mereceram dentro do que fizeram. Não pelo desenvolvido, mas pela postura deles. Gol de bola parada e defenderam bem. Não dá para lamentar, quinta tem jogo e temos que nos remontar para fazermos um jogo melhor e por que não vencer?”, disse Cuca.

“Treinos não foram bons, foram mais ou menos como o jogo e nós sentimos isso. Não conseguimos treinar bem, mesmo mexendo. Não encaixou. Não podemos questionar empenho, dia não foi para nós”, completou.

Dodô diz que faltou “conjunto” em derrota do Santos para a Chape

Dodô acredita que o desentrosamento foi preponderante para a derrota do Santos de 1 a 0 para a Chapecoense na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe não teve seis jogadores – Victor Ferraz, Diego Pituca e Gabigol (suspensos) e Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Felippe Cardoso (lesionados).

“Faltou um pouco de tudo. Tivemos um início bom, mas depois sentimos a falta de entrosamento. Erramos passes. Fazíamos os movimentos no tempo errado. A gente sentiu bastante a falta de conjunto. Tivemos muitas mexidas. Tentamos de tudo”, disse Dodô, ao Premiere.

“Cuca mudou no intervalo. Tentamos suprir a ausência do zagueiro, que hoje não temos no elenco. Temos de erguer a cabeça que ainda temos cinco jogos. Saímos muito chateados. Nossa expectativa era outra. Futebol é assim. Um dia a gente ganha e outro a gente perde”, completou o ala.

Com a derrota, o Santos perdeu a oportunidade de entrar no G6 do Campeonato Brasileiro e agora é o oitavo. O Peixe voltará a campo para enfrentar o Flamengo, quinta-feira, às 17h (de Brasília), no Maracanã, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Bryan Ruiz, Carlos Sánchez e Derlis González, convocados para a Costa Rica, Uruguai e Paraguai, respectivamente, são desfalques certos.


Palmeiras 3 x 2 Santos

Data: 03/11/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 38.938 pagantes
Renda: R$ 2.723.126,86
Árbitro: Braulio Machado
Auxiliares: Kleber Lucio Gil e Neuza Ines Back.
Cartões amarelos: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima (P); Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel (S).
Cartão vermelho: Diego Pituca (S).
Gols: Dudu (13-1) e Edu Dracena (39-1); Copete (09-2), Dodô (19-2) e Victor Luis (25-2).

PALMEIRAS
Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel.
Técnico: Cuca



Palmeiras passa sufoco, mas vence Santos e abre sete pontos na liderança

O Palmeiras é mais líder do que nunca. Neste sábado, o Verdão passou sufoco, mas venceu o Santos por 3 a 2 em clássico no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo (que enfrenta o São Paulo, domingo, no Morumbi). São 17 partidas de invencibilidade da equipe de Luiz Felipe Scolari, que terá mais seis jogos para tentar confirmar o título.

A derrota faz o Santos desperdiçar a oportunidade de aparecer no G-6 do Brasileirão. O Peixe permanece em sétimo, com 46 pontos, mesmo número do Atlético-MG, sexto, derrotado em casa pelo Grêmio nesta rodada.

O jogo

O Palmeiras atropelou o Santos no primeiro tempo. Para quem esperava um Verdão cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – o Maior Campeão do Brasil abriu o placar.

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o Baixola se tornou com o tento sobre o rival o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabigol buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

O Santos não se encontrava em campo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. Com apenas dois jogados, o Peixe criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes antes do jogo apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, desta vez em disputa com Derlis González, e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo, mas foi então que a sorte sorriu para o Alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Apesar do desvio, Vanderlei chegou bem no chute defensável, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do time praiano piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar pelo novo empate com bolas levantadas na área, mas terminou o clássico derrotado.

Cuca elogia gringos e manda recado aos santistas: “Não podem ficar decepcionados”

Autêntico, como quase sempre costuma ser, Cuca não escondeu seus sentimentos após a derrota do Santos para o Palmeiras no clássico desse sábado, no Allianz Parque. A reação alvinegra depois do rival abrir dois gols de vantagem mexeu com o brio do técnico santista, que mesmo frustrado, fez questão de passar o orgulho que sua equipe lhe deu na etapa final.

“Dominamos o segundo tempo inteiro, posse de bola foi o dobro e tivemos a chance de fazer o 3 a 3, mesmo tomando gol numa infelicidade. A bola desviou em algum jogador o efeito acabou traindo o Vanderlei”, avaliou Cuca, responsável por uma mudança tática do Peixe para os últimos 45 minutos do jogo. .

