Flamengo 2 x 0 Santos

Data: 28/06/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição:> Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Ilha do Urubu, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 14.498 pagantes e 15.564 presentes
Renda: R$ 945.610,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Fabricio Vilarinho da Silva (GO).
Cartões amarelos: Márcio Araújo (F); Lucas Veríssimo (S).
Gols: Everton (26-1) e Cuéllar (42-2).

FLAMENGO
Thiago, Pará, Juan (Rafael Vaz), Rever e Miguel Trauco; Márcio Araújo, Cuéllar, Diego e Everton; Berrío (Vinícius Júnior) e Paolo Guerrero (Leandro Damião).
Técnico: Zé Ricardo

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota (Caju); Renato, Leandro Donizete e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique (Thiago Ribeiro) e Kayke (Vitor Bueno).
Técnico: Levir Culpi



Flamengo vence Santos em casa e sai em vantagem na Copa do Brasil

O Flamengo venceu o Santos por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, na Ilha do Urubu, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Com o resultado, os rubro-negros ficam com boa vantagem no duelo de volta em busca de um lugar na semifinal.

Os cariocas foram superiores no primeiro tempo e fizeram o primeiro gol com Everton, após belo passe de Guerrero. Quando parecia que o placar permaneceria inalterado até o fim, Cuéllar acertou ótimo chute para fazer o segundo para os flamenguistas e decretar a vitória rubro-negra.

As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 26 de julho, na Vila Belmiro. O Santos precisa vencer por três gols de diferença para se classificar. Em caso de triunfo por dois, o duelo vai para os pênaltis. Para o Flamengo, até uma derrota por um gol de diferença serve para avançar à semifinal.

O jogo

A partida começou movimentada, com as duas equipes em busca do ataque. No entanto, ambos tinham dificuldade em passar pela marcação adversária. Tanto que a primeira boa chance aconteceu aos 11 minutos. Berrío foi lançado na área, passou por Jean Mota e chutou, exigindo grande defesa de Vanderlei.

O lance animou os donos da casa, que passaram a dominar o jogo. O Flamengo voltou a assustar aos 18 minutos, quando Berrío foi novamente lançado e chutou da entrada da área, mas parou em mais uma defesa do arqueiro santista.

O Flamengo aumentou a pressão sobre o Santos e abriu o placar aos 26 minutos. Após boa troca de passes dos rubro-negros, Guerrero deu passe de letra para Everton, que chutou sem chance para Vanderlei.

Mesmo após o gol, os donos da casa eram superiores e chegavam com facilidade ao ataque. Aos 31, Guerrero arriscou da entrada da área e finalizou para defesa de Vanderlei em dois tempos. O Santos era pouco produtivo, mas criou sua primeira chance aos 39. Após cruzamento de Lucas Lima, Kayke finalizou, mas o chute foi abafado por Thiago.

Nos minutos finais, os santistas conseguiram equilibrar novamente a partida. No entanto, os visitantes não incomodaram o goleiro carioca. O Flamengo diminuiu o ritmo e preferiu administrar o resultado até o intervalo.

No segundo tempo, os donos da casa voltaram com mais disposição e pressionaram o Santos desde os primeiros minutos. Os rubro-negros quase marcaram o segundo aos nove minutos. Diego colocou na área e Berrío tentou de bicicleta. Para infelicidade do colombiano, Vanderlei estava atento e salvou os visitantes.

Os flamenguistas tinham o domínio da partida, mas tiveram um susto aos 19 minutos, após Copete colocar a bola na rede. No entanto, o gol foi anulado, pois o colombiano estava impedido.

Aos poucos, o Santos equilibrou o confronto e quase empatou aos 29 minutos. Em contra-ataque rápido, Copete tocou para Vitor Bueno na área. O atacante chutou cruzado, mas Pará apareceu para salvar os rubro-negros. A resposta do Flamengo veio dois minutos depois. Em mais um contra-ataque, Everton foi lançado pela esquerda, entrou na área e tocou na saída de Vanderlei, mas o goleiro santista estava bem colocado e fez a defesa.

Na parte final do jogo, o Flamengo sentiu o desgaste físico e diminuiu o ritmo. Com isso, o Santos passou a ter mais posse de bola e buscar o ataque. Os visitantes rondaram a área, mas pouco produziram no setor ofensivo.

Como os paulistas não aproveitaram o bom momento, acabaram sofrendo o segundo gol aos 42 minutos. Guerrero tocou para Cuéllar na entrada área, e o colombiano acertou belo chute, no ângulo, sem chance para Vanderlei, dando números finais na Ilha do Urubu.

Levir vê jogo equilibrado e promete pressão do Santos sobre o Flamengo

Técnico do Peixe não vê superioridade do Rubro-Negro na vitória por 2 a 0 no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil e crava melhora do Alvinegro em um mês

O Flamengo venceu o Santos por 2 a 0, na Ilha do Urubu, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, com sete finalizações certas contra uma do Peixe. Mesmo assim, o técnico santista Levir Culpi acredita que o duelo foi equilibrado e que o Rubro-Negro explorou os chutes de fora da área.

– O jogo ficou muito igual e foi decidido em dois golaços de fora da área. Dois chutes perfeitos. Isso que deu a vitória ao Flamengo. O resto foi equilibrado.

– O Flamengo não conseguiu pressionar. Foram dois gols de fora da área, é um recurso e eles foram felizes – disse.

Para o jogo da volta, que será no dia 26 de julho, na Vila Belmiro, o Santos precisa fazer três gols de diferença ou devolver os 2 a 0 e triunfar nos pênaltis para se classificar para as quartas de final. Sabendo disso, Levir prometeu aumentar a pressão e melhorar o desempenho.

– Estamos vivos na competição. Temos que por a mesma pressão que recebemos. Uma coisa é certa: nosso time vai pressionar mais do que aqui – concluiu.


Santos 0 x 1 Sport Recife

Data: 24/06/2017, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.272 pagantes
Renda: R$ 215.970,00
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartão amarelo: Lenis (SR).
Gol: Osvaldo (36-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Fabián Noguera e Jean Mota; Renato, Thiago Maia (Hernández) e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Kayke (Vitor Bueno).
Técnico: Levir Culpi

SPORT: Magrão; Raul Prata (Samuel Xavier), Ronaldo Alves, Henríquez e Sander; Patrick, Rodrigo (Thallyson), Everton Felipe (Osvaldo), Diego Souza e Lenis; André.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos erra muito, “entrega” gol e perde para o Sport na Vila

O Santos teve uma noite para se esquecer neste sábado, diante do Sport, na Vila Belmiro. Com moral alto após somar quatro vitórias e um empate nos cinco jogos anteriores, os donos da casa perderam gols feitos com Kayke e, principalmente, Jean Mota, pouco conseguiram criar e viram os pernambucanos marcarem o único gol da partida em lance infeliz do zagueiro Noguera. Já no fim da partida, ele “entregou” a bola nos pés de Osvaldo, livre dentro da pequena área.

Com o resultado, o Peixe perde uma invencibilidade de cinco jogos, construída desde a saída de Dorival Júnior, com quatro vitórias e um empate, estacionando nos 16 pontos conquistados. O Leão, por sua vez, chega aos 12, deixa a zona de rebaixamento e ganha um alívio após o início errante de Luxemburgo no cargo de técnico, somando sua primeira vitória dentro da Vila em toda a história.

O jogo

O primeiro tempo da partida mostrou duas equipes apostando na forte marcação em suas respectivas intermediárias, sem deixar os setores criativos trabalharem com liberdade. As entradas de ambas área foram tão povoadas que Lucas Lima, pelo Santos, e Diego Souza, pelo Sport, os dois atletas de Seleção Brasileira em campo, passaram mais tempo no campo de defesa do que no campo de ataque, buscando abrir espaços aos companheiros.

A primeira chance veio aos 17 minutos de bola rolando, que os pernambucanos erraram em uma dessas trocas de passe na intermediária ofensiva. Copete roubou e deu belo passe em profundidade para Kayke, que correu nas costas de Ronaldo Alves. O centroavante invadiu a área e ficou cara a cara com Magrão, mas pecou na hora de tirar do goleiro. De bico, acabou mandando a bola direto pela linha de fundo.

A resposta veio em outro desarme realizado no campo ofensivo, dessa vez pelos pernambucanos. O centroavante André dominou a bola na intermediária e tocou entre Jean Mota e Noguera. Lenis ganhou da dupla santista e só não fez o gol porque Vanderlei saiu muito bem para abafar o lance. Na sequência, o avante do Sport seguiu de pé, acompanhado de perto pelo arqueiro rival, e tentou por cobertura, mas mandou para fora.

Depois disso, o jogo voltou ao ritmo imposto nos minutos iniciais, sem jogadas de profundidade. Até o intervalo, a melhor chance mais uma vez caiu nos pés de Kayke. Aos 45 minutos, Bruno Henrique se enrolou com o zagueiro e a redonda ficou com Lucas Lima, que errou o chute. A bola, porém, sobrou com o centroavante do Peixe, que parou e chutou de chapa, buscando o canto direito, sem sucesso.

Em busca de uma movimentação maior no setor ofensivo, o Santos voltou ao gramado com Lucas Lima abandonando a ideia de buscar a bola na defesa e se posicionando mais perto dos atacantes, com a intenção de vencer o bloqueio adversário. A melhor saída para o Peixe, no entanto, tornou-se a lateral direita, setor onde Victor Ferraz encontrou bastante espaço para apoiar e tabelar com Bruno Henrique.

Aos 23 minutos, por sinal, a dobradinha quase deu certo, quando o lateral observou a movimentação do atacante já bem próximo da linha lateral e acionou Kayke. Quase na dividida com Sander, Kayke conseguiu cruzar rasteiro para a chegada de Copete, fechando em diagonal. O colombiano dividiu com o goleiro Magrão e a bola sobrou limpa para Jean Mota, com o arqueiro rival caído, da marca do pênalti. O meia improvisado na lateral, porém, conseguiu isolar a chance na arquibancada da Vila.

Esperto quanto à oportunidade de ganhar a partida, Luxemburgo mandou a campo nomes como o atacante Osvaldo e o lateral direito Samuel Xavier, que estavam no banco de reservas. O gol quase veio aos 33, quando Diego Souza bateu falta na lateral na área e Ronaldo Alves, livre, chutou por cima. Três minutos depois, porém, o Santos não se salvou. Pior ainda: se atrapalhou.

Diego Souza clareou jogada pela direita e achou Lenis. O atacante invadiu a área e rolou para trás, mas mandou nos pés do zagueiro Noguera. O argentino não conseguiu fazer o corte e acabou mandando para trás, na pequena área, Lá, Osvaldo, em posição legal tanto no passe de Lenis quanto por ter recebido a bola de um adversário, girou rápido e venceu Vanderlei, sacramentando a primeira derrota de Levir no Peixe.

Bastidores – Santos TV:



Vitória 0 x 2 Santos

Data: 21/06/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 9ª rodada
Local: Estádio do Barradão, em Salvador, BA.
Público: 8.179 pagantes
Renda: R$ 112.189,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock e Helton Nunes (ambos de SC).
Cartões amarelos: Neílton e Geferson (V); David Braz (S).
Gols: Copete (33-1) e Copete (31-2).

VITÓRIA
Fernando Miguel; Leandro Salino (Neílton), Kanu, Fred e Geferson; Willian Farias, Uillian Correia, Patric e Gabriel Xavier (Todinho); David (André Lima) e Kieza.
Técnico: Alexandre Gallo

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Alison (Léo Cittadini) e Vitor Bueno (Rafael Longuine); Copete (Arthur Gomes), Bruno Henrique e Kayke.
Técnico: Levir Culpi




Apostando nos contra-ataques, Santos bate Vitória e encosta no topo do Brasileirão

Nos últimos dois anos, o torcedor do Santos se acostumou a ver um time mantendo a posse de bola e sempre buscando a troca de passes para alcançar as conquistas. Porém, esqueça isso no Peixe comandado por Levir Culpi. Pelo menos foi isso que os santistas acompanharam nesta quarta-feira, diante do Vitória, no Barradão. Apostando bastante nos contra-ataques rápidos, o Alvinegro Praiano contou com a inspiração dos velozes Copete, com dois gols, e Bruno Henrique, com duas assistências, para conquistar o triunfo por 2 a 0 e embalar no Campeonato Brasileiro.

Com a vitória, o alvinegro chegou aos 16 pontos, assumiu a terceira colocação e colou nos líderes Grêmio (19) e Corinthians (20). Já o Leão, por sua vez, teve sua sequência de ter jogos sem derrota, estacionou nos oito pontos e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento.

O jogo

O duelo até começou equilibrado no Barradão. Jogando em casa, o Vitória tentava sair jogando, enquanto o Santos postava-se no campo de defesa, esperando por um bom contra-ataque. E ele veio aos 16 minutos. Em velocidade, Vitor Bueno deu belo passe entre os zagueiros para Copete. O colombiano ficou na frente de Fernando Miguel, mas não conseguiu descolar o goleiro e a bola foi para escanteio.

Após a cobrança, Bueno pegou a sobra do lado esquerdo e cruzou para Lucas Veríssimo. O zagueiro testou firme e a redonda tirando tinta da trave do Leão.

O Vitória respondeu aos 20 minutos. A jogada até parecia perdida. Porém, uma verdadeira lambança de Alison, que fazia sua estreia em 2017, quase fez os baianos abrirem o placar no Barradão. Após cruzamento de David, o volante furou e Kieza bateu firme. Vanderlei salvou no reflexo. No rebote, o substituto de Thiago Maia tentou afastar, mas chutou em cima de Lucas Veríssimo e a bola quase entrou no gol.

Apostando na velocidade, o Santos não se intimidou com a chance desperdiçada pelo Leão e chegou com perigo mais uma vez. Aos 29, Copete recebeu pelo lado esquerdo e mandou para Bruno Henrique. Livre na área, atacante mandou para fora.

Quatro minutos depois, porém, a velocidade da dupla de pontas do Peixe foi fatal. Bruno Henrique roubou a bola na direita, avançou por todo o gramado e tocou para Copete na entrada da área. E se o companheiro de ataque desperdiçou grande oportunidade momentos antes, o colombiano teve categoria para bater de chapa e abrir o placar no Barradão.

Assim como na primeira etapa, o Santos voltou do intervalo recuado e apostando nos contra-ataques. O único problema é que o Vitória, atrás no marcador, retornou com Neílton no lugar de Leandro Salino e partiu com tudo em busca do empate.

Aos 4 minutos, Geferson tentou um cruzamento da esquerda, mas acabou mandando direto para o gol. Vanderlei, no reflexo, afastou a bola. Na jogada seguinte, Uillian Correia mandou uma bomba da entrada da área e assustou o goleiro santista.

A pressão dos donos da casa continuou. Aos 13, Neílton foi derrubado por David Braz dentro da área. O jogadores do Leão reclamaram muito de pênalti, mas a arbitragem mandou seguir.

Na sequência do lance, novamente apostando nos contra-ataques, Bruno Henrique recebeu de Vitor Bueno e só parou no goleiro Fernando Miguel.

O segundo tempo inteiro seguiu nessa toada, com o Vitória se lançando ao ataque e o Santos buscando o gol em um contragolpe. E quando parecia que o Leão chegaria ao empate, o Peixe conseguiu a tão esperada jogada para ‘matar’ o jogo.

Aos 31 minutos, Bruno Henrique ganhou do zagueiro Fred no lado direito e tocou para Copete. Completamente livre, o colombiano teve tempo para dominar e empurrar para o fundo das redes, marcando o segundo dele no jogo, o quinto em três jogos contra o time baiano.

Com o 2 a 0 no placar, o Vitória praticamente se entregou em campo e o Santos apenas administrou o resultado nos minutos finais. No último lance, ainda

Decisivo contra o Vitória, Copete impressiona Levir: “É uma arma”

Nada melhor que o Vitória para pulverizar a seca de gols de Copete. Sem marcar desde o dia 26 de abril, no triunfo sobre o Paysandu, o colombiano reencontrou o caminho das redes justamente contra seu adversário favorito. Com os dois tentos desta quarta-feira, o atacante ajudou o Peixe a vencer por 2 a 0, no Barradão, e alcançar a terceira colocação do Campeonato Brasileiro.

Além disso, Copete ainda chegou a marca de cinco gols em apenas três jogos contra o Leão. E para completar a noite praticamente perfeita, o colombiano ainda foi bastante elogiado pelo técnico Levir Culpi.

“Ele está me impressionando muito. É velocista e também é finalizador. Tem sido importante na bola parada, pois também cabeceia muito bem. Ele é uma arma muito legal que a gente tem”, explicou o comandante em entrevista coletiva após o triunfo.

“Graças a Deus pude marcar gols importantes. O time atuou muito bem, fez partida excelente e conseguimos os três pontos. Temos um grupo muito fechado, que vem fazendo as coisas pouco a pouco, tratando todos os jogos como uma final”, disse Copete na saída do gramado.

‘Garçom’ contra o Vitória, Bruno Henrique diz: “Prefiro dar passes”

Desde a época de Dorival Júnior no comando, Bruno Henrique já vinha se destacando como um dos melhores do Santos. Rápido e incisivo, o atacante se acostumou a ser o jogadores mais acionado pela equipe. Porém, o jovem de 26 anos tem mostrado dificuldades para finalizar ao gol. Nesta quarta-feira, no triunfo por 2 a 0 sobre o Vitória, em Salvador, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, o atleta novamente sofreu com as chances perdidas, mas compensou com duas assistências para Copete marcar.

“A imprensa me perguntou se eu precisava finalizar mais. Eu preciso sim, afinal, atacante vive de gols. Mas tenho mais facilidade em dar passe do que fazer gols. No Wolfsburg foi assim. Quando joguei na Champions contra o Real eu fui bem, mas por dar assistências”, disse Bruno Henrique na saída do gramado.

Com as duas de hoje, o atacante do Peixe chegou ao número de cinco passes para gol em 27 jogos disputados na temporada.

“Sabíamos que eles (o Vitória) viriam para cima. É normal fazer um jogo como esse dentro de casa e esperar pelo contra-ataque. Com a gente não foi diferente. Eu e Copete temos muita velocidade e isso causa muito estrago na defesa dos times adversários. E hoje não foi diferente e conseguimos um bom resultado no Barradão”, concluiu Bruno Henrique.

Após triunfo, Levir ainda vê erros no Santos e diz: “Tenho feito muito pouco”

Com Dorival Júnior, o Santos vinha sendo alvo de críticas pela torcida e flertava com a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Após o anúncio de Levir Culpi, porém, o Peixe embalou na competição nacional, conseguindo três triunfos em três em quatro jogos e alcançando a terceira colocação, com 16 pontos.

Nesta quarta-feira, foi a vez do Vitória ser a vítima deste ‘novo Santos’. Apostando na velocidade e nos contra-ataques, o alvinegro saiu do Barradão com 2 a 0 no placar. Apesar da boa sequência, Levir ainda acredita que a equipe vem cometendo muitos erros. Além disso, o novo comandante não se vê com méritos pelos triunfos santistas.

“O resultado foi justo, mas olhando pelos erros que cometemos, ainda existe uma distância muito grande para melhorarmos. O time é bom. Joga bem, mas a gente pode melhorar muito. Nós queremos conquistar os títulos. Eu tenho feito muito pouco. Tenho me apoiado mais na comissão técnica e nos jogadores do que tomando decisões”, disse em entrevista coletiva.

Mesmo mantendo a cautela, Levir vê o time ganhando confiança e já admite que o Santos tem condições de conquistar o Brasileirão.

“Os jogos estão afunilando, ainda não é momento decisivo, principalmente no Brasileiro, mas nós estamos pontuando bem, e isso dá um ânimo, confiança e pesa muito no futebol. Eu acho que todos os times do Brasil estão no mesmo nível, claro q no final do campeonato são os que estiverem em ritmo melhor, e eu coloco entre eles o Santos”, concluiu.


Santos 0 x 0 Ponte Preta

Data: 17/06/2017, sábado, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.984 pessoas (17.488 pagantes e 2.496 não pagantes).
Renda: R$ 513.190,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Marcio Eustaquio Santiago e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: David Braz, Thiago Maia e Bruno Henrique (S); Rodrigo, Jeferson e Luan Peres (PP).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Copete (Vladimir Hernández), Bruno Henrique e Kayke.
Técnico: Levir Culpi

PONTE PRETA
Aranha; Jeferson, Marllon, Rodrigo e João Lucas (Luan Peres); Fernando Bob, Elton e Renato Cajá (Wendel); Claudinho (Lins), Emerson Sheik e Lucca.
Técnico: Gilson Kleina



Santos martela, mas não sai do zero com a Ponte Preta, no Pacaembu

Desde a saída de Dorival Júnior, demitido no último dia 4, o Santos, apesar de ter conquistado três vitórias seguidas, era cobrado para apresentar um futebol de melhor qualidade. Contra a Ponte Preta, na noite deste sábado, no Pacaembu, o Peixe até conseguiu fazer uma boa partida. Porém, mesmo martelando a Macaca, principalmente no segundo tempo, a equipe comandada por Levir Culpi não conseguiu tirar o zero do placar e volta para a Baixada com um empate amargo, que impede a arrancada no Campeonato Brasileiro e ainda encerra com a série perfeita de 20 triunfos seguidos no Paulo Machado de Carvalho.

Com o empate, o Peixe ficou com 13 pontos e segue na quinta colocação. Já a Macaca, por sua vez, terminou com 11 e dormirá como sétima. Porém, o time de Gilson Kleina pode ser ultrapassado por outros seis que ainda não jogaram na rodada.

O jogo

Apesar dos termômetros marcarem 17ºC em São Paulo, o duelo começou quente no Pacaembu. ‘Dono’ da casa, o Santos se impôs nos minutos iniciais e foi em busca do gol. A Ponte, por sua vez, ficava em seu campo de defesa e apenas esperava uma boa chance para sair no contra-ataque.

O Peixe assustou logo aos 4 minutos, quando Lucas Lima tocou para Bruno Henrique dentro da área. O atacante, porém, parou no goleiro Aranha. Na sequência, a Macaca chegou em velocidade com Claudinho. O pontepretano lançou Elton na cara de Vanderlei, que se antecipou e salvou o Peixe.

Aos 10, David Braz tomou a bola da Ponte no campo de defesa e se aventurou no ataque. Como um verdadeiro centroavante, o camisa 14 estava pronto para receber passe de Lucas Lima dentro da área. O zagueiro Rodrigo, porém, fez o corte e impediu a abertura do placar no Pacaembu.

Após as boas chances perdidas, a Macaca conseguiu igualar as ações e até chegou a ‘envolver’ o Alvinegro Praiano no meio. Mesmo assim, quem apareceu novamente no ataque foi o Santos. Aos 21 minutos, Bruno Henrique cruzou da direita, a bola passou por todo mundo e ficou livre para Jean Mota. O lateral improvisado soltou uma bomba, mas Aranha espalmou.

O restante da primeira etapa ficou muito ’emperrada’, com as duas equipes presas na marcação e pouco conseguindo criar. Apesar disso, ainda sobrou tempo para a Ponte reclamar muito de um impedido marcado pela arbitragem. Aos 39 minutos, Lucca cobrou falta na área e David Braz marcou contra. Porém, o volante Elton, que participa da disputa, estava em posição irregular.

Santos e Ponte voltaram do intervalo do mesmo jeito que começaram no primeiro tempo. Logo na primeira jogada, Copete recebeu de Lucas Lima dentro da área, tirou de Aranha, mas bateu fraco e errou a meta. No lance seguinte, foi a vez de Kayke receber passe do camisa 10. O atacante chutou firme, no canto, mas parou no arqueiro pontepretano.

A Macaca não deixou barato e respondeu com Elton, que recebeu dentro da área e bateu em cima de Vanderlei. O duelo seguiu eletrizante. Aos 15 minutos, Bruno Henrique fez linda jogada pelo lado direito e tocou para Kayke. O centroavante desviou de primeira, mas a bola bateu em Aranha, triscou a trave e saiu pela linha de fundo.

Aos 21, foi a vez de Lucas Lima assustar. Em cobrança de falta, o meia mandou na gaveta, mas a bola subiu um pouco mais que o esperado e passou por cima do travessão de Aranha. Oito minutos depois, Jean Mota, também cobrando falta, chegou até a arrancar alguns gritos de ‘gol’ nas arquibancadas do Pacaembu. A redonda, porém, não entrou no fundo das redes.

Pressionada, a Ponte Preta não conseguiu assustar Vanderlei no restante da segunda etapa. Mesmo assim, o Santos também ficou preso na marcação e o duelo terminou mesmo em 0 a 0 no Pacaembu.

Bastidores – Santos TV:

Braz cita cansaço do Santos para justificar empate contra a Ponte

O Santos até criou oportunidades, mas não conseguiu sair do 0 a 0 com a Ponte Preta, na noite deste sábado, no Pacaembu, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. A igualdade impediu uma arrancada santista no torneio e ainda encerrou com a série perfeita de 20 vitórias seguidas no Paulo Machado de Carvalho. Mesmo martelando a Macaca desde o início, o zagueiro David Braz acredita que o Peixe sentiu bastante o cansaço com a sequência de jogos.

“Por ser nosso mando, nós tínhamos que vencer. Sentimos bastante o cansaço do clássico contra o Palmeiras. Mas vamos levantar a cabeça e se recuperar desse cansaço para conquistar a vitória na quarta-feira”, disse o camisa 14 na saída do gramado.

Com o empate, o Peixe ficou com 13 pontos e segue na quinta colocação. Já a Macaca, por sua vez, terminou com 11 e dormirá como sétima. Porém, o time de Gilson Kleina pode ser ultrapassado por outros seis que ainda não jogaram na rodada.


Santos 1 x 0 Palmeiras

Data: 14/06/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.143 pagantes
Renda: R$ 406.970,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Juninho e Tchê Tchê (P).
Gols: Kayke (05-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Vladimir Hernández); Copete (Fábian Noguera), Bruno Henrique e Kayke (Leandro Donizete).
Técnico: Levir Culpi

PALMEIRAS
Fernando Prass; Mayke, Edu Dracena, Antônio Carlos e Juninho; Tchê Tchê (Jean), Thiago Santos (Raphael Veiga), Zé Roberto (Keno) e Guerra; Róger Guedes e Willian.
Técnico: Cuca


Vanderlei brilha de novo, Kayke marca e Santos bate o Palmeiras

Santos e Palmeiras fizeram um jogo que vem resumindo a temporada dos dois clubes até o momento. Considerados como dois dos melhores times do país, os rivais até começaram o clássico bem, mas mostraram pouco futebol durante grande parte dos 90 minutos. Porém, Vanderlei e Kayke fizeram a diferença e tiraram a morosidade do confronto. Enquanto o goleiro brilhou mais uma vez e salvou o alvinegro, o atacante deixou marca novamente, a terceira vez em dois jogos, e decretou a vitória santista por 1 a 0, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o triunfo, o primeiro em clássicos no ano, o Peixe chegou aos 12 pontos e entrou no G6 da competição. O alviverde, por sua vez, estacionou nos 7 pontos e ocupa apenas a 15ª posição.

O jogo

O clássico começou em ritmo acelerado na Vila Belmiro. De técnico novo e com o retorno de Lucas Lima, o Santos foi quem iniciou partindo para cima. Logo aos três minutos, Copete lançou para Bruno Henrique dentro da área. Sozinho, o atacante se livrou da marcação, mas parou em Fernando Prass.

Mesmo adotando uma postura mais recuada, o Palmeiras respondeu quatro minutos depois, quando Tchê Tchê arriscou de longe, assustando Vanderlei.

Porém, após as duas oportunidades no início, o clássico caiu de produção. Nervosos, Peixe e Verdão cometeram erros de passe em excesso e pouco criaram durante boa parte do primeiro tempo. Tento que a melhor chance aconteceu somente aos 23 minutos, quando Róger Guedes arriscou de muito longe e acertou o travessão de Vanderlei, quase abrindo o placar para o alviverde.

Apostando nos contra-ataques, o Palmeiras quase fez 1 a 0 no último lance da primeira etapa. Após roubada de bola de Thiago Santos, Guerra avançou pelo lado direito e mandou para Willian cabecear forte, obrigando Vanderlei a fazer linda defesa e manter o marcador zerado na Vila.

Assim como o primeiro tempo, a volta do intervalo começou eletrizante no clássico, com o Santos partindo para cima e o Palmeiras buscando o contra-ataque. Mesmo assim, a oportunidade inicial do Verdão. Logo aos três minutos, Guerra soltou uma bomba de longe e Vanderlei salvou o Peixe mais uma vez.

Dois minutos depois, quem chegou foi o alvinegro. E foi fatal! Após belo lançamento de David Braz, Jean Mota avançou pela esquerda e cruzou para Kayke. O santista se enrolou com o palmeirense Edu Dracena, que ficou no chão. Livre, o atacante só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes, vencendo Fernando Prass e abrindo o placar para o Santos na Vila.

Após sofrer o tento, o técnico Cuca mudou a estratégia, sacando Zé Roberto e colocando Keno. Com isso, o Palmeiras ficou com três atacantes em campo e foi com tudo em busca do empate. Porém, a equipe alviverde parava em Vanderlei, que salvou o Peixe em diversas oportunidades.

Com a vantagem no marcador, o Santos recuou demais e praticamente convidou o Verdão a ficar com a bola em seu campo de defesa. Sofrendo com a pressão do rival, o técnico Levir Culpi resolveu dar mais segurança ao sistema defensivo e colocou Leandro Donizete em campo no lugar de Kayke.

Mesmo sendo arriscada, a mudança surtiu efeito, que o Peixe conseguiu aguentar a pressão do rival, muito graças a mais uma grande atuação de Vanderlei, e saiu de campo com a vitória, a primeira em clássicos em 2017.

Bastidores – Santos TV: