The Strongest 1 x 1 Santos

Data: 17/05/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 5ª rodada
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia.
Público e renda: N/D
Árbitro: Dario Herrera (ARG)
Auxiliares: Diego Bonfá e Ivan Nuñes (ambos da ARG).
Cartões amarelos: Julio Pérez e Raúl Castro (TS); Vanderlei, Bruno Henrique e Lucas Lima (S).
Cartão vermelho: Bruno Henrique (S).
Gols: Chumacero (39-1) e Vitor Bueno (23-2).

THE STRONGEST
Daniel Vaca; Diego Bejarano, Luis Maldonado, Fernando Marteli e Marvin Bejarano; Raúl Castro, Walter Veizaga e Jara; Chumacero, Escobar e Matías Alonso.
Técnico: César Farías

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber Reis e Copete; Leandro Donizete, Renato e Lucas Lima (Jean Mota); Vitor Bueno (Léo Cittadini), Vladimir Hernández (Kayke) e Bruno Henrique.
Técnico: Dorival Junior



Santos arranca empate heroico na Bolívia e se classifica na Liberta

O Santos viveu uma típica noite de Libertadores nesta quarta-feira. Jogando na altitude de 3.660 metros de La Paz, na Bolívia, o Peixe foi pressionado desde o início pelo The Strongest, viu Bruno Henrique, seu melhor jogador, ser expulso no primeiro tempo e ainda saiu atrás no marcador. Porém, mesmo com todas as adversidades, o Peixe foi buscar o empate na segunda etapa, com Vitor Bueno, também presenciou Pablo Escobar tentando cavar e perdendo um pênalti no fim, e voltará para o Brasil nesta quinta com a classificação para as oitavas de final do torneio na bagagem.

Com a igualdade, o alvinegro manteve-se na liderança do grupo 2, com nove pontos, e confirmou a vaga na próxima fase da Liberta. O The Strongest, por sua vez, ocupa a segunda colocação, com oito, e segue lutando pela classificação.

Na última rodada da fase de grupos da competição, os santistas recebem o Sporting Cristal, na Vila Belmiro, na próxima terça-feira, às 21h45 (de Brasília). Já os bolivianos ‘jogam a vida’ contra o Santa Fe, no mesmo horário, em Bogotá. Quem vencer na Colômbia ficará com a outra vaga da chave.

O jogo

O Santos até começou o duelo na Bolívia dando impressões de que atacaria o The Strongest mesmo atuando na altitude de 3.660 metros acima do nível do mar. Aos sete minutos, Lucas Lima armou contra-ataque e lançou Bruno Henrique na esquerda. O atacante limpou o defensor e rolou para Vladimir Hernández, que foi derrubado na área. A arbitragem, porém, não marcou nada.

Logo depois, o Tigre passou a dominar o duelo e desperdiçou diversas oportunidades. O Peixe, por sua vez, se segurava do jeito que dava e tentava apostar na velocidade dos contra-ataques para chegar ao gol.

Aos 22 minutos, porém, as coisas ficaram ainda mais complicadas. Isso porque Bruno Henrique deu dura entrada em Chumacero e acabou sendo expulso pelo árbitro Dario Herrera. Com um a menos, o alvinegro praticamente abdicou de jogar no primeiro tempo e tentava apenas segurar o empate.

O castigo veio aos 39. Pérez cruzou da esquerda, Alonso chutou mascado, e bola ficou livre para Chumacero. Com tranquilidade, ele se livrou de Vanderlei e mandou para o fundo das redes, abrindo o placar na Bolívia.

Mesmo atrás do marcador, o Peixe continuou apático dentro de campo e só assustou aos 45 minutos, quando Lucas Veríssimo tentou uma bicicleta. A bola passou perto do gol de Vaca.

O segundo tempo começou na mesma tônica da etapa inicial. Em desvantagem no placar e no número de jogadores em campo, o Peixe não conseguia assustar o The Strongest. A equipe boliviana, por sua vez, seguia pressionando e buscando o segundo gol em La Paz.

Após passe errado de Renato aos 11 minutos, Alonso recebeu cara a cara com Vanderlei. O arqueiro santista, porém, faz linda defesa e impede o Strongest de ampliar.

E como o futebol é uma caixinha de surpresas, justamente em seu pior momento na Bolívia, o alvinegro chegou ao empate. Aos 23 minutos, Lucas Lima recebeu na entrada da área, driblou Pérez com facilidade e cruza para Vitor Bueno. Completamente livre, o camisa 7 apenas completou para o fundo das redes.

O empate deixou os bolivianos atordoados. Precisando da vitória para ficar em uma situação tranquila no grupo, o The Strongest se lançou ao ataque de forma desordenada, errando muitos passes. Quando parecia que o empate estava encaminhado, Pedrozo recebeu completamente livre dentro da área e foi derrubado por Vanderlei. Pênalti claro anotado pelo árbitro Dario Herrera.

Na cobrança, porém, Pablo Escobar tentou dar uma cavadinha e mandou por cima da trave, salvando o Peixe na Bolívia. O erro abalou ainda mais o Tigre. O time boliviano até tentou pressionar nos últimos minutos, mas esbarrou em um valente Santos, que segurou o resultado e garantiu a classificação na Liberta.

Bastidores – Santos TV:

Autor de gol salvador, Bueno vê expulsão injusta e vibra com superação

Muito criticado pela torcida desde o início do ano, Vitor Bueno foi o autor do gol que garantiu o Santos nas oitavas de final da Libertadores. Mesmo com um a menos desde o início do jogo e enfrentando a altitude de 3.660 metros de La Paz, o camisa 7 ajudou o Peixe a empatar com o The Strongest em 1 a 1 e voltar ao Brasil com a vaga na bagagem.

Herói na Bolívia, Bueno admitiu que o alvinegro sentiu bastante os problemas do ar rarefeito e ainda criticou a atuação do árbitro Dario Herrera, que expulsou o santista Bruno Henrique aos 22 minutos do primeiro tempo.

“Senti bastante a altitude, todos sentiram. Antes do jogo dissemos que seria jogo de superação, ainda mais com expulsão injusta. Esperamos ao máximo a equipe deles e conseguimos sair no contra-ataque para matar o jogo. Agradecemos ao torcedor que veio”, disse o camisa 7 na saída do gramado.

Com a igualdade, o alvinegro manteve-se na liderança do grupo 2, com nove pontos, e confirmou a vaga na próxima fase da Liberta. O The Strongest, por sua vez, ocupa a segunda colocação, com oito, e segue lutando pela classificação.

Dorival critica arbitragem, mas enaltece Santos: “Honraram a camisa”

Se jogar contra o The Strongest na altitude de 3.660 metros de Laz Paz já é complicado, atuar com um jogador a menos desde os 22 minutos do primeiro tempo torna a missão quase impossível. O Santos sentiu na pele essa dificuldade na noite desta quarta-feira, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores. Mas com um gol de Vitor Bueno na segunda etapa, o Peixe arrancou um empate diante do Tigre e ainda garantiu a classificação para as oitavas de final do torneio.

Apesar de toda a euforia com a vaga, o técnico Dorival Júnior não deixou de criticar a arbitragem de Dario Herrera. Segundo o comandante, o árbitro errou na expulsão de Bruno Henrique e em vários outros lances durante o confronto desta quarta.

“Árbitro foi infeliz desde o começo. Isso acontece com o Santos nos jogos fora. Fomos muito prejudicados e por isso não tivemos pontuação ainda maior. Mas prefiro falar da partida, do que a equipe procurou a partir da expulsão. Tentamos neutralizar, marcar. Foi uma ambientação difícil, depois pegamos ritmo, nos expomos mais, e perdemos o Bruno. Fizemos força além do normal por esse ponto. Espero que o exemplo dessa partida seja levado para a sequência do nosso ano, que promete muito. Equipe está plantando para colher alguma coisa. Esse resultado é para poucas equipes. Torcedor do Santos tem que saber valorizar o que essa equipe vem fazendo, principalmente na noite de hoje. Honraram essa camisa. Fico feliz por dirigir uma equipe tão guerreira e determinada”, vibrou o treinador em entrevista coletiva após o empate.

Lucas Lima destaca ‘catimba’ dos bolivianos: “Não pode deixar barato”

Após um início de ano de altos e baixos, Lucas Lima voltou a assumir um papel de protagonismo no Santos. Contra o The Strongest, nesta quarta-feira, o meia foi decisivo para a classificação santista às oitavas de final da Libertadores. Aos 23 minutos do segundo tempo, ele driblou a marcação com facilidade e encontrou Vitor Bueno na área. Sozinho, o camisa 7 só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes e decretar o empate do Peixe em 1 a 1, no estádio Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia.

Além da boa atuação, Lucas Lima precisou conviver com a provocação dos bolivianos durante todo o jogo. Caçado em campo, o camisa 10 destacou a força do alvinegro para superar a ‘catimba’ dos rivais.

“Libertadores é isso. A gente se acostuma com essa provocação. Fizemos uma grande partida e merecemos o resultado. Não podemos deixar barato. Somos humanos. A gente provoca também. Eu não entendo nada que eles falam. Gritam para caramba, falam tudo rápido… Estou muito feliz pelo resultado”, comemorou o meia na saída do gramado.

Santistas brincam após vaga na Bolívia: “Recarregando o fôlego”

De forma heroica, o Santos arrancou um empate em 1 a 1 com o The Strongest, na noite desta quarta-feira, em La Paz, na Bolívia, e alcançou a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores.

Além do duelo contra o Tigre, o Peixe também precisou encarar a altitude de 3.660 metros da cidade boliviana. Durante o jogo, o zagueiro Cleber Reis chegou a cair no gramado pedindo atendimento. Além dele, o atacante Ricardo Oliveira, sacado por Dorival Júnior, passou mal no banco de reservas e precisou ir aos vestiários para ser atendido pelos médicos do clube.

Por conta de toda essa adversidade, aliada a expulsão de Bruno Henrique e ainda um pênalti desperdiçado pelo rival, os santistas aproveitaram para ‘tirar um sarro’ após a partida.

Ainda nos vestiários do estádio Hernando Siles, elenco e comissão técnica ‘simularam’ um atendimento a Cleber e postaram a foto nas redes sociais com a seguinte frase:

“Recarregando o fôlego pra próxima fase”

Reserva na Bolívia, Oliveira passou mal no banco, mas deve jogar sábado

Os torcedores do Santos tiveram uma surpresa quando viram a escalação do time antes do duelo contra o The Strongest, na noite desta quarta-feira. Afinal, o atacante Ricardo Oliveira aparecia apenas no banco de reservas, dando lugar a Vladimir Hernández. Segundo o técnico Dorival Júnior, a mudança aconteceu por conta da estratégia de explorar a velocidade nos contra-ataques.

Porém, toda a programação montada pelo treinador acabou desmoronando logo aos 22 minutos do primeiro tempo, quando Bruno Henrique foi expulso pelo árbitro Dario Herrera.

Com um homem a menos, Dorival até pensou em colocar Oliveira na segunda etapa. Porém, o camisa 9 sentiu os efeitos da altitude e, com dores de cabeça, precisou ser levado ao vestiário durante o jogo para receber oxigênio. Mesmo assim, o Peixe conseguiu arrancar o empate em 1 a 1, em La Paz, na Bolívia, e alcançou a classificação para as oitavas de final da Libertadores.

“Ricardo, a principio, não estaria jogando. Foi uma definição para tirar a referência para povoar o meio-campo. The Strongest penetra muito por dentro. Se tivéssemos um a mais flutuando, poderíamos neutralizar o início das jogadas. No banco, ele passou muito mal, não se sentiu bem, e ficou no vestiário. Agora, está mais recuperado. É natural que tenhamos ter um cuidado para saber o que aconteceu”, explicou Dorival Júnior em entrevista coletiva após o duelo.

Apesar do problema, Oliveira não deve ser desfalque do Santos contra o Coritiba, no próximo sábado, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.


Fluminense 3 x 2 Santos

Data: 14/05/2017, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 9.880 pagantes
Renda: R$ 305.610,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Fabio Rodrigo Rubinho e Marcelo Grando (ambos do MT)
Cartões amarelos: Léo (F); Victor Ferraz, Bruno Henrique, Lucas Veríssimo, Lucas Lima e Ricardo Oliveira (S).
Gols: Henrique Dourado (03-1), Victor Ferraz (38-1), Henrique Dourado (47-1); Sornoza (12-2) e Vladimir Hernández (42-2).

FLUMINENSE
Diego Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza (Gustavo Scarpa); Wellington Silva (Marcos Júnior), Richarlison (pierre) e Henrique Dourado.
Técnico: Abel Braga

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Jean Mota (Léo Cittadini); Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Vladimir Hernández), Ricardo Oliveira (Kayke) e Bruno Henrique.
Técnico: Dorival Junior



Com dois gols de Dourado, Fluminense mostra força e vence o Santos

Após ter suas últimas atuações questionadas, o Fluminense mostrou força e venceu por 3 a 2 o Santos, neste domingo, no Maracanã, na estreia do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, os tricolores conquistam a primeira vitória na competição, já que os jogos de sábado terminaram empatados. Já os santistas tiveram finalizada a sequência de bons resultados.

Os donos da casa souberam aproveitar melhor os as chances criadas, principalmente no primeiro tempo. Henrique Dourado abriu o placar para o Fluminense, mas viu o Santos empatar com Victor Ferraz. Antes do intervalo, novamente Henrique Dourado deixou os cariocas a frente. Na etapa final, os tricolores chegaram ao terceiro, com Sornoza. Já no fim, os visitantes diminuíram com Hernandez, mas não tiveram tempo para igualar o placar.

O jogo

O Fluminense começou a partida pressionando o Santos e conseguiu abrir o placar logo aos três minutos. Após boa jogada de Léo pela esquerda, Henrique Dourado se antecipou a Yuri e tocou para a rede.

Com a vantagem no placar, os tricolores diminuíram o ritmo e permitiram que o Santos equilibrasse o confronto. No entanto, os paulistas só criaram sua primeira chance de gol aos 15 minutos. Após troca de passes no ataque, a bola sobrou para Jean Mota, que chutou por cima do travessão.

O equilíbrio marcou boa parte do primeiro tempo. As duas equipes se alternavam na tentativa de atacar, mas erravam muito. Com isso, o jogo ficou sendo disputado em ritmo lento, sem grande emoção. Só que aos 38 minutos, o Santos chegou ao empate no Maracanã. Bruno Henrique cruzou pela esquerda e achou Victor Ferraz, que entrou de surpresa na área. O lateral cabeceou cruzado, sem chance para Diego Cavalieri.

Nos minutos finais, o Fluminense voltou a pressionar em busca do segundo gol. Os tricolores assustaram aos 43 minutos. Após escanteio, a bola sobrou para Henrique. O zagueiro chutou, mas acertou a trave direita de Vanderlei. Só que nos acréscimos, os donos da casa ficaram novamente a frente no marcador. Henrique Dourado foi derrubado por Jean Mota na área e o árbitro marcou pênalti. O próprio atacante cobrou para fazer seu segundo gol na partida e deixar os cariocas com a vantagem no intervalo.

O segundo tempo começou movimentado. O Fluminense quase ampliou aos três minutos, quando Richarlison foi lançado, mas viu Vanderlei se antecipar a fazer a defesa. A resposta do Santos veio quatro minutos depois. Bruno Henrique ganhou na raça de Lucas e finalizou para boa defesa de Cavalieri.

Com espaço, os tricolores foram eficientes e chegaram ao terceiro gol aos 12 minutos. Após boa troca de passes, Wendel achou Sornoza na área. O meia dominou e chutou colocado, sem chance para Vanderlei.

O revés não desanimou o Santos, que desperdiçou duas chances no mesmo lance. Após cruzamento, Ricardo Oliveira cabeceou no travessão. No rebote, Bruno Henrique também acertou o travessão de Diego Cavalieri antes da zaga tirar o perigo.

Só que o Fluminense seguia sendo mais perigoso e quase chegou ao quarto aos 20 minutos. Léo tabelou com Henrique Dourado e chutou cruzado para boa defesa de Vanderlei. Depois, foi a vez de Sornoza finalizar, mas parar no goleiro santista.

Com o passar do tempo, o Santos foi obrigado a avançar para tentar diminuir o prejuízo. No entanto, a equipe paulista errava muito na parte ofensiva e pouco incomodava a defesa carioca. Somente aos 39 minutos, os visitantes quase marcaram o segundo. Victor Ferraz fez boa jogada e tocou para Hernandez, mas o colombiano chutou por cima do gol.

De tanto insistir, os paulistas chegaram ao gol aos 42 minutos. Bruno Henrique chutou para o gol, Diego Cavalieri espalmou para frente e Hernandez apareceu para colocar a bola para a rede. Nos minutos finais, o Santos buscou o empate, mas o Fluminense conseguiu segurar a vitória até o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Victor Ferraz lamenta derrota para o Flu e prega foco na Libertadores

A estreia do Santos no Campeonato Brasileiro não foi da maneira como os jogadores esperavam. O Peixe foi derrotado por 3 a 2 pelo Fluminense, na manhã deste domingo, no Maracanã. Autor do primeiro gol alvinegro, o lateral direito Victor Ferraz lamentou o resultado e o desempenho defensivo da equipe, que foi vazada por três vezes na partida.

“A gente acabou vacilando no começo, tomando gol, que não era a nossa proposta. Não fomos bem defensivamente, que é o nosso ponto forte. A gente toma poucos gols, nossos números são muito bons, mas hoje tomamos três em um jogo só, o que não é normal”, avaliou Ferraz em entrevista ao canal Premiere no final do jogo.

O camisa 4 santista reconheceu que o calor atrapalhou o Peixe – o jogo foi realizado às 11 horas (de Brasília) e os termômetros registram temperatura na casa dos 30°C – e, aliado ao desgaste do confronto com o Paysandu, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, prejudicaram o estilo de jogo da equipe. Sem muito tempo para lamentar, Victor Ferraz pregou foco no próximo compromisso do Santos, pela Libertadores.

“Hoje fez muito calor e a gente veio de um jogo muito desgastante em Belém, o campo não era bom e a viagem foi muito difícil também. A gente tentou dar o nosso melhor, corremos atrás do resultado. Foi um jogo difícil, queríamos estrear bem, mas não deu. Agora é pensar na Libertadores, que é o nosso principal objetivo da temporada”, declarou.

O Santos volta a campo já na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o The Strongest, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América, na Bolívia. A equipe viaja nesta segunda-feira para se ambientar à altitude de 3.660 metros da cidade de La Paz e Victor Ferraz confia no trabalho da comissão médica para recuperar os atletas.

“Tem que descasar a partir de agora, voltar para Santos, porque amanhã já viajamos novamente. Mas eu tenho certeza que o pessoal da fisiologia vai fazer um grande trabalho para estarmos com todo mundo 100% lá na Bolívia”, concluiu.

Dorival vê derrota injusta do Santos e reclama de pênalti não marcado

A derrota por 3 a 2 para o Fluminense na estreia do Santos no Campeonato Brasileiro, neste domingo, no Maracanã, não foi um resultado justo na avaliação do técnico alvinegro Dorival Júnior. O treinador viu sua equipe melhor em campo, buscando mais o jogo e criando mais oportunidades.

“O Santos não mereceria uma derrota aqui de maneira nenhuma por tudo aquilo que jogou, que produziu. A vitória do Fluminense é incontestável, porém o Santos não poderia ter saído daqui derrotado por tudo o que fez”, analisou. “Acabamos sofrendo o segundo gol bem na virada no primeiro para o segundo tempo e isso tenha dificultado um pouco mais. Voltamos, tomamos o terceiro gol, continuamos mantendo a posse de bola, criando, buscando os espaços. Jogamos bolas na trave, tivemos lances favoráveis, mas infelizmente não era nossa tarde”, completou o comandante santista.

Dorival lamentou o gol sofrido logo no início da partida, mais precisamente aos três minutos, e condicionou este fato ao modo como o jogo transcorreu no primeiro tempo, com o Fluminense administrando a vantagem e o Santos buscando o empate. O treinador santistas ainda reclamou de um pênalti não marcado a favor de sua equipe nos instantes finais do confronto.

“Eles se aproveitaram sim (dos 15 minutos iniciais) e a partir daí tiveram o jogo sempre na espera, o Fluminense jogou esperando praticamente durante os 90 minutos. Acho que o importante foi que o Santos teve paciência, rodou bola, criou oportunidades, teve um pênalti absurdo não anotado nos últimos momentos da partida”, protestou.

De acordo com o comandante alvinegro, o árbitro Wagner Reway foi avisado de que os zagueiros do Fluminense estavam segurando os atacantes do Santos nas jogadas dentro da área, mas não deu atenção ao aviso. Dorival considerou o pênalti não marcado como um ‘lance capital’, mas exaltou a produção ofensiva do Peixe.

“Ele (o árbitro) foi avisado ao longo dos 90 minutos que os jogadores estavam sendo muito segurados dentro da área do Fluminense. Foi um lance capital, que poderia ter decidido. Nós tivemos 20 chutes no gol do Fluminense, nove deles no Cavalieri. Foi uma grande partida, não temos que ficar buscando fatos negativos. Ao contrário, o Santos teve muito mais coisas positivas do que negativas, apenas não concretizamos o resultado”, finalizou.


Goleiros:
Vanderlei
Vladimir
João Paulo
John
   


Laterais:
Victor Ferraz
Zeca
Matheus Ribeiro
Caju
Daniel Guedes
Orinho


Zagueiros:
Cleber Reis
Gustavo Henrique
Luiz Felipe
David Braz
Lucas Veríssimo
Noguera


Volantes:
Renato
Alison
Leandro Donizete
Yuri
Yan
Matheus Jesus


Meias:
Lucas Lima
Vitor Bueno
Jean Mota
Léo Cittadini
Rafael Longuine
Emiliano Vecchio
Serginho
Matheus Oliveira
 


Atacantes:
Ricardo Oliveira
Copete
Bruno Henrique
Nilmar
Vladimir Hernández
Kayke
Arthur Gomes
Thiago Ribeiro
Lucas Crispim


Técnicos:
Dorival Junior
Levir Culpi



Santos Futebol Clube

– Presidente: Modesto Roma Júnior (2015-2017)
– Patrocínio: Caixa (Master), Sil e depois SEMP TCL (mangas), Thinkseg (costas superior) e Algar (peito)
– Fornecedor: Santos/Kappa

Elenco:

G – Vanderlei Farias da Silva
G – Vladimir Orlando Cardoso de Araújo Filho
G – João Paulo Silva Martins
G – John Victor Maciel Furtado

LD – Victor Ferraz Macedo
LD – José Carlos Cracco Neto (Zeca)
LE – Wanderson de Jesus Martins (Caju)
LD/LE – Matheus Antunes Ribeiro
LD – Daniel Guedes da Silva

Z – Cleber Janderson Pereira Reis
Z – Gustavo Henrique Vernes
Z – Luiz Felipe do Nascimento dos Santos
Z – David Braz de Oliveira Filho
Z – Lucas Veríssimo da Silva
Z – Fabián Ariel Noguera

V – Renato Dirnei Florêncio
V – Thiago Maia Alencar
V – Leandro Donizete Gonçalves da Silva
V – Yuri Oliveira Lima
V – Yan Oliveira Lima
V – Alison Lopes Ferreira
V – Matheus Sousa de Jesus

M – Lucas Rafael Araújo Lima
M – Vitor Frezarin Bueno
M – Jean Mota Oliveira de Souza
M – Leonardo Cittadini (Léo Cittadini)
MA – Rafael Vinicius Carvalho Longuine
M – Thaciano Mickael da Silva
M – Matheus Oliveira Santos
M – Emiliano Gabriel Vecchio

CA – Ricardo Oliveira
A – Jonathan Copete
A – Bruno Henrique Pinto
CA – Rodrigo Gomes dos Santos (Rodrigão)
A – Vladimir Javier Hernández Rivero
A – Kayke Moreno de Andrade Rodrigues
A – Arthur Gomes Lourenço
A – Thiago Ribeiro Cardoso
A – Nilmar Honorato da Silva
A – Lucas de Figueiredo Crispim

T – Dorival Silvestre Júnior / T – Levir Culpi



Empréstimos:

M – Sérgio Antônio Soler de Oliveira Júnior (Serginho) -> Figueirense

CA – Rodrigo Gomes dos Santos (Rodrigão) -> Bahia

LE – Wanderson de Jesus Martins (Caju) -> Lille-FRA

Z – Cleber Janderson Pereira Reis -> Coritiba

MA – Rafael Vinicius Carvalho Longuine -> Coritiba


Transferências:

V – Thiago Maia Alencar -> Lille-FRA


Retornos / Saídas:

M – Sérgio Antônio Soler de Oliveira Júnior (Serginho) <- Santo André

M – (Thaciano) Mickael da Silva -> Boa Esporte



Contundidos: Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Vitor Bueno.



Histórico:

O meia Serginho nem mesmo voltou a treinar no Santos e já saiu do clube mais uma vez. Após passar o Campeonato Paulista emprestado ao Santo André, o jovem de 22 anos foi cedido pelo Peixe ao Figueirense até o final da temporada.

Emprestado ao Santos pelo Boa Esporte, o meia Thaciano voltou para a equipe mineira. Sem ter sequência na equipe profissional, o Peixe optou por não pagar pouco mais de R$ 1 milhão para ficar com atleta em definitivo.


Média de público na Vila Belmiro e em São Paulo:

Ano

Vila Belmiro

São Paulo

2017

n/c

n/c

2016

n/c

n/c

2015

n/c

n/c

2014

7.069 (27)

24.864 (9)

2013

7.819 (27)

15.492 (10)

2012

8.970 (27)

26.285 (14)

2011

8.613 (27)

25.229 (15)

2010

9.389 (30)

21.067 (11)

2009

8.794 (29)

22.894 (13)

2008

9.373 (34)

14.097 (5)

2007

9.024 (35)

26.087 (10)

2006

9.135 (31)

24.007 (7)

2005

10.054 (32)

13.879 (4)

2004

9.755 (32)

19.820 (5)

2003

8.569 (36)

38.167 (4)

2002

10.074 (25)

43.244 (7)

2001

9.805 (23)

30.605 (6)

2000

7.569 (26)

21.298 (11)

1999

7.416 (24)

15.590 (10)

1998

10.137 (31)

28.044 (8)

1997

9.562 (19)

17.034 (17)

1996

6.028 (17)

9.300 (17)

1995

8.891 (28)

17.650 (11)

1994

6.385 (27)

21.427 (12)

1993

9.266 (25)

25.998 (17)

1992

8.312 (23)

19.713 (17)

1991

5.523 (20)

16.814 (6)

1990

6.836 (27)

24.587 (8)

1989

5.192 (20)

23.584 (9)

1988

7.413 (20)

19.688 (14)

1987

8.896 (17)

22.864 (20)

1986

7.925 (30)

21.345 (13)

1985

7.303 (19)

20.240 (17)

1984

10.946 (22)

41.718 (16)

1983

12.988 (24)

52.945 (21)

1982

10.186 (27)

27.713 (12)

1981

11.430 (26)

34.546 (14)

1980

14.941 (23)

45.633 (19)

1979

16.720 (14)

29.667 (15)

1978

17.552 (32)

59.273 (29)

1977

15.836 (23)

51.203 (21)

1976

11.161 (19)

29.708 (10)

1975

6.678 (27)

33.655 (18)

1974

8.525 (13)

24.047 (20)

1973

10.146 (11)

37.770 (34)

1972

9.591 (8)

36.073 (18)

1971

12.705 (12)

28.631 (16)

1970

7.783 (8)

24.197 (21)

1969

11.856 (14)

25.076 (17)

1968

6.739 (13)

20.105 (17)

1967

9.546 (13)

28.167 (14)

1966

6.267 (17)

19.006 (16)

1965

10.681 (16)

26.409 (18)

1964

12.261 (15)

30.345 (14)

1963

8.413 (14)

29.455 (17)

1962

9.027 (26)

23.000 (12)

1961

10.991 (21)

20.242 (13)

1960

11.385 (20)

14.802 (10)

1959

10.009 (25)

22.811 (17)

1958

7.345 (25)

14.055 (15)

1957

8.090 (35)

17.356 (11)

1956

5.586 (35)

21.831 (16)

1955

7.183 (21)

12.700 (10)

 

Observações:

1 – Os públicos considerados sempre foram os públicos totais de cada partida (pagantes + gratuitos), quando houve esse tipo de informação;

2 – Em azul, as médias acima de 10 mil  pessoas na Vila e acima de 25 mil em São Paulo. Em azul e em negrito a maior média de público na Vila e em São Paulo;

3 – Em vermelho, as médias abaixo de  6 mil pessoas na Vila e abaixo de 10 mil pessoas em São Paulo; em vermelho e negrito a menor média de público na Vila e em São Paulo;

4 – Em verde e em negrito o ano com a menor diferença de público entre São Paulo e Vila Belmiro;

5 – Entre parênteses, a quantidade de partidas realizadas por temporada;

6 – Em algumas temporadas, o ano futebolístico não coincidiu com o ano de civil (por exemplo, o ano de 1978, cujo Campeonato Paulista entrou 1979 afora. Neste caso os públicos são todos em referência ao ano de 1978);

7 –  Entre 1972 e 1985 não foram realizados clássicos (São Paulo, Corinthians e Palmeiras) na Vila Belmiro em Campeonatos Paulista ou Brasileiro, apenas amistosos ou competições menores. O mesmo aconteceu em 1963, 1970, 1987, 1988, 1989 e 1994;

8 – Pelé atuou no Santos FC em competições oficiais entre 1957 e 1974. 


Créditos:

Este estudo foi feito pelo professor e historiador Guilherme Nascimento. As estatísticas são baseadas nas fichas técnicas do livro de sua autoria, o “Almanaque do Santos FC”, lançado em 2013.



Gols e melhores momentos

Paysandu 1 x 3 Santos

Data: 10/05/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Mangueirão, em Belém, no Pará.
Público: 13.548
Renda: R$ 251.370,00
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence e Leone Carvalho Rocha
Cartões amarelos: Cleber Reis (S).
Gols: Bruno Henrique (26-1); Diogo Oliveira (03-2), Bruno Henrique (15-2) e Kayke (33-2).

PAYSANDU
Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Augusto Recife, Wesley (Alfredo), Rodrigo Andrade e Diogo Oliveira; Leandro Carvalho e Bérgson (Wil).
Técnico: Marcelo Chamusca

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber Reis e Jean Mota; Renato (Leandro Donizete), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Junior



Santos ‘mata’ Paysandu no início e avança na Copa do Brasil

O Santos vê em Ricardo Oliveira sua grande fonte de gols desde 2015. O centroavante, porém, foi discreto e passou em branco na noite desta quarta-feira, no duelo contra o Paysandu. Coube aos outros atacantes da equipe brilharem e garantirem a vitória por 3 a 1, no estádio do Mangueirão, em Belém, no Pará, fazendo o Peixe avançar com facilidade para as quartas de final da Copa do Brasil. Bruno Henrique, com dois gols, e Vitor Bueno, com duas assistências, foram os grandes destaques. Na reta final, ainda sobrou tempo para Kayke, substituto do camisa 9, decretar o triunfo santista.

Com a classificação, o Santos agora vai ter um ‘descanso’ da Copa do Brasil. A equipe comandada por Dorival Júnior assistirá de camarote a definição dos outros confrontos das oitavas de final e só voltará a se preocupar com a competição no início de junho, quando acontece o sorteio das quartas.

Apesar disso, o Peixe segue uma maratona durante esta semana. Após o duelo contra o Papão em Belém, o alvinegro terá pela frente o Fluminense, no próximo domingo, às 11h (de Brasília), no Rio de Janeiro, na estreia do Campeonato Brasileiro. Três dias depois, os santistas viajam até La Paz, onde encaram o The Strongest, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores.

O jogo

Jogando com a vantagem debaixo do braço, o Santos começou o primeiro tempo esperando o Paysandu. Podendo perder por até um gol de diferença, o Peixe não arriscou nos minutos iniciais e apenas esperava o momento certo para dar o ‘bote’.

O Papão, por sua vez, apostava na velocidade para chegar na defesa santista e tentar igualar o placar agregado do duelo. A primeira boa oportunidade surgiu aos 15 minutos, quando Diogo Oliveira entortou Lucas Veríssimo e bateu forte, obrigando Vanderlei a fazer bela defesa.

Dez minutos depois, foi a vez de Cleber ser entortado por Wesley. Mas após passar pelo defensor, o volante bicolor não conseguiu vencer o arqueiro do Peixe, que foi buscar no cantinho e salvou a equipe comandada por Dorival Júnior mais uma vez.

E aquela famosa frase “quem não faz, toma” deu o ar da graça no Mangueirão. Depois de desperdiçar as duas ótimas oportunidades, o Paysandu viu o Santos abrir o placar aos 26 minutos. Lucas Lima dominou a bola no meio de campo e fez lançamento primoroso para Vitor Bueno. O camisa 7 tocou de primeira para Bruno Henrique. Livre dentro da área, o atacante apenas empurrou para o fundo das redes e ampliou a vantagem do alvinegro.

Com o tento santista, o Papão deu uma ‘murchada’ no jogo, afinal, a equipe de Belém agora precisava de quatro gols para avançar. Com isso, o Peixe controlou os últimos minutos da primeira etapa com facilidade.

Precisando de um ‘milagre’ para avançar, o Paysandu voltou de forma arrasadora após o intervalo. Logo aos 3 minutos, Rodrigo Andrade avançou com tranquilidade pelo lado direito e cruzou para Diogo Oliveira pegar de primeira e deixar tudo igual no Mangueirão.

O gol logo no início deixou o duelo aberto em Belém. Ainda necessitante de mais três tentos para ficar com a vaga na quartas de final, o Papão seguiu em cima do Santos. Por conta disso, a equipe comandada por Marcelo Chamusca deixava a defesa aberta para o Peixe chegar nos contra-ataques.

E foi justamente em uma jogada de velocidade que o alvinegro matou de vez o confronto. Aos 15 minutos, a dupla Vitor Bueno e Bruno Henrique funcionou mais uma vez. O camisa 7 driblou Hayner com facilidade no lado esquerdo e rolou para o atacante, que teve tempo de dominar e escolher o canto para colocar a equipe santista novamente em vantagem.

Com a classificação praticamente definida, já que o Paysandu precisaria fazer quatro gols para avançar, o técnico Dorival Júnior pensou na maratona de jogos e sacou Ricardo Oliveira, Renato e Bruno Henrique do time. Kayke, Leandro Donizete e Thiago Ribeiro entraram na reta final do confronto.

O Papão, por sua vez, viu que não conseguiria mais operar o ‘milagre’ e diminuiu completamente o ritmo. Tanto que ainda sobrou tempo para o Santos ampliar o marcador. Aos 33 minutos, Jean Mota deu lindo cruzamento da esquerda para Kayke. O atacante chutou de primeira para fazer 3 a 1 e definir de vez a classificação santista.

Bastidores – Santos TV:

Bruno Henrique vibra com ‘parceria’ de Bueno: “Treinamos essa jogada”

O Santos novamente teve Bruno Henrique como seu principal destaque. Contra o Paysandu, na noite desta quarta-feira, o atacante marcou duas vezes e foi decisivo na vitória do Peixe por 3 a 1, no Mangueirão, em Belém, no Pará, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Desta vez, porém, Bruno Henrique não foi a ‘estrela solitária’ do alvinegro. Isso porque Vitor Bueno superou a má fase e foi fundamental no triunfo sobre o Papão, que garantiu a equipe santista nas quartas do torneio mata-mata. Com duas assistências, o camisa 7 foi muito elogiado pelo artilheiro da partida.

“Agradeço ao Bueno pelos dois passes. O professor (Dorival) sempre frisa e nós treinamos muito essa jogada, com a bola atravessada. E recebi outro bom passe do Vitor no segundo gol. Pude ser feliz no lance. Fico feliz pelos dois gols. Quando a gente estava vindo para o estádio, minha esposa disse que eu faria um gol. Pude fazer dois e dedico à ela”, comemorou Bruno Henrique na saída do gramado.

Com a classificação, o Santos agora vai ter um ‘descanso’ da Copa do Brasil. A equipe comandada por Dorival Júnior assistirá de camarote a definição dos outros confrontos das oitavas de final e só voltará a se preocupar com a competição no início de junho, quando acontece o sorteio das quartas.

Dorival elogia tranquilidade do Santos e critica gramado do Mangueirão

O Santos passou com facilidade pelo Paysandu, na noite desta quarta-feira, no Mangueirão, em Belém, no Pará, e avançou sem grandes problemas para as quartas de final da Copa do Brasil. Com a vantagem de ter vencido por 2 a 0 no duelo de ida, o Peixe conseguiu suportar a pressão do Papão no início e praticamente ‘matou’ o confronto aos 26 minutos do primeiro tempo, com o gol de Bruno Henrique.

Após o intervalo, o alvinegro viu o time bicolor empatar a partida. Porém, segundo o técnico Dorival Júnior, seus comandados souberam administrar o jogo com tranquilidade mesmo após sofrer o gol.

“Destaco o crescimento da equipe. Principalmente porque tivemos dois jogos distintos. Lá em Santos tivemos de propor a partida. As penetrações foram poucas, mas nós conseguimos administrar a partida e fazer um resultado importante. Aqui, trabalhamos com a marcação mais adiantada deles, esperando. Tivemos tranquilidade para trabalhar a bola, conseguimos triangulações. Foi um resultado fundamental. Até nos encontrarmos, o Vanderlei foi muito feliz. O Paysandu se aproveitou da nossa ansiedade. Era uma armadilha preparada. A partir do momento que conseguimos sair para o jogo, trabalhar mais a bola, conseguimos furar a primeira linha de marcação”, destacou Dorival Júnior, em entrevista coletiva logo após o duelo no Mangueirão.

O gramado do estádio de Belém, inclusive, foi alvo de críticas do comandante santista. “Acho que os jogadores souberam administrar as dificuldades de um gramado ruim, horrível para se jogar. Procuramos trabalhar a bola e conseguimos fazer com condições. Conseguimos penetrações para que as triangulações acontecessem pelos lados”, concluiu o treinador.

Artilheiro, Bruno Henrique é elogiado por Dorival: “Pode crescer”

Contratação mais cara da gestão Modesto Roma, Bruno Henrique vem justificando os R$ 14 milhões pagos pelo Santos ao Wolfsburg, da Alemanha. Após um começo de temporada discreto, o atacante assumiu o posto de protagonista e assumiu a artilharia da equipe comandada por Dorival Júnior, com seis gols marcados.

Na noite da última quarta-feira, no Mangueirão, Bruno Henrique brilhou mais uma vez, anotou dois tentos e foi fundamental para o triunfo santista por 3 a 1 sobre o Paysandu, que garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil.

Após a boa atuação, o camisa 27 foi elogiado pelo técnico Dorival Júnior. O comandante, porém, acredita que o atacante pode render ainda mais com a camisa do Peixe.

“Ele não vinha atuando com sequência lá fora e até readquirir o ritmo demora um pouco. É um grande jogador, ainda tem muito pra evoluir e amadurecer. Se ele mantiver o interesse, o crescimento será gradativo ao longo do ano e que tenhamos em 2018 um jogador mais completo, maduro e em condições de fazer grandes jogos no nível que possa manter”, comentou o técnico.

Após gentilezas, Santos estuda troca de atletas com o Paysandu

O clima de cordialidade entre Santos e Paysandu não acabou com a classificação da equipe paulista às quartas de final da Copa do Brasil. Após as gentilezas que marcaram o confronto, os clubes estudam trocar jogadores para a sequência da temporada.

“O Marcelo (Chamusca, treinador do Paysandu) me conhece. Estamos à disposição. Caso precise de um ou outro atleta que o Santos possa disponibilizar, não tenho dúvidas de que acontecerá”, avisou Dorival Júnior, técnico santista.

O comandante do Santos chegou ainda a destacar os jogadores do Paysandu que conseguiram aproveitar as derrotas por 2 a 0, na Vila Belmiro, e por 3 a 1, Mangueirão, como vitrine.

“O volante (Rodrigo Andrade) me chamou a atenção. É muito bom jogador esse menino de 20 anos. O atacante que jogou pelo lado direito (Leandro Carvalho) também é um jogador de potencial. E o Bergson, que vive outro momento na carreira. O Paysandu tem um grande time. Com certeza, veremos brigando com uma possibilidade real de subida”, elogiou Dorival, referindo-se ao fato de o clube paraense estar na Série B do Campeonato Brasileiro.

Para reforçar o Paysandu, o Santos poderia ceder o goleiro Gabriel Gasparotto, o volante Alison e o atacante Lucas Crispim, que retornaram de empréstimos e não deverão ter espaço no time da Vila Belmiro. O meia Serginho, que também seria cotado a fazer parte da parceria com o Paysandu, já acertou com o Figueirense, enquanto o volante Fernando Medeiros está próximo do Vila Nova.

Santos e Paysandu estreitaram os laços mesmo na condição de adversários na Copa do Brasil. O time paulista abriu as portas do CT Rei Pelé para treinar ao lado do paraense no jogo de ida e foi muito bem recepcionado na partida de volta.

“Gostaria de fazer um agradecimento especial à diretoria do Paysandu e à torcida, que nos recebeu muito bem em Belém. O futebol é isso. Temos que ressaltar esse lado. É uma satisfação poder viver um momento como esse”, discursou Dorival Júnior.