“Mesmo com 2 o 2, a gente sentiu o Palmeiras fechar o time, pondo marcador, tirando meia, porque o jogo estava para nós, e com o Bruno (Henrique) para entrar. Íamos para ganhar o jogo”, explicou, antes de mandar um recado direcionado aos torcedores.

“Lamentamos a derrota, mas jogamos para ganhar. O torcedor pode ficar triste, mas não decepcionado. Ficamos com um a menos (Pituca expulso), e ficamos com o segundo a menos com a lesão muscular do Luiz Felipe. E, mesmo com nove, o jogo estava perigoso para o Palmeiras até o fim”, disse.

“Não acho que estava um pouco melhor, a gente estava bem melhor. O jogo estava a nossa feição, se desenhando e tínhamos mais uma troca para fazer. O jogo estava para nós. A fatalidade nos tirou os três pontos”, completou.

Cuca também falou sobre as participações de Bryan Ruiz e Copete. O costarriquenho e o colombiano foram, talvez, os grandes responsáveis por uma mudança de postura do Santos no jogo e pela busca do empate em pouco tempo. O primeiro a receber elogios foi Bryan Ruiz.

“Entrou bem no jogo, estava difícil o controle da bola, campo molhando, adiantamos o Sánchez, pusemos o Pituca como primeiro volante, o Palmeiras sentiu isso, tanto que colocou um volante, desafogou um pouco. Ele está melhorando no aspecto físico, daqui a pouco ele tem condição de jogar um jogo inteiro”.

As sequência, Cuca falou sobre Copete.

“Ele está trenando bem, está pedindo para jogar e nós vamos dar um jeito de fazer ele jogar. Chega nessa época aqui, quem está com mais força é quem vai jogar. Entrou bem, em um jogo que precisava de força, de bola aérea. Melhoramos muito, perdeu gol, fez outro, é profissional que treina bem e não reclama de nada”, concluiu o treinador.

Cuca avalia falha de Vanderlei e admite preocupação com desfalques

O prejuízo do Santos no primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras durou pouco tempo. Com nova postura e um time modificado, os santistas rapidamente chegaram à igualdade na etapa final. O que ninguém esperava é que uma falha de Vanderlei pudesse garantir a vitória alviverde no Allianz Parque.

A frustração foi inevitável depois do camisa 1 aceitar cobrança de falta de Vitor Luis, mas Cuca fez questão de sair em defesa de seu goleiro na entrevista coletiva concedida logo após o revés nessa 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“A bola desviou na barreira, campo molhado. O Vanderlei tem muito crédito, nos salvou muitas vezes, como no primeiro tempo. São coisas que ocorrem”, resumiu o técnico do Peixe, preocupado mesmo é com os desfalques para o confronto com a Chapecoense, na próxima rodada.

“Agora, vamos nos mobilizar. Perdemos jogadores suspensos, machucados, mas vamos fazer força para atingir objetivo, que é a vaga na Libertadores”.

Gabriel, Victor Ferraz e Pituca terão de cumprir suspensão. Além do trio, o zagueiro Luiz Felipe sentiu uma lesão muscular no clássico e Lucas Veríssimo ainda não está 100% recuperado.

Evitando pegar pesado com o árbitro Braulio Machado, Cuca não concordou principalmente com o cartão apresentado ao seu camisa 10.

“(Deu cartão) porque ele (Gabriel) jogou a bola, disse o árbitro. Mas ele não jogou a bola. A arbitragem foi boa, mas foi muito rigorosa nos cartões. Os jogadores estão todos pendurados nessa fase, mas é cartão, cartão. Mas, ele não apitou mal, não”.

Foi a primeira vez de Cuca no Allianz Parque desde que largou o comando do clube alviverde, equipe por onde atuou como jogador e também conquistou, como técnico, o título Brasileiro de 2016. Em uma rápida análise do hoje rival, Cuca ainda não enxerga o campeonato encaminhado ao Verdão.

“Para mim, foi prazeroso. Lugar muito bom, tive uma conquista maravilhosa aqui. Foi bom, podia ser melhor, se tivesse um resultado melhor, mas fica um orgulho por ter representado o Santos hoje. Tinha quatro (pontos de diferença para o vice-líder), passou a sete, pode voltar a quatro, mas no futebol tudo pode acontecer. Próximo jogo é lá em Minas, não tem nada definido. Tem muita coisa para rolar”, concluiu